Questões de Concurso
Comentadas sobre pré-história brasileira: legado de povos nativos em história
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Dois empresários, o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e a Prefeitura de Florianópolis tiveram mantidas as condenações pelo TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) por danos ao patrimônio cultural. Os réus foram denunciados pela falta de preservação do sítio arqueológico Sambaqui Aldeia Fúlvio Aducci, localizado na rua que leva o mesmo nome, no bairro Estreito, região Continental de Florianópolis. (...) A mesma decisão pediu ao município, ao Iphan e aos comerciantes dentro da área do sítio para garantirem a salvaguarda do local. Além disso, os réus devem financiar a elaboração de um estudo arqueológico e museológico que identifique, delimite, investigue e analise a integralidade do sítio arqueológico para poder indicar as medidas a serem executadas.
Fonte: ND Rádio. Justiça. TRF4 mantém condenações por falta de preservação de sítio arqueológico em Florianópolis Disponível em:https://ndmais.com.br/justica/trf4-mantem-condenacoes-por-faltade-preservacao-de-sitio-arqueologico-em-florianopolis/ (Último acesso dia 22/10, às 13 horas).
Com base no texto, assinale a alternativa correta.
Analise as afirmativas abaixo. Segundo, Pedro Paulo Funari e Ana Piñon:
1. Os indígenas não são personagens de um passado distante. Existem, no Brasil contemporâneo, cerca de 235 povos indígenas.
2. A história do Brasil tem início em 1500 quando os navegadores portugueses aqui aportaram.
3. Os indígenas foram vítimas do avanço da civilização branca e hoje estão quase extintos, exceto por algumas centenas de sobreviventes esquecidos nos rincões das florestas.
4. A mandioca, o tomate, a batata e o chocolate são algumas das contribuições dos povos americanos para o mundo.
5. Muitas palavras da língua brasileira, como caju, Pindamonhangaba e Anhanguera, são de origem indígena.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Texto extraído de: JALES, Luanna. Visibilidade histórica para mulheres, negros e indígenas. In: PINSKY, Jaime;
PINSKY, Carla Bassanezi. Novos combates pela história: desafios-ensino. São Paulo: Contexto, 2021, p. 201.
O parágrafo acima do capítulo escrito pela historiadora Luanna Jales traduz seu diagnóstico quanto à forma como os grupos minoritários foram vistos por longo período por historiadores. Sobre essa questão, conforme o olhar da autora, julgue as afirmativas abaixo:
I. Os grupos minoritários (ou sub-representados) têm em comum o fato de, por longos períodos, não terem sido vistos como cidadãos ou terem sido considerados apenas cidadãos de segunda classe. Trata-se, hoje, de pessoas que raramente ocupam um número significativo de posições políticas, profissões consideradas de elite e protagonismo em peças publicitárias e produções midiáticas.
II. A visão de que apenas pessoas vitoriosas, de grandeza, de importância e de genialidade incomparável merecem ser estudadas na escola dificulta a percepção de que todos, independentemente de posição social e capacidade de liderança, podem ser agentes históricos e influenciar de alguma forma o meio em que vivem.
III. Estudar as minorias nas escolas deve ocorrer não apenas por uma questão de representatividade, mas porque elas são historicamente importantes. Por isso, é primordial identificar a força de atuação dos grupos minoritários dentro da história do país e mostrar que as minorias são mais do que ícones eleitos por essa ou aquela militância.
IV. É importante estudar as minorias de modo a reforçar o conhecimento das habilidades extraordinárias de personagens que emergiram de camadas sociais consideradas inferiores, possibilitando ao aluno compreender que personagens protagonistas emergem não apenas das camadas sociais mais abastadas.
Estão CORRETAS:
Quando a terra-mãe era nosso alimento
Quando a noite escura formava o nosso teto,
Quando o céu e a lua eram nossos pais,
Quando todos éramos irmãos e irmãs,
Quando nossos caciques e anciãos eram grandes líderes,
Quando a justiça dirigia a lei e sua execução,
Aí outras civilizações chegaram!
Com fome [...] de ouro, de terra e de todas as riquezas, trazendo numa mão a cruz e na outra a espada, sem conhecer ou querer aprender os costumes de nossos povos, nos classificaram abaixo dos animais, roubaram nossas terras e nos levaram para longe delas, transformando em escravos os “filhos do sol”.
Entretanto não puderam nos eliminar e nem fazer esquecer o que somos […]
E mesmo que nosso universo inteiro seja destruído Nós sobreviveremos por mais tempo que o império da morte!
Declaração solene dos povos indígenas do mundo. Port Alberni, Canadá, 1975. (adaptado)
A Declaração Solene dos Povos Indígenas atenta para a resistência dos povos indígenas frente ao preconceito e o menosprezo do processo colonizador. A destruição das populações nativas do Brasil iniciou-se no século XVI e continua até hoje, embora tenha acontecido em ritmos diferentes ao longo dos séculos e em áreas distintas.
Sobre a questão indígena no Brasil, assinale a alternativa correta.
Julgue o item a seguir.
Por volta de 12 mil anos atrás, o território que hoje
corresponde ao Brasil já estava plenamente ocupado por
diversos grupos de paleoíndios.
Julgue o item subsequente.
Antes da chegada dos portugueses, diferentes grupos
étnicos habitavam o território que, mais tarde, seria
denominado Brasil. O período Pré-Colonial refere-se,
como o próprio nome indica, à história que precede o
contato desses povos separados pelo Atlântico.
De acordo com Kühn (2011), “Outro grupo importante de indígenas que habitava o Rio Grande do Sul eram povos ligados ao tronco linguístico Jê (...). São divididos em vários subgrupos, segundo uma classificação que privilegia ora seu aspecto físico, ora suas denominações originais: coroados, botocudos, guaianãs, caaguás, etc. Atualmente são conhecidos pela denominação de _____________________”.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
Julgue o item que se segue.
A diversidade cultural entre os povos indígenas do Brasil
não só refletia adaptações complexas aos ambientes
naturais diversos do país, mas também constituía um
legado vivo de conhecimentos tradicionais, práticas
sustentáveis e sistemas de crenças que desempenharam
papéis fundamentais na construção e manutenção da
resiliência das comunidades ao longo do tempo.
I- O adultério feminino era bem aceito entre todos os povos originários do Brasil, porque admitiam a liberdade sexual em todas as etapas da relação humana. II- Os estudos recentes apontam que as diversas nações que existiam no século XVI tinham bens privados, inclusive a terra. Daí os conflitos com europeus e as guerras entre as tribos. III- No momento do parto, maridos ajudavam suas mulheres, comprimindo-lhes o ventre. O cordão umbilical do filho homem era cortado com os dentes do pai, enquanto as meninas recebiam da mãe, os primeiros cuidados.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
No que se refere à cultura africana e indígena no Brasil colonial, julgue o item a seguir.
Os guerreiros tupinambás mais bem-sucedidos nas guerras
transformavam-se
em pajés, liderando os rituais
antropofágicos.
Fonte: CELESTINO, Maria Regina. Populações indígenas e Estados nacionais latinoamericanos: novas abordagens historiográficas, In: Azevedo, Cecília; Raminelli, Ronald. História das Américas: novas perspectivas, Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2011.
As afirmativas a seguir descrevem corretamente as “ideias” historiográficas que não são mais sustentadas pelas renovações sofridas pela história dos indígenas no Brasil mencionadas no trecho, à exceção de uma. Assinale-a.
Um dos textos historiográficos mais conhecidos acerca da formação da nação brasileira é como se deve escrever a história do Brasil, do viajante e biólogo Phillipe Von Martius. Este opúsculo, como bem sabemos, é de suma importância para o projeto de escrita da história do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) na medida em que responde às inquietações decorrentes do processo de constituição do Estado nacional. A fórmula de Martius, narrativa, permeada pelo “encontro” entre as três raças, abriu um campo representativo da nacionalidade, sob o domínio da estética romântica.
SANDES, Noé Freire; ARRAIS, Cristiano Alencar. História e memória em Goiás no século XIX uma consciência da mágoa e da esperança. VARIA HISTÓRIA, Belo Horizonte, vol. 29, nº 51, p.847-861, set/dez 2013, p. 03.
O texto se refere a uma historiografia que forjou uma suposta convivência pacífica entre
Ao discutir a sociedade brasileira durante o século XIX, a historiadora Lilia Schwarcz analisa:
A valorização do pitoresco da paisagem e das gentes, do típico em vez de genérico, encontrava no indígena o símbolo privilegiado. [...] Por oposição ao negro, que lembrava a escravidão, o indígena permitia identificar uma origem mítica e unificadora. [...]
A natureza brasileira também cumpriu função paralela. Se não tínhamos castelos medievais, templos da Antiguidade ou batalhas heroicas para lembrar, possuíamos o maior dos rios, a mais bela vegetação. [...] Por mais que tenha partido de d. Pedro I e de Bonifácio a tentativa de elaborar – junto com Debret e outros participantes da Missão Francesa – uma ritualística local, foi com d. Pedro II e seu longo reinado que se tornaram visíveis a originalidade do protocolo e o projeto romântico de representação política do Estado.
SCHWARCZ, Lilia. As Barbas do Imperador. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. p.140.
Considerando esse fragmento, percebe-se que a identidade nacional brasileira, no século XIX, foi
construída
I. Pelas condições locais, os povos podiam pescar tanto no mar como em lagoas, lagunas e vales dos rios.
II. A ocupação da planície litorânea está vinculada ao início das condições quentes e úmidas do período “ótimo climático”.
III. Em relação à cultura material dos grupos sambaquianos, não se pode dizer que existia uma grande capacidade artesanal, tendo somente artefatos feitos a partir de técnicas de lascamento.
Estão CORRETOS: