Questões de Concurso Comentadas sobre período colonial: produção de riqueza e escravismo em história

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Q1728451 História
A Revolta dos Malês pode ser compreendida como:
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Q1724746 História
“Desaparecido o Estado mucambeiro dos Palmares continuaram os mucambos isolados a manter a recusa dos trabalhadores negros à escravidão. (…) Essa situação de negros trabalhadores de engenhos e de negros rebeldes mucambeiros seria aproveitada pela insurrecionalidade de 1832. Os senhores restauradores cometeram o erro de fornecer as armas que estavam em poder dos juízes de paz, seus aliados, aos negros dos seus plantéis e aos negros mucambeiros que aderiram. Com a prisão dos chefes absolutistas, os índios aldeados adotaram como regra ataques aos engenhos e à libertação dos negros escravizados. (…) A anistia que se decretou aos índios e aos homens livres mulatos e brancos não alcançava a multidão de negros que aderira à insurreição. (...) A permanência dos negros nas matas, concluída a insurrecionalidade, era a única forma de adesão à liberdade. Sua saída significava a exclusão da liberdade que a vida mucambeira e a insurrecionalidade cabana lhes havia oferecido. Para a mente estamental sesmeiro-escravista, negro só tinha vez na escravidão.” (LINDOSO, Dirceu. A utopia armada: rebeliões de pobres nas matas do Tombo Real. Rio de Janeiro: Paz e terra, 1983, p. 305 e 306)
Sobre o fragmento acima NÃO se pode afirmar que:
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Q1724743 História
Os negros nunca aceitaram passivamente a escravidão. Havia muitas formas de revoltas coletiva e individual. Do ponto de vista histórico, os quilombos foram a estratégia de resistência que melhor representou a luta contra a ordem escravocrata. Ao organizarem suas fugas, os negros formaram comunidades no interior das matas, conhecidas como quilombos ou mucambos. Sobre os processos de constituição dos quilombos no Brasil, pode-se afirmar que:
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Q1724735 História
Sobre o processo de colonização portuguesa na América é CORRETO afirmar que:
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Q1701898 História
Varnhagen no século XIX afirmava em relação aos indígenas que “povos na infância, não há história: há só etnografia.” (História Geral do Brasil 1962 [1854], v1, p.42).
Tal concepção está ligada a uma historiografia tradicional que representava a relação de contato entre índios e a sociedade Ocidental como:
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Q1701877 História
“(...) as famílias da elite, muito menos temerosas do que poderia se supor, viam umas nas outras, possíveis aliadas para ‘uma maior participação’, manutenção e manipulação do poder político. Sendo muitos dos envolvidos na administração local portadores de títulos militares, concluímos pela existência de uma relação unívoca entre títulos honoríficos e militares e as elites políticas locais, ou seja, as principais famílias detinham o monopólio do poder local, na câmara e na administração militar das tropas auxiliares e de ordenanças”. (Isis Messias da Silva, Revista Vernáculo, nº 14 - 15 - 16, p. 21–50).
O trecho acima traduz:
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Q1701876 História
A respeito das primeiras tentativas de escrita de uma História do Brasil, ainda em meados do século XIX, observa José Carlos Reis:
“Era preciso criar uma ideia do homem brasileiro, de povo brasileiro, no interior de um projeto de nação brasileira. Sobretudo, era preciso perceber a nação como diferença e continuidade colonial e como continuidade da diferença colonial. Pensou-se o Brasil com o conceito de “raça” e a sociedade brasileira como uma mescla de raças”.
Tal afirmativa está de acordo com um contexto de:
I formulação de teorias científicas europeias, que permitiram a elaboração de interpretações acerca do atraso do país e condição dos habitantes. II apresentação de projetos de organização nacional sem que, contudo, pudesse ser afastada uma visão pessimista acerca do presente e do futuro da nação. III contribuição das ciências para a naturalização das diferenças socioculturais, estabelecendo correlações rígidas entre as leis da natureza e a sociedade. IV avanço dos conhecimentos científicos que promoveriam uma releitura da miscigenação, tornando-a positiva por causa da diversidade biológica.
Os itens corretos são:
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Q1701874 História
Leia o que o cronista colonial Gabriel Soares escreveu em Tratado descritivo do Brasil, de 1587, a respeito da segurança militar de Salvador:
“[...] porque [a cidade] pode ser socorrida por mar e por terra de muita gente portuguesa até a quantia de dois mil homens, de entre os quais podem sair dez mil escravos de peleja, a saber: quatro mil pretos da Guiné e seis mil índios da terra, mui bons flecheiros, que juntos com a gente da cidade, se fará mui arrazoada exército”. (SOUSA, Gabriel Soares de. Tratado descritivo do Brasil, 1587, p.140-141 [adaptado])
O trecho acima deixa evidente que:
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Q1701873 História
O escritor Ambrósio Fernandes Brandão nos conta uma transação de compra e venda de peças (lotes) de escravos no século XVII:
“[...] vi na capitania de Pernambuco a certo mercador fazer um negócio, (...) o qual foi comprar, para pagar na hora, um lote de escravos de Guiné (africanos) por quantidade de dinheiro e logo no mesmo instante, sem nem mesmo ainda possuí-los, os tornou a vender a um lavrador fiados por certo tempo que não chegava a um ano, com mais de 85 por cento de avanço (lucros).”
O trecho acima deixa evidente a lucratividade obtida com o tráfico de africanos, gerada pela:
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Q1631933 História
Leia.
Período de governo: de 1558 a 1572 - Foi o responsável pela expulsão dos franceses do litoral do Rio de Janeiro. - Consolidou o sistema de governo-geral no Brasil. - Adotou medidas para estimular a produção de açúcar no Brasil. - Viabilizou a fundação de missões jesuíticas indígenas. - Em seu governo ocorreu a fundação da cidade do Rio de Janeiro (São Sebastião do Rio de Janeiro).
(Fonte: https://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/governadores_gerais.htm Acesso em fevereiro de 2018)
A descrição no excerto acima corresponde ao seguinte Governador Geral:
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Q1631931 História
O Ciclo do Açúcar foi um período da história do Brasil Colonial de grande importância não só econômica, mas do ponto de vista da colonização, compreendido entre meados do século XVI e meados do XVIII.
Sobre este assunto, avalie o conteúdo das afirmativas a seguir.
I. A economia do açúcar foi responsável pela consolidação da colonização, através da ocupação de parte da costa brasileira. II. O engenho foi a principal unidade de produção de açúcar no Brasil Colonial. III. Ocorreu o uso de mão de obra escrava, de origem africana, no plantio e colheita da cana-de-açúcar, assim como nas várias etapas de produção do açúcar. Os escravos, principalmente mulheres, também foram usados na execução de atividades domésticas. IV. Destaca-se a prevalência das grandes propriedades rurais (latifúndios) no Nordeste brasileiro, com forte concentração de terra.
A quantidade de itens corretos é igual a
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Q1398857 História
Sobre o movimento das entradas das bandeiras no interior do Brasil, coloque (V) para Verdadeiro ou (F) para Falso e, após, aponte a alternativa contendo a sequência correta.
( ) Os bandeirantes foram os exploradores que adentravam os sertões em busca de riquezas e escravos, na época do Brasil colônia. ( ) As Bandeiras eram o nome que recebiam as expedições organizadas por particulares, ou Entradas, expedições oficiais financiadas pela Coroa. ( ) Os bandeirantes embrenhavam-se na mata, geralmente seguindo o curso de rios, abrindo trilhas e vez ou outra fixando postos de descanso que, mais tarde, viriam a dar origem a cidades. ( ) A história das bandeiras foi uma história de violência para com os indígenas.
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Q1342889 História

A mão de obra, na região amazônica, era indígena e recrutada pelos jesuítas, que foram responsáveis pela fundação de dezenas de missões na Bacia do Rio Amazonas. Nesse sentido, a ocupação religiosa da região foi de extrema importância para garantir, no século XVIII, a expansão das fronteiras luso-brasileiras para além do Tratado de Tordesilhas, reconhecidas por meio do Tratado de Madri de 1750.


Pode-se, então, destacar a:

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Q1342888 História
O interior do território colonial brasileiro, comumente classificado sertão, também contribuiu, mesmo que de modo tímido, para a dinâmica econômica nos séculos de domínio português. Entre as principais atividades desenvolvidas na região, destacou-se a exploração das drogas do sertão, expressão utilizada:
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Q1342879 História

Leia o texto a seguir sobre o bandeirantismo no Brasil Colônia.


“Fernão Dias Pais, nascido provavelmente em Piratininga, em 1608, é um dos mais famosos bandeirantes. Descendente dos primeiros povoadores de São Vicente, tomou parte de várias expedições de apresamento indígena no Sul do Brasil, na primeira metade do século XVII [...] Foi com a expedição denominada 'bandeira das esmeraldas', iniciada em 21 de julho de 1674, quando tinha 67 anos de idade, que acabou explorando e tornando conhecida grande parte das terras do que seria mais tarde a capitania de Minas Gerais, desde a cabeceira do Rio das Velhas até a Zona do Serro Frio, região que se tornou uma das mais ricas e cobiçadas com a descoberta do ouro. O bandeirante achou somente 'pedras verdes', na verdade turmalinas e não esmeraldas, como buscava e acreditava. Junto com ele, conforme o costume dos 'paulistas', fizeram parte da expedição vários parentes, entre os quais Borba Gato (futuramente descobridor do rico veio aurífero em Sabará), seu genro, e dois filhos, Garcia Rodrigues Pais e José Dias Pais. O último, filho ilegítimo, foi enforcado pelo pai por ter liderado uma conspiração. Durante sete anos, Fernão Dias Pais andou em busca das 'esmeraldas', mas acabou morrendo de febre palustre, no arraial denominado Sumidouro, próximo a Sabará, em 1681.

(VAINFAS, Ronaldo. Dicionário do Brasil Colonial).


Apesar da intensa atividade mineradora que envolve os bandeirantes, as expedições ao interior do Brasil têm seu ponto de estímulo inicial marcado:

Alternativas
Q1342878 História

Leia o texto a seguir.


“Sociedade de senhores porque sociedade de escravos, era na sujeição do negro que se definia a personalidade do senhor. E sob relações paternalistas estava mascarada a extrema violência do escravismo. Donos da vida e da morte em seu mundo, aos senhores cabia velar pelos negros, nutrindo-os, vestindo-os e castigando-os. Pão, pano e pau eram os elementos fundamentais das obrigações do proprietário para com seus escravos. Pouca comida, vestuário miserável, castigo duro e contínuo, a realidade. A rígida hierarquia dessa sociedade não significou, em absoluto, acalmia social. Nos três séculos de vida colonial, as regiões do açúcar foram palco de tensões e conflitos entre senhores e escravos, entre brancos e índios, entre colonos e agentes metropolitanos, entre proprietários de engenho e lavradores e comerciantes, que marcaram com sangue a apenas aparentemente plácida História do Brasil.

(FERLINI, Vera Lúcia. A civilização do açúcar).


Assinale a alternativa que aponta uma das características marcantes desta “civilização do açúcar":

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Q1342877 História

A escravidão alcançou o Brasil logo no início do processo colonizador. Basta lembrar que o Foral, documento que determinava direitos e deveres dos capitães donatários, concedia aos portugueses o direito de escravizar os nativos. A oposição da Igreja a esse tipo de exploração, inibidora do projeto da catequese, estimulou uma série de conflitos durante toda a história colonial, acabando por reduzir a exploração do indígena com o decorrer das décadas de colonização.


A substituição do trabalho indígena pelo africano, se deveu entre outros fatores:

Alternativas
Q1337587 História
As revoltas ocorridas nos últimos séculos da colonização são comumente divididas em dois blocos: as rebeliões nativistas e as rebeliões separatistas. As primeiras reagiam contra as posturas metropolitanas que estivessem desagradando setores da sociedade em certa época e local.

Apenas uma das revoltas abaixo, ocorridas no Brasil, pode ser identificada como nativista. Marque-a:
Alternativas
Q1337586 História

A notícia a respeito da descoberta das minas de ouro e de diamante no Brasil, rapidamente se espalhou no território brasileiro e em Portugal.

A consequência imediata dessa situação foi o(a):

Alternativas
Q1309447 História
O período colonial no Brasil possuiu um sistema aplicado principalmente na região das Minas Gerais, conhecido por derrama, que era:
Alternativas
Respostas
821: B
822: B
823: A
824: A
825: E
826: C
827: A
828: B
829: E
830: C
831: D
832: B
833: D
834: D
835: A
836: B
837: C
838: B
839: B
840: B