Questões de Concurso Comentadas sobre período colonial: produção de riqueza e escravismo em história

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Q308678 História
O historiador Caio Prado Júnior analisou a economia colonial da seguinte forma.

“É aliás esta exigência da colonização que explica o renascimento, na civilização ocidental, da escravidão em declínio desde os fins do Império Romano e já quase extinta de todo neste século XVI em que se inicia aquela colonização.”

A qual exigência do colonizador o autor se refere?
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Q308658 História
A presença dos negros africanos e de seus descendentes na América portuguesa não apenas possibilitou a construção de um processo histórico extremamente singular, como também ressaltou especificidades únicas na formação da sociedade e da cultura brasileira. Sobre esse tema, é possível aferir que:
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Q307992 História
A produção de açúcar no período colonial voltava-se efetivamente para a exportação e, por gerar vultosos lucros, comandava a economia. A escolha do açúcar como solução para desenvolver a colonização portuguesa no Brasil pode ser explicada pelo fato de que:

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Q307991 História
“Portugal nunca se conformou com o decréscimo da produção aurífera, atribuindo a queda da arrecadação do quinto ao extravio e ao contrabando. Para os colonos mineiros, a percepção da pobreza e da dependência da Metrópole foi crescendo lentamente, até atingir uma verdadeira tomada de consciência, expressa na Inconfidência.” (BARROS, Edgar Luiz de. Os Sonhadores de Vila Rica . São Paulo: Atual, 1989. p. 22).

Com relação à Inconfidência Mineira, é correto afirmar que:

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Ano: 2012 Banca: FUNCAB Órgão: IPEM-RO
Q1236798 História
“[...] redefiniu as fronteiras entre as Américas Portuguesa e Espanhola, anulando o estabelecido no Tratado de Tordesilhas: Portugal garantia o controle da maior parte da Bacia Amazônica, enquanto que a Espanha controlava a maior parte da baixa do Prata. Neste Tratado, o princípio do usucapião (uti possidetis), que quer dizer a terra pertence a quem a ocupa, foi levado em consideração pela primeira vez.”
(Retirado do site: <http://www.ibge.gov.br/brasil500/constrterrit/territ_legalizado.html> em 27/12/2012)
A redefinição do território colonial brasileiro foi realizada por meio de alguns tratados. O tratado ao qual o texto faz referência é o de:
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Ano: 2012 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: Instituto Rio Branco
Q1230188 História
Julgue (C ou E) o próximo item, relativo à formação histórica do território brasileiro.
A formação histórica do território brasileiro iniciou-se com a assinatura do Tratado de Madri, que determinou, por meio da criação de uma linha imaginária, o primeiro limite territorial da colônia portuguesa nas Américas.
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Ano: 2012 Banca: FADESP Órgão: Prefeitura de Novo Progresso - PA
Q1226366 História
No século XVIII, a colônia portuguesa da América foi sacudida por rebeliões que questionavam o pacto colonial. Dentre esses movimentos destacam-se a Inconfidência Mineira, em 1789, e a Inconfidência Baiana, ocorrida em 1798, sendo que esta se destacou por
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Q1203707 História

Leia os fragmentos a seguir:

ESCRAVOS

“Vende uma pessoa chegada há pouco do Norte bonitos e moços, entre elles notão-se um oficial de ourives, uma bonita crioula, uma parda de 18 a 20 annos com habilidades, um preto padeiro e forneiro, um bonito pardo de 17 annos, optimo para pagem e mais pretos moleques; na rua da Alfandega n. 278.”

[Jornal do Commercio, 1854. Apud: NOVAIS, Fernando. A História da Vida Privada no Brasil, v. 2. São Paulo: Companhia das Letras, 1997, p. 251]


“O fato é que, em 13 de maio de 1888, abolimos a escravidão tal como encerramos, quase um século depois, os horrores do regime militar: viramos simplesmente a página. Os senhores de escravos e seus descendentes não se sentiram minimamente responsáveis pelas consequências do crime nefando praticado durante quase quatro séculos.”

[COMPARATO, Fábio Konder. Um débito colossal. Folha de São Paulo, 08 de julho de 2008] 



Indique a alternativa que melhor defina a visão que se tinha do escravo nos períodos colonial e imperial do Brasil.

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Q1203699 História
A informação incorreta sobre a Revolução Pernambucana de 1817 está presente na alternativa:
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Q996039 História
Entre os argumentos políticos e econômicos que o professor do 8º ano pode apresentar aos seus alunos para justificar a expressão “Vila Rica, vila pobre” ao trabalhar a região mineira brasileira, no século XVIII destacam-se:
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Q996036 História

“Grande parte do trabalho na produção do açúcar era realizada no campo, nos canaviais. O cultivo e as colheitas eram tarefas muito cansativas, que exigiam força para preparar e cavar a terra pesada de massapé. Outra atividade frequente nos engenhos era o corte de lenha utilizada nas casas das caldeiras. Muitos senhores até preferiam comprar madeira de outras regiões a ter de usar seus escravos. O escravo também ficava encarregado da manutenção da propriedade, construir cercas, poços, fossos, além de, em alguns, cuidar da sua própria subsistência”.

[MATTOS, Regiane Augusto. História e Cultura Afro-brasileira. São Paulo: Contexto, 2007, p. 105]


No contexto descrito, um dos mecanismos utilizados pelos senhores de engenho para garantir o ritmo de trabalho e evitar que os escravos dificultassem a produção, fingindo, por exemplo, estarem doentes, foi a utilização do sistema de:

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Q996035 História

“Para a Coroa, o Estado é um patrimônio régio e os governantes devem ser escolhidos entre os homens leais ao rei. Por sua vez, os setores dominantes da sociedade tratam de abrir caminho na máquina estatal ou de receber graças dos governantes em benefício da rede familiar. Por caminhos diversos, resulta disso um governo que se exerce não segundo critérios de impessoalidade e de respeito à lei, mas segundo critério de lealdade”.

[FAUSTO, Boris. História Concisa do Brasil. São Paulo: EDUSP, 2002, p. 38]


A concepção e a prática desenvolvidas no período colonial brasileiro, descritas no enunciado, podem ser resumidas na expressão:

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Q942696 História

I. Em 1575, Luís de Brito, Governador Geral da região norte do Brasil, vai tentar a colonização do território entre os rios Real e São Francisco. Inicialmente, a tarefa confiada aos Jesuítas Gaspar Lourenço e João Salônio foi bem sucedida, tendo alcançado as margens do rio Vaza-Barris, sendo lançados os fundamentos da colonização nas três aldeias indígenas criadas: São Tomé, Santo Inácio e São Paulo. Na capela de São Tomé teria funcionado a primeira escola de Sergipe. A intervenção dos soldados de Luis de Brito fez fracassar o início da colonização jesuíta, ao travar-se a luta em que foram destruídas as aldeias indígenas após serem vencidos os caciques Serigi, Surubi e Aperipê.

II. A indústria açucareira era suporte econômico de Sergipe. Dependendo do comércio externo, as oscilações do preço do açúcar repercutiam na vida da província. Na década de 1860, o algodão tomou impulso, alastrando-se o cultivo pelo agreste, fazendo surgir prósperos núcleos urbanos. Em 1884, com o funcionamento da fábrica Sergipe Industrial, começou a indústria têxtil em Sergipe.

III. Em 1855. Inácio Joaquim Barbosa transferiu a capital da velha cidade de São Cristóvão para o povoado de Santo Antônio do Aracaju, dentro da geopolítica da época, em que o eixo político deveria coincidir com o eixo econômico.

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Q510509 História
Um dos líderes da Revolta Balaiada era também chefe de um quilombo. Seu nome era:
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Q504710 História
Analise os itens abaixo:

I. Expressivo aumento da população, não apenas com a expansão do tráfico negreiro, mas também com a vinda de grande número de portugueses.

II. Expansão do trabalho livre e do mercado interno, até então limitado.

III. Surgimento de uma camada intermediária de trabalhadores livres e até pequenos proprietários ou comerciantes, estimulando uma certa mobilidade social.

IV. Acirramento das tensões entre metrópole e colônia, com estímulo a movimentos nativistas e emancipacionistas.

Considerando o processo histórico brasileiro, os itens podem ser associados
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Q504705 História
Leia o texto abaixo.
O nobre metal (...) provocou um afluxo formidável de gente, não só da metrópole como das capitanias vizinhas. (...) Em 1709, era 30 mil o número das pessoas ocupadas em atividades mineradoras, agrícolas e comerciais, sem falar nos escravos vindos da África e das zonas açucareiras em retração.
Com os olhos voltados para o ouro, (...) pode-se imaginar a fome que assolou essa população.

(Laura de Mello e Souza. Desclassificados do ouro: a pobreza mineira no século XVIII. Rio de Janeiro: Graal, 2004. p. 41-42)

Segundo o texto, está correto afirmar que a sociedade mineradora
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Q504704 História
Durante o período colonial, as câmaras municipais se constituíram em lugares privilegiados da administração e do exercício de poder, consolidando-se como espaços
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Q504703 História
Leia o texto abaixo.

Partindo do litoral, os colonos foram aos poucos incorporando o território da América portuguesa ao âmbito do Império: mundo sempre em movimento (...); onde os limites geográficos foram, até meados de século XVIII, fluidos e indefinidos; onde os homens inventaram arranjos familiares e relações interpessoais ao sabor de circunstâncias e contingências; onde aldeias e vilarejos se erguiam de um dia para o outro, nada garantindo que durassem mais do que alguns anos (...).

(Laura Mello e Souza. Formas provisórias de existência. In: Laura Mello e Souza (org.). História da vida privada no Brasil. vol. 1. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. p. 42)

A formação do território brasileiro entre os séculos XVI e XVIII foi resultado de um longo processo histórico, marcado
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Q504702 História
Leia o texto abaixo.

Não era cerimônia muito demorada. A cada escravo, quando chegava a sua vez, dizia o padre: seu nome é Pedro, o seu é João, o seu é Francisco, e assim por diante, dando a cada qual um pedaço de papel com o nome por escrito, e pondo-lhes na língua uma pitada de sal, antes de aspergir com um hissope água benta em toda a multidão. Então, um intérprete negro a eles se dirigia, com essas palavras: “Olhai, sois já filhos de Deus; Estais a caminho de terras espanholas (ou portuguesas), onde ireis aprender as coisas da fé. Esquecei tudo o que se relacione com o lugar de onde vieste, deixai de comer cães, ratos ou cavalos. Agora podeis ir, e sede felizes.

(Charles Boxer. Salvador de Sá e a luta pelo Brasil e Angola. Citado em: Jaime Rodrigues. De costa a costa. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. p.61-2.)

A cena descrita apresenta informações sobre
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Q504692 História
Leia o texto abaixo.

No Rio de Janeiro do século XIX, a concentração de negros estendia-se desde o mal-afamado Valongo até a “cidade nova sobre o mangue”. Heitor dos Prazeres, um dos frutos mais ilustres daquela região, a ela se referiu como “pequena África”. Tal expressão foi tomada pela historiografia para identificar exatamente a unidade social e cultural afrobrasileira que se percebe nesses distritos e em muitos outros redutos semelhantes Brasil afora.

(Adaptado de: Eduardo Silva. Dom Obá II D'África, o príncipe do povo. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. p. 81)

A análise desse texto permite afirmar que o estudo da África, dos africanos e de seus descendentes no Brasil
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Respostas
1081: A
1082: C
1083: C
1084: A
1085: B
1086: E
1087: B
1088: B
1089: D
1090: D
1091: D
1092: C
1093: D
1094: D
1095: D
1096: C
1097: A
1098: D
1099: A
1100: D