Questões de Concurso Sobre história
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O termo periodização indica uma ação humana sobre o tempo e sublinha que seu recorte não é neutro. Essa divisão não é um mero fato cronológico, mas expressa também a ideia de passagem, de ponto de viragem ou até mesmo de retratação em relação à sociedade e aos valores do período precedente.
LE GOFF, Jacques. A história deve ser dividida em pedaços?. São Paulo: Editora UNESP, 2015. [Adaptado].
De acordo com Le Goff, a periodização deve ser entendida como
“Ao mesmo tempo que o governo começava a impor limites à repressão política, o esgotamento do ‘milagre econômico’ e o choque do petróleo agravavam e generalizam as pressões inflacionárias que superavam a capacidade de reprimi-las”.
SINGER, Paul. O processo econômico. In: REIS, Daniel Aarão. (Org.). Volume 5: Modernização, Ditadura e Democracia. Rio de Janeiro: Objetiva, 2014.
O fracasso do chamado “milagre econômico” durante a Ditadura Militar teve como consequência
“República” significa ‘coisa pública’ – bem comum – em oposição ao bem particular: a res privata. Pensada nesses termos, como bem ajuíza José Murilo de Carvalho, “nossa república nunca foi republicana”.
SCHWARCZ, Lilia Moritz. Sobre o autoritarismo brasileiro. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
Um fenômeno que corrobora com a interpretação de José Murilo de Carvalho é o
“A nossa independência ainda não foi proclamada. Frase típica de D. João VI: Meu filho, põe essa coroa na tua cabeça, antes que algum aventureiro o faça!
Expulsamos a dinastia. É preciso expulsar o espírito bragantino, as ordenações e o rapé de Maria da Fonte.
Contra a realidade social, vestida e opressora, cadastrada por Freud – a realidade sem complexos, sem loucura, sem prostituições e sem penitenciárias do matriarcado de Pindorama.”
Disponível em:<https://www.ufrgs.br/cdrom/oandrade/oandrade.pdf> . Acesso em: 23 jan. 2025.
Oswald de Andrade, representante do Movimento Modernista Brasileiro, em seu Manifesto Antropófago (1928) defendia
“O direito de não se submeter senão às leis, de não poder ser preso, nem detido, nem condenado, nem maltratado de nenhuma maneira, pelo efeito da vontade arbitrária de um ou de vários indivíduos.”
Disponível em: <https://estadodaarte.estadao.com.br/o-grande-teatro-domundo/constant-liberdades-gtm/>. Acesso em: 23 jan. 2025.
O texto citado indica as principais características da concepção de
“A consciência histórica se torna um objeto da didática da história, que o ensino e a aprendizagem da história não perdem de vista, mas sim aguça o olhar didático: a consciência histórica significa, nesta perspectiva, em última análise, a aprendizagem histórica no nível fundamental e básico do trabalho de memória necessário para a vida prática.”
RÜSEN, Jörn. Aprendizagem Histórica. Fundamentos e Paradigmas. Curitiba: W.A. Editores, 2012.
A proposta de Jörn Rüsen de uma didática da história centrada na consciência histórica implica que a aprendizagem histórica
“As relações de contato era, então, grosso modo, vistas como relações de dominação/submissão, na qual uma cultura se impunha sobre a outra, anulando-a. Nessa perspectiva os índios integrados à colonização, seja como escravos ou como aliados, eram vistos como submissos e aculturados, não constituindo, pois, categoria social merecedora de maiores investigações.”
ALMEIDA, Maria Regina Celestino de. Os índios na História do Brasil. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2010. (Edição Kindle).
Que fator permitiu uma nova compreensão sobre os povos indígenas nas abordagens historiográficas das últimas décadas?
“Uma fonte não pode nos dizer nada daquilo que cabe a nós dizer. No entanto, ela nos impede de fazer afirmações que não poderíamos fazer (...). As fontes nos impedem de cometer erros, mas não nos revelam o que devemos fazer.”
Koselleck, Reinhart. Futuro passado: contribuição à semântica dos tempos históricos. Rio de Janeiro: Contraponto. Ed. PUC RIO, 2006.
O argumento apresentado acima destaca qual característica das fontes históricas?
Considere o texto a seguir:
Alguns dos participantes das várias expedições para combater os índios no sertão ao longo da primeira metade do século XVIII conseguiram sesmarias e se instalaram, justamente, nos sertdes que haviam ajudado e ajudavam a devassar. Era o caso, por exemplo, de Damaso Pinheiro de Carvalho, “um dos primeiros povoadores da capitania do Piauí” (1715, riacho das Cabras); do nosso já conhecido Francisco Cavalcante de Albuquerque (1719, rio Mearim); de Francisco de Almeida, “capitão da conquista atual’(1727, rio Mearim); de Manuel da Silva Pereira (1726, préximo ao rio Parnaíba); de Antônio Gomes Leite (1728, próximo ao rio Gurgueia); e de João Nogueira de Sousa (1729, instalado no Itapecuru).
(Adaptado de: CHAMBOULEYRON, R e MELO, V. S de. Governadores e índios, guerras e terras entre o Maranhão e o Piauí (primeira metade do século XVIII). Rev. Hist (São Paulo) (168), jan.-jun. 2013)
A partir dessas informações,