Questões de Concurso
Comentadas sobre processo de independência: dos movimentos nativistas à libertação de portugal em história
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Não há sombra de dúvidas sobre o papel central desempenhado pelos mulçumanos na Rebelião de 1835. Os rebeldes - ou uma boa parte deles - foram para as ruas com as roupas usadas na Bahia pelos adeptos do Islamismo. No corpo dos muitos que morreram, a polícia encontrou amuletos mulçumanos e papéis com as rezas e as passagens do Qur’ãn usados para proteção. Essas e outras marcas da revolta levaram o chefe de polícia Francisco Gonçalves Martins a concluir o óbvio: “o certo”, escreveu ele, “é que a religião tinha a sua parte na sublevação”. Seguia a observação que “os chefes faziam persuadir aos miseráveis, que certos papéis os livrariam da morte”. E outro Francisco Martins o presidente: “Parece-me que o fanatismo religioso também entrava nessa conspiração”.
(REIS, João Jose. Rebelião escrava no Brasil: A História do levante dos Malês em 1835. São Paulo; Companhia das Letras. 2003, p. 158.)
O Período Regencial do Brasil foi um momento de muita turbulência diante dos descontentamentos dos três povos: brasileiros, escravos e indígenas, deflagrando várias rebeliões pelo país chamada de movimento nativista. O trecho acima fala da Revolta dos Malês na Bahia. Podemos considerar sobre a Revolta que:
I- Foi um movimento racial religioso, no qual escravos mulçumanos organizaram para reivindicar o fim da escravidão e da imposição do Catolicismo e ter liberdade de culto religioso.
II- Os escravos foram convertidos ao Islamismo já no Brasil e fizeram parte de uma tentativa de fundação de uma república islâmica para aumentar a religião no país.
III- Foi considerado um movimento de fanatismo religioso, pois os malês eram escravos mulçumanos que, por causa dos dogmas do Islamismo, não queriam aceitar a escravidão.
IV- O Brasil era receptivo ao Islamismo, por isso aceitou a entrada de africanos mulçumanos para servirem de escravos, já que eles não tinham alfabetização e não eram ameaça.
V- O dia escolhido da rebelião foi 25 de janeiro, data importante para os mulçumanos, a chamada Noite de Glória, que é o dia em que o Corão foi revelado a Maomé, tornando um marco.
Estão CORRETAS:
(Brasil celebra 200 anos de independência com site, livros e exposições. Disponível em: msn.com. Adaptado.)
Além de ser proclamada a independência, era necessário que o nosso país fosse reconhecido, internacionalmente, como nação soberana, o que ocorreu:
Acerca desse movimento, é correto afirmar, exceto:
Quanto ao movimento rebelde conhecido como Revolução Pernambucana de 1817, julgue (C ou E) o item a seguir.
O projeto de Lei Orgânica dos revolucionários de
Pernambuco resguardava o catolicismo como religião
do Estado, reservando os empregos públicos a reinóis e
estrangeiros católicos. Por outro lado, instituía a
liberdade de imprensa, revogava o antigo sistema
municipal, estabelecia a divisão entre os Poderes
Executivo, Legislativo e Judiciário e determinava que
os governadores e os secretários de Estado poderiam
ser processados por crimes de responsabilidade.
Quanto ao movimento rebelde conhecido como Revolução Pernambucana de 1817, julgue (C ou E) o item a seguir.
No plano político, os rebeldes de 1817 buscaram se
vincular à memória da bravura dos pernambucanos que
resistiram à invasão holandesa no século 17, o que
motivou a autoclassificação do movimento como uma
“segunda restauração” de Pernambuco. Nesse sentido,
o governo provisório argumentava ter havido uma
ruptura do pacto constitucional tradicional firmado
entre a capitania e a Coroa no momento da
restauração.
Quanto ao movimento rebelde conhecido como Revolução Pernambucana de 1817, julgue (C ou E) o item a seguir.
A transmigração da Corte portuguesa para o Rio de
Janeiro foi um dos fatores que levaram às insatisfações
que culminariam na Revolução de 1817.
Disseminou-se a perspectiva de que os gastos da
família real impactaram excessivamente as contas da
Capitania de Pernambuco, que teria chegado a
transferir cerca de 30% de sua arrecadação para o Rio
de Janeiro em 1816. Entre os tributos exigidos a partir
desse momento, incluíam-se cotas para a reconstrução
de Portugal, impostos sobre o algodão e taxa relativa à
iluminação pública do Rio de Janeiro. Esta última
tornou-se um símbolo do descontentamento, ensejando
críticas à presença da família real no Brasil.
Quanto ao movimento rebelde conhecido como Revolução Pernambucana de 1817, julgue (C ou E) o item a seguir.
Atividades sediciosas vinham sendo alimentadas pela
circulação de boatos, missivas e panfletos antes de
1817. No bojo de um processo geral de difusão de
papéis considerados polêmicos, teve grande
importância a presença de impressos trazidos da
Europa, o quais eram lidos e discutidos oralmente nos
espaços públicos. Murmurações públicas tidas como
subversivas eram acompanhadas de perto pelo
governo, que introduziu agentes infiltrados entre a
população, e eles foram responsáveis por denunciar
envolvidos no movimento.
A ruptura política com Portugal e a organização do Estado nacional implicariam a elaboração de um aparato ideológico que deveria dar legitimidade ao próprio processo de construção da Nação. Tratava-se agora de inventar o Brasil, não apenas no plano geopolítico, mas também no plano simbólico, forjando as bases de sua identidade. [...] À organização política do Estado nacional deveria corresponder uma produção simbólica que delineasse os contornos da Nação e a integrasse no mundo civilizado, segundo os parâmetros europeus.
SANTOS, Afonso Carlos Marques dos. A invenção do Brasil: um problema nacional? In: A invenção do Brasil: ensaios de história e cultura. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2007, p. 59-69, p. 60.
Acerca das diferentes dimensões do processo de independência do Brasil, julgue (C ou E) o item a seguir.
As festas cívicas organizadas na cidade do Rio de
Janeiro para a aclamação de Pedro como imperador
constitucional do Brasil, em 12 de outubro de 1822,
tiveram como objetivo afirmar o rompimento
definitivo com Portugal e a instauração de uma nova
soberania; ao mesmo tempo, visavam a fazer
reconhecer a representação popular como uma das
fontes do poder imperial.
A ruptura política com Portugal e a organização do Estado nacional implicariam a elaboração de um aparato ideológico que deveria dar legitimidade ao próprio processo de construção da Nação. Tratava-se agora de inventar o Brasil, não apenas no plano geopolítico, mas também no plano simbólico, forjando as bases de sua identidade. [...] À organização política do Estado nacional deveria corresponder uma produção simbólica que delineasse os contornos da Nação e a integrasse no mundo civilizado, segundo os parâmetros europeus.
SANTOS, Afonso Carlos Marques dos. A invenção do Brasil: um problema nacional? In: A invenção do Brasil: ensaios de história e cultura. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2007, p. 59-69, p. 60.
Acerca das diferentes dimensões do processo de independência do Brasil, julgue (C ou E) o item a seguir.
A contratação de artistas e artífices na França, em
1816, para trabalharem no Brasil foi uma iniciativa
oficial do príncipe regente João, que encarregou o
embaixador do Reino Unido de Portugal, Brasil e
Algarves em Paris, o marquês de Marialva, de definir
os nomes a contratar e de providenciar o embarque
do grupo.
"No Brasil, o ano de 1822 marcou o fim _______. Neste mesmo ano, houve a coroação de _______ como Imperador do Brasil, confirmada em 1824 com a Constituição brasileira do Império. O Estado brasileiro foi reconhecido como soberano por Portugal em _______."
Assinale a alternativa que preenche as lacunas corretamente.
Dom João VI retorna à Portugal em 1821, cedendo ao contexto de pressões internas e externas, deixando Dom Pedro na condição de príncipe regente do Brasil. O principal motivo do retorno do rei foi a elaboração de uma nova Constituição para Portugal, que limitaria seu poder, que foi consequência direta da chamada:
Sobre esse período, é correto afirmar:
1. Foi um processo pacífico, tendo Portugal prontamente reconhecido o Brasil como nação independente.
2. Algumas províncias continuaram leais a Portugal, ocasionando o que ficou conhecido como a Guerra da Independência do Brasil.
3. Contou com o apoio da Inglaterra.
4. Preservou o status quo das elites.
5. Termina em 29 de agosto de 1845 com a assinatura do Tratado de Amizade e Aliança entre Brasil e Portugal.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Tendo o texto acima apenas como referência inicial, julgue o item.
A transferência do Estado português para o Brasil, em
1808, decorreu de injunções da política europeia e, ao
modificar o status da Colônia, retardou em muito o
caminho para a Independência.
Tendo o texto acima apenas como referência inicial, julgue o item.
O insucesso da Conjuração Mineira de
1789 (“Inconfidência”) deveu-se ao fato de que seus
integrantes desconheciam por completo a Era
Revolucionária que atingia a América do Norte e
convulsionava parte da Europa.
Tendo o texto acima apenas como referência inicial, julgue o item.
A Revolução do Porto, em 1820, foi essencialmente
liberal, tanto para a metrópole portuguesa quanto para
sua colônia brasileira.