Questões de Concurso
Comentadas sobre processo de independência: dos movimentos nativistas à libertação de portugal em história
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Leia o texto abaixo e responda:
Comenta Celso Furtado que “a ocupação econômica das terras americanas constitui um episódio da expansão comercial da Europa” (1971, p. 5). Pode-se dizer que algo de similar aconteceu por ocasião do processo de independência das antigas colônias ibéricas no Novo Mundo, ocorrido nas primeiras décadas do Séc. XIX. Este processo foi decorrente do surgimento e do rápido desenvolvimento do capitalismo industrial na Europa – mormente na Inglaterra – a partir de meados do Séc. XVIII. Em apenas algumas décadas, a proliferação das novas relações de produção, impulsionadas pelo surgimento do sistema fabril e do trabalho assalariado, tornou inteiramente obsoleto o sistema colonial que reinou entre os Sécs. XVI e XVIII, fundado no trabalho escravo e no monopólio comercial das metrópoles sobre as colônias.
Os Impérios coloniais ibéricos fundados puramente no monopólio, achavam-se por isso condenados, a independência e a formação dos Estados nacionais na América Portuguesa e na América Espanhola, embora ocorridas na mesma época e produto da mesma situação estrutural, seguiram cursos extremamente diferenciados. No Brasil, a unidade política e territorial foi mantida após a independência, Marcos Kaplan observou: “Somente o Brasil conserva a unidade herdada da colônia e mantida pelo Império independente” (Kaplan, 1974, p. 115).
Considerando a construção do Estado Nacional
Brasileiro, é CORRETO afirmar que:
( ) A obra procura associar Tiradentes ao sacrifício em relação à Pátria, por isso mesmo mostra-o esquartejado e a posição de seu corpo como se fosse o mapa do Brasil. ( ) A obra interpretada como fonte histórica mostra que o autor retratou o que realmente aconteceu com Tiradentes, ou seja, sua posição de mártir da Pátria. ( ) Essa e outras obras que retratam Tiradentes caracterizam-se pelo caráter religioso criado em torno de sua vida e morte, pois, assim, sua imagem seria de fácil aceitação em um país predominantemente cristão. Por isso mesmo, seus cabelos e barbas são longos e há um crucifixo do seu lado.
A alternativa que melhor analisa o processo de independência brasileira à luz da historiografia mais recente é:
Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, foi um dos principais líderes da Inconfidência Mineira, ocorrida no Brasil, em 1789. A Inconfidência Mineira:
(http://ceas.iscte.pt/etnografica/docs/vol_04/N2/Vol_iv_N2_333-354.pdf)
“foi um confronto travado de 1707 a 1709 no século XVIII, pelo direito de exploração das recém-descobertas jazidas de ouro na região do atual estado de Minas Gerais, no Brasil. O conflito contrapôs os desbravadores vicentinos e os forasteiros que vieram depois da descoberta das minas”. O trecho transcrito, descreve qual das guerras abaixo.
Ao observar a imagem destacada, vemos uma das primeiras representações da proclamação da independência do Brasil. Diferentemente da obra mais famosa sobre o evento, a de Pedro Américo (1888), esta pintura de Moreaux foi feita pouco mais de duas décadas após a independência do país, e retrata D. Pedro I como uma figura popular. Com base na análise da imagem e nos estudos sobre Independência do Brasil, assinale a alternativa correta.
( ) Em 1682, para aumentar a lucratividade da colônia, a Coroa portuguesa criou a Companhia de Comércio do Maranhão, concedendo-lhe o monopólio do comércio na região. ( ) Foi uma revolta que mostrou os problemas de mão de obra e abastecimento na região do Maranhão. ( ) Os principais líderes do movimento foram enforcados, exceto Thomas Beckman, que foi deportado para Pernambuco.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
Identifique abaixo os movimentos sociais relacionados com o processo de Independência do Brasil.
1. Guerra de Canudos
2. Inconfidência Mineira
3. Conspiração dos Suassunas
4. República Juliana
5. Conjuração do Rio de Janeiro
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas
corretas.
Analise a charge.

A charge faz alusão ao contexto de 1789,
remontando a emblemática revolta da Inconfidência
Mineira. Inserindo o uso do recurso humorístico ao
contexto, podemos concluir que a expressão
presente na charge, “Colônia de Portugal uma
ova!!”, relaciona-se
[João Pinto Furtado. Imaginando a nação: o ensino da história da Inconfidência Mineira na perspectiva da crítica historiográfica. Em Lana Mara de Castro Siman e Thais Nívia de Lima e Fonseca (org). Inaugurando a História e construindo a nação. Discursos e imagens no ensino de História]
De acordo com o excerto, é correto afirmar que a Inconfidência Mineira
Era noite de festa de Reis no Brasil Império e o povo de Belém festejava ao luar. Autoridades portuguesas e famílias poderosas brindavam na noite de gala do Teatro da Providência. Do lado de fora, estava armado o palco de uma guerra anunciada. No dia 6 de janeiro de 1835, aproveitando a distração geral pela data santa, mais de 1.000 guerrilheiros empunhando espingardas, mosquetões, foices, terçados e espadas se escondiam nas matas ao redor da cidade, cortada por igarapés. Moradores de Belém misturavam-se a combatentes vindos do interior. Chegaram à capital no começo do ano e já planejavam o ataque.
Fonte: Disponível em https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem. Acessado em 20 jan 2019. (adaptado)
O texto está anunciando a:
Conjuração Mineira foi o mais relevante movimento anticolonial da América portuguesa: pôs em dúvida o próprio sistema e adaptou para as Minas um projeto de poder de natureza nitidamente republicana. Essa Conjuração – disso às vezes nos esquecemos – também antecedeu a Revolução Francesa. Mas não foi o único momento de insubmissão na área colonial. Diferentemente da imagem oficial que o país gosta de apresentar, para dentro e para fora, a história brasileira está longe de se assemelhar a um “conto de fadas”, uma narrativa destituída de guerras, conflitos ou da prática cotidiana da violência.
SCHWARCZ, l. M. e STARLING, H. Brasil: uma biografia. São
Paulo: Companhia das Letras, 2015, p. 129.
As rebeliões coloniais na América portuguesa, dos séculos XVI, XVII e primeira metade do século XVIII, que antecederam a Conjuração Mineira, ocorreram principalmente por: