Questões de Concurso Comentadas sobre história
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"Ciência dos homens", dissemos. É ainda vago demais. É preciso acrescentar: "dos homens, no tempo". A atmosfera em que seu pensamento respira naturalmente é a categoria da duração. Decerto, dificilmente imagina-se que uma ciência, qualquer que seja, possa abstrair do tempo (BLOCH, 2002).
A respeito da definição do historiador por Marc Bloch em seu livro “Apologia da história: Ou o ofício de historiador”, assinale a alternativa correta.
Observe a figura abaixo.
Nas relações da História com a Imprensa destacamos dois grandes campos de estudo. O primeiro, que chamamos de História da Imprensa, que busca reconstruir a evolução histórica dos órgãos de Imprensa e levantar suas principais características para um determinado período. E o segundo campo-objeto é o da História através da Imprensa [...] (ZICMAN, 1985). Ao se aproximar do campo visual, o historiador reteve, quase sempre, exclusivamente à imagem transformada em fonte de informação. A respeito deste tipo de fonte, assinale a alternativa incorreta.
O livro “A Escrita da História”, de Peter Burke, publicado originalmente em 1991, discute as mudanças ocorridas na historiografia a partir do surgimento da corrente chamada Nova História. Leia atentamente as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) Burke sugere aos historiadores que contem a história com mais de um ponto de vista, praticando a heteroglossia.
( ) Que pensem na possibilidade de outras interpretações, além daquela que o historiador escolheu para o momento.
( ) Que adotem um novo tipo de narrativa para “fazer frente às demandas dos historiadores estruturais, ao mesmo tempo em que apresenta um sentido melhor do fluxo do tempo do que em geral o fazem suas análises”.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
Já é comum dizer que o século XX conheceu uma extraordinária expansão na possibilidade de tipos de _____ disponíveis ao historiador. A expansão documental começa com a gradual multiplicação de possibilidades de _____, isto é, fontes tradicionalmente registradas pela escrita e daí termina por atingir também os tipos de suporte, abrindo para o historiador a possibilidade de também trabalhar com _____: as fontes orais, as fontes iconográficas, as fontes materiais, ou mesmo as fontes naturais. Com o desenvolvimento de novas tecnologias, pergunta-se se já não teremos em pouco tempo um número significativo de trabalhos também explorando as fontes virtuais (BARROS, 2009).
Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas acima.
Mais ou menos na última geração, o universo dos historiadores se expandiu a uma velocidade vertiginosa. A história nacional, dominante no século dezenove, atualmente tem de competir com a história mundial e a história regional para conseguir atenção. Há muitos campos novos, frequentemente patrocinados por publicações especializadas (Peter Burke, 1992).
No processo de afirmação da História como disciplina científica, no século XIX, assinale a alternativa correta.
Quanto é nova a nova história?
Quem inventou — ou descobriu — a nova história? A expressão é às vezes utilizada para os desenvolvimentos ocorridos nos anos 70 e 80, período em que a reação contra o paradigma tradicional tornou-se mundial, envolvendo historiadores do Japão, da Índia, da América Latina e de vários outros lugares. Os ensaios deste volume focalizam este período em particular. E claro, no entanto, que muitas das mudanças ocorridas na escrita da história nestas duas décadas são parte de uma tendência mais antiga (Peter Burke, 1992).
Analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) Para muitas pessoas, a nova história está associada a Lucien Febvre e a Marc Bloch, que fundaram a revista Annales em 1929 para divulgar sua abordagem, e na geração seguinte, a Fernand Braudel.
( ) Por mais que lutemos arduamente para evitar os preconceitos associados a cor, credo, classe ou sexo, não podemos evitar olhar o passado de um ponto de vista particular. O relativismo cultural obviamente se aplica, tanto à própria escrita da história, quanto a seus chamados objetos.
( ) O movimento de mudança surgiu a partir de uma percepção difundida da inadequação do paradigma tradicional. Esta percepção da inadequação só pode ser compreendida se olharmos além do âmbito do historiador, para as mudanças no mundo mais amplo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
A história, enfim, produziria um conhecimento dominado pela subjetividade, pela mudança, pela perspectiva, pelo presente, pelo condicionamento pessoal e social. Seria um conhecimento instável, refeito, discutível, inconsistente - seriam interpretações que se sucedem, transitórias e esquecíveis. [...] Mas, se a história é acusada de não produzir um conhecimento objetivo, é preciso então saber: o que seria um "conhecimento objetivo"?
A respeito do conhecimento objetivo, assinale a alternativa incorreta.
Na Antiguidade Clássica, muito ao contrário, a história recente era o foco central da preocupação dos historiadores. Para Heródoto e Tucídides, a história era um repositório de exemplos que deveriam ser preservados, e o trabalho do historiador era expor os fatos recentes atestados por testemunhos diretos. Não havia, portanto, nenhuma interdição ao estudo dos fatos recentes, e as testemunhas oculares eram fontes privilegiadas para a pesquisa. O que alterou esse quadro? Por que, no século XIX, a história recente, então chamada de contemporânea, tornou-se um objeto problemático? (FERREIRA, 2000).
O trecho acima foi escrito pela autora Marieta Ferreira, no artigo “História do tempo presente: desafios”. A respeito dos problemas enfrentados pela História Contemporânea, analise as afirmativas abaixo.
I. Os historiadores profissionais republicanos diziam que a história contemporânea tratava de eventos muito próximos e não era possível separá-la da política, sendo isso, uma das dificuldades.
II. Assim, entendia que só o recuo no tempo poderia garantir uma distância crítica. Acreditava-se que a competência do historiador devia-se ao fato de que somente ele podia interpretar os traços materiais do passado, seu trabalho não podia começar verdadeiramente senão quando não mais existissem testemunhos vivos dos mundos estudados.
III. A história na contemporaneidade não é estudada com caráter cientifico, ela é estudada de forma narrativa para posteriormente a interpretação histórica se sustentar nesse passado.
Assinale a alternativa correta.
Uma memória, involuntária, dependendo de acasos pessoais, não responde às necessidades objetivas da historiografia (Willi Bolle, s.d).
De acordo com a autora Lucilia Delgado, no livro “História oral: Memória, tempo e identidade” um dos maiores desafios para a comunidade de historiadores, antropólogos e sociólogos que reconstroem testemunhos e histórias de vida utilizando a história oral, consiste na definição do que seja a história oral. A respeito da história oral, assinale a alternativa correta.
A valorização do passado, ou do que sobrou dele na paisagem ou nas “instituições de memória” (museus, arquivos, bibliotecas etc.), dá-se hoje de forma generalizada no mundo, refletindo a emergência de uma nova relação indenitária entre os homens e as mulheres do final do século XX e os conjuntos espaciais que lhes dão ancoragem no planeta, sejam eles os Estados-nações, as regiões ou os lugares (ABREU, 1998).
Jacques Le Goff foi um importante historiador francês que trouxe muitas contribuições para o estudo da História. A respeito da valorização atual do passado na visão deste autor, assinale a alternativa incorreta.
Cada indivíduo participa, simultaneamente, em vários campos mnésicos, conforme a perspectiva em que coloca a sua retrospecção. Porém, esta é passível de ser reduzida a duas atitudes nucleares: a autobiografia e a histórica. [...] Na experiência vivida, a memória individual é formada pela coexistência, tensional e nem sempre pacífica, de várias memórias pessoais, familiares, grupais, regionais, nacionais etc, em permanente construção, devido à incessante mudança do presente em passado (CATROGA, 2015).
O autor Pierre Nora, no texto “Entre memória e História” faz relações sobre a memória e a história. Sendo assim, analise as afirmativas abaixo.
I. A história é a reconstrução sempre problemática e incompleta do que não existe mais. A memória é um fenômeno sempre atual, um elo vivido no eterno presente; a história, uma representação do passado.
II. A memória não se acomoda a detalhes que a confortam; ela se alimenta de lembranças vagas, telescopias, globais ou flutuantes, particulares ou simbólicas, sensível a todas as transferências, cenas, censura ou projeções. A história ao contrário, pertence a todos e a ninguém.
III. A memória se enraíza no concreto, no espaço, no gesto, na imagem, no objeto. A história só se liga às continuidades temporais, às evoluções e às relações das coisas.
Assinale a alternativa correta.
Não há história do “homem”, mas apenas eventos que o singularizam com o passar do empo; não há história da “guerra” entendida como fenômeno submetido a uma lei, a história contará esta ou aquela guerra. Os diversos acontecimentos sejam eles relativos ao homem ou à guerra, não podem ser tomados como efeitos periféricos de algo que permaneceria como um “fundo uniforme”. A história, para Veyne, não se preocupa com esta unidade intangível: o homem, a guerra, a não ser que tais noções genéricas sejam substituídas por elaborações conceituais mais complexas (VEYNE, 1974, p. 69-70).
De acordo com o texto e com o autor Paul Veyne, assinale a alternativa que descreve corretamente a representação do estatuto que confere à noção de “acontecimento”.
As tensões sociais de meados de 1970 fizeram com que trabalhadores rurais do Acre se organizassem na defesa de seus interesses. Parte da história do movimento ecológico é proveniente da luta dos seringueiros no Acre, uma vez que o afastamento do extrativista de seu território, provocado pelo desmatamento, deu origem aos empates. Os empates eram ações coletivas que visavam impedir a ação de peões encarregados da derrubada. Um grupo de cem a duzentas pessoas (homens, mulheres e crianças) dirige-se pacificamente aos acampamentos e convence os peões a abandonar as motosserras. Em seringais de Xapuri, a partir de 1986 ganharam apoio nacional [...] (Governo do Estado do Acre, 2010). Quanto à conquista da luta dos seringueiros após o período citado, assinale a alternativa correta.
Ao custo de muitos conflitos e mortes, a sociedade acreana conseguiu redirecionar o modelo econômico implantado pelos militares na década de 60. O assassinato de líderes representativos como _____ e _____, entre outros, evidenciou a força da reação da sociedade local aos agentes externos e produziu o recuo daqueles investidores que apenas buscavam exploração de curto prazo dos recursos naturais e da força de trabalho (Governo do Estado do Acre, 2010).
Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.
A ocupação do território habitado por indígenas e que hoje forma o Estado do Acre teve início com o primeiro ciclo econômico da borracha, por volta da segunda metade da década de 1800 (Governo do Estado do Acre, 2010). Assinale a alternativa que aponta uma consequência correta do Primeiro Ciclo da Borracha para o estado do Acre.
O trecho acima faz referência:
Tendo em vista a história do município de Boa Esperança – ES, analise o trecho e assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna:
Até o final do século XIX, Boa Esperança fazia parte do complexo Serra dos Aimorés, que compreendia ao Norte do Espírito Santo, Nordeste de Minas Gerais e Sul da Bahia, pertencente a ____________.
Em relação à história do município de Boa Esperança – ES, analise:
I- Seu passado colonial está ligado diretamente a São Mateus e a Nova Venécia;
II- Boa Esperança foi um município emancipado em um momento político bastante conturbado, dois meses depois do golpe militar que culminou na ditadura no Brasil e um momento econômico ruim do Estado, com a erradicação do café devido ao grande estoque excedente no comércio mundial;
III- Por ter sido um dos últimos locais na região onde a mata se mantinha intacta até o início do século XX, foi escolhida como refúgio pelos poucos índios botocudos, que conseguiam sobreviver à ocupação branca que se alastrava na região de São Mateus, Nova Venécia, Colatina, por conta da construção das estradas de ferro Vitória a Minas e Bahia a Minas e da ponte Florentino Avidos, em Colatina.
Dos itens acima:
De acordo com a página oficial da Prefeitura Municipal de Jataizinho, a cidade surgiu a partir de uma redução jesuítica. E mesmo após a ação de bandeirantes, o local continuou a ser habitado devido a sua posição geográfica importante e pela exploração de diamantes. Considerando esses fatores, a cidade se tornou relevante para o Império, especialmente durante a Guerra do Paraguai no século XIX. O município possui então, uma longa história com idas e vindas e, no século passado, enfrentou disputas políticas com lideranças de outros municípios da região. Por causa desses desentendimentos políticos, Jataizinho foi emancipado
A monarquia no Brasil foi uma forma política adotada durante boa parte do século XIX. Foi conduzida inicialmente por D. João VI e depois continuada pelos seus descendentes. Entretanto, houve uma ruptura nessa forma de governo que durou 9 anos, entre 1831 e 1840. Esse intervalo chamado de período regencial foi necessário porque