Questões de Concurso Comentadas sobre história

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Q1076412 História

Ele foi um dos primeiros historiadores, em seu livro Formação do Brasil contemporâneo (1942), que se voltou para o estudo da massa de homens livres na sociedade colonial e trata de sua inserção ambígua no sistema produtivo escravista. Marxista dado a interpretações concretas e específicas, apontou este setor dos homens livres como um grupo social que, em princípio, estava fora do sistema produtivo dominante. Somente no dia em que estivesse integrado na sociedade é que se poderia considerar consumado o processo de formação do país.

[Maria Odila Leite da Silva Dias, Sociabilidades sem história: votantes pobres no Império, 1824-1881. Em Marcos Cezar de Freitas (org.). Historiografia brasileira em perspectiva. Adaptado]


O texto apresenta

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Q1076411 História

No livro didático de Rocha Pombo, História do Brasil para o ensino secundário, que em 1922 estava na sua 19ª edição, há a reprodução de três quadros de Benedito Calixto (1853-1927): Chegada da frota de Martim Afonso de Sousa, Martim Afonso a caminho de Piratininga e Fundação de São Vicente. Essas obras inserem-se numa modalidade que alguns especialistas consideram como deturpação do gênero de pintura histórica.


[Thais N. de L. e Fonseca. “Ver para compreender”: arte, livro didático e a história da nação. Em: Lana M. de C. Simam e Thais N. de L. Fonseca (orgs.). Inaugurando a História e construindo a nação. Discursos e imagens no ensino de História. Adaptado]

Deturpação porque, nas obras de Benedito Calixto,
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Q1076410 História

Após a independência política, os portugueses sofreriam, rapidamente, a rejeição explícita dos nacionais. Contribuía fortemente para isso o fato de o Partido Português experimentar ascensão política no primeiro reinado, em detrimento do Partido Brasileiro, ao mesmo tempo em que Dom Pedro I, nascido em Portugal e herdeiro do trono luso, sofria o crescimento de sua impopularidade.

A rejeição e agressividade brasileiras direcionadas aos portugueses aumentariam sensivelmente com o passar dos anos no século XIX. Os lusos, na historiografia, eram tomados como sinônimos do passado colonial, de dependência e submissão brasileiras.

[Eduardo França Paiva, De português a mestiço: o imaginário brasileiro sobre a colonização e sobre o Brasil. Em: Lana M. de C. Simam e Thais N. de L. Fonseca (orgs.). Inaugurando a História e construindo a nação. Discursos e imagens no ensino de História. Adaptado]


A partir do excerto, é correto considerar que

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Q1076409 História
Historiador de muitos interesses, exímio na difícil arte de escrever em profundidade e num estilo claro, coloquial e concreto, [...] tem contribuído significativamente não só para a história do livro mas também para outros campos da história cultural. O grande massacre de gatos e outros episódios da história cultural francesa (1984) ilustra bem a variada gama de seus interesses e a clareza e o brilhantismo com que lida com temas tão diversos como o mundo mental dos camponeses e dos artesãos revoltosos de paris, dos famosos enciclopedistas, de um inspetor de polícia parisiense, de um burguês de Montpellier etc. (Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke, As muitas faces da história. Nove entrevistas) O excerto trata de
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Q1076408 História

Na obra O queijo e os vermes, Carlo Ginzburg retoma a discussão sobre a relação entre a cultura das classes subalternas e das classes dominantes.

(Flávio Berutti e Adhemar Marques,

Ensinar e aprender história. Adaptado)

O historiador italiano

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Q1076407 História

À primeira vista, quando se fala em patrimônio histórico, há uma imediata associação da palavra a monumentos e edifícios antigos. Assim, o senso comum relaciona a expressão patrimônio histórico a prédios, monumentos e outras edificações de notável valor histórico-arquitetônico que, pelo seu caráter de excepcionalidade, devem ser preservados. Isso se deve, em grande medida, à primeira legislação patrimonial do país, o Decreto-lei nº 25/37, ainda em vigor, que, em seu art. 1º , explicita o conceito de “patrimônio histórico e artístico”: 

Constitui o patrimônio histórico e artístico nacional o conjunto de bens móveis e imóveis existentes no país e cuja conservação seja de interesse público, quer por sua vinculação a fatos memoráveis da História do Brasil, quer por seu excepcional valor arqueológico ou etnográfico, bibliográfico ou artístico.

[Ricardo Oriá, Memória e ensino de História.

Em Circe Bittencourt (org). O saber histórico na sala de aula]


Segundo Ricardo Oriá, essa política preservacionista teve como efeito
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Q1076406 História

Leia o excerto da obra de Joaquim Norberto de Souza Silva, publicado em 1873, no qual a figura de Tiradentes é reconstruída.

Era ele de estatura alta, de espáduas bem desenvolvidas, como os naturais da Capitania de Minas Gerais. A sua fisionomia nada tinha de simpática e antes se tornava notável pelo que quer que fosse de repelente, devido em grande parte ao seu olhar espantado. Possuía, porém, o dom da palavra e expressava-se as mais das vezes, com entusiasmo; mas sem elegância nem atrativo, resultado de sua educação pouco esmerada; ouvindo-o porém na rudeza de sua conversação, gostava-se de sua franqueza selvagem, algumas vezes por demais brusca e que quase sempre desandava em leviandade, de sorte que uns lhe davam o característico de herói e outros o de doido. Tornava-se, assim, objeto de público gracejo, provocando o riso e, não poucas vezes, as vaias apupadas do público. Não tinha instrução alguma além da ordinária, todavia era de fácil e intuitiva compreensão. A sua prenda, como então se dizia, de pôr e tirar dentes, até desinteressadamente, graças à bondade de seu coração, que não condizia com a impetuosidade de seu gênio, lhe facilitava o contato com inúmeras pessoas e famílias.

[Apud João Pinto Furtado, Imaginando a nação: o ensino da história da Inconfidência Mineira na perspectiva da crítica historiográfica. Em: Lana M. de C. Simam e Thais N. de L. Fonseca (orgs.). Inaugurando a História e construindo a nação. Discursos e imagens no ensino de História]

Nessa reconstrução, Tiradentes

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Q1076404 História

A história faz-se com documentos escritos, sem dúvida. Quando estes existem. Mas pode fazer-se, deve fazer-se sem documentos escritos, quando não existem. Com tudo o que a habilidade do historiador lhe permite utilizar para fabricar o seu mel, na falta das flores habituais. Logo, com palavras. Signos. Paisagens e telhas. Com as formas do campo e das ervas daninhas. Com eclipses da lua e a atrelagem dos cavalos de tiro. Com os exames de pedras feitas pelos químicos. Numa palavra, com tudo o que, pertencendo ao homem, depende do homem, serve o homem. Exprime o homem, demonstra a presença, a atividade, os gostos e a maneira de ser do homem.

(Lucien Febvre apud Flávio Berutti e Adhemar Marques, Ensinar e aprender história)

O excerto mostra a produção historiográfica 

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Q1076402 História

Até algum tempo atrás, era comum que as pessoas se referissem à chegada dos portugueses ao continente americano em 1500 como o “Descobrimento do Brasil”. Essa expressão era encontrada inclusive em muitos livros didáticos de História. Mas, seria possível que os portugueses tivessem descoberto um lugar que já existia e que já era habitado?

Dessa maneira, quando começou a se pensar no ponto de vista (ou perspectiva) dos povos indígenas que ali viviam, essa expressão passou a ser criticada. Afinal, apenas para os portugueses tratava-se de um descobrimento. Essa era a visão deles, permeada por uma concepção de mundo essencialmente etnocêntrica. É mais prudente se falar de um “encontro de dois mundos”, expressão proposta pelo historiador Ronaldo Vainfas.

Essa é uma das razões pelas quais o historiador poderá encontrar diversas versões sobre um mesmo fato ou acontecimento. Entretanto, existem outras razões para o surgimento de diversas versões (ou histórias) sobre um mesmo tema [...] 

(Flávio Berutti e Adhemar Marques, Ensinar e aprender história)


O texto citado aponta como uma outra razão

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Q1076401 História

Marx e Engels propuseram [...] uma nova periodização da História.

(Flávio Berutti e Adhemar Marques, Ensinar e aprender história. Adaptado)

Nesse sentido, esses pensadores defendem

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Q1076399 História

Consiste em atribuir aos agentes históricos do passado razões ou sentimentos gerados no presente, interpretando, assim, a história em função de critérios inadequados, como se os atuais fossem válidos para todas as épocas.

(Flávio Berutti e Adhemar Marques, Ensinar e aprender história)

O texto apresenta o conceito de 

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Q1076398 História

Quanto à História do Brasil, cristalizou-se, desde os primórdios da República, uma divisão em três períodos: Colônia, Império e República.

(Flávio Berutti e Adhemar Marques,

Ensinar e aprender história. Adaptado)

Os marcos cronológicos dessa divisão têm ligação com

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Q1076397 História

A ideia principal deste texto é que há estruturas cognitivas profundas e longamente inculcadas na maneira de pensar a história brasileira que orientam a percepção e permitem a reprodução de um certo imaginário em torno dos indígenas.

[Antonio Carlos de Souza Lima, um olhar sobre a presença das populações nativas na invenção do Brasil. Em Aracy L. da Silva e Luís D. B. Grupioni (orgs). A temática indígena na escola. Adaptado]


Neste “certo imaginário”, segundo o autor do artigo, os indígenas

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Q1074966 História
Entre as línguas que influenciaram o português falado no Brasil, destacam-se aquelas de matrizes africanas, seguida das indígenas. Dentre estas línguas destaca-se a predominância da matriz africana conhecida como:
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Q1074965 História
Após a proclamação da república, o primeiro governo presidencialista do Marechal Deodoro da Fonseca tomou algumas medidas importantes:
(__) - Manteve a Igreja Católica como oficial do Estado, mas criou o registro civil para nascimento, casamento e óbito; (__) - Secularizou os cemitérios, que passaram a ser controlados pelas autoridades municipais; (__) - Criou novos símbolos nacionais, como a bandeira e a composição do atual hino nacional; (__) - Tinha inspiração positivista, o que aparece no lema da bandeira, ordem e progresso.
Considerando-se que (V) significa verdadeiro e (F) significa falso, a sequência correta das proposições acima é:
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Q1074964 História
O projeto da primeira Constituição brasileira foi marcado por divergências entre o imperador Dom Pedro I e os deputados que queriam limitar seu poder. Desse modo, tomou a seguinte atitude:
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Q1074963 História
Dentre as mudanças ocorridas no território brasileiro decorrentes da mineração, é incorreto afirmar:
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Q1074962 História
Sobre a revolta de Beckman ocorrida em São Luís, no Maranhão em 1684, é correto afirmar: 
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Q1074961 História
O mercantilismo foi um conjunto de práticas econômicas praticado entre os séculos XV e XVIII, entre suas características podemos citar:
I. Metalismo, que se refere ao acumulo de metais preciosos, considerado como fonte e medida da riqueza de um país; II. Balança comercial favorável, que se refere a necessidade de maiores importações e menores exportações, como forma de manter circulando dentro do território; III. O comércio era regulado por medidas protecionistas para proteger a produção nacional da concorrência de produtos estrangeiros; IV. Ideais republicanos e liberais surgem em meio a esta teoria, pois o mercantilismo demonstrou-se incompatível com a monarquia a longo prazo.
Dos itens acima: 
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Q1074960 História
O Rei João da Inglaterra (1199-1216), conhecido como João Sem Terra, após se envolver em longas e onerosas guerras, aumentou drasticamente a cobrança de impostos. Contra sua política de impostos, os nobres se rebelaram contra o rei, num processo decisivo na formação do Estado Moderno Inglês, fazendo o rei assinar o documento conhecido como: 
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Respostas
13041: D
13042: E
13043: C
13044: E
13045: C
13046: A
13047: D
13048: A
13049: B
13050: B
13051: C
13052: C
13053: D
13054: D
13055: B
13056: D
13057: C
13058: A
13059: A
13060: C