Questões de Concurso Comentadas sobre história

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Ano: 2019 Banca: IF-SP Órgão: IF-SP Prova: IF-SP - 2019 - IF-SP - História |
Q1007197 História

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Disponível em http://movimentossociaisde1970. blogspot.com/2013/11/lei-da-anistia.html. Acesso em 17dez2018

Sobre a promulgação da Lei da Anistia, em 1979, podemos concluir que:

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Q1007196 História
Para controlar a situação político-financeira dos últimos meses do governo Goulart, o Programa de Ação Econômica do Governo (PAEG) foi instituído em novembro de 1964 com duração prevista até março de 1967. Sobre essa política de estabilização de curto prazo, podemos afirmar que:
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Q1007194 História

“Ficava cada dia mais explícito entre intelectuais, industriais e defensores da racionalização do trabalho que a única maneira de aumentar o controle sobre o processo de trabalho era a simplificação das tarefas e a desqualificação da força de trabalho, o que iria permitir a rápida substituição dos trabalhadores não especializados e combativos, que recebiam altos salários, por trabalhadores não especializados”.

(WEINSTEIN, B. (Re)Formação da classe trabalhadora no Brasil (1920-1964). São Paulo: Cortez/CDAPH-IFAN/Universidade São Francisco, 2000. p. 36).

A década de 1930, no Brasil, testemunhou importantes mudanças nos setores econômico, político e, consequentemente, educacional, que se estenderam até 1945. Sobre a educação profissional do período, podemos afirmar que:

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Q1007193 História

“É das tensões internas da economia cafeeira, em sua etapa de crise, que surgirão os elementos de um sistema econômico autônomo, capaz de gerar o seu próprio impulso de crescimento, concluindo-se então definitivamente a etapa colonial da economia brasileira”.

(FURTADO, C. Formação Econômica do Brasil. 32. ed. São Paulo: Cia. das Letras, 2005. p. 48).

Segundo o autor, na história nacional, a transição da economia colonial para formas mais modernas de desenvolvimento foi concretizada durante

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Q1007192 História
A Guerra do Paraguai (1864-1870) constitui um claro exemplo de como a História, sem ser arbitrária, é um trabalho de criação que pode servir a vários fins. Nos últimos anos, surgiu na historiografia uma nova explicação, que não se trata da última palavra, mas de uma versão menos ideológica, mais coerente e bem apoiada em documentos e que pode ser expressa na versão de que o conflito foi:
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Q1007191 História

Por mais dignas de atenção que tenham sido as rebeliões nordestinas, o fato é que os rumos do país foram traçados, com menores sobressaltos e mudanças, a partir da capital e das províncias à sua volta. Foi assim na independência e seria assim no episódio da queda do primeiro imperador. Em março de 1824, Dom Pedro I dominava a cena, tendo condições políticas para dissolver a Constituinte e baixar uma Constituição. Sete anos depois, foi obrigado a abandonar o trono.

(FAUSTO, B. História do Brasil. 2.ed. São Paulo: Edusp,1995. p. 154).

Dentre os episódios ocorridos nesse intervalo de tempo, podemos apontar:

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Q1007190 História
O livro Os índios antes do Brasil, de Carlos Fausto (1999), apresenta as perspectivas etnográficas mais contemporâneas sobre os povos situados na América do Sul e no Brasil antes da chegada dos colonizadores. O autor:
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Q1007189 História

“O que hoje é o árido, quente e inóspito deserto do Saara, no norte da África, era uma região de savanas e pradarias com alguns bosques, lar de caçadores e coletores que viviam de vários animais e plantas, sustentados por lagos permanentes e muita chuva.

Era assim numa época entre 5 mil e 10 mil anos atrás - período conhecido como do “Saara verde” ou “Saara úmido”. É difícil imaginar que o maior deserto quente do mundo, que tem uma precipitação anual entre 35 e 100 milímetros de chuva, recebia chuvas 20 vezes mais intensas há alguns milhares de anos”.

(MARQUES, William. Como era o Saara antes de se tornar o maior deserto do planeta. 2017. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/ geral-39374825. Acesso em: 28 nov. 2018).

O trecho acima, extraído de uma reportagem da BBC Brasil, descreve um Saara verde que se desertifica posteriormente. Tal processo se relaciona com

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Q1007188 História

“(...) confiando neste direito, e pela honra e defesa de sua Igreja, em nome de Deus Todo-Poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo, pelo teu poder e autoridade, eu deponho o Rei Henrique, filho do Imperador Henrique, que se rebelou contra a tua Igreja com audácia inaudita, do governo sobre todo o reino da Alemanha e Itália, e desobrigo todos os homens cristãos da fidelidade que juraram ou possam jurar a ele, e proíbo qualquer um de servi-lo como rei. Assim fica demonstrado que aquele que ousa diminuir a glória de tua Igreja perde a glória que parece ter” (Gregório VII).

O trecho de texto atribuído ao papa Gregório VII (editado em: PEDRERO-SÁNCHEZ, Maria Guadalupe. História da Idade Média: textos e testemunhas. São Paulo: Unesp, 1999. p. 132), refere-se ao ato pelo qual esse Papa depõe o rei Henrique IV, em 1076. O episódio serve de indicativo para uma das bases fundamentais do poder da Igreja medieval. Marque a alternativa que a descreve:

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Q1007187 História
Nos últimos 30 anos, pesquisas inovadoras têm estimulado debates acalorados e tentativas de revisões da historiografia colonial, o que significou novas interpretações acerca da sociedade e da economia da América portuguesa. Tais tentativas de revisão foram marcadas, especialmente, dentre outras coisas, pela:
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Q1007186 História
Em agosto de 1939, foi celebrado o pacto Ribbentrop-Molotov, conhecido também como pacto Hitler-Stálin, pelo qual se estabelecia, entre outras coisas, um acordo de neutralidade e não agressão entre a Alemanha e a URSS. Explica-se tal pacto, tendo-se em vista principalmente:
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Q1007185 História
Em Raízes do Brasil (1936), Sérgio Buarque de Holanda analisa os fundamentos da colonização e a mentalidade do brasileiro. A ética da aventura e a cultura da personalidade têm duas implicações para a história social do país:
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Q1007183 História
Sobre os condicionantes gerais explicativos para o advento da I Guerra Mundial, marque a opção condizente com as teses centrais desenvolvidas por Giovanni Arrighi, no livro O Longo Século XX. (1995).
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Q1007182 História
“[...] nenhuma economia industrial pode-se desenvolver além de um certo ponto se não possui uma adequada capacidade de bens de capital. [...] Mas é também evidente que, num sistema de empresa privada, o investimento de capital extremamente dispendioso que se faz necessário para a maior parte deste desenvolvimento não é assumido provavelmente pelas mesmas razões que a industrialização do algodão ou outros bens de consumo”. (HOBSBAWM, Eric. A Era das Revoluções (1789- 1848). 7. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1989. p. 59).
Historicamente, para Hobsbawm, as dificuldades para a implantação de uma indústria de bens de capital, no caso da Inglaterra, foram superadas à medida que:
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Q1006230 História

"Concluídas as pesquisas nos arredores, e recolhidas às armas e munições de guerra, os jagunços reuniram os cadáveres que jaziam esparsos em vários pontos. Decapitaram-nos. Queimaram os corpos. Alinharam depois, nas duas bordas da estrada, as cabeças, regularmente espaçadas, fronteando-se, faces volvidas para o caminho. Por cima, nos arbustos marginais mais altos, dependuraram os restos de fardas, calças e dólmãs multicores, selins, cinturões, quepes de listras rubras, capotes, mantas, cantis e mochilas [...]” Assim Euclides da Cunha descreve o fim de uma comunidade isolada no sertão baiano que foi completamente destruída pela força do Exército brasileiro enviado pelo então Presidente Prudente de Morais.


Guerra de resistência à opressão dos grandes proprietários rurais que refletia a extrema miséria em que viviam as populações marginalizadas do sertão nordestino. Estamos nos referindo a

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Q1006229 História

A Lei de Terras, sancionada por D. Pedro II, em setembro de 1850, foi uma lei que determinou parâmetros e normas sobre a posse, manutenção, uso e comercialização de terras no Brasil, durante o Segundo Reinado.


I. Estabeleceu a compra como única forma de obtenção de terras públicas. Desta forma, inviabilizou os sistemas de posse ou doação para transformar uma terra em propriedade privada.

II. Possibilitou a manutenção da concentração de terras no Brasil. A Lei regulamentou a propriedade privada, principalmente na área agrícola . Aumentou o poder oligárquico e suas ligações políticas com o governo imperial.

III. Dificultou o acesso de pessoas de baixa renda às terras. Muitas perderam suas terras e sua fonte de subsistência. Restou a estas apenas o trabalho como empregadas nas grandes propriedades rurais, aumentando assim a disponibilidade de mão de obra.


Dessas afirmações apenas:

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Q1006227 História
Revolta do período regencial tendo como palco a cidade de Salvador, na Bahia, destacou-se por ter motivação religiosa. Compreendida como um conflito que deflagrou oposição contra duas práticas comuns herdadas do sistema colonial português: a escravidão e a intolerância religiosa. Comandada por negros de orientação religiosa islâmica, essa revolta ainda foi resultado do desmando político e da miséria econômica do período regencial. Apesar de não alcançar o triunfo esperado, a Revolta abalou as elites baianas mediante a possibilidade de uma revolta geral dos escravos. Esse texto caracteriza a revolta
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Q1006226 História

Aconteceu em março de 1823, no então vilarejo do Campo Maior, no Piauí, e faz parte de uma série de conflitos que eclodiram após a declaração da Independência em 1822. O governo português visava à manutenção de seus territórios no norte do país – especialmente nas áreas que hoje correspondem aos estados do Piauí, Maranhão e Ceará. Em janeiro de 1823, Manuel de Sousa Martins, o futuro Visconde de Parnaíba, aderiu à independência e assumiu a presidência da Junta do Governo do Piauí. Isso fez com que o major João José da Cunha Fidié, que recebera da coroa portuguesa a ordem de preservar os territórios ao norte do país, deslocasse suas tropas para a região. Em 13 de março, um grupo de aproximadamente 500 sertanejos mal armados enfrentou as tropas do major Fidié. A batalha durou cerca de cinco horas. Estima-se que 200 sertanejos morreram no embate; as tropas de Fidié, embora vitoriosas, saíram do conflito enfraquecidas e foram derrotadas em Caxias, no Maranhão, em julho do mesmo ano.

Claudete Maria Miranda Dias, Entre Foices e Facões (2011).(Adaptado)


O texto faz referência à Batalha

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Q1006225 História

Foi um movimento social ocorrido no Piauí, Maranhão e Ceará. Envolvendo de um lado grandes proprietários de terra e de escravos, autoridades provinciais e comerciantes; de outro, vaqueiros, artesãos, lavradores, escravos e pequenos fazendeiros (mestiços, mulatos, sertanejos, índios e negros) sem direito à cidadania e acesso à propriedade da terra, dominados e explorados por governos clientelistas e autoritários, formados pelas oligarquias locais que ascenderam ao poder político com a “proclamação da independência” do país.

Claudete Maria Miranda Dias, Balaios e bem-te-vis. (Adaptado)


O movimento social a que se refere o trecho acima, ficou denominado:

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Q1006224 História

O Brasil viveu a chamada República Velha, conhecida pela grande influência exercida pelos coronéis, ricos fazendeiros que atuavam como oligarcas locais nas regiões mais pobres do interior do país. Naquela época, o voto não era secreto e os eleitores que viviam sob a “jurisdição” dos coronéis eram constantemente manipulados e ameaçados a votarem apenas nos candidatos escolhidos pelos fazendeiros.


A influência dos coronéis no cenário político resultou numa prática eleitoral, denominada voto

Alternativas
Respostas
14161: C
14162: D
14163: D
14164: C
14165: B
14166: D
14167: B
14168: B
14169: A
14170: A
14171: C
14172: A
14173: D
14174: D
14175: B
14176: D
14177: A
14178: C
14179: C
14180: B