Questões de Concurso Comentadas sobre história
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I.A restituição do Manto Tupinambá ao Brasil representa um reconhecimento das histórias e culturas dos povos originários e se insere em um novo paradigma ético relacional pautado no princípio do respeito, cooperação e responsabilidade compartilhada.
lI.A Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, de 2007, estabelece que são os povos indígenas os responsáveis pela preservação, controle e proteção do seu patrimônio cultural, além do direito à autodeterminação.
IlI.A permanência de artefatos relacionados à história e à cultura dos povos indígenas em museus de países estrangeiros, apesar das manifestações atuais de repatriamento, revelam a preocupação dessas nações com a preservação desse passado e a conservação cultural desses povos. que
IV.As ações de repatriação de bens culturais têm sido conduzidas apenas por instituições governamentais, uma vez museus e outras instituições não governamentais não possuem legitimidade para tais processos.
V.A presença de bens culturais dos povos indígenas em instituições não governamentais estrangeiras, como museus, contribuiu para a criação e o fortalecimento de versões históricas equivocadas que reforçam muitas visões que os colonizadores tiveram dos povos colonizados.
É correto o que se afirma em:
Considerando o papel das mulheres na Segunda Guerra Mundial e as consequências sociais desse período, assinale a alternativa correta:
Com base no seu conhecimento sobre perspectivas teóricas historiográficas, analise as afirmações a seguir:
I.A Escola dos Annales, fundada por Marc Bloch e Lucien Febvre, revolucionou a historiografia ao incorporar o estudo das mentalidades e das estruturas sociais de longa duração, desafiando o foco tradicional nos eventos políticos e nas grandes figuras históricas.
lI.O Positivismo, defendido por Auguste Comte, é uma abordagem historiográfica que enfatiza a subjetividade na interpretação dos eventos históricos, priorizando narrativas literárias e pessoais ao invés de fatos comprováveis.
IlI.A História Cultural, que ganhou destaque no século XX, rejeita completamente o uso de fontes documentais e se baseia exclusivamente em análises literárias e artísticas para entender o passado.
IV.O Marxismo estabelece a análise a partir das estruturas econômicas e das relações de classe como determinantes fundamentais dos processos históricos, enfatizando a luta de classes como motor da história.
V.O Pós-estruturalismo/pós-modernismo questiona a objetividade e a linearidade da história, destacando a multiplicidade de narrativas e a influência do poder e do discurso na construção do conhecimento histórico.
É correto o que se afirma em:
l. Embora a IAGen possa ampliar as capacidades humanas na conclusão de certas tarefas, o controle democrático das empresas promotoras da IAGen é limitado. Isso levanta a questão da regulamentação, especialmente no que diz respeito ao acesso e uso de dados domésticos, incluindo dados de instituições locais e indivíduos, bem como dados gerados no território dos países.
PORTANTO
ll.É necessária uma legislação apropriada para que as agências governamentais locais possam obter algum controle sobre as ondas crescentes de IAGen, garantindo sua governança como um bem público.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
1. A posição geopolítica do Brasil na América Latina é reforçada pela sua participação ativa em blocos econômicos como o Mercosul e os BRICS, bem como pelo seu papel como interlocutor em negociações multilaterais, consolidando sua influência sobre os demais países da região.
2. Apesar de ter alcançado importantes avanços em índices econômicos e sociais, o Brasil superou os desafios relacionados à desigualdade de renda, à violência urbana e aos problemas estruturais nos setores de saúde e educação.
3. A crise econômica de 2014-2016 revelou a dependência do Brasil em relação ao setor de commodities e ao consumo interno, demonstrando a necessidade de uma maior diversificação produtiva e de reformas estruturais profundas para garantir um crescimento sustentável a longo prazo.
4. A instabilidade política no Brasil, incluindo episódios como o impeachment presidencial e as frequentes mudanças de governo, tem comprometido a confiança dos investidores e dificultado a implementação de reformas econômicas e sociais abrangentes.
5. A gestão ambiental no Brasil, com destaque para a Amazônia, tem sido objeto de intensos debates globais sobre sustentabilidade, com pressões tanto de agentes internos quanto externos, que apontam para a necessidade de equilibrar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental e os compromissos climáticos internacionais.
Alternativas:
1. A ISI foi completamente bem-sucedida em todos os países onde foi adotada, permitindo um crescimento industrial contínuo e uma redução permanente da dependência de importações.
2. O surgimento do populismo na América Latina, exemplificado por líderes como Getúlio Vargas no Brasil e Juan Perón na Argentina, pode ser visto como uma resposta às falhas do liberalismo e à necessidade de políticas econômicas mais inclusivas.
3. A industrialização por substituição de importações (ISI) foi adotada por muitos países latino-americanos como uma estratégia para reduzir a dependência das importações e promover o desenvolvimento industrial interno.
4. A crise do liberalismo econômico, evidenciada pela Grande Depressão, teve efeitos devastadores nas economias latino-americanas, que dependiam fortemente das exportações agrícolas e minerais.
5. A crise do liberalismo e a subsequente adoção de modelos de desenvolvimento alternativos na América Latina levaram à criação de um Estado mais intervencionista, com maior controle sobre a economia e a sociedade.
Alternativas:
1. A globalização promoveu uma maior integração das economias latino-americanas aos mercados internacionais, mas diminuiu a vulnerabilidade dessas economias a crises externas, graças à diversificação produtiva.
2. O Mercosul foi criado com o objetivo de fortalecer a cooperação econômica entre os países da América do Sul, facilitando o comércio intra-regional e reduzindo as barreiras tarifárias.
3. A globalização também trouxe desafios para a soberania dos Estados latino-americanos, mas a maioria conseguiu manter políticas econômicas completamente independentes das grandes potências e do capital transnacional.
4. As desigualdades regionais dentro dos países do Mercosul, especialmente entre áreas urbanas e rurais, foram reduzidas pelo processo de globalização, graças ao crescimento econômico sustentável e equitativo.
5. O Mercosul tem enfrentado desafios políticos e econômicos significativos, incluindo disputas comerciais e diferenças ideológicas entre seus membros, que ameaçam a continuidade do bloco.
Alternativas:
1. A modernização dos Estados Republicanos na América Latina no século XIX incluiu reformas administrativas e econômicas voltadas para a centralização do poder e a promoção da infraestrutura.
2. A modernização foi frequentemente marcada pela adoção de modelos europeus, como o positivismo, que influenciaram a organização dos sistemas educacionais e legais nas nações latino-americanas.
3. A introdução de novas tecnologias, como o telégrafo e as ferrovias, foi fundamental para a integração territorial e o desenvolvimento econômico dos Estados republicanos na América Latina.
4. No entanto, a modernização também aprofundou as desigualdades sociais, com grandes massas de trabalhadores urbanos e rurais excluídas dos benefícios do progresso econômico.
5. A modernização nos Estados republicanos foi, em muitos casos, acompanhada por políticas repressivas contra movimentos sociais e indígenas que resistiam às mudanças impostas pelo Estado.
Alternativas:
1. A consolidação do capitalismo monopolista nos EUA foi impulsionada pela industrialização rápida e pela concentração de capital em grandes corporações e trustes.
2. A crise mundial do liberalismo, culminando na Grande Depressão de 1929, expôs as fragilidades do sistema econômico baseado no laissez-faire e levou ao surgimento de políticas intervencionistas, como o New Deal.
3. O crescimento dos monopólios nos EUA teve um impacto direto nas economias latino-americanas, que se tornaram dependentes de capitais e mercados estrangeiros, exacerbando suas vulnerabilidades.
4. A transição do liberalismo para o intervencionismo nos EUA foi acompanhada por um aumento do papel do Estado na economia, tanto na regulação quanto na promoção do desenvolvimento industrial.
5. A resposta à crise do liberalismo incluiu a criação de organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, destinados a regular o mercado financeiro global e evitar novas depressões econômicas.
Alternativas:
1. A transição do Feudalismo para o Capitalismo foi marcada pela consolidação das monarquias nacionais, a centralização do poder e o surgimento do Estado Moderno.
2. O Mercantilismo, como política econômica, incentivou a expansão colonial e a disputa por territórios ricos em matérias-primas, como ouro, prata e açúcar, nas Américas.
3. As Companhias de Comércio, como a Companhia das Índias Orientais, foram instrumentos fundamentais para a exploração colonial e a acumulação de capital nas metrópoles europeias.
4. A acumulação primitiva de capital, processo essencial para o desenvolvimento do Capitalismo, foi limitada ao comércio interno das metrópoles, sem envolver a exploração das colônias.
5. A transição para o Capitalismo foi acompanhada pela Revolução Científica, que trouxe inovações tecnológicas que aumentaram a produtividade agrícola e industrial, beneficiando as economias europeias.
Alternativas:
1. A globalização econômica, iniciada no final do século XX, intensificou a inserção da América Latina nos mercados internacionais, com uma maior abertura ao capital estrangeiro e às transações comerciais.
2. O Mercosul, criado em 1991, foi uma iniciativa de sucesso que retirou a dependência da América Latina em relação às grandes potências econômicas, como os Estados Unidos e a União Europeia.
3. A globalização também exacerbou as desigualdades sociais e econômicas na América Latina, com a concentração de renda e a exclusão de amplos setores da população do desenvolvimento econômico.
4. A crise financeira global de 2008 teve impactos limitados na América Latina, já que as economias da região estavam menos integradas ao sistema financeiro internacional.
5. A globalização cultural trouxe consigo desafios para a preservação das identidades locais na América Latina, com o crescente domínio de culturas estrangeiras e a homogeneização dos hábitos de consumo.
Alternativas:
1. A Proclamação da República no Brasil, em 1889, foi resultado de um golpe militar liderado por setores insatisfeitos com a monarquia, que viam na República um caminho para a modernização e o progresso.
2. A Constituição de 1891 estabeleceu um modelo republicano e federativo, inspirado na Constituição dos Estados Unidos, mas adaptado às realidades políticas e sociais brasileiras.
3. O período conhecido como República Velha (1889- 1930) foi marcado por uma política de "café com leite", onde as oligarquias de São Paulo e Minas Gerais alternavam o poder, mantendo uma estrutura econômica baseada na importação agrícola
4. A modernização do Estado brasileiro no início do século XX incluiu reformas econômicas, como a política de valorização do café, e reformas sociais, como a legislação trabalhista introduzida por Getúlio Vargas.
5. A modernização na América Latina, em geral, foi um processo igualitário, com alguns países avançando rapidamente em termos de infraestrutura e industrialização, economias agrárias e políticas oligárquicas.
Alternativas:
1. A Revolução de 1930, que colocou Getúlio Vargas no poder, marcou o fim da Primeira República e o início de um período de centralização política e industrialização no Brasil.
2. A Grande Depressão de 1929 teve impactos profundos na economia brasileira, levando à queda dos preços do café e ao colapso das exportações, o que exigiu novas políticas de industrialização e intervenção estatal.
3. Durante o Estado Novo (1937-1945), o governo Vargas implementou reformas trabalhistas e sociais que consolidaram o poder do Estado sobre as forças econômicas e políticas do país.
4. A política de substituição de importações adotada por Vargas foi fundamental para o desenvolvimento da indústria brasileira, reduzindo a dependência das exportações agrícolas.
5. A Segunda República enfrentou diversas tentativas de golpe militar, refletindo as tensões entre as forças conservadoras e progressistas no Brasil, culminando na deposição de Vargas em 1945.
Alternativas:
1. O esgotamento do sistema mercantilista, caracterizado pela exploração colonial e pelo monopólio comercial, enfraqueceu a capacidade das metrópoles de manter o controle sobre suas colônias na América Latina.
2. Os ideais liberais e iluministas, propagados pela Revolução Francesa e pela independência dos Estados Unidos, inspiraram as elites crioulas a lutarem pela independência e pela formação de Estados nacionais na América Latina.
3. A invasão napoleônica na Península Ibérica, que resultou na abdicação dos monarcas de Espanha e Portugal, criou um vácuo de poder que foi aproveitado pelas colônias para iniciar seus processos de independência.
4. A independência das colônias espanholas foi marcada por guerras civis mais pacíficas e com pequenos conflitos internos, que facilitou a consolidação de governos estáveis e o desenvolvimento econômico na região.
5. Ao contrário das colônias francesas, o Brasil manteve a unidade territorial e evitou guerras de independência prolongadas, em parte devido ao processo de independência negociado e ao estabelecimento de uma monarquia constitucional.
Alternativas:
1. A independência do Brasil, em 1822, foi um processo relativamente pacífico em comparação com as guerras de independência nas colônias espanholas, sendo marcada por um acordo entre a elite brasileira e o príncipe regente D. Pedro.
2. A organização do Estado brasileiro pós-independência foi influenciada pelos modelos liberais europeus, mas adaptada às particularidades locais, mantendo a monarquia e a estrutura escravocrata.
3. A Constituição de 1824, a primeira do Brasil, estabeleceu um regime monárquico constitucional, com o poder moderador atribuído ao imperador, uma inovação que diferenciava o Brasil das repúblicas hispano-americanas.
4. A independência do Brasil não alterou significativamente as condições de vida da maioria da população, especialmente dos escravos e dos indígenas, que continuaram a enfrentar opressão e exploração.
5. Os movimentos populares nas províncias, como a Confederação do Equador e a Cabanagem, expressavam o descontentamento com a centralização do poder no Rio de Janeiro e a manutenção das desigualdades sociais.
Alternativas:
1. O sistema de plantation, caracterizado pelo uso extensivo de mão-de-obra escrava e grandes propriedades monocultoras, foi uma das bases da economia colonial nas Américas, especialmente nas colônias tropicais.
2. O Mercantilismo, política econômica adotada pelas metrópoles europeias, buscava maximizar a acumulação de riquezas através do controle rigoroso do comércio e da exploração das colônias.
3. As economias coloniais eram voltadas para o atendimento das demandas das metrópoles, com a produção de gêneros agrícolas como cana-de-açúcar e café e minerais que eram exportados para a Europa.
4. O pacto colonial estabelecia que as colônias deveriam comercializar seus produtos com a metrópole, o que gerou conflitos e contrabando nas colônias americanas para países como a Inglaterra e a França.
5. O sistema de encomienda na América espanhola foi utilizado como uma forma de organizar o trabalho indígena, em que os colonizadores recebiam o direito de cobrar tributos dos indígenas em troca de proteção e evangelização.
Alternativas:
1. A abertura dos portos às nações amigas, em 1808, marcou o fim do pacto colonial, permitindo ao Brasil estabelecer relações comerciais diretas com outros países, especialmente a Inglaterra e Holanda.
2. A presença da Corte no Rio de Janeiro resultou em uma modernização da cidade, com a criação de novas instituições, como o Banco do Brasil, a Imprensa Régia e a Academia Real de Belas Artes.
3. A chegada da família real portuguesa acelerou o processo de urbanização e desenvolvimento das infraestruturas no Brasil, especialmente no Rio de Janeiro e da mesma forma em Salvador.
4. A vinda da Corte fortaleceu a elite agrária, que se beneficiou das novas oportunidades econômicas e da proximidade com o poder central.
5. As tensões políticas entre os liberais e absolutistas, intensificadas pela presença da Corte no Brasil, contribuíram para o surgimento de movimentos pela independência nas províncias.
Alternativas: