Questões de Concurso Comentadas sobre história
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O texto do escritor português Eça de Queiroz ressalta concepção difundida durante a chamada pax britânica, que seria:
“A história é busca, portanto escolha. Seu objeto não é o passado: ‘A própria noção segundo a qual o passado enquanto tal possa ser objeto de ciência é absurdo’. Seu objeto é ‘o homem’, ou melhor, ‘os homens’, e mais precisamente ‘homens no tempo’.” [Marc Bloch. Apologia da História ou o ofício de historiador]
De acordo com o texto:
Tony Judt. Pós-guerra: uma história da Europa desde 1945. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008, p. 166 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando a temática por ele abordada, julgue (C ou E) o item que se segue.
A assinatura de tratados como o de Roma e o de Maastricht resultou de um longo processo de integração europeia, iniciado no pós-Segunda Guerra, tendo o fim da Guerra Fria possibilitado, dada a remoção dos obstáculos geopolíticos que impunham limites à expansão do espaço comunitário, um novo ciclo de ampliação do número de países integrantes da União Europeia.
Primo Levi. A trégua. São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 9 (com adaptações).
Com relação ao assunto tratado no texto acima, julgue o item a seguir.
Para os campos de concentração ou de extermínio eram enviados, além de judeus, outros grupos sociais, incluindo-se testemunhas de Jeová, homossexuais ou comunistas.
Primo Levi. A trégua. São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 9 (com adaptações).
Com relação ao assunto tratado no texto acima, julgue o item a seguir.
Os nazistas planejaram eliminar a maioria da população eslava do Leste Europeu.
Demétrio Magnoli e Elaine Senise Barbosa. Liberdade versus igualdade. In: O mundo em desordem (1914-1945), v. I. Rio de Janeiro: Record, 2011, p. 21-2 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando o contexto histórico que antecedeu a Primeira Grande Guerra, julgue (C ou E) o item seguinte.
Entre os contextos de crise que impeliram as potências para a guerra, destacam-se a criação da Entente Cordiale anglo-francesa e a reação alemã à sua criação, manifestada nas pretensões de Berlim em relação ao Marrocos, em claro sinal de que a Alemanha desejava barrar a expansão francesa no norte da África.
Demétrio Magnoli e Elaine Senise Barbosa. Liberdade versus igualdade. In: O mundo em desordem (1914-1945), v. I. Rio de Janeiro: Record, 2011, p. 21-2 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando o contexto histórico que antecedeu a Primeira Grande Guerra, julgue (C ou E) o item seguinte.
Comprovada a participação direta do governo sérvio no assassinato do sucessor ao trono austro-húngaro, o governo da Áustria radicalizou sua posição em relação ao de Belgrado. Ao apresentar seu ultimato à Sérvia, a Áustria demonstrou, ainda que de maneira sutil, apoio ao movimento nacionalista eslavo na região balcânica.
(Tamdjian, J. O. Geografia Geral e do Brasil: estudos para compreensão do espaço – Ensino médio. São Paulo: FTD, 2005. p. 499.)
Trata-se do território
“O governo nascido do golpe de 1964 foi definido certa vez como o “Estado Novo da UDN”. Essa definição tem sua razão de ser. Durante duas décadas, políticos udenistas – representantes de parcelas importantes das elites empresariais e agrárias – dificilmente chegam a conseguir apoio de mais de 30% do eleitorado brasileiro. Entretanto, através da ditadura militar, puderam implementar várias de suas propostas em matéria de política econômica.”
[PRIORI, Mary Del, VENÂNCIO, Renato. Uma breve história do Brasil. São Paulo: Planeta do Brasil, 2010, p. 279]
São propostas de política econômica que foram implementadas por esse núcleo político neste contexto:
“Em meados do século XIX, o Brasil passava por grandes transformações sociais. A luta dos escravos pela libertação crescia, com constantes e numerosas fugas para os territórios livres, onde formavam quilombos. [...] Nessa mesma época, na Europa, a tensão social agrava-se em decorrência da crise verificada sobretudo no campo, onde crescia o número de camponeses pobres ou miseráveis compelidos a emigrar para a América. [...] Foi dentro desse contexto que dom Pedro II promulgou a Lei nº 601 de 18 de setembro de 1850 [...] que definiu a forma como seria constituída a propriedade privada da terra no Brasil. Essa lei determinava que somente poderia ser considerado proprietário da terra quem legalizasse sua propriedade nos cartórios, pagando certa quantidade de dinheiro para a Coroa”.
[STÉDILE, João Pedro. A Questão Agrária no Brasil. Col. Espaço & Debate. São Paulo: Atual, 1997, p. 10-11]
O professor apresenta o texto acima aos alunos do 8º ano para explicar o processo de legalização da concentração fundiária no Brasil e a consequente exclusão, em nosso país, de grande parte da população rural no tocante ao acesso à propriedade da terra. O documento a que se refere o texto é:
“Poucas lutas no século passado foram tão apaixonadamente acompanhadas como a luta dos negros sul-africanos contra o discricionário regime do aphartheid. Entre 1948 e 1994, a estrutura política, econômica e social é baseada num sistema legalizado de discriminação racial, assegurando o domínio da minoria branca em todos os campos de atividade e nos cargos de direção do país”.
[SERRANO, Carlos; WALDMAN. Mauricio. Memória d’África: a temática africana em sala de aula. São Paulo: Cortez, 2007, p. 263]
Entre as sanções internacionais que marcam, nos anos 80, a intensificação da reação do mundo à política discriminatória sul-africana, pode-se destacar: