Questões de Concurso Comentadas sobre história

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Q3869784 História
Leia atentamente o texto abaixo.

"Não sei como melhor declarar o fim a que se endereçou a vinda da religião da Companhia de Jesus à Nova Espanha, se não com as palavras da Bulas dos Sumos Pontífices e Vigários de Cristo na terra, em que a estabeleceram e conformaram para o bem de todo o universo mundo, declarando juntamente nelas os mistérios apostólicos por meio dos quais esta sagrada Religião havia de ganhar inúmeras almas para Deus".

Pérez de Rivas, 1896. In: REIS, Anderson Roberti dos. República letrada: Jesuítas e bom governo no México (séculos XVI-XVIII), Curitiba: Prismas, 2018, p.113 - traduzido do original em espanhol.

A presença da Companhia de Jesus foi importante nas colônias ibéricas da América. Como podemos verificar no texto acima, citado por Reis (2018), passados séculos de sua chegada à Nova Espanha, essa presença era tratada pelos Cronistas da própria ordem como positiva. Dentre as razões que motivaram a sua vinda às colônias espanholas, temos como afirmativa CORRETA que:
Alternativas
Q3869783 História
Leia atentamente o texto abaixo:

"Vivendo quatrocentos anos no litoral vastíssimo, em que palejam reflexos da vida civilizada, tivemos de improviso, como herança inesperada, a República. Ascendemos, de chofre, arrebatados na caudal dos ideais modernos, deixando na penumbra secular em que jazem, no âma go do país, um terço da nossa gente. Iludidos por uma civilização de empréstimo; respigando, em faina cega de copistas, tudo o que de melhor existe nos códigos orgânicos de outras nações, tornamos, revolucionariamente, fugindo ao transigir mais ligeiro com as exigências da nossa própria nacionalidade, mais fundo o contraste entre o nosso modo de viver e o daqueles rudes patrícios mais estrangeiros nesta terra do que os imigrantes da Europa. Porque não no-los separa um mar, separam-no-los três séculos..." (sic).

CUNHA, Euclides. Os sertões. São Paulo: Nova cultural, 2003, p.127.  
Marque (V) para VERDADEIRO e (F) para FALSO.

( ) A obra de Euclides da Cunha é um grito de indignação contra a opressão, a ignorância e a violência cometidas contra o povo sertanejo, ao mesmo tempo em que busca dar visibilidade e voz a uma parcela esquecida do Brasil, revelando as profundas fraturas existentes na construção da identidade nacional.
( ) A obra é uma crítica ferrenha à maneira como grupos católicos conservadores atacaram a República, fato que conduziu à campanha contra Canudos. Cunha descreve a violência desmedida do exército republicano e de monarquistas, apresentando os sertanejos como fanáticos e inimigos da nação.
( ) Cunha denuncia a profunda ignorância e o desprezo das elites litorâneas em relação ao sertão e ao seu povo. Ele expõe a falta de compreensão da realidade sertaneja, marcada pela seca, isolamento e costumes próprios, contrastando-a com a visão idealizada e ufanista do Brasil propagada no litoral.
( ) Cunha foi para Canudos como jornalista. Apesar disso, sua obra critica implicitamente a forma como a imprensa da época, produzida e voltada para os interesses dos centros urbanos, tratou de forma sensacionalista e contribuiu para a demonização dos sertanejos de Canudos e para a escalada do conflito.

Assinale a sequência CORRETA
Alternativas
Q3869782 História
Leia atentamente o texto abaixo:

"O aumento da oferta de mão de obra africana na Amazônia não motivou uma transição da escravidão indígena para a africana. Pouco adiantaram os sermões, as condenações das ações criminosas e pecaminosas contra os 'filhos das matas´, e muito menos a legislação que desencorajava a escravidão indígena. [...] Pacificar, civilizar, domesticar os silvícolas arredios são ações que ainda fazem parte dos discursos e práticas daqueles que buscam consolidar a ocupação da 'última fronteira´. O nativo continua a ser o Outro. Na Amazônia, diferente do ocorrido em São Paulo, os tejupares não cederam lugar às senzalas. Negros da terra, e negros da África, compartilharam o mundo do trabalho."

FUNES, Eurípedes A. Nasci nas matas, nunca tive senhor. Fortaleza: Plebeu Gabinete de Leitura, 2023, p.88.

A partir da leitura do texto acima, analise as afirmativas abaixo:

I. A escravização do africano no território ocupado pelo império português nas terras conquistadas a partir do século XVI não ocorreu de forma simultânea, nem igual. Ao Norte, por exemplo, dadas as particularidades locais, escravizados de além-mar ou autóctones foram usados indistintamente.
II. A legislação do império português sobre o uso de mão de obra escrava na sua colônia no chamado Novo Mundo era omissa em relação aos povos passíveis de escravização e, em razão disso, tanto os nativos da África quanto os nativos locais foram submetidos a esse regime de trabalho.
III. A escravização de pessoas na colônia portuguesa no chamado Novo Mundo foi cuidadosamente controlada, seja por razões econômicas, seja por interesses políticos, e permitiu que esse comércio ocorresse apenas quando voltado para o uso dessa mão de obra em atividades econômicas como a produção agroindustrial.
IV. A Igreja Católica, aliada do império português por meio de dispositivos como o Patronato Régio, buscou inibir o uso da mão de obra do nativo das terras do chamado Novo Mundo e defendeu o uso do escravizado africano e, portanto, o comércio ultramarino, lucrativo para a coroa portuguesa.

Estão CORRETAS as afirmativas:
Alternativas
Q3869781 História
Leia atentamente o texto abaixo:

"Há um traço fundamental na história indígena do rio Amazonas, cuja percepção é necessária ao entendimento do passado e do presente da região. É um fenômeno demográfico e cultural de longa duração que acompanha os primeiros duzentos anos da ocupação europeia e que irá resultar, em meados do século XVIII, numa realidade etnográfica substancialmente distinta da que havia sido observada pelos primeiros exploradores quinhentistas."

PORRO, Antônio. In: CUNHA, Manoela Carneiro da. História dos Índios no Brasil. São Paulo: Cia. das Letras, 1992, p.175.

Após a leitura, assinale a alternativa CORRETA.
O "fenômeno demográfico e cultural" mencionado no texto acima, relaciona-se:
Alternativas
Q3869780 História
Leia com atenção o trecho a seguir, que se refere a uma corrente historiográfica do século XX:

"Não há história econômica e social. Há história simplesmente, em sua Unidade. Os homens, únicos objetos da história [...] sempre apreendidos no quadro das sociedades [...] numa época bem determinada [...] - dotados de funções múltiplas, de atividades diversas, de preocupações e de aptidões variadas, que se misturam todas, se chocam, se contrariam e acabam por concluir entre si uma paz de compromisso, um modus vivendi que se chama Vida".

Citado em TÉTART, Philippe. Pequena História dos historiadores. Bauru, SP: EDUSC, 2000. p.111. 

A tendência historiográfica representada no fragmento acima é:
Alternativas
Q3869777 História
"Os resultados foram avanços significativos no processo de afirmação de setores marginalizados [...] com a promulgação da Lei 10.639/2003, e [...] a promulgação da Lei 11.645/2008".

FONTENELE, Zilfran Varela, CAVALCANTI, Maria da Paz. Práticas docentes no ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena. Revista Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 46, 2020. p.3.

Leia com atenção as alternativas abaixo e marque aquela que inclui um aspecto NÃO estabelecido pelo texto das Leis 10.639/2003 e 11.645/2008:
Alternativas
Q3869776 História
"Ninguém esperava. Num mundo turvado por aflição econômica, cinismo político, vazio cultural e deses - perança pessoal, aquilo apenas aconteceu. Subitamente, ditaduras podiam ser derrubadas pelas mãos desarmadas do povo, mesmo que essas mãos estivessem ensanguentadas pelo sacrifício dos que tombaram. Os mágicos das finanças passaram de objetos de inveja pública a alvos de desprezo universal. Políticos viram-se expostos como corruptos e mentirosos. Governos foram denunciados. A mídia se tornou suspeita. A confiança desvaneceu-se".

CASTELLS, Manuel. Redes de indignação e esperança. Rio de Janeiro: Zahar, 2013. p.7.

Considerando a referência à chamada Primavera Árabe apresentada no trecho acima, marque a alternativa CORRETA a respeito dos principais fatores que levaram a tais movimentos nas primeiras décadas do século XXI: 
Alternativas
Q3869775 História
"A crise deflagrada em 2008 demonstra de forma cabal como as transformações ocorridas nos últimos trinta anos no tamanho das instituições e nos instrumentos de mobilização do crédito ampliaram a participação do consumo na formação da demanda efetiva e, ao mesmo tempo, acentuaram a instabilidade das economias capitalistas."

BELLUZZO, Luiz Gonzaga. O capital e suas metamorfoses. São Paulo: Editora Unesp, 2013. p.142.

O parágrafo acima refere-se ao contexto da crise econômica de 2008, que afetou países e economias diversas mundo afora. Dentre as alternativas abaixo, assinale aquela que menciona fatos que NÃO estão relacionados às causas da crise de 2008:
Alternativas
Q3869316 História
No ensino de História mundial, a superação de abordagens tradicionais exige a ampliação das escalas de análise e a integração de diferentes experiências históricas, evitando visões restritas e hierarquizadas do passado. Considerando essa perspectiva, analise as asserções a seguir e, posteriormente, assinale a alternativa correta.

I. A história do Brasil precisa necessariamente ser e estar integrada à história mundial para que seja entendida em suas articulações com a história em escala mais ampla e em sua participação nela.
II. Essa integração pressupõe que a História mundial não pode estar limitada ao conhecimento sobre a história do mundo, que na realidade é a história da Europa. Não se trata de negar a importância e o legado da Europa para a nossa história; trata-se antes, de não omitir outras histórias de nossas heranças americanas e africanas. 
Alternativas
Q3869310 História
No processo de construção da identidade social e cultural brasileira, a escola desempenhou papel central na difusão de valores e símbolos associados à ideia de nação. Considerando esse contexto histórico, analise os itens abaixo e assinale a alternativa correta.

I. O fortalecimento do espírito nacionalista foi um fenômeno exclusivo do Brasil, sem relação com processos semelhantes ocorridos em outros países.
II. As “tradições inventadas” deveriam ser compartilhadas por todos os brasileiros, das quais deveria emergir o sentimento patriótico.
III. A História tinha como missão ensinar as “tradições nacionais” e despertar o patriotismo.

Está CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q3869306 História
No início do período republicano brasileiro, a organização política adotada redefiniu a distribuição de competências entre o governo central e as unidades regionais. Considerando esse contexto, analise as afirmativas a seguir e marque-as como verdadeiras (V) ou falsas (F). Em seguida, assinale a alternativa correta.

( ) A primeira Constituição da República inspirou-se no modelo norte-americano, consagrando a República Federativa liberal. A chave da autonomia dos Estados - designação dada às antigas províncias - estava no artigo 65, § 2º da Constituição. Aí se dizia caber aos Estados poderes e direitos que não lhes fossem negados por dispositivos do texto constitucional.
( ) Os Estados ficaram implicitamente autorizados a contrair empréstimos no exterior e a organizar forças militares próprias, denominadas forças públicas estaduais.
( ) A Constituição determinou que a organização da justiça seria exclusivamente federal, não permitindo aos Estados organizar uma justiça própria. 
Alternativas
Q3868083 História
Leia o texto a seguir.

Em meio a serras de difícil acesso no interior do nordeste goiano, localiza-se o vilarejo da Comunidade Kalunga do Vão de Almas. A comunidade fica 370 km ao nordeste de Brasília. Trata-se de uma das áreas habitadas de Cerrado mais preservadas em Goiás, uma vila repleta de casinhas de tijolos de adobe, telhado de palha e chão de terra batida. Hoje, a comunidade tem aproximadamente 215 famílias, cerca de 1.075 pessoas e ocupa o maior quilombo em extensão territorial do Brasil. A comunidade produz quase toda sua alimentação e tem uma economia baseada na troca, não no trabalho assalariado e compra de produtos. As manifestações culturais Kalungas são representadas pelas rezas, folias e festas, que foram transmitidas de geração a geração pelos seus ancestrais, por meio da oralidade que se mantém ainda hoje no povoado. A festa tradicional mais conhecida na região do Vão de Almas, acontece no dia 13 à 15 de agosto – Romaria do Vão de Almas com missas, batizados, casamento, forró e folia.

POLITIZAR-UFG. Comunidades Quilombolas. Disponível em: https://politizar.ufg.br/p/35971-comunidades-quilombolas. Acesso em: 23 nov. 2025.

Qual o principal grupo ancestral da comunidade? 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Instituto IACP Órgão: Prefeitura de Santa Luzia do Norte - AL Provas: Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Santa Luzia do Norte - AL - Arquiteto | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Santa Luzia do Norte - AL - Assistente Social | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Santa Luzia do Norte - AL - Bibliotecário | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Santa Luzia do Norte - AL - Contador | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Santa Luzia do Norte - AL - Coreógrafo | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Santa Luzia do Norte - AL - Dentista | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Santa Luzia do Norte - AL - Enfermeiro(a) | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Santa Luzia do Norte - AL - Farmacêutico | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Santa Luzia do Norte - AL - Fiscal de Tributos | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Santa Luzia do Norte - AL - Fisioterapeuta | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Santa Luzia do Norte - AL - Fonoaudiólogo | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Santa Luzia do Norte - AL - Médico(a) | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Santa Luzia do Norte - AL - Médico(a) do Trabalho | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Santa Luzia do Norte - AL - Médico(a) Ginecologista | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Santa Luzia do Norte - AL - Nutricionista | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Santa Luzia do Norte - AL - Profissional de Educação Física | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Santa Luzia do Norte - AL - Psicólogo | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Santa Luzia do Norte - AL - Terapeuta Ocupacional |
Q3867570 História
Uma das causas que levou ao sincretismo religioso como uma das principais características das manifestações religiosas no Brasil foi(foram):
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Ano: 2026 Banca: Instituto IACP Órgão: Prefeitura de Santa Luzia do Norte - AL Provas: Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Santa Luzia do Norte - AL - Arquiteto | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Santa Luzia do Norte - AL - Assistente Social | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Santa Luzia do Norte - AL - Bibliotecário | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Santa Luzia do Norte - AL - Contador | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Santa Luzia do Norte - AL - Coreógrafo | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Santa Luzia do Norte - AL - Dentista | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Santa Luzia do Norte - AL - Enfermeiro(a) | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Santa Luzia do Norte - AL - Farmacêutico | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Santa Luzia do Norte - AL - Fiscal de Tributos | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Santa Luzia do Norte - AL - Fisioterapeuta | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Santa Luzia do Norte - AL - Fonoaudiólogo | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Santa Luzia do Norte - AL - Médico(a) | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Santa Luzia do Norte - AL - Médico(a) do Trabalho | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Santa Luzia do Norte - AL - Médico(a) Ginecologista | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Santa Luzia do Norte - AL - Nutricionista | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Santa Luzia do Norte - AL - Profissional de Educação Física | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Santa Luzia do Norte - AL - Psicólogo | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Santa Luzia do Norte - AL - Terapeuta Ocupacional |
Q3867568 História
Pela importância que a Vila do Norte representava no contexto estadual, em janeiro de 1860, desembarcava em solo de Santa Luzia do Norte:
Alternativas
Q3866428 História
Leia o texto a seguir.

O que os europeus mais bem registraram foram suas observações dos aspectos exteriores das sociedades africanas, dos chamados “usos e costumes”; os documentos fornecem descrições ricas, precisas e requintadas de várias cerimônias, vestimentas, comportamentos, estratégias e táticas de guerra, técnicas de produção, etc., não obstante, às vezes, a descrição ser acompanhada por epítetos como “bárbaro”, “primitivo”, “absurdo”, “ridículo” e outros termos pejorativos, o que, por si só, não significa muito; trata-se somente de um julgamento em função dos hábitos culturais do observador. Muito mais grave é a total falta de compreensão da estrutura interna das sociedades africanas, da complicada rede de relações sociais, da ramificação das obrigações mútuas, das razões mais profundas para determinados comportamentos. Em suma, os autores eram incapazes de descobrir as motivações profundas das atividades africanas.
HRBEK, I. As fontes escritas a partir do século XV. In: História geral da África, I: Metodologia e pré-história da África. Editado por Joseph Ki-Zerbo. 2.ed. rev. Brasília: UNESCO, 2010, p. 123.

A narrativa expressa uma visão sobre a África marcada 
Alternativas
Q3866425 História
Leia o texto a seguir.

A negligência no combate à pandemia, a negação das vacinas e a insistência na promoção de tratamentos comprovadamente ineficazes contra a covid-19 suscitaram um verdadeiro levante de pesquisadores e entidades científicas contra a praga da desinformação que se alastra com consequências cada vez mais nefastas pelas mídias digitais. Na ausência de uma campanha oficial de esclarecimento e incentivo à vacinação por parte das autoridades, diversas universidades, organizações e entidades médicocientíficos lançaram campanhas próprias sobre o tema nesta semana — num embate semelhante ao que já vem sendo travado desde 2019 na área ambiental, frente à negação sistemática de dados científicos sobre desmatamento e queimadas por parte do governo federal.
Disponível em: https://jornal.usp.br/ciencias/a-ciencia-contra-onegacionismo/. Acesso em: 16 nov. 2025.

O negacionismo evidencia uma crise contemporânea de autoridade científica que, em muitos aspectos, remete aos dilemas inaugurados ainda na Revolução Científica do século XVII. Naquele período, muitos pensadores transformaram radicalmente o entendimento do mundo ao defenderem que o conhecimento legítimo deveria basear-se na observação, na experimentação e na verificação empírica, rompendo com tradições, dogmas e crenças infundadas. Dentre esses pensadores, destacaram-se:
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Q3866419 História
Leia o texto a seguir.

No tempo que governavam os três estados, começaram a levantarem-se uns tipos de gentes que se chamavam companheiros e que saqueavam a todos que levavam cofres. Digo que os nobres do reino da França e os prelados da santa Igreja começaram a se cansar da empresa e da ordem dos três estados. Deixaram atuar o preboste dos comerciantes e alguns burgueses de Paris, mas intervinham mais do que desejavam. Sucedeu um dia que o duque da Normandia estava em seu palácio com grande quantidade de cavaleiros e o preboste dos comerciantes reuniu também grande quantidade de comunas de Paris que eram de sua seita e de seu partido. Todos levavam gorros iguais para reconhecerem-se. Este preboste se dirigiu ao palácio rodeado por suas gentes e entrou na câmara do duque. Com grande acrimônia requereu que se ocupasse dos assuntos do reino e mantivesse conselho, de modo que o reino que devia herdar estaria bem protegido daqueles companheiros que o dominavam, saqueando e roubando por todo o país. O duque respondeu que se ocuparia com muito gosto, se obtivesse sentença de assim fazê-lo, mas que correspondia decidir o que determinava os ditames e juízos do reino. Não sei por que nem como sucedeu, mas as palavras foram crescendo tanto e tão alto que, na presença do duque da Normandia mataram os três maiores de seu conselho, tão próximo dele, que sua vestimenta ficou ensanguentada. O mesmo correu um grande perigo, mas lhe deram um dos gorros e concedeu perdoar a morte daqueles três cavaleiros, dois de armas e o terceiro de leis. Um deles se chamava meu senhor Robert de Clermont, um homem nobre e muito gentil; o outro, senhor de Conflans, marechal de Champagne e cavaleiro de leis, meu senhor Simon de Bucy. Foi uma grande pena que ali morressem, por falar e aconselhar bem a seu senhor.

FROISSART, Jean. Crônicas (c. 1337-1410). Disponível em: https://www.ricardocosta.com/extratos-de-documentos-medievais-sobre-ocampesinato-secs-v-xv#extrato-43. Acesso em: 14 nov. 2025.

Sobre as relações medievais presentes no trecho das Crônicas de Froissart, identifica-se uma sociedade
Alternativas
Q3866415 História
Leia o texto a seguir.

No cinema, as representações de Octaviano/Augusto tendem a recuperar e confirmar este tipo de episódios retratados na cultura e nas artes, a partir de visões literárias e pictóricas compostas em torno dos amores de Marco Antônio e de Cleópatra, remetendo invariavelmente a história de Augusto para segundo plano. [...]. É preciso não descurar este aspecto fundamental: o que chegou ao cinema e à televisão é o resultado de ficções e/ou mitos fundados e forjados inicialmente pela própria Cultura Clássica.

MENDES, Elsa Maria Carneiro. Narrativas audiovisuais sobre a Antiguidade Clássica: a representação do Imperador Augusto no cinema e na TV. ICONO14, Julio-diciembre, 2019, Volumen 17, Nº 2, p. 63.


Sobre a reprodução de imagens da Antiguidade na cultura histórica do tempo presente, o excerto evidencia que os mitos são
Alternativas
Q3866414 História
Leia o texto a seguir.

A queda da grande cidade mexica, principal mandatária da Tríplice Aliança, e o relativo domínio espanhol sobre a capital inca do Tahuantinsuyu também têm seus exclusivismos historiográficos replicados e cultivados na memória histórica ocidental, ou seja, na noção que a maioria dos habitantes dos atuais Estados-Nações da América e da Europa possui acerca do próprio passado. Obviamente, a ideia que os espanhóis venceram cabalmente os mexicas em 1521 e os incas em 1533 é mais relevante entre as populações dos Estados-Nações que se formaram a partir dos vice-reinos hispânicos na América, embora essa ideia também possua uma notória presença entre as populações dos demais países de nosso continente, como no Brasil e nos Estados Unidos. Essa memória histórica se nutriu, em alguma medida, dessas linhas historiográficas hegemônicas, assim como de relatos espanhóis do século XVI, como as famosas Historia verdadera de la conquista de la Nueva España, de Bernal Díaz del Castillo, e Verdadera Relación de la Conquista del Perú, de Francisco de Xerez. Expressões vigorosas e atuais dessa memória histórica ocidental sobre a conquista da América podem ser vistas em abundância nos currículos e aulas do ensino fundamental e médio, nos livros didáticos e em outros materiais destinados ao ensino de História, além de também caracterizarem pinturas artísticas, monumentos, museus, filmes, séries, novelas e documentários dedicados ao tema.

SANTOS, Eduardo Natalino dos. História dos vencidos, história da mestiçagem e história indígena. In: ACRUCHE, Hevelly Ferreira; SILVA, Bruno. As américas em perspectiva: das conquistas às independências. Juiz de Fora, MG: Editora UFJF/ClioEdel, 2023, p. 27.


O processo descrito no excerto se refere a uma transposição didática do conhecimento histórico associada à ideia de uma
Alternativas
Q3866412 História
Leia o texto a seguir.

O que faz sentido pensar historicamente, por que faz sentido pensar isso ou aquilo, para que apreender, entender, atribuir sentido a gentes e a grupos, a tempos e a episódios? A cada tempo sua intriga desafiadora. A cada quotidiano pertence uma nova bateria de questões ou a revisão de questões não raro múltiplas vezes tratadas. E a todas elaboram-se respostas ao sabor do tempo presente. Não me parece que as narrativas históricas sejam quaisquer, já que revestidas da confiabilidade metódica.
MARTINS, Estevão C. de Rezende. História: por quê? Para quê? In: AVELAR, Alexandre de Sá (org.). História para quê? Para quem? 1. ed. Teresina: Cancioneiro, 2024, p. 15.

A concepção de história presente na citação compreende o passado como
Alternativas
Respostas
561: D
562: C
563: B
564: A
565: E
566: A
567: E
568: E
569: B
570: C
571: B
572: D
573: E
574: D
575: D
576: C
577: A
578: D
579: A
580: A