Questões de Concurso
Comentadas sobre período entre-guerras: totalitarismos em história
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“[...] o sintoma mais marcante dessa política é a divisão. Destina-se a dividir a população em ‘nós’ e ‘eles’ [...] apelando para distinções étnicas, religiosas ou raciais, e usando essa divisão para moldar a ideologia e, em última análise, a política. Todo o mecanismo trabalha para criar ou solidificar essa distinção. Os políticos justificam suas ideias ao aniquilar um senso comum de história, criando um passado mítico para respaldar sua visão do presente” (Stanley, 2020, p. 115-16).
O trecho usa a dicotomia posta na diferença entre “nós” e “eles”, entre “cidadão legítimos” e “criminosos sem lei”, próprios do
As afinidades entre as ideologias dominantes nas extremidades oriental e ocidental do Eixo são deveras fortes.
[...].
Contudo, o fascismo europeu não podia ser reduzido a um feudalismo oriental com uma missão imperial nacional.
Em suma, apesar das semelhanças com o nacional-socialismo alemão (as afinidades com a Itália eram menores), o Japão não era fascista.
(Eric Hobsbawm. Era dos extremos: O breve século XX: 1914 – 1991)
Entre as diferenças identificadas pelo autor, que fundamentam o exposto no excerto, está o fato de que, no Japão,
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
Os regimes totalitários que emergiram no período entre guerras, como o nazismo na Alemanha e o fascismo na Itália, compartilhavam diversas características que moldaram profundamente suas sociedades. Considerando esse contexto, analise as assertivas a seguir:
I. O controle estatal absoluto sobre a economia, com a implementação de políticas intervencionistas, marcou os regimes totalitários. No nazismo, por exemplo, a economia foi centralizada e dirigida pelo Estado, visando a mobilização para o conflito e o fortalecimento da máquina de guerra alemã.
II. A propaganda desempenhou um papel fundamental na manipulação da opinião pública nos regimes totalitários, sendo utilizada como ferramenta para disseminar ideologias específicas, glorificar líderes e reforçar o nacionalismo exacerbado.
III. A supressão de oposições políticas e culturais foi uma prática recorrente nos regimes totalitários, que buscavam eliminar qualquer forma de resistência. Isso incluiu perseguições a grupos étnicos, religiosos e políticos considerados contrários à ideologia dominante.
IV. A promoção da diversidade cultural e étnica foi uma característica marcante dos regimes totalitários, que buscavam a construção de sociedades inclusivas e plurais, aceitando e celebrando a heterogeneidade.
Diante do exposto, qual conjunto de assertivas descreve corretamente características dos regimes totalitários no período entre guerras?
Nos países totalitários, a propaganda e o terror parecem ser duas faces da mesma moeda. [...] O totalitarismo não se contenta em afirmar, apesar de provar em contrário, que o desemprego não existe; elimina de sua propaganda qualquer menção sobre os benefícios para os desempregados. [...] para citar outro exemplo, quando Stalin decidiu reescrever a história da Revolução Russa, a propaganda da sua nova versão consistiu em destruir, juntamente com os livros e documentos, os seus autores e leitores: a publicação, em 1938, da nova história oficial do Partido Comunista assinalou o fim do super expurgo que havia dizimado toda uma geração de intelectuais soviéticos. Da mesma forma, nos territórios ocupados da Europa oriental, os nazistas se utilizaram, no início, de propaganda antissemita principalmente para assegurar um controle mais firme da população. [...]
(ARENDT, Hannah. As origens do totalitarismo. São Paulo: Companhia das Letras. 1998, p. 390-391.)
Baseado no texto supracitado e no regime soviético de Josef Stalin, considere a alternativa INCORRETA:
[Os nazistas] acreditavam que o movimento das mulheres (o feminismo) fazia parte de uma conspiração judaica internacional para subverter a família alemã e, assim, destruir a raça alemã. O movimento encorajava as mulheres a afirmarem sua independência econômica e a negligenciar sua tarefa de produzir filhos. Difundia as doutrinas femininas de pacifismo, democracia e “materialismo”. Ao incentivar a contracepção e o aborto para diminuir o índice de natalidade, atacava a própria existência do povo alemão.
GUPTA, Charu. Politics of Gender: Woman in Nazi Germany. Economic and Political Weekly, v. 26, n. 17, abr. 1991. Apud STANLEY, Jason. Como funciona o fascismo. A política do “nós” e “eles”. Porto Alegre: L&PM, 2018, p. 55.
Com base no texto, assinale a alternativa que melhor descreve a visão dos nazistas em relação ao feminismo.
Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiag/regimetotalitario.htm. Acesso em: 23 nov. 2024 (Adaptado).
Qual das ações abaixo NÃO foi utilizada por Adolf Hitler para consolidar seu regime na Alemanha nazista?
A ideologia comunista, em sua versão marxista-leninista, e a fascista, em suas formas italiana e alemã, atualizaram um tema clássico da cultura política europeia: a crítica da abstração democrática moderna, em nome da antiga sociedade orgânica, pela direita, e da futura sociedade socialista, pela esquerda.
Raphael Spode e, Gabriel G. Xavier. Abordagens clássicas das relações internacionais. São Paulo: Conceito Editorial, 2012, p. 23 (com adaptações).
Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue (C ou E) o item a seguir, referentes ao período entre as duas guerras mundiais, à Segunda Guerra Mundial e a declarações da Organização das Nações Unidas (ONU).
Segundo o economista John Maynard Keynes, após a Primeira Guerra Mundial, sem a restauração da economia alemã, era impossível a recomposição de uma civilização e economia liberais estáveis na Europa, pensamento que influenciou os franceses a tolerar uma política de realização alemã após 1924, o que, mesmo assim e devido à longa relutância francesa, terminou por enfraquecer a economia na Alemanha.
Raphael Spode e, Gabriel G. Xavier. Abordagens clássicas das relações internacionais. São Paulo: Conceito Editorial, 2012, p. 23 (com adaptações).
Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue (C ou E) o item a seguir, referentes ao período entre as duas guerras mundiais, à Segunda Guerra Mundial e a declarações da Organização das Nações Unidas (ONU).
No período entre as duas grandes guerras mundiais, os únicos países europeus com instituições políticas adequadamente democráticas que funcionaram sem interrupção foram a Grã-Bretanha, a Finlândia, o Estado Livre Irlandês, a Suécia e a Suíça.
BOBBIO. Norberto. Dicionário de Política. Brasília: Editora da UnB, 1998. p.466.
O texto acima caracteriza o conceito de: