Questões de Concurso Comentadas sobre história
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( ) O dadaísmo surgiu como um protesto niilista contra a Primeira Guerra Mundial e a sociedade que a gerou, rejeitando as convenções da arte da época.
( ) O construtivismo soviético foi amplamente integrado ao modernismo arquitetônico por meio da Bauhaus, e seus projetos mais ambiciosos foram amplamente realizados.
( ) O surrealismo, ao contrário do dadaísmo, buscou resgatar a imaginação e se baseou na psicanálise, simbolismo e sonhos.
I. O peso do grupo familiar é bem conhecido no âmbito da classe senhorial, em que a linhagem impõe suas realidades, seus deveres e sua moral ao cavaleiro.
II. A linhagem é uma comunidade de sangue composta de "parentes" e de "amigos carnais", que eram provavelmente parentes por aliança.
III. A linhagem não é um resíduo de uma grande família primitiva, mas sim uma fase da organização familiar nas sociedades germânicas da Alta Idade Média, conhecida como Sippe, na qual os membros se unem por laços de solidariedade, especialmente no campo de batalha e na defesa da honra.
Está CORRETO o que se afirma:
( ) A descolonização asiática foi um processo diverso, marcado tanto por movimentos pacíficos, como na Índia, quanto por conflitos armados, como na Indochina.
( ) Os países asiáticos permaneceram sob domínio europeu até o fim do século XX, sem grandes movimentos de independência.
( ) A independência das nações asiáticas ocorreu simultaneamente, seguindo um modelo homogêneo de transição política.
O primeiro procedimento implica o uso de uma forma de registro de memória, a cronológica, constituída por meio de uma seleção de eventos históricos consolidados na cultura historiográfica contemporânea (1ª parte). O terceiro procedimento diz respeito à escolha de fontes e documentos. O exercício de transformar um objeto em documento é prerrogativa do sujeito que o observa e o interroga para desvendar a sociedade que o produziu (2ª parte).
A sentença está:
Leia os trechos a seguir.
I. “O Brasil é um país sem povo.” A famosa frase feita na década de 1880, já foi tomada como ponto de partida para a elaboração de um paradigma interpretativo da história do Brasil. Logo ligouse à visão do escravo como um ser coisificado, incapaz de pensamentos e ações próprios: a escravidão teria aniquilado as pessoas e sua cultura, restando a fragmentação e o vazio produzidos por uma dominação.
Adaptado de: CHALHOUB, Sidney; Fernando Teixeira da Silva. “Sujeitos no
Imaginário do Acadêmico: Escravos e trabalhadores na historiografia brasileira
desde os anos 1980”. Cad. AEL, v.14, n.26, 2009, pp. 15-16.
II. Talvez a característica mais marcante dos trabalhos acadêmicos sobre a escravidão nas últimas décadas tenha sido a forma pela qual romperam com a associação entre subordinação e paralisia ou passividade. Os estudiosos vêm encontrando numerosas maneiras de examinar as iniciativas dos escravos sem desconsiderar a opressão, de explorar a criação de sistemas alternativos de crenças e valores no contexto da tentativa de dominação ideológica, de aprender a reconhecer a comunidade escrava mesmo constatando o esforço contínuo de repressão a algumas de suas características essenciais.
Adaptado de: SCOTT, R. “Exploring the meaning of freedom: post-emancipation
societies in comparative perspective”. Hispanic American Historic Review, v. 68, n. 3,
p. 407-428, ago. 1988.
Assinale a opção que descreve corretamente a interpretação dos dois trechos.
Leia o trecho a seguir.
O governo é lembrado pela “abertura”. Entretanto, o saldo do governo não possibilita falar em democratização ou sequer em “distensão”, pois durante seu governo houve 39 opositores desaparecidos e 42 mortos pela repressão. A censura à imprensa, às artes e ao lazer foi amplamente utilizada, abrandando-se somente em meados de 1976. O Congresso foi fechado durante 15 dias em 1977, com o governo impondo uma reforma constitucional pelo alto, mantendo as eleições indiretas para governadores de Estado e reformando o poder judiciário. As promessas de distensão, o reconhecimento das eleições e o fim da censura prévia aos jornais podem parecer sinais de contradição do regime, mas, na verdade, revelam a estratégia da distensão, ao menos até meados de 1977.
Adaptado de: https://memoriasdaditadura.org.br/abertura-lenta-e-repressao
continua/
O processo de distensão a que o trecho se refere foi iniciado durante o governo do Presidente
Sobre o Estado Novo, avalie as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) Garantiu a liberdade à imprensa e valorizou a expressão artística nacional.
( ) Fortaleceu os poderes legislativos e judiciários, essenciais para a criação da nova Constituição, chamada de “Polaca”.
( ) Criou a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), que regulava os direitos trabalhistas no Brasil.
Assinale a opção que apresenta a sequência correta, segundo a ordem apresentada.
Os estudos históricos sobre a escravidão no Brasil passaram por diversas renovações, ampliando a compreensão sobre as diferentes formas de ser escravizado no período colonial. Entre essas formas, destacavam-se a condição de escravos de ganho.
Assinale a opção que descreve corretamente essa condição.
Leia o fragmento a seguir.
Trata-se de um sistema político predominante na Europa, durante a transição do sistema feudal para o Estado Moderno, em que o poder do governante era legitimado pela lei divina. Nesse modelo, acreditava-se que o poder do monarca era concedido por Deus para governar a sociedade, o que também implicava o cumprimento de funções religiosas.
Assinale a opção que apresenta corretamente o sistema político descrito no fragmento.
Leia o trecho a seguir.
O Atlântico funda a modernidade ocidental, reorientando a expansão marítima europeia e as relações político-econômicas do Mediterrâneo, de um “sistema circulatório fechado”, para a imensidão do Mar Oceano.
Adaptado de: VILARDAGA, Jose Carlos; Rodrigo Bonciani. O Atlântico e as
modernidades alternativas. In: Araújo, André. et al (eds.) A Época Moderna.
Petrópolis: Editora Vozes, 2024, p. 179.
A respeito do primeiro contato dos portugueses com a América, assinale a afirmativa correta.
Relacione os intelectuais do Renascimento às suas respectivas descobertas científicas.
1. Francis Bacon.
2. Galileu Galilei.
3. Johannes Kepler.
( ) Utilizou o telescópio para observar satélites de Júpiter, comprovou que a Terra orbitava ao redor do Sol e realizou experimentos sobre a queda livre de objetos.
( ) Criou leis sobre os movimentos celestes, como a Lei das Órbitas, que afirmava que os planetas se movem em trajetórias elípticas ao redor do Sol.
( ) Organizou o pensamento humano com base em métodos racionais, adotando o empirismo, e introduziu a Teoria dos Ídolos, que se refere aos obstáculos para alcançar o conhecimento verdadeiro.
Assinale a afirmativa que apresenta a sequência correta, segundo a ordem apresentada.
Leia o texto a seguir.
O século XIV testemunhou uma crise da antiga ordem feudal, seguindo bem nos calcanhares do surgimento das cidades. Nessa crise, o modo de produção feudal, baseado na servidão, foi seriamente abalado e atingiu um adiantado estado de desintegração, cujos efeitos foram vistos na economia senhorial do século seguinte.
Adaptado de: DOBB, Maurice. A evolução do capitalismo. Rio de Janeiro: Zahar,
1965, p. 33.
As afirmativas a seguir descrevem corretamente elementos que explicam a crise do feudalismo, à exceção de uma. Assinale-a.
Leia o trecho a seguir.
A maioria das pessoas tende a pensar que a História Cultural aborda a cultura superior, a Cultura com C maiúsculo. Então, o leitor pode querer uma palavra de explicação. Enquanto o historiador das ideias esboça a filiação do pensamento formal, de um filósofo para outro, o historiador etnográfico estuda a maneira como as pessoas comuns entendiam o mundo. Tenta descobrir a cosmologia, mostrar como organizavam a realidade em suas mentes e a expressavam em seu comportamento. Não tenta transformar em filósofo o homem comum, mas ver como a vida comum exigia uma estratégia. Operando ao nível corriqueiro, as pessoas comuns aprendem a “se virar” e podem ser tão inteligentes, à sua maneira, quanto os filósofos. Mas, em vez de tirarem conclusões lógicas, pensam com coisas, ou com qualquer material que sua cultura lhes ponha à disposição, como histórias ou cerimônias.
Adaptado de: DARNTON, Robert. O grande massacre dos gatos. E outros episódios
da História cultural francesa. Rio de Janeiro: Graal, 1986, p. XIV.
Assinale a opção que descreve corretamente a compreensão do autor sobre o objeto de estudo da História Cultural.
Leia o trecho a seguir.
Comparações e conexões são dois meios muito diferentes de cruzar limites. As comparações visam transcender a unidade única e fechada de análise para contrastar entre duas ou mais unidades para destacar diferenças e/ou semelhanças, para testar atribuições casuais ou para formular um padrão ou generalização. A outra forma importante de transcender fronteiras é conectar unidades que são geralmente abordadas separadamente e sublinhando os laços em jogo entre eles. Neste caso, os limites são ultrapassados substancialmente, em vez de analiticamente, já que o cruzamento é indispensável para definir uma unidade de análise maior do que o normal ou o próprio objeto de pesquisa.
Adaptado de: OLSTEIN, Diego. Thinking History Globally. New York: Palgrave
Macmillan, 2015, p. 59.
Com base na leitura do trecho, analise as afirmativas a seguir, que apresentam definições de História Comparada e de História Conectada.
I. A História Comparada estuda duas ou mais unidades de análise histórica para encontrar afinidades ou divergências entre elas.
II. A História Conectada examina uma única unidade de análise histórica para aprofundar o estudo e torná-lo mais específico.
III. A História Comparada e a História Conectada são metodologias idênticas, pois buscam relacionar diferentes unidades de análise históricas.
Está correto o que se afirma em
Sobre o período do Brasil República que abrange desde a Primeira República até a Nova República, analise as alternativas e assinale a INCORRETA: