Questões de Concurso
Comentadas sobre período colonial: produção de riqueza e escravismo em história
Foram encontradas 1.185 questões
Identifique a alternativa que melhor representa um aspecto da realidade enfrentada por essas comunidades:
Classifique as afirmativas em verdadeiras (V) ou falsas (F) e responda a pergunta a seguir:
(__)Quilombos, preservação de práticas culturais, fugas e alianças políticas foram estratégias de resistência adotadas por negros e indígenas.
(__)Os indígenas aceitaram pacificamente a catequese e foram rapidamente assimilados sem oferecer resistência.
(__)A única forma de resistência negra foi a realização de levantes armados de grande escala.
(__)Povos indígenas e africanos resistiram também por meio da manutenção de seus rituais, línguas e saberes.
(__)Toda forma de resistência era reprimida de forma tão imediata que não deixou marcas na história.
Qual das opções abaixo traz a sequência correta da classificação, de cima para baixo?
Assinale a alternativa que melhor sintetiza a lógica e os impactos desse processo histórico.
Com o avanço da colonização do Brasil, o território foi dividido em grandes lotes de terra. Esses lotes foram entregues a capitães___________, que tinham a tarefa de investir nessas terras, protegê-las e torná-las ____________. Com a morte dele, os direitos eram transmitidos ao seu herdeiro. Por isso, essas terras eram chamadas capitanias _______________.
As palavras que completam corretamente as lacunas do fragmento de texto apresentado, na ordem, são:
I- O aspecto defensivo dos primeiros povoamentos brasileiros pode ser exemplificado pelo caso de Salvador-BA que desenvolveu características militares devido ao seu papel de defesa do litoral brasileiro.
II- Efetivamente, o poder público forneceu normas e orientações claras e incisivas quanto ao modelo do traçado urbano.
III- No Brasil colonial, a concepção de cidade não podia ser dissociada das relações entre sagrado e profano.
IV- Acidade colonial não exerceu seu domínio sobre um modelo econômico que era baseado na produção rural.
É CORRETO o que se afirma em:
(John Manuel Monteiro, Vida e morte do índio: São Paulo colonial. Em: Amanda Cristina Danaga e Edmundo Antonio Peggion, Povos indígenas em São Paulo: novos olhares. Adaptado)
No contexto apresentado, segundo John Monteiro, as chamadas “bandeiras”
I.
A sua obra Quarto de despejo alcançou sucesso inesperado e impressionante. Sua primeira edição, de 10 mil exemplares, esgotou em menos de uma semana. O poder desta obra de caráter social mede-se por seu impacto na capital paulista: o fim da favela do Canindé, na ocasião a maior e a mais problemática de São Paulo.
(Kabengele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje. Adaptado)
II.
Em 1847 foi alfabetizado e, no ano seguinte, fugiu da fazenda e foi para São Paulo. Lá se casou, por volta de 1850, e frequentou o curso de Direito como ouvinte.
Em 1873 foi um dos fundadores do Partido Republicano Paulista. Nos anos seguintes, teve intensa participação em sociedades emancipadoras, na organização de sociedades secretas para fugas e ajuda financeira a negros, além do auxílio na libertação nos tribunais de mais de 500 escravos foragidos.
(Kabengele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje. Adaptado)
Os excertos I e II referem-se, respectivamente, a
(Kabengele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje)
O excerto trata da
(Kabengele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje. Adaptado)
Para Munanga e Gomes,
A crença na passividade do africano escravizado no Brasil, na indolência, preguiça e de seu conformismo diante da escravidão trata-se de um equívoco histórico. Há fatores que contribuíram e ainda contribuem para que tal equivoco persista entre nós.
(Kabengele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje, 2016. Adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta, segundo a obra citada, um desses fatores.
(Luiz Felipe de Alencastro, O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul.)
Os números apresentados por Alencastro demonstram que
Nossa história colonial não se confunde com a continuidade do nosso território colonial. Sempre se pensou o Brasil fora do Brasil, mas de maneira incompleta: o país aparece no prolongamento da Europa. Ora, a ideia exposta neste livro é diferente e relativamente simples.
(ALENCASTRO, Luiz Felipe de. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. Adaptado)
A tese do autor é de que a colonização portuguesa, fundada no escravismo, deu lugar a um espaço econômico e social que englobava
Em 1678, representantes portugueses e uma expressiva comitiva de rebeldes enviados por Ganga Zumba reuniram-se em Recife para celebrar o tratado de paz proposto pelas autoridades coloniais. O acordo previa devolver aos agentes da Coroa os escravos fugidos — vale dizer, todos os moradores que não tivessem nascido nos quilombos — e, do ponto de vista luso, tinha o objetivo estratégico de liquidar com os profundos laços de cumplicidade e reconhecimento entre os quilombolas e os cativos. Em troca, Portugal garantia alforria, terras sob a forma de sesmarias e foro de vassalos da Coroa para os naturais de Palmares.
(SCHWARZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. Adaptado)
Em relação à história do quilombo de Palmares, o acordo realizado em Recife representou
Em 1835, a grande sublevação escrava eclodiu em Salvador. Dessa vez, o ataque partiu de dentro da cidade, e a população não teve uma noite fácil. Na madrugada de 25 de janeiro, grupos de africanos escravos e libertos, armados com porretes, instrumentos de trabalho e armas brancas, lutaram nas ruas de Salvador, durante mais de três horas, enfrentando soldados e civis. A religião esteve entrelaçada com a revolta: boa parte dos rebeldes saiu para lutar nas ruas com as compridas túnicas rituais brancas — os abadás — usadas pelos adeptos do islamismo. Ainda carregavam junto ao corpo amuletos com mensagens do Alcorão e com orações fortes para proteção.
(SCHWARZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. Adaptado)
O texto faz referência