Questões de Concurso Comentadas sobre história
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(Fonte: https://www.flickr.com/photos/antoniomarinsegovia/33171143184)
Guernica talvez seja a obra mais emblemática do artista espanhol Picasso, pintada durante a Guerra Civil Espanhola.
Acerca da Guerra Civil Espanha, é correto afirmar que
A música “O bêbado e a equilibrista”, de Aldir Blanc e João Bosco, utiliza de metáforas para criticar o governo militar, instaurado no Brasil após o Golpe de 1964.
O bêbado e a equilibrista
[...]
Meu Brasil!
Que sonha com a volta do irmão do Henfil
Com tanta gente que partiu
Num rabo de foguete
Chora
A nossa Pátria mãe gentil
Choram Marias e Clarisses
No solo do Brasil
[...]
Sobre esse momento da História do Brasil, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.
( ) Durante o governo militar, várias pessoas foram presas, torturadas e mortas pelas forças repressivas do Estado, instaurou-se a censura e o fim das garantias civis e constitucionais.
( ) Durante esse período, os militares instauraram um governo autoritário, que não contou com o apoio de nenhum setor da sociedade civil.
( ) Os militares, apoiados pelos Estados Unidos, deram o Golpe em 1964 com a justificativa de impedir o avanço do perigo comunista, simbolizado, por exemplo, nas propostas de Reformas de Base de João Goulart. As afirmativas são, respectivamente,
O trecho destacado do conto “Pai contra mãe” de Machado de Assis narra, em suas primeiras linhas, alguns instrumentos utilizados em homens e mulheres escravizados no Brasil. A respeito do sistema escravista no Brasil, analise as afirmativas a seguir:
I. A escravidão no Brasil teve sua origem nas experiências de trabalhos compulsórios praticados pelos povos originários e africanos, sendo considerada apenas uma adaptação desses modelos.
II. O trabalho escravo foi introduzido na América portuguesa como meio de expandir os lucros com o tráfico ultramarino de africanos e a necessidade de ampliar a oferta de mão de obra na lógica do sistema colonial.
III. Os africanos trazidos para serem escravizados no Brasil foram protegidos pelos jesuítas; muitos deles foram acolhidos em missões ou reduções, onde eram apresentados à fé católica e à cultura europeia.
Assinale
Essa revolta ficou conhecida como
A partir do final do século XVIII, o Sistema Colonial é colocado em xeque, resultando na onda de independências das antigas colônias na América. A influência do Iluminismo e da Revolução Francesa fez com que o lema da “Igualdade, Fraternidade e Liberdade” se espalhasse pelo continente americano, sendo adaptado pelas principais lideranças dos movimentos emancipatórios, em sua maioria, oriundas das elites coloniais.
Assinale a opção que apresente corretamente uma exceção à liderança desses atores sociais.
O feudo era a estrutura básica do feudalismo, durante a chamada Idade Medieval. Acerca desse período histórico, é correto afirmar que
(Jules Ferry, Ministro da França em um discurso ao Parlamento francês em 28 de julho de 1885)
A partir do século XIX, com a 2ª Revolução Industrial, observa-se uma nova corrida colonial empreendida principalmente pelas potências industriais europeias.
A esse movimento dá-se o nome de

O Governo de Getúlio Vargas investiu, particularmente no período do Estado Novo, na criação e divulgação de uma imagem do presidente por diversos meios de comunicação que difundiam a propaganda oficial do regime. O Estado getulista criou um órgão especialmente para isso. Qual era esse órgão?
1. A ocupação do território brasileiro é homogênea.
2. O primeiro período de formação do território do Brasil consistiu na ocupação do litoral.
3. Com uma economia exploradora voltada para a remessa de mercadorias para a Europa, as cidades se desenvolveram rapidamente nas áreas mais internas do território e muito distantes do litoral onde o desenvolvimento foi muito lento.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
A Revista Piauí, no ano do Bicentenário da Independência do país, revisita a história brasileira de acordo com uma perspectiva afrocentrada. O trecho da reportagem a seguir integra o Projeto Querino, liderado pelo jornalista Tiago Rogero.
Durante décadas, milhões de mulheres, sobretudo negras, viveram nos quartos de empregadas no Brasil, às vezes com um filho ou uma filha. Muitas ainda vivem. [...]
O quarto da revolta
folha de papel branco sobre a mesa da sala de uma casa simples na Baixada Fluminense, João Miguel Araújo, de 41 anos, desenha de memória o quartinho de empregada em que viveu por quase vinte anos com a mãe. “Devia ter 1,80 por 2 metros. Dá o quê? [...]”, ele calcula, enquanto risca o papel. “Cabia um beliche, um armário pequeno e a máquina de lavar da família.
E não tinha janela, só um basculante”, conta, agora desenhando o mobiliário. [...] À medida que o garoto crescia, o quartinho ficava menor. Ainda hoje, Araújo se lembra de quando ficava sentado entre a cozinha e a área de serviço, vendo a mãe trabalhar. “Sempre que sinto cheiro de água sanitária, eu me lembro de minha mãe. Ela estava sempre com esse cheirinho”. No pedaço de chão que sobrava para circular no quartinho, ele se divertia com os brinquedos que tinha: pedaços de madeira, caixas de fósforo vazias e outros materiais descartados na casa.
Piauí, ed. 191, ago. 2022 (fragmento).
Com base no texto apresentado, é correto afirmar que
O historiador Eric Hobsbawm, na sua obra intitulada “Nações e nacionalismo desde 1780”, ao estudar o fenômeno do nacionalismo, procurou explicar o surgimento deste fenômeno na Europa do século XIX, ligado, entre outras razões, a uma presença mais efetiva dos poderes do Estado na sociedade daquele período.
Cada vez mais o Estado detinha informações sobre cada um dos indivíduos e cidadãos através do instrumento representado por seus censos periódicos regulares (que só se tornaram comuns depois da metade do século XIX), através da educação primária teoricamente compulsória e através do serviço militar obrigatório, onde existisse.
HOBSBAWM, Eric. Nações e nacionalismo desde 1780. Rio de
Janeiro: Paz e Terra. 1990. p.102.
Com base nas abordagens históricas acerca do controle do Estado sobre a sociedade civil no século XIX, é correto afirmar:
Um visitante francês em sua estada no Rio de Janeiro, em 1748, sintetiza seus juízos sobre o comportamento social dos portugueses:
[…] para dar uma ideia clara da sua futilidade, a seguinte nota: uma espada e uma roupa elegante os seduzem enormemente e a aparência é tudo que consideram ao avaliar a importância de alguém. […] Os habitantes comuns que querem satisfazer a sua vaidade aos olhos do povo, na impossibilidade de utilizar o castão de prata, escondem a sua inferioridade exagerando no brilho das suas roupas e das de seus acompanhantes. […]
PIERRE Sonnerat. In: FRANÇA, Jean Marcel Carvalho. Outras visões
do Rio de Janeiro colonial: antologia de textos (1582-1808). Rio de
Janeiro: José Olympio, 2000. p. 207-208.
O texto acima revela que cada indivíduo membro da sociedade colonial brasileira, do século XVIII, deveria mostrar-se, no trajo, nos adereços e mesmo nas cores portadas, de acordo com o seu estado socioeconômico.
Com base nessas considerações podemos afirmar:
1. A impossibilidade ou dificuldade no discernimento entre livre e cativo pelo modo ou riqueza nas roupas era uma questão posta, a qual não incomodava a sociedade da época, sendo uma questão acolhida pela legislação em vigor no Brasil do período colonial.
2. Riqueza e pobreza são fios de uma trama que pouco a pouco passam a compor o complexo e misto código de vestimenta nos trópicos, um código que deveria traduzir a hierarquia e a distinção social.
3. As pompas e rococós, sinal mais imediato e efetivo do poder econômico naquele ambiente extremamente visual, acabavam por perder sua função de distinção quando “qualquer um” podia trajá-las.
4. Aos olhos de diversos legisladores e camarários, permitir que os pretos circulassem vestidos com requinte prejudicava, portanto, o firmamento de uma verdadeira barreira entre os de cor – e os demais agentes sociais que, mesmo pobres, eram brancos.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
No Brasil colonial, seguindo o costume português, desde o despertar o cristão se via rodeado de lembranças do reino dos Céus. Na parede contígua à cama, havia sempre algum símbolo visível da fé cristã: um quadrinho ou caixilho com gravura do anjo da guarda ou do santo; uma pequena concha com água-benta; o rosário dependurado na cabeceira da cama.
MOTT, Luiz. Cotidiano e vivência religiosa: entre a capela e o calundu. In: SOUZA, Laura de Mello e (Org.). História da vida privada no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. v. 1. p. 164-166.
Analise as afirmativas abaixo em relação ao assunto.
1. Em muitas propriedades rurais mais abastadas, próximo às casas-grandes dos engenhos de açúcar, era comum a construção de uma capela ou ermida, onde um sacerdote residente ou de fora prestava assistência religiosa aos senhores e à escravaria e agregados.
2. Apesar de os oratórios e santos de casa serem bentos e abençoados pelo vigário ou missionário em suas visitas residenciais, nem sempre a relação dos moradores com tais simulacros seguia as normas permitidas pela ortodoxia católica.
3. O oratório funcionava como uma espécie de relicário, onde eram conservados, além de eventuais relíquias “verdadeiras” do Santo Lenho, da coluna onde Cristo foi açoitado, pedacinhos de osso de algum santo e, eventualmente, até um bocadinho do “leite em pó” de Nossa Senhora.
4. No oratório guardavam-se alguns “talismãs” aceitos ou tolerados pela Igreja, a saber, “a rosa- -de-jericó”, a qual, posta contraída e seca num copo de água, na intenção de alguma parturiente, caso abrisse rapidamente, significava bom sucesso; no caso contrário, morte certa.
5. A palha benta do Domingo de Ramos é outro exemplo típico desta crendice popular do período colonial brasileiro. Era conservada como poderoso antídoto contra raios, coriscos e tempestades.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
A suposição de que a Terra era redonda e a necessidade de comprovação dessa hipótese através de uma viagem, são projetos tipicamente renascentistas. (…) Ao descobrir outras culturas, o homem do Renascimento hierarquizou-as: da civilização à barbárie. Nesse sentido, o humanista constitui-se a partir de uma vontade de domínio e poder sobre todos os povos do mundo.
SILVA, Janice Theodoro da. Descobrimentos e Renascimento. São Paulo, Contexto, 1991. p.56.
Acerca das transformações econômicas, políticas e sociais ocorridas com o desenvolvimento do comércio e da vida urbana, a partir da Expansão Marítima e Comercial Europeia, bem como com o processo de colonização da América, é correto afirmar:
Acerca da Passagem da Antiguidade para a Idade Média, considere o texto abaixo.
O período que se estendeu de princípios do século IV a meados do século VIII sem dúvida apresenta uma feição própria, mas não “antiga” e ainda não claramente “medieval”. Apesar disso, talvez seja melhor chamá-la de Primeira Idade Média do que usar o velho rótulo Antiguidade Tardia, pois nela teve início a convivência e a lenta interpenetração dos três elementos históricos que comporiam todo o período medieval. Elementos que, por isso, chamamos de Fundamentos da Idade Média: herança romana clássica, herança germânica, cristianismo.
FRANCO JR, Hilário. A Idade Média: O nascimento do Ocidente. São
Paulo: Brasiliense, 1999. p. 12.
Analise as afirmativas abaixo em relação ao assunto.
1. A participação da herança romana clássica na formação da Idade Média deu-se sobretudo após a profunda crise do século III, quando o Império Romano tentou a sobrevivência por meio do estabelecimento de novas estruturas, que não impediram sua decadência, mas que permaneceriam vigentes por séculos.
2. A aceitação de germanos no exército imperial romano é um exemplo da tentativa romana de sobrevivência por meio do estabelecimento destas novas estruturas; bem como o desenvolvimento de uma nova espiritualidade que possibilitou o sucesso do cristianismo.
3. O cristianismo, por sua vez, foi o elemento que possibilitou a articulação entre romanos e germanos, o elemento que ao fazer a síntese daquelas duas sociedades forjou a unidade espiritual, essencial para a civilização medieval.
4. A Igreja Cristã, nos seus primeiros tempos, reafirmava aspectos importantes da civilização romana, como a divindade do imperador, a hierarquia social, o militarismo. Ela era um prolongamento da romanidade, com seu caráter universalista, com o cristianismo transformado em religião do Estado, com o latim que por intermédio da evangelização foi levado a regiões antes inatingidas.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Não era apenas por meio da força que as classes dominantes de Roma queriam impor-se aos povos conquistados. Desejavam, também, ser vitoriosos no plano cultural. O anseio de Roma por projeção cultural foi bem compreendido por Otávio Augusto que, durante o seu governo (27 a.C – 14 d.C), incentivou uma política de proteção a artistas e intelectuais. O objetivo dessa política cultural era estimular a produção de obras que exaltassem a glória de Roma e de seu governo.
COTRIM, Gilberto. História Global: Brasil e Geral. Volume único. São Paulo: Saraiva, 2006. P. 90.
Analise as afirmativas abaixo em relação ao assunto.
1. É nesse contexto que encontramos ricos cidadãos, como o influente conselheiro do Imperador Otávio Augusto, Caio Mecenas, o qual concedia proteção e apoio financeiro a um círculo de intelectuais e poetas, sustentando sua produção artística.
2. Do nome Caio Mecenas originaram-se os termos “mecenas”, usado para denominar a pessoa rica que patrocina as artes e as ciências, e “mecenato”, que designa essa atividade de proteção às artes e às ciências.
3. Os poetas Virgílio, Horácio e Ovídio e o historiador Tito Lívio são exemplos de personalidades favorecidas por este tipo de apoio desenvolvido pelos “mecenas”.
4. A cultura romana não era de todo original; como grandes conquistadores, os Romanos entraram em contato com diversos povos, absorvendo e recriando elementos de suas culturas, principalmente da cultura grega.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.