Questões de Concurso Comentadas sobre história
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Não é por acaso que as autoridades brasileiras recebem o aplauso unânime das autoridades internacionais das grandes potências, pela energia implacável e eficaz de sua política saneadora [...]. O mesmo se dá com a repressão dos movimentos populares de Canudos e do Contestado, que no contexto rural, como resultado da intensificação das relações econômicas de caráter capitalista, significavam praticamente o mesmo que a Revolta da Vacina no contexto urbano. As autoridades brasileiras colaboravam na constituição de bolsões de ordem e de saúde, onde as burguesias nacional e internacional poderiam circular e aplicar com segurança cálculo e previsibilidade. (SEVCENKO, Nicolau. A Revolta da Vacina: mentes insanas em corpos rebeldes. São Paulo: Brasiliense, 1984, p. 82) Considerando-se o contexto no qual se desenrolaram os movimentos populares referidos, os alunos devem corretamente compreender que, no Brasil republicano do início do século XX,
Hugo Chávez e a figura de Bolívar
“O uso estratégico dos símbolos da nacionalidade, com destaque para o uso do discurso e do legado bolivariano, adquire no projeto de Hugo Chávez certa singularidade. A figura de Bolívar permite que tal símbolo da nacionalidade venezuelana se transforme em uma espécie de fonte de legitimidade e de autoridade do ator político individual. [...] Chávez tem feito do discurso bolivariano um instrumento concreto de ação política.”
VILLA, Rafael Duarte. Venezuela: mudanças políticas na era Chávez. In: Estudos Avançados, 19 (55) 2005. p. 153-172. Disponível em www.scielo.br. Acesso em 10 mar. 2010.
Simón Bolívar destacou-se como símbolo nacional da Venezuela até a nossa contemporaneidade. Ao analisar o contexto da trajetória política desse “herói venezuelano” percebemos algumas peculiaridades. Fez parte desse contexto:
“Em 1937 o presidente Getúlio Vargas Vargas baixou um decreto (que dura até hoje) obrigando os enredos de Escolas de Samba a só falar de temas ‘históricos e patrióticos’. As letras de música eram censuradas pelo DIP. O exemplo mais famoso é O Bonde de São Januário, de Ataulfo Alves e Wilson Batista. A letra original exaltava a figura do ‘malandro’ esperto, que vivia na boemia, que não era trouxa de virar operário e entrar ‘no bonde de São Januário’ (bairro industrial) que ‘leva mais um otário’ para trabalhar. A letra teve que ser mudada para: ‘Quem trabalha é que tem razão/eu digo e não tenho medo de errar/ O Bonde de São Januário/leva mais um operário:/sou eu que vou trabalhar....’”.
(Texto retirado do Centro de Memória Sindical. Site: http://www.memoriasindical.com.br/lermais_materias.php?cd_materias=281#.VfwGKvRSJkA. Acessado em 11.09.2015).
O trecho acima revela um momento nacional de censura e de imposição de disciplina ao trabalhador, efetivado a partir de 1937 sob a liderança do presidente Getúlio Vargas. Os objetivos centrais desta postura repressiva era o de criar um mundo do trabalho
A Lei Nº 601, ou Lei da terra de 1850, estabelecia: