Questões de Concurso Comentadas sobre história

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Q3213914 História

A matriz do dissenso historiográfico está na caracterização do sistema escravista, tido por alguns como violento e cruel, por outros como brando, benevolente. Quem inicialmente obteve grande repercussão ao difundir essa última concepção foi Gilberto Freyre.


A partir da década de 1950, Florestan Fernandes, Otávio Ianni, Emília Viotti da Costa passam a produzir teses que divergem diametralmente das de Freyre.


(Suely Robles Reis de Queiróz. Escravidão negra em debate.

Em: Marcos Cezar de Freitas (org.).

Historiografia brasileira em perspectiva. Adaptado)



Para os pensadores que se opunham às ideias de Freyre, a escravidão

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Q3213913 História

Leia parte de uma entrevista com o historiador Peter Burke.


    O Renascimento é visto tradicionalmente como parte de uma Grande Narrativa do desenvolvimento da civilização ocidental, desde os gregos e romanos da Antiguidade, passando pelo cristianismo, Renascença, Reforma, revolução científica, Iluminismo, e assim por diante; em outras palavras, como parte do surgimento da modernidade. A história é frequentemente contada de tal modo que se assume a superioridade do Ocidente sobre o resto do mundo. Eu, como outros historiadores, me empenhei em liberar a história de um movimento cultural (o movimento de reviver a arte e o saber clássicos) dos pressupostos de superioridade, não só do Ocidente, como da modernidade.


(Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke.

As muitas faces da história – Nove entrevistas)


O esforço de Peter Burke em descentralizar a história do Renascimento esteve relacionado ao movimento teórico de

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Q3213911 História

As monarquias absolutas introduziram os exércitos regulares, uma burocracia permanente, o sistema tributário nacional, a codificação do direito e os primórdios de um mercado unificado. Todas essas características parecem ser eminentemente capitalistas. Uma vez que elas coincidem com o desaparecimento da servidão, uma instituição nuclear do primitivo modo de produção feudal na Europa, as descrições do absolutismo por Marx e Engels como um sistema de Estado correspondente a um equilíbrio entre a burguesia e a nobreza – ou mesmo a uma dominação direta do capital –, sempre pareceram plausíveis. No entanto, um estudo mais detido das estruturas do Estado absolutista no Ocidente invalida inevitavelmente tais juízos.


(Perry Anderson. Linhagens do Estado absolutista. Adaptado)


De acordo com Anderson, a estrutura dos Estados absolutistas foi determinada

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Q3213909 História

O sentimento antilusitano já era expresso mais livremente pelas camadas populares e vai, aos poucos, tornando- -se mais explícito entre a elite imperial brasileira. Alguns grupos associavam claramente o que consideravam “atraso” material e cultural do Brasil à administração portuguesa colonial e à permanência de vários traços dela no Império.


A República proclamada em 1889, sedenta de construir- -se sobre a incompetência monárquica, intensificou o antilusitanismo ao acrescentar aos antigos dominadores um outro epíteto medonho: assassinos do grande herói nacional, Tiradentes.


O primeiro a levantar-se contra toda essa construção mais imaginária que histórica foi Gilberto Freyre.


(Eduardo França Paiva. De português a mestiço: o imaginário brasileiro sobre a colonização e sobre o Brasil. Em: Lana Mara de Castro Siman e Thais Nívia de Lima e Fonseca (org.). Inaugurando a História e construindo a nação – discursos e imagens no ensino de História. Adaptado)



Considerando a discussão do excerto, Freyre 

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Q3213907 História

Na primeira metade do século XX, Pedro Bruno (1888- 1949) pintou O Precursor, interessante quadro que apresenta Tiradentes sendo preparado para a execução. O personagem aparece de pé e enquanto o carrasco, de cabeça baixa, sem olhá-lo, veste-lhe a alva, ele mantém a cabeça erguida, olhos no céu, braços estendidos como em súplica, entregando sua vida à justiça dos homens e de Deus. Um frade, de joelhos diante do herói, apresenta- -lhe o crucifixo que o acompanhará até o cadafalso. Essa cena é uma entre muitas leituras sacralizadas do drama vivido pelo alferes inconfidente e que tem seus correspondentes em textos historiográficos sobre a Inconfidência Mineira, nos quais poderia ter se baseado o artista.


(Thais Nívia de Lima e Fonseca. Ver para compreender: arte,

livro didático e a história da nação. Em: Lana Mara de Castro Siman e

Thais Nívia de Lima e Fonseca (org.). Inaugurando a História e

construindo a nação – discursos e imagens no ensino de História)



O excerto, assim o como o artigo citado, analisam 

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Q3213904 História

A Inconfidência Mineira, abortada entre os anos de 1788 e 1789, era um movimento, ao contrário do que comumente se afirma na historiografia e nos textos didáticos, bastante heterogêneo.


(João Pinto Furtado. Imaginando a nação: o ensino de história da Inconfidência Mineira na perspectiva da crítica historiográfica. Em: Lana Mara de Castro Siman e Thais Nívia de Lima e Fonseca (org.). Inaugurando a História e construindo a nação – discursos e imagens no ensino de História)


O excerto alude à heterogeneidade do movimento, que pode ser verificada pela

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Q3213900 História

Das figuras políticas é interessante destacar como têm sido representados [nos livros didáticos] os dois imperadores do Brasil: D. Pedro I, sempre jovem, porque afinal morreu com 34 anos; seu filho D. Pedro II, sempre velho, apesar dos textos escolares darem destaque ao episódio da “Maioridade” [...]. A ilustração do pai jovem e do filho velho tem causado uma certa perplexidade aos jovens leitores e falta a explicação do aparente paradoxo.



(Circe M.F. Bittencourt. Livros didáticos entre textos e imagens.

Em: Circe M.F. Bittencourt (org.). O saber histórico na sala de aula)



De acordo com a historiadora, o “aparente paradoxo” 

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Q3213514 História
O Brasil desempenha um papel fundamental no debate ambiental global devido à sua vasta biodiversidade e aos desafios relacionados à preservação da Floresta Amazônica. Uma das principais preocupações ambientais do governo brasileiro é:
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Q3213513 História
Nos últimos anos, a transição energética tem sido um dos principais temas debatidos em fóruns internacionais. Durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP28), realizada em 2023, um dos compromissos firmados por diversos países foi:
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Q3212673 História
A Guerra Fria influenciou os conflitos no Oriente Médio, envolvendo a disputa por recursos estratégicos e interesses ideológicos. Analise o impacto do interesse por recursos estratégicos, como o petróleo, nos conflitos do Oriente Médio durante a Guerra Fria e marque a alternativa CORRETA:
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Q3212672 História
Durante o Período Regencial no Brasil (1831-1840), várias revoltas regionais ocorreram, refletindo tensões políticas e sociais. Sobre esse contexto, marque a alternativa CORRETA:
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Q3212671 História
Durante o processo de descolonização na África e na Ásia, o contexto da Guerra Fria desempenhou papel central nas alianças políticas e nos conflitos regionais. Sobre as consequências da descolonização, marque a alternativa CORRETA:
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Q3212670 História
Revolução Industrial também intensificou o processo de imperialismo no século XIX, ampliando as disputas econômicas e territoriais entre as potências europeias. Sobre esse contexto, marque a alternativa CORRETA:
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Q3212669 História
A Era Napoleônica (1799-1815) foi marcada por transformações políticas, econômicas e sociais na Europa, consolidando o legado da Revolução Francesa. Sobre esse período, analise as afirmativas a seguir:
I. O Código Napoleônico unificou e modernizou o sistema jurídico francês, influenciando legislações em outros países.
II. O Bloqueio Continental buscava enfraquecer economicamente a Inglaterra, mas resultou em resistências e perdas para a França.
III. As campanhas militares de Napoleão consolidaram a hegemonia francesa na Europa de forma permanente.
IV. A política napoleônica ampliou os direitos políticos e sociais de todas as classes na França e nos territórios conquistados.
Estão CORRETAS as afirmativas:
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Q3212668 História
A independência dos Estados Unidos foi um marco no processo de formação de Estados nacionais no continente americano. Sobre esse evento, analise as alternativas e marque a CORRETA:
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Q3212667 História
Durante a colonização da América, diferentes formas de exploração econômica foram aplicadas, variando de acordo com as condições locais e os interesses das potências europeias. Sobre esse contexto, considere o sistema de plantation e marque a alternativa CORRETA:
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Q3212666 História
A Revolução Russa de 1917 marcou uma ruptura no cenário político e social global, ao estabelecer um regime socialista em meio às crises da Primeira Guerra Mundial. Com base nas mudanças promovidas pela Revolução, analise as alternativas e marque a CORRETA:
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Q3212665 História
Durante a Baixa Idade Média, o renascimento comercial e urbano trouxe profundas transformações na organização das cidades europeias. Em um estudo sobre as feiras medievais, identificou-se o impacto dessas atividades na economia e sociedade. Sobre esse contexto, marque a alternativa CORRETA:
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Q3212664 História
Durante o período de expansão marítima europeia, o comércio de especiarias foi uma das principais motivações para a busca de novas rotas. Em uma análise econômica da época, percebe-se que essa dinâmica alterou profundamente as relações comerciais globais. Sobre as consequências dessa expansão, marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3212663 História
Sobre a Era Vargas (1930-1945 e 1951-1954) e seu impacto na formação econômica e social do Brasil, marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Respostas
3241: B
3242: D
3243: C
3244: E
3245: B
3246: E
3247: C
3248: B
3249: B
3250: B
3251: C
3252: B
3253: A
3254: C
3255: B
3256: D
3257: B
3258: A
3259: C
3260: D