Questões de Concurso
Comentadas sobre processo de independência: dos movimentos nativistas à libertação de portugal em história
Foram encontradas 396 questões
Leia o texto abaixo:
“Anteontem, ao ser conhecida, nesta cidade, a notícia de que fora sancionada a lei de extinção do cativeiro, o povo manifestou o mais profundo e entusiástico júbilo de que se achava possuído. Subiram ao ar girândolas de foguetes e grandes multidões enchiam a cidade do rumor dos vivas e das grandes aclamações. Este movimento acentuou-se, extraordinariamente, à noite. Organizaram-se várias passeatas que percorreram as ruas desta cidade, a qual apresentava um aspecto festivo.
(...)
O préstito compunha-se de numerosíssimos cavaleiros, grande massa de povo e carros de comissões de sociedades abolicionistas conduzindo retratos dos vultos mais salientes da campanha em prol dos cativos.”
Jornal Diário da Bahia, 15 de Maio de 1888, p. 1. In: BRITO, Jailton Lima. A Abolição na Bahia: Uma história política – 1870-1888. Dissertação de Mestrado –Salvador, PPGH-UFBA, 1996, p. 6. Adaptado.
Sobre a Abolição da escravatura, é correto
afirmar que:
Com a Independência do Brasil, as capitanias transformaram-se em:
Mary Del Priore e Renato Venâncio. Uma breve história do Brasil. SãoPaulo: Ed. Planeta do Brasil, 2010, p. 143-4 (com adaptações).
Transformando as bases materiais da sociedade, com vigorosa repercussão política, social e cultural, a Revolução Industrial rompeu com os elementos de sustentação da economia vigente na Idade Moderna, subvertendo os pilares do antigo sistema colonial sobre os quais se assentara a colonização portuguesa na América.
Mary Del Priore e Renato Venâncio. Uma breve história do Brasil. SãoPaulo: Ed. Planeta do Brasil, 2010, p. 143-4 (com adaptações).
Enquanto as ideias iluministas, que fundamentaram a Revolução Francesa em 1789, chegavam ao Brasil e incendiavam os movimentos pela independência, que se multiplicavam pela colônia, a independência das treze colônias inglesas da América do Norte foi ignorada tanto nas colônias hispânicas quanto no Brasil.
Mary Del Priore e Renato Venâncio. Uma breve história do Brasil. SãoPaulo: Ed. Planeta do Brasil, 2010, p. 143-4 (com adaptações).
A transferência da sede do Estado português para sua colônia americana foi decisiva para a emancipação política do Brasil, como evidencia o fim do monopólio comercial metropolitano determinado pela abertura dos portos brasileiros ao comércio internacional, decisão que rompia com um dos esteios da política econômica mercantilista.
“...eclodiu a revolta nativista que transformou a pacata comunidade cuiabana em feras à cata de portugueses, a quem chamavam bicudos. Em Cuiabá, a ‘Sociedade dos Zelosos da Independência’ organizou a baderna, visando a invasão das casas e comércios de portugueses.”
(http://www.mteseusmunicipios.com.br/NG/conteudo.php?sid=261&cid=631)
“Foi um movimento de revolta que ocorreu no contexto do Período Regencial brasileiro, na então Província de Mato Grosso, atuais Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Constitui‐se num reflexo da então crescente rivalidade entre portugueses e brasileiros.[...]” (Wikipédia.org)
Os fragmentos acima aludem à revolta conhecida como
Para muitos historiadores, o fim do período colonial brasileiro ocorreu em 1808, quando da chegada da família real ao Rio de Janeiro. No entanto, a opção pela independência formal do Brasil passou a ser abertamente discutida apenas em 1820, com a Revolução do Porto.
A expansão territorial para o sul, para que o Rio da Prata fosse limite natural, resultou na fundação de Montevidéu em 1680.
Logo depois do “Grito do Ipiranga”, fazia-se imprescindível investir o novo governante do país com as suas reais atribuições. (...) Se D. Pedro era alçado à condição de cabeça e coração do império, era necessário que todo o corpo político (...) soubesse dessa mudança e se reconhecesse como parte desse mesmo corpo (...). Logo, urgia estabelecer um elo de continuidade entre o soberano e o súdito, a cabeça e os membros, o coração e o corpo, entre o Brasil e a sua gente.
(Iara Lis Carvalho Souza. Pátria coroada. São Paulo: Editora da UNESP, 1999. p. 256)
O texto trata das preocupações que então nortearam o processo de consolidação do Brasil como país independente. O país que surgiu desse processo caracterizava-se pela
I - Esses movimentos tiveram início no século XVII, momento em que diversas regiões da colônia enfrentavam dificuldades econômicas.
II - Muitos dos revoltosos eram oriundos da elite e, por isso, não tinham interesse em elaborar uma transformação profunda nas instituições de seu tempo.
III - Entre os principais levantes pode-se destacar: a Revolta de Beckman; a Guerra dos Emboabas; a Guerra dos Mascates e a Revolta de Filipe dos Santos.
IV - As primeiras revoltas nativistas acontecidas no século XVII pretendiam extinguir o pacto colonial e estabelecer a independência da América Portuguesa.
V - Seus participantes não desejavam liquidar com a presença metropolitana no território colonial.
Assinale a alternativa que apresenta as proposições corretas:
(DOMINGUES, J.E. e FIUSA, L.P.L – História – O Brasil em Foco, FTD, p.53
Sobre as revoltas nativistas, assinale a única alternativa que está INCORRETA:
“O que se formou em 1822 foi o Estado brasileiro. A nação (no seu sentido contemporâneo), isto é, uma unidade mínima de interesses, uma igualdade mínima entre os cidadãos perante a lei, o desejo de permanecer como membros de uma mesma unidade política, foi algo que os governantes foram criando com o tempo, simultaneamente com a formação do território por meio de conflitos e tratados, chegando ao que é hoje.” (MONTELLATO, A. et al. História temática. São Paulo: Scipione, 2002, p, 162)
MARQUE A ALTERNATIVA que apresenta um dos fatores que justifica a frase “O que se formou em 1822 foi o Estado brasileiro e não a nação brasileira”.
A partir do séc. XVII surgiram no Brasil os primeiros movimentos de contestação ao domínio e aos abusos da metrópole sobre a colônia. Esses movimentos serviram para mostrar a existência de interesses de uma população já enraizada no Brasil e receberam o nome de rebeliões nativistas.
A rebelião que começou quando o governo português proibiu a circulação de ouro em pó, exigindo que todo o ouro extraído fosse entregue às casas de fundição para ser transformado em barras foi: