Questões de Concurso Comentadas sobre questões internacionais: história do tempo presente em história

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Q3734851 História

Sobre os países africanos e asiáticos que obtiveram suas independências após a Segunda Guerra, o historiador Eric Hobsbawm afirmou...


“[...] todos eram pobres (comparados com o mundo desenvolvido), todos eram dependentes, todos tinham governos que queriam "desenvolver", e nenhum acreditava, no mundo pós-Grande Depressão e Segunda Guerra Mundial, no mercado mundial capitalista [...] quando a grade de ferro da Guerra Fria se abateu sobre o globo, todos que tinham alguma liberdade de ação queriam evitar juntar-se a qualquer um dos dois sistemas de aliança, isto é, queriam manter-se fora da Terceira Guerra Mundial que todos temiam.”



“Os dois sistemas de aliança” a que se refere o trecho anterior, são respectivamente: 

Alternativas
Q3684451 História
Em 1994, Ruanda foi palco de um dos genocídios mais brutais da história recente. O genocídio de Ruanda resultou na morte de centenas de milhares de pessoas em um período relativamente curto. Sobre as causas e outros aspectos desse genocídio, julgue as seguintes afirmativas:
I. Ruanda é um país localizado na África Central e possui uma população majoritariamente composta por dois grupos étnicos, os hutus e os tutsis.
II. Durante o período colonial, a administração belga agravou as tensões étnicas em Ruanda ao introduzir políticas que favoreceram os tutsis em detrimento dos hutus, exacerbando as divisões na sociedade ruandesa. Os colonizadores belgas justificaram essas políticas com base em crenças de superioridade étnica.
III. O assassinato do presidente hutu Juvénal Habyarimana em 1994 desencadeou o genocídio, com extremistas hutus acusando os tutsis de serem responsáveis pelo ataque que resultou em sua morte.
IV. Em abril de 1994, o presidente ruandês Juvénal Habyarimana (um hutu) foi morto num atentado contra o avião em que viajava. Logo no dia seguinte, o genocídio começou. Sem apresentar provas, as lideranças hútus acusaram os tútsis pelo assassinato do presidente e conclamaram a população a iniciar a matança.
V. Após o genocídio, a comunidade internacional respondeu prontamente, enviando tropas de paz que conseguiram interromper a violência em poucos dias.
Dentre as afirmativas:
Alternativas
Q3672906 História
O Protocolo de Palermo foi elaborado em 2000 pelas Nações Unidas e foi adotado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em novembro de 2000 entrando em vigor em dezembro de 2003. Como base nas informações acima e em seus conhecimentos prévios, indique o que é o Protocolo de Palermo?  
Alternativas
Q3637163 História

Leia o trecho destacado e responda o que se segue.


“Há, portanto, algumas convergências que permitem considerar que as catástrofes do século XX, e em particular o segundo conflito mundial, inauguraram com uma nova contemporaneidade, não marcada pelo otimismo, como acreditaram aqueles que fizeram do ano de 1945, nos anos 1960, o ponto de partida de um novo mundo cheio de promessas – Europa, crescimento, paz -, mas pelo pessimismo, um espírito do tempo que privilegia, no plano da memória coletiva, os momentos mais mortíferos do passado próximo, aqueles que tem mais dificuldade de “passar”.”



ROUSSO, Henry. A última catástrofe. Rio de Janeiro: FGV, 2016. p. 27.



O trecho em destaque foi retirado de um livro inserido no debate historiográfico da História do Tempo Presente, abordando debates relacionados à História, memória e contemporaneidade. No que diz respeito aos estudos relacionados à História do Tempo Presente, assinale a alternativa incorreta:

Alternativas
Q3552017 História

Analise as afirmativas abaixo sobre a perspectiva historiográfica denominada História Global.



1. Surgiu no fim do século XIX, impulsionada pelas críticas dos meios acadêmicos contra as denominadas histórias marxistas e culturalistas, dominantes na historiografia da época.


2. Trata-se de uma área de estudos centrada na análise de fenômenos, eventos e processos históricos inseridos em contextos globais.


3. No seu desenvolvimento foram relevantes as produções historiográficas da França, Inglaterra e Estados Unidos, que permitiram sua consolidação na década de 1990.


4. As críticas mais contundentes aos estudiosos que seguem os pressupostos da história global referem-se ao processo de elitização da historiografia, produzida nos redutos acadêmicos e com base em métodos quantitativos.


5. São priorizadas as investigações sobre os processos de conexão e interação apresentadas pela comunidade humana, na perspectiva de que as histórias nacionais ou regionais estão conectadas.



Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

Alternativas
Q2431276 História

As ideologias políticas sempre impulsionaram grupos sociais a lutarem por perspectivas individuais e coletivas. Nesse sentido, assinale a alternativa que apresenta um grupo ideológico histórico, extremante radical, que lutava para derrubar o Estado usando a força armada, pois, na visão do grupo, seria possível uma vivência natural do homem sem a presença do Estado.

Alternativas
Q2344312 História
O que aconteceu no ‘genocídio esquecido’ da Alemanha na Namíbia, reconhecido após mais de um século? Não vai ser fácil curar as feridas profundas e antigas deixadas pela Alemanha na Namíbia, após o que agora é reconhecido como um genocídio perpetrado por forças coloniais.
29 maio 2021 Autor: Tim Whewell*/BBC News, Namibia

Na sexta-feira (28), após mais de 100 anos, Berlim reconheceu oficialmente as atrocidades que cometeu durante a ocupação colonial da Namíbia e ofereceu ao país africano uma quantia em dinheiro como compensação.
Mas como se compensa a destruição de uma sociedade inteira? Que preço colocar?
A Alemanha concordou em pagar mais de 1 bilhão de dólares.
“À luz da responsabilidade histórica e moral da Alemanha, pediremos desculpas à Namíbia e aos descendentes das vítimas”, disse o ministro das Relações Exteriores, Heiko Maas, na sexta-feira.
O governante alemão acrescentou que seu país, em um "gesto de reconhecimento do imenso sofrimento infligido às vítimas", apoiará o desenvolvimento da nação africana através de um programa que vai custar mais de 1,3 bilhões de dólares.

A quantia será paga em 30 anos e investida em infraestrutura, assistência médica e programas de treinamento que beneficiam comunidades afetadas. 
Mas alguns líderes namibianos até agora se recusaram a apoiar o acordo, informou o jornal local New Era.
Na Namíbia, descendentes de vítimas e colonos debateram ferozmente sobre o valor financeiro associado ao genocídio. 
Extraído: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-57292909 

O caso noticiado exemplifica práticas cada vez mais recorrentes das relações entre nações europeias e suas ex-colônias africanas. O conceito que melhor interpreta este fenômeno contemporâneo é

Alternativas
Q2344296 História
Elizabeth 2ª: a memória do passado colonial que gera críticas ao legado da rainha Elizabeth 2ª na África
A morte da rainha Elizabeth 2ª gerou uma onda de pesar e de homenagens tocantes por parte de líderes mundiais e também do público em geral.

Muitos nas antigas colônias britânicas saudaram abertamente a memória da rainha, enquanto outros compartilharam fotos da monarca durante visitas aos seus respectivos países.
Mas a admiração não é unânime. Para alguns, sua morte reacendeu memórias da muitas vezes sangrenta história colonial britânica - atrocidades contra populações indígenas, roubo de estátuas e artefatos de nações do oeste da África, ouro e diamantes da África do Sul e da Índia, escravidão e opressão.
Enquanto o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, descreveu a rainha como uma figura pública extraordinária que deveria ser lembrada com carinho por muitos ao redor do mundo, o opositor partido Combatentes pela Liberdade Econômica (EFF, na sigla em inglês) disse que não estaria entre aqueles lamentando a morte.
“Durante seus 70 anos de reinado como rainha, ela nunca reconheceu crimes que o Reino Unido e sua família perpetraram pelo mundo, e era na verdade uma porta-bandeira orgulhosa dessas atrocidades", disse o partido, o terceiro maior do país, em um comunicado. "Para nós, sua morte é uma lembrança de um período muito trágico neste país e na história da África”, diz o comunicado. Nas redes sociais, as críticas foram muito além. 
Artigo de Nomsa Maseko https://www.bbc.com/portuguese/internacional-62871616

A partir da leitura do artigo jornalístico, podemos afirmar que o caso noticiado é representativo
Alternativas
Q2335306 História
Ao longo do primeiro semestre do ano de 2011, os países do Norte do continente africano, protagonizados pelas revoltas populares contra os regimes autoritários que dirigiam seus países, viveram a chamada “Primavera Árabe”, ilustrada na imagem a seguir.

Imagem associada para resolução da questão



Manifestantes tomam as ruas do Egito contra o ditador Mubarak, em 2011. (Extraído em 22/09/23 de https://www.brasildefato.com.br/2021/02/24/da-euforiaa-realidade-os-descaminhos-da-primavera-arabe-dez-anos-depois)


Para uma melhor interpretação da Primavera Árabe, acerca dos fatores geradores dessas revoltas, deve-se considerar e apreender que: 
Alternativas
Q2334045 História
Analise um trecho do poema “A criança que foi morta por um soldado em Nyanga”, de Ingrid Jonker, traduzido por Maria Helena D´Eugênio: 

A criança não está morta! [...] A criança está presente em todas as assembleias e tribunais Surge aos pares, nas janelas das casas e nos corações das mães Aquela criança, que só queria brincar sob o sol de Nyanga, está em toda parte!

Ingrid Jonker foi uma poeta sul-africana que, através da arte, lutou contra a desigualdade racial em pleno regime do apartheid. O poema acima foi lido por Nelson Mandela em sua cerimônia de posse como presidente da África do Sul, em 1994, como forma de marcar a dura luta do povo sul-africano pelo fim do regime de segregação. Sobre o regime de apartheid na África do Sul, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q2329882 História
A historiografia passou por grandes modificações metodológicas que permitiram maior conhecimento do cotidiano do passado, por meio da incorporação de novos tipos de fontes de pesquisa. Ainda assim, no início do século XX, questionava-se muito sobre uma historiografia baseada em instituições e nas elites, a qual dava muita relevância a fatos e a datas, de uma forma positivista, sem aprofundar grandes análises de estrutura e de conjuntura.
Disponível em: https://www.infoescola.com/historia/.

O trecho acima fala do contexto social da França que levou a um movimento historiográfico, que revolucionou a escrita na História por colocar elementos do cotidiano como fontes históricas, tendo Lucien Febvre e Marc Bloch como idealizadores. Estamos falando de:
Alternativas
Q2329881 História
Em 2004, a França proibiu o uso de hijab e de outros símbolos religiosos visíveis nas escolas públicas por jovens em idade escolar. Seis anos depois, em 2010, o país aprovou uma lei que estipulou que "ninguém pode, em um espaço público, usar nenhum artigo de vestimenta concebido para ocultar o rosto" — o que afeta justamente quem usa véus como o niqab.

Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022/08/05/mais-uma-vez-onuacusa-franca-de-preconceito-religioso.


Como diz a notícia acima, a França vem tomando atitudes radicais com relação ao uso de símbolos religiosos em lugares públicos. Considerado um estado laico desde a Revolução Francesa, mas, de uma via religiosa católica, a exposição de outras religiões parece ameaçar os franceses. Desde o início do século XX, os franceses veem o evidente avanço no país da religião: 
Alternativas
Q2298636 História
Segundo Hobsbawm, a característica básica da nação moderna e de tudo o que a ela está ligado é sua modernidade. Segundo o autor, a palavra nação desenvolveu-se para descrever grupos fechados, como guildas e outras corporações que necessitavam ser diferenciados de outros com os quais coexistiam. Sobre o conceito de nação, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q2291546 História
A respeito da Primavera Árabe, avalie se as afirmativas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F)

( ) O movimento, que influenciou países do Oriente Médio e o Norte da África, teve seu início na Síria com a Revolução de Jasmim, após a morte de Mohamed Bouazizi.
( ) Uma das primeiras consequências do movimento foi a deposição do presidente da Tunísia Zine El Adibin Ben Ali após décadas de governo ditatorial.
( ) A não adesão do Egito ao movimento foi justificada pelo controle dos meios de comunicação por parte do ditador Hosni Mubarak, o que inviabilizou organizações de protestos.

As afirmativas são, respectivamente,
Alternativas
Q2291545 História
Para iniciar as discussões sobre a participação dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã, o docente de História utiliza os dois documentos a seguir:
I Foto de jovem mulher encarando a Guarda Nacional Americana em frente ao Pentágono (Washington), em 1967

Imagem associada para resolução da questão


Washington, DC, EUA, 1967 | Marc Riboud / Magnum Photos

II. Trechos da música “Mestre de Guerra” de Bob Dylan (1963).

Para onde foram todas as flores? Todas foram colhidas pelas meninas Para onde foram todas as meninas? Todas foram por seus maridos Para onde foram todos os maridos? Todos foram ser soldados Para onde foram todos os soldados? Todos foram para cemitérios Para onde foram todos os cemitérios? Todos foram para as flores

Assinale a afirmativa que identifica corretamente um objetivo didático relacionado ao uso dos documentos propostos.

Alternativas
Q2287041 História
Na década de 1970, a juventude, compreendendo um grupo consciente que abrangia desde a puberdade até a metade dos vinte anos de idade, emergiu como um agente social independente, e a cultura jovem tornou-se a base da revolução cultural, abrangendo uma transformação significativa nos comportamentos e nos costumes. A respeito de uma das consequências resultantes da crescente influência populacional e cultural da juventude nessa década, assinalar a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q2286348 História
Sobre o Imperialismo na China, analise as assertivas abaixo:

I. A Primeira Guerra do Ópio (1839-1842) opôs os Impérios Britânico e Francês contra a dinastia Qing e foi finalizada na Convenção de Pequim, com concessões comerciais e territoriais às potências ocidentais.
II. A queima de milhares de caixas de ópio na província de Cantão, comercializado pelos britânicos, deu início à Segunda Guerra do Ópio (1856 a 1860).
III. O Tratado de Nanquim estabelecia a abertura de cinco portos chineses à Grã-Bretanha, imunidade e privilégios aos comerciantes ingleses na China e a entrega de Hong Kong ao controle britânico.
IV. Antes de finalizar o século XIX, a França se apropriou da Indochina, a Rússia avançou sobre a região da Manchúria, além de outras anexações realizadas no mesmo período pela Inglaterra e pela Alemanha.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q2261282 História
Qual das seguintes afirmações melhor descreve a abordagem interdisciplinar nos estudos históricos? 
Alternativas
Q2244340 História
Para R. Koselleck, a história dos conceitos pressupõe uma interação entre a linguística e a realidade. Para isso, é preciso diferenciar a palavra do conceito, haja vista que em todo conceito habita uma palavra. Assim, pode-se dizer que os conceitos se diferenciam das palavras na medida que são:
Alternativas
Q2240367 História
Após a crise de 1929, os EUA entraram em um período de recessão conhecido como a Grande Depressão. Em 1933, Roosevelt lançou um pacote de leis, o “New Deal”, com o objetivo de reconstruir a economia do país através da geração de empregos. Sobre esse tema, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Respostas
81: C
82: E
83: A
84: C
85: C
86: D
87: C
88: D
89: D
90: A
91: A
92: C
93: B
94: C
95: B
96: B
97: C
98: C
99: D
100: B