Questões de Concurso Comentadas sobre período colonial: produção de riqueza e escravismo em história

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Q3903260 História
A economia açucareira foi o primeiro grande ciclo econômico do Brasil Colonial, fundamental para a fixação portuguesa no território. A estrutura de produção baseava-se na 'plantation'. Considerando as características desse sistema produtivo no nordeste brasileiro, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3880683 História
Desde o período colonial, a região dos vales dos rios Guaporé e Madeira ocupou posição estratégica na definição das fronteiras amazônicas.

A respeito do papel histórico e atual da região citada, avalie as afirmativas a seguir e assinale (V) para verdadeira e (F) para falsa.

( ) Nos primeiros séculos da colonização, a presença portuguesa na região esteve associada à exploração econômica, à navegação fluvial e à necessidade de assegurar a posse territorial frente ao império espanhol.
( ) Ao longo do século XX, políticas de integração nacional, como a criação do Território Federal do Guaporé, a construção da Ferrovia Madeira-Mamoré e, posteriormente, da rodovia BR364, buscaram fortalecer a presença do Estado brasileiro e integrar a Amazônia Ocidental ao restante do país.
( ) Atualmente, a região continua sendo estratégica, enfrentando desafios relacionados ao controle das fronteiras internacionais, à circulação de pessoas e mercadorias, às migrações e à atuação do Estado na garantia da soberania nacional.

As afirmativas são, respectivamente, 
Alternativas
Q3878308 História
"Quilombos, palenques, maroons são diferentes denominações para o mesmo fenômeno nas diversas sociedades escravistas nas Américas: os grupos organizados de negros fugidos. No Brasil, esses agrupamentos também eram chamados de mocambos. Fugir do senhor e se juntar a outros rebeldes foi uma estratégia de luta desde que os primeiros tumbeiros aportaram na costa brasileira até as vésperas da abolição" (Albuquerque, W.R. de; Filho, W.F., 2006, p. 118).

Sobre as fugas dos escravos e formação dos quilombos, é correto afirmar que Albuquerque (2006) defende a tese de que
Alternativas
Q3878305 História
Guedes (2007) analisou a trajetória familiar de Joaquim Barbosa Neves, abordando o percurso da mobilidade social deste personagem e de seus descendentes. Segundo esse autor, “quando o pardo Joaquim Barbosa Neves morreu, em 1828, era senhor de 41 escravos. Em sua trajetória, deve ter nascido em cativeiro, mas ingressou na elite escravista do Brasil de outrora. Como isto foi possível?” (Guedes, In: Fragoso; Almeida; Sampaio, 2007, p. 340).

Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre o pensamento do autor a respeito da mobilidade social e da cor na sociedade escravista do Brasil no século XIX.

( ) Processo de ascensão social que acontece, gradativamente, é geracional, por conseguinte, de âmbito familiar.
( ) Processo de transposição jurídica da condição de escravo à de forro, de forro à de livre.
( ) Processo de enriquecimento, cujo principal e exclusivo critério indicador da mobilidade social era o econômico.
( ) Processo vinculado à cor que expressava uma condição social e não apenas aparência da pele.
( ) Processo mais relacionado ao enriquecimento do que à reputação social, com traços semelhantes a uma sociedade burguesa.

De acordo com as afirmações, a sequência correta é
Alternativas
Q3878303 História
"Por volta da segunda metade do século XVI, a oferta de escravos indígenas começou a declinar e os africanos começaram a chegar em maior quantidade para substituí-los. Diversos fatores levaram à substituição do índio pelo africano" (Albuquerque, W.R. de; Filho, W.F, 2006, p. 40).

De acordo com Albuquerque (2006), são fatores que explicam a substituição do “negro da terra” pelo “negro da Guiné” na América portuguesa, EXCETO
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Q3869789 História
Leia com atenção o texto abaixo:

"Brancos, pardos, negros livres e escravos sucedem-se nessa denúncia, usando a oração da estrela para sujeitar vontades, benzendo para abrandar o coração dos brancos, rezando a santo Antônio para achar coisas perdidas, e, para tal, medindo com um cordão a porta por onde um escravo fugira; ou ainda orando para estancar sangue; havia os que recitavam mandinga para ser valente, e as que curavam a 'madre´ ou o sapinho da boca com benzeduras."

MOTT, Luiz. Cotidiano e vivência religiosa. Entre a capela e o calundu. In: SOUZA, Laura de Mello e (Orga.). História da vida privada no Brasil. Vol.1. São Paulo: Cia das Letras, 1997, p.195.

A partir da leitura do texto acima e dos seus conhecimentos sobre o assunto, assinale a resposta CORRETA:
Alternativas
Q3862142 História
Durante o ciclo da cana-de-açúcar no período colonial, a capitania de São Vicente desenvolveu produção açucareira menos expressiva que Pernambuco e Bahia principalmente devido a:
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Q3850958 História
O Brasil é frequentemente representado, tanto em narrativas acadêmicas quanto em materiais didáticos, como um “país mestiço”, resultado do encontro entre povos indígenas, europeus e africanos. Essa narrativa, construída historicamente, enfatiza a ideia de uma identidade nacional homogênea, marcada pela miscigenação cultural e biológica. No entanto, abordagens recentes, inclusive aquelas difundidas em mídias digitais, problematizam essa leitura ao evidenciar a profunda diversidade genética da população brasileira e os limites das categorias raciais como explicações biológicas da diferença.

Considerando a perspectiva apresentada, analise as afirmativas a seguir sobre identidade, raça e história no contexto brasileiro e, em seguida, marque a alternativa correta:
I. Estudos genéticos contemporâneos demonstram que a noção de raças humanas biologicamente puras não encontra sustentação científica, evidenciando a existência de ampla variação genética intra e interpessoal.
II. As categorias raciais no Brasil são construções sociais historicamente situadas, profundamente influenciadas pela colonização, pela escravidão e por políticas estatais de branqueamento, marginalização e subalternização.
III. A exaltação da mestiçagem como fundamento da identidade nacional brasileira contribuiu, historicamente, para a naturalização das desigualdades raciais e para o silenciamento das experiências de discriminação vividas pela população negra e indígena. 
IV. A diversidade genética da população brasileira desafia explicações simplificadoras da história nacional, exigindo abordagens interdisciplinares que articulem história, cultura, política e ciência.
V. A comprovação científica da diversidade genética brasileira invalida completamente o debate sobre raça no campo das ciências humanas, uma vez que dados biológicos são suficientes para explicar as desigualdades sociais contemporâneas.  
Alternativas
Q3850651 História
Antes da chegada dos europeus, o continente americano era ocupado por uma grande diversidade de populações indígenas, que desenvolveram distintas formas de organização social, política e cultural, adaptadas aos variados ambientes naturais. Essas sociedades apresentavam desde estruturas comunitárias descentralizadas até Estados complexos, com sistemas produtivos, religiosos e simbólicos próprios. Considerando essa diversidade, assinale a alternativa que interpreta corretamente aspectos centrais da organização social e da cultura das populações indígenas americanas antes da colonização europeia.
Alternativas
Q3850642 História
A sociedade colonial brasileira resultou da articulação entre a lógica mercantilista da metrópole portuguesa, a grande propriedade rural voltada à exportação e a exploração sistemática do trabalho compulsório. Essa organização produziu uma estrutura social profundamente hierarquizada, marcada por distinções jurídicas, étnicas e econômicas, mas também por espaços de negociação, tensões e conflitos entre diferentes grupos sociais. Considerando essas dimensões, assinale a alternativa que interpreta de forma correta a dinâmica da sociedade colonial no Brasil.
Alternativas
Q3844813 História
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e falsas ( F ) sobre Casa-Grande & Senzala, obra de Gilberto Freyre, relevante para a historiografia brasileira.
( ) O autor firma que não há culturas superiores e inferiores, mas evolução social e étnica, nas relações interculturais.
( ) A compreensão da identidade nacional deve ser buscada na cultura e no sistema agrário do passado colonial nordestino, que se estendeu gradativamente pelo país, mesmo quando se urbanizou.
( ) Considera o tipo brasileiro um novo indivíduo, étnica e culturalmente transformado pela presença dos colonizadores europeus, brancos, católicos e civilizados.
( ) De forma diferente de autores que o antecederam, que consideravam a miscigenação um fator de degeneração, Freyre a considera um valor apreciável e, uma possibilidade de evolução.
( ) No escrito de Freyre encontramos uma redefinição da identidade da sociedade brasileira, ao colocar em pé de igualdade as contribuições indígenas, africanas e europeias na sua formação.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q3839778 História
Considerando a História do Brasil Colonial, analise as afirmativas.

I. A economia açucareira articula engenhos, capitais mercantis europeus, crédito, escravização africana e mercados externos.
II. A sociedade envolve grandes proprietários, setores urbanos intermediários, artesãos, agregados e grupos submetidos a trabalho compulsório.
III. A cultura colonial mistura referências europeias, indígenas e africanas em festas, religiosidade, língua e práticas do cotidiano.
IV. Relações entre Colônia e Metrópole garantem liberdade ampla de comércio, com fiscalização reduzida.
V. A administração combina órgãos da Coroa, presença religiosa e autoridades locais, com disputas por espaços de poder.


Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
Alternativas
Q3836957 História
No contexto do Antigo Sistema Colonial, o pacto colonial foi um dos pilares da relação entre metrópole e colônia, orientando a exploração econômica, o controle político-administrativo e a inserção da colônia no comércio atlântico. No caso do Brasil, esse pacto não se restringiu a uma norma jurídica formal, mas configurou um conjunto de práticas econômicas e mecanismos de dominação que variaram ao longo do tempo, acompanhando as transformações do mercantilismo europeu e as crises do sistema colonial. Considerando essas características, assinale a alternativa que expressa corretamente o significado histórico do pacto colonial e seus desdobramentos estruturais. 
Alternativas
Q3836945 História
Durante o período colonial, a organização econômica, social e política do Brasil esteve profundamente vinculada aos interesses mercantilistas da Coroa portuguesa e às dinâmicas do sistema colonial atlântico. A exploração econômica baseou-se na grande propriedade rural, na monocultura voltada à exportação e no uso intensivo da mão de obra escravizada, inicialmente indígena e, posteriormente, majoritariamente africana. Ao longo dos séculos XVI ao XVIII, diferentes atividades econômicas assumiram centralidade, provocando rearranjos espaciais, conflitos sociais e transformações na administração colonial. Considerando esse contexto, assinale a alternativa que interpreta corretamente a lógica do Brasil Colonial e suas consequências estruturais.
Alternativas
Q3836938 História
 A chamada empresa açucareira constituiu a base econômica do Brasil Colonial entre os séculos XVI e XVII, articulando produção agrícola, manufatura e comércio externo sob a lógica do pacto colonial. Esse sistema envolveu grandes propriedades rurais, uso intensivo de mão de obra escravizada e forte dependência do capital mercantil europeu, especialmente holandês, influenciando profundamente a formação social e espacial da colônia. Com base nesse contexto, analise as afirmativas a seguir.

I.A empresa açucareira estruturou-se a partir do latifúndio monocultor, voltado majoritariamente à exportação, o que limitou o desenvolvimento de um mercado interno diversificado.
II.A produção do açúcar dependia exclusivamente do capital da Coroa portuguesa, inexistindo participação significativa de grupos mercantis estrangeiros no financiamento, refino ou distribuição do produto.
III.O uso da mão de obra escravizada africana foi fundamental para a viabilidade econômica da empresa açucareira, estando associado tanto à lógica do sistema colonial quanto ao comércio atlântico.
IV.Apesar de sua importância econômica, a empresa açucareira não exerceu influência relevante na organização social e política da colônia, restringindo-se ao plano produtivo.

Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3831164 História
A crise do sistema colonial brasileiro, intensificada ao longo do século XVIII e início do XIX, resultou de transformações econômicas, políticas e ideológicas que enfraqueceram o pacto colonial e contribuíram para o processo de emancipação do Brasil. Sobre esse contexto histórico, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3825630 História
A conquista e a colonização do Brasil se iniciaram no século XVI e findaram em 1822, com a Independência, constituindo, temporalmente, o maior período de história do país desde o final do século XV. A respeito do Brasil ao longo do período colonial, assinale a opção correta.
Alternativas
Q3824477 História
" Uma forma de organização dos africanos no Brasil, e que levava em conta a "nação" a que pertenciam, eram as irmandades religiosas. Com origem na Europa medieval, as irmandades foram criadas com dois objetivos principais”. (MATTOS, Regiane Augusto de. História e cultura afro-brasileira.1. ed. São Paulo: Contexto,2009, p.163).
Os dois objetivos principais para que as irmandades fossem criadas são:
Alternativas
Q4197199 História

Leia o texto a seguir:


    Ao lado da empresa comercial e do regime de grande propriedade, acrescentemos um terceiro elemento: o trabalho compulsório. Também nesse aspecto, a regra será comum a toda a América Latina, ainda que com variações. Diferentes formas de trabalho compulsório predominaram na América espanhola, enquanto uma delas – a escravidão – foi dominante no Brasil.


    Por que se apelou para uma relação de trabalho odiosa a nossos olhos, que parecia semimorta, exatamente na época chamada pomposamente de aurora dos tempos modernos?


(Boris Fausto, História do Brasil)



Fausto responde à própria indagação afirmando que

Alternativas
Q4176314 História
No debate historiográfico sobre as relações entre Estado e sociedade no Brasil colonial, Boris Fausto apresenta duas interpretações opostas: uma que enfatiza a centralidade do Estado português como força dominante e outra que destaca a supremacia local dos grandes proprietários rurais. Sobre essas duas leituras, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Respostas
61: C
62: E
63: B
64: A
65: B
66: B
67: A
68: C
69: C
70: D
71: B
72: E
73: D
74: C
75: B
76: D
77: A
78: A
79: D
80: A