Questões de Concurso Comentadas sobre período colonial: produção de riqueza e escravismo em história

Foram encontradas 1.358 questões

Q1704846 História
Quando os europeus chegaram ao Brasil, encontraram povos que denominaram índios, com quem travaram diversos tipos de relações. No que se refere a tais relações no período colonial, assinale a opção correta.
Alternativas
Q1704844 História
O Brasil foi o maior destinatário do tráfico de africanos escravizados para as Américas. A respeito das características do comércio negreiro para o Brasil, assinale a opção correta.
Alternativas
Q1692941 História
Sobre os conflitos e revoltas no período Colonial. A Guerra do Emboabas:
Alternativas
Q1692100 História
No Brasil colônia, o governo tomou diversas e duras medidas para controlar a região aurífera. Criou em 1702 a Intendência das Minas, órgão que tinha entre suas funções zelar pela cobrança do quinto real, reprimir o contrabando e repartir os lotes de terras minerais, denominados de:
Alternativas
Q1688957 História
O tratado que oficializou a expansão territorial portuguesa que excedia as prerrogativas das divisões entre Portugal e Espanha, assinado em 1750 foi o chamado:
Alternativas
Q1680068 História
Julgue os excertos abaixo:
I. Uma das primeiras manifestações carnavalescas no Brasil, ainda no período colonial, foi o entrudo RECONHECIDA COMO UMA II. Brincadeira de origem portuguesa na qual os participantes lançavam uns nos outros, entre outras coisas, baldes de água, farinha e limões.
Alternativas
Q1674396 História
O açúcar foi a opção encontrada por Portugal para desenvolver e efetivar a colonização do território brasileiro, tendo em vista o significativo valor do açúcar no mercado europeu. Embora houvesse diversas capitanias nas mãos de donatários, as que mais prosperaram foram:
Alternativas
Q1674395 História
Sebastião José de Carvalho, mais conhecido como Marquês de Pombal, empreendeu uma série de reformas em Portugal na segunda metade do século XVIII, que tiverem influência no Brasil, tais como: I. Extinguiu o antigo sistema de capitanias hereditárias. II. Mudou a capital colonial, transferindo-a do Rio de Janeiro para Salvador. III. Intensificou a fiscalização sobre a exploração do ouro em Minas Gerais, numa conjuntura de crise no setor aurífero. IV. Promoveu a expulsão dos Jesuítas do território brasileiro, assim como do território português. Estão corretos:
Alternativas
Q2425213 História

Podemos dividir a história do Brasil colonial em três períodos muito desiguais em termos cronológicos: o primeiro vai da chegada de Cabral à instalação do governo geral, em 1549; o segundo se refere a um longo lapso de tempo entre a instalação do governo geral e as últimas décadas do século XVIII; o terceiro vai dessa época à Independência, em 1822. Sobre os três períodos, assinale a afirmativa correta.

Alternativas
Q2425210 História

O vice-Rei do Brasil mandou dar baixa do posto de capitão-mor a um índio, porque “se mostrara de tão baixos sentimentos que casou com uma preta, manchando seu sangue com esta aliança e tornando-se assim indigno de exercer o referido posto”.

(Fausto, 2008 p. 68.)

Todas as proposições estão corretas, EXCETO:

Alternativas
Q1819557 História
Sobre as relações de poder e religiosas no Brasil colonial é correto afirmar que
Alternativas
Q1819073 História
Ao contrário da América portuguesa, que mantém a unidade territorial após a independência, a América espanhola divide-se em várias nações, apesar de tentativas de promover a unidade, como a Grã-Colômbia, reunindo Venezuela e Colômbia, de 1821 a 1830, a República Unida da América Central e a Confederação Peru-Boliviana, entre 1835 e 1838. A fragmentação política da América hispânica pode ser explicada pelo próprio sistema colonial, uma vez que as diversas regiões do império espanhol eram isoladas entre si. Essa situação favorece também o surgimento de lideranças locais fortes, os caudilhos, dificultando a realização de um projeto de unidade colonial. Para os historiadores há muitas razões que levaram à fragmentação da América espanhola e à unidade da portuguesa formando, o Brasil. Diante do exposto, analise as afirmativas a seguir. I. Uma das causas da fragmentação da América espanhola tem a ver com a distância geográfica entre as cidades das antigas colônias e a forma como as duas possessões eram administradas por suas respectivas metrópoles. Ainda que a colônia portuguesa tivesse dimensões continentais, a maior parte da população se concentrava em cidades costeiras, enquanto o interior permanecia praticamente inexplorado. Na época da Independência, as principais cidades brasileiras se concentravam no litoral. As distâncias entre as cidades eram, assim, menores do que na América espanhola. II. No Brasil, a elite era muito mais homogênea ideologicamente do que a espanhola. III. Em 1808, a invasão de Portugal por Napoleão Bonaparte levou o Príncipe Regente, João, a fugir para o Rio de Janeiro, transferindo não somente a Corte, mas toda a burocracia do governo: arquivos, biblioteca real, tesouro público e cerca de 15 mil pessoas. O Rio de Janeiro virou, então, a sede político-administrativa do Império. A presença do Rei em território brasileiro serviu como fonte de legitimidade para que a colônia se mantivesse unida. IV. Na independência da América Portuguesa, as elites aprenderam que poderiam lidar muito bem com uma população irrequieta. Todas as províncias tomaram medidas que objetivavam terminar com a escravidão, possivelmente para diminuir o perigo da revolta escrava. Mestiços tinham o comando de forças militares e eram frequentemente recompensados com posse de terras tomadas dos monarquistas. Estão corretas as afirmativas
Alternativas
Q1815808 História
A descoberta de metais preciosos pela administração colonial portuguesa só aconteceu no fim do século XVII. A chegada dos portugueses atraídos pelo ouro e pela prata motivou um processo de povoamento das regiões interioranas no país. As dez maiores minas produtoras de ouro do mundo estão na Oceania, Ásia e Américas. A mina brasileira Morro do Ouro é operada pela Kinross Gold, sendo a maior produtora nacional de ouro localizada em Minas Gerais, na cidade de:
Alternativas
Q1815805 História
Desde 1965, aos 21 dias do mês de abril, celebra-se, no Brasil, o Dia de Tiradentes. Joaquim José da Silva Xavier era um alferes (cargo militar da época colonial) que também exerceu a profissão de dentista. Integrou ativamente um dos principais movimentos de contestação do poder que a Coroa Portuguesa exercia sobre o Brasil Colônia: a Inconfidência Mineira. A Medalha da Inconfidência é a maior comenda concedida pelo estado de Minas Gerais. Em 2019, ela foi entregue a instituições envolvidas no resgate e suporte a vítimas do rompimento da barragem de Brumadinho. A cerimônia de entrega da Medalha da Inconfidência acontece na cidade de:
Alternativas
Q1735428 História
[...]. No mundo dos engenhos, a mobilidade que permitia a transformação de lavradores em proprietários, escravos em libertos, trabalhadores em patrões, ou simplesmente, de negro em branco, foi mais evidente nas categorias de trabalhadores assalariados, que sempre estiveram presentes no processo do fabrico do açúcar. Muito embora a mão de obra escrava caracterizasse a economia açucareira no Brasil, desde seus primórdios até o final século XIX e os cativos sempre fossem preponderantes como força de trabalho, o caráter da produção açucareira e suas exigências específicas criaram a necessidade de um grupo de assalariados no cerne do processo. [...]. (SCHWARTZ, Stuart B. Segredos internos: engenhos e escravos na sociedade colonial. São Paulo: Cia. das Letas, 2011. p. 261).
O trecho remete ao universo da produção do açúcar na economia colonial e às relações de trabalho que lhe deram suporte, dando destaque para
Alternativas
Q1735427 História
Procurando determinar os contrastes entre o comércio de africanos e o comércio de índios, examino o contexto ligado às práticas comutativas por meio das quais o escravo é obtido por métodos convencionados e transações preestabelecidas. Leis sucessivamente editadas permitiam três modos de apropriação de indígenas: os resgates, os cativeiros e os descimentos. (ALENCASTRO, Luiz Felipe de. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000, p.119).
O autor cita os três principais modos de aquisição de mão de obra indígena para o trabalho compulsório, no Brasil colonial. Em relação a esses modos de aquisição, justifica-se considerar que
Alternativas
Q1706946 História

“Assim, depois de sequestrá-los, escravizá-los, brutalizá-los, animalizá-los, aos negros não coube nada quando do fim do escravismo. Além disto, a aprovação de nova Lei para a posse da terra, aprovada em 1850 (Sodré, 1967), permitindo a posse somente por meio da compra, impediu-lhes também de ter acesso à terra. Com isto, restou-lhes duas alternativas, nem um pouco inclusivas numa sociedade que despontava para a industrialização: a servidão, ou o banditismo.” (ALMEIDA, Águida Cristina Santos. Brasil colonial X Brasil subdesenvolvido: alguns traços em comum.

IN: http://www.abphe.org.br/arquivos/2015_aguida_cristina_santos_ almeida_-brasil-colonial-x-brasil-subdesenvolvido-alguns-tracos-em-comum.pdf. Acessado em 29 de agosto de 2020).


Sobre a escravidão no Brasil, é incorreto afirmar que:

Alternativas
Q1706886 História
O bandeirantismo se intensificou com a União das Coroas Ibéricas, no final do século XVI, se estendeu ao longo do século XVII. Nas primeiras décadas do século XVIII, as terras goianas foram desbravadas pelos bandeirantes após a
Alternativas
Q1704246 História

Leia o texto abaixo:


“A Escravidão é de fato a Desigualdade Radical por excelência. Com a Escravidão — principalmente se o escravo estiver sujeito a todos os rigores que a Escravidão potencialmente lhe impõe, ao passo em que neste caso o Senhor estará em pleno exercício de todos os seus poderes e privilégios relacionados à posse do escravo — podemos dizer que este escravo estará privado de tudo, de todos os seus direitos sobre si. No início da Idade Moderna, difunde‐se muito uma releitura de certas passagens bíblicas como o notório episódio da “maldição de Cam”. Trata‐se de associar à Desigualdade Escrava, relida como Diferença Escrava, uma Diferença Negra que será reconstruída desde os tempos da expansão europeia em direção ao Novo Mundo.”


Com base na conceituação de Escravidão descrita acima, para a antiguidade e para os tempos modernos, podemos afirmar que:


1. Os hilotas correspondiam, na Grécia Antiga, a populações ou grupos de populações submetidas pelos espartanos e obrigadas, a partir daí, a uma forma específica de trabalho compulsório. Uma de suas características essenciais é que eles eram dependentes coletivos, em contraste, por exemplo, com o escravo ateniense do período clássico, que via de regra estava preso a um destino individual de dependência. Enquanto o hilota insere‐se em um grupo “escravizado” por uma comunidade de senhores, já o “escravo” propriamente dito passa a pertencer a um indivíduo: ele é propriedade de alguém.


2. A estratificação social no Brasil Colonial fundou‐se precisamente no deslocamento imaginário da noção desigualadora de “Escravo” para a coordenada de contrários fundada sob a perspectiva da diferença entre homens livres e escravos. Nesta perspectiva, um indivíduo não está escravo, ele é escravo, e toda a violência maior do modelo de estratificação social típico do Brasil Colonial esteve alicerçada neste deslocamento, nesta estratégia social imobilizadora que transmudava uma circunstância em essência. É digno de nota que os abolicionistas tenham se empenhado precisamente em reconduzir o discurso sobre a Escravidão para o plano das desigualdades.


3. A racialização da escravidão na ótica moderna, implica em que a escravidão possa ser vista como uma diferença coletiva. Não seriam certos indivíduos de natureza humana deficiente, como propunha Aristóteles, que deveriam estar destinados à escravidão, mas sim um grupo humano específico, que traria na cor da pele os sinais de uma inferioridade da alma, mas que podem adquirir sua liberdade pela comprovada natureza humanística da raça, nestes termos, a superação da inferioridade da cor da pele dá lugar a concepção de cidadania ampliada com o discurso republicano e positivista no Brasil.


4. O discurso de uma diferença negra inextricavelmente acompanhada de sua segunda natureza, que seria a diferença escrava, desponta desde o início da modernidade europeia, como o aparato ideológico que sustenta todo um comércio de escravos. Ainda que tenha enfrentado críticas, mesmo no período de vigência do tráfico negreiro, isto não impedirá que a prática escravista da exploração da mão‐ de‐obra africana encontre a mais ampla difusão. Justificada apenas pela concepção de que espanhóis e portugueses não eram os primeiros a se utilizarem da mão-de-obra escrava africana.


5. A Desigualdade Escrava, relida como Diferença Negra, foi reconstruída desde os tempos da expansão europeia em direção ao Novo Mundo. No cadinho de formação do Escravismo Colonial, interessou a traficantes e senhores coloniais a desconstrução de uma série de diferenças étnicas africanas, com vistas à construção de uma Diferença Negra no interior da qual todas as etnias pré‐existentes no continente africano se misturam. Portanto, associar Escravidão e Diferença Negra será uma pedra de toque para o Escravismo Colonial, e para o concurso desta construção discursiva não faltaram contribuições que se mostravam indiferentes à escravização de povos africanos.


Estão CORRETAS:

Alternativas
Q1704245 História

Leia o texto abaixo e responda:


Comenta Celso Furtado que “a ocupação econômica das terras americanas constitui um episódio da expansão comercial da Europa” (1971, p. 5). Pode-se dizer que algo de similar aconteceu por ocasião do processo de independência das antigas colônias ibéricas no Novo Mundo, ocorrido nas primeiras décadas do Séc. XIX. Este processo foi decorrente do surgimento e do rápido desenvolvimento do capitalismo industrial na Europa – mormente na Inglaterra – a partir de meados do Séc. XVIII. Em apenas algumas décadas, a proliferação das novas relações de produção, impulsionadas pelo surgimento do sistema fabril e do trabalho assalariado, tornou inteiramente obsoleto o sistema colonial que reinou entre os Sécs. XVI e XVIII, fundado no trabalho escravo e no monopólio comercial das metrópoles sobre as colônias.

Os Impérios coloniais ibéricos fundados puramente no monopólio, achavam-se por isso condenados, a independência e a formação dos Estados nacionais na América Portuguesa e na América Espanhola, embora ocorridas na mesma época e produto da mesma situação estrutural, seguiram cursos extremamente diferenciados. No Brasil, a unidade política e territorial foi mantida após a independência, Marcos Kaplan observou: “Somente o Brasil conserva a unidade herdada da colônia e mantida pelo Império independente” (Kaplan, 1974, p. 115).


Considerando a construção do Estado Nacional Brasileiro, é CORRETO afirmar que:

Alternativas
Respostas
821: A
822: A
823: A
824: A
825: B
826: D
827: C
828: B
829: B
830: C
831: B
832: D
833: B
834: B
835: D
836: B
837: A
838: A
839: A
840: C