Questões de Concurso Comentadas sobre período colonial: produção de riqueza e escravismo em história

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Q4200453 História
Leia o texto a seguir.

Mesmo com passado e presente conectados à mineração, a população brasileira não costuma se ver e se identificar como uma sociedade minerada. As exceções são regiões pontuais como Minas Gerais, cujo nome faz referência a uma pretensa vocação mineral ou mesmo à inevitabilidade da mineração como via para o desenvolvimento. Assim, sempre foi difícil promover um debate nacional sobre a questão da mineração. Isso até os desastres recentes, que contabilizaram centenas de mortos, desaparecimento de comunidades e enormes danos ambientais e mudaram os olhares dos brasileiros sobre a atividade, seus impactos e retorno à sociedade.

WANDERLEY, Luiz Jardim. Por trás dos desastres e conflitos da mineração. Ciência Hoje. Matéria publicada em 26.06.2019. Disponível em: < https://cienciahoje.org.br/artigo/por-tras-dos-desastres-e-conflitos-da-mineracao/>. Acesso em: 21 jan. 2022. (Adaptado).

Os problemas atuais mencionados no texto são consequência do tipo de atividade econômica desenvolvida em Minas Gerais desde
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Q4197075 História
"O comércio açucareiro permitiu a realização de transações comerciais pelos flamengos no Brasil, durante a trégua assinada, em 1609, entre Espanha e Holanda. A retomada destas operações mercantis em terras brasileiras possibilitou aos holandeses um conhecimento razoável das terras da América portuguesa. Vale lembrar que antes da União Ibérica o comércio do açúcar era executado em Portugal. Navios portugueses compravam o mascavo dos brasileiros e repassavam aos holandeses em portos de Lisboa. Estas transações, agora realizadas pelos holandeses em território brasileiro foram muito úteis anos mais tarde - 1625 e 1630 -, quando da invasão holandesa no Brasil. Assim, em 1621, no reinício das hostilidades entre espanhóis e holandeses, os batavos possuíam uma idéia razoável das terras brasileiras que poderiam invadir. Foi graças a este conhecimento que os batavos sentiram-se fortalecidos para assumir o comércio do açúcar diretamente da fonte produtora. Desta forma, com os êxitos obtidos pela Companhia das Índias Orientais, os Estados Gerais concederam o monopólio por duas décadas e meia à Companhia das Índias Ocidentais para a exploração, na América e na África, do comércio, navegação e conquista dessas terras. Esta companhia tornou-se responsável pelos planos e organização das expedições e projetos de exploração mercantil e produtivo do precioso açúcar - um dos pilares da atividade comercial flamenga na Europa".
Fonte (adaptada): MATOS, Clarence José de. OS HOLANDESES NO BRASIL. Revista Intellectus. Ano VII, Nº. 17, p.174.
Julgue o excerto acima e assinale a alternativa CORRETA.
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Q4168051 História
Em relação ao trabalho na sociedade do Brasil colonial é correto afirmar que 
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Q4155741 História
Leia o texto a seguir.
O procurador de Justiça do Ministério Público do Pará (MPPA) destilou ódio em um discurso para alunos de uma faculdade particular de Direito em Belém. ‘Problema da escravidão no Brasil foi porque o índio não gosta de trabalhar, até hoje’, disse, para justificar o holocausto negro que aconteceu no Brasil durante mais de 300 anos .
Disponível em: . Acesso em: 24 fev. 2020. (Adaptado)
A afirmação do procurador reproduz estereótipos construídos historicamente acerca das populações indígenas no Brasil, associados a uma narrativa 
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Q4155739 História
Leia o texto a seguir.
Certa lógica e certa linguagem da violência trazem consigo uma determinação cultural profunda. Como se fosse um verdadeiro nó nacional, a violência está encravada na mais remota história do Brasil, país cuja vida social foi marcada pela escravidão. Fruto da nossa herança escravocrata, a trama dessa violência é comum a toda a sociedade, se espalhou pelo território nacional e foi assim naturalizada. A experiência de violência e dor se repõe, resiste e se dispersa na trajetória do Brasil moderno.
SCWHARCZ, Lilia Moritz e STARLING, Heloísa. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. (Adaptado)
De acordo com as autoras do texto, a herança da escravidão na sociedade brasileira é a 
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Q4139730 História
Sobre a presença estrangeira no Brasil colonial, analise as assertivas a seguir e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
(  ) A efetivação de empresas açucareiras no Brasil colonial teve a presença dos holandeses no processo de refinação e comercialização junto com os portugueses.
(  ) Existia uma certa dependência de Portugal financeiramente e tecnicamente da Holanda.
( ) A Espanha dominou Portugal, afastando os holandeses dos negócios açucareiros. Esse evento histórico propiciou como solução, aos Holandeses, ir diretamente à fonte produtora, invadindo a cidade de Salvador.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
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Q4126561 História
Durante muitos séculos a pintura permitiu resgatar registros visuais preciosos de épocas passadas. As imagens pintadas por artistas viajantes como o pintor francês Jean-Baptiste Debret (1768-1848), são, atualmente, um material de imenso valor, tanto estético quanto histórico. Considerando o contexto das obras de Jean-Baptiste Debret no Brasil, é correto afirmar que ele contribuiu para: 
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Q4126198 História
No contexto do Brasil colonial e das disputas entre os países europeus pelas terras do “Novo Mundo”, observa-se o caso da Monarquia francesa, que,rejeitando a partilha do mundo pelos ibéricos, procurou estabelecer núcleos colonizadores na América do Sul. Em 1555, foi fundada a “França Antártica”, na região da baía de Guanabara (Campos, 2009). Os franceses chegaram a se consolidar na América do Norte, nos territórios dos Grandes Lagos e do Rio São Lourenço, sendo que, aqui no Brasil:
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Q4119176 História
As cidades históricas de Minas Gerais são marcadas pelo ciclo do ouro, escravidão e ideais revolucionários como a Inconfidência Mineira. Elas guardam relíquias como a arte barroca representada pelas belas obras de artistas como Aleijadinho, considerado o mais importante artista brasileiro do período colonial. Sobre tal artista, assinale a afirmativa INCORRETA.
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Ano: 2022 Banca: FCM Órgão: IF-BA Prova: FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - História |
Q4118513 História

Leia as afirmações a seguir e informe (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas.



( ) Na Bahia do início do século XIX era comum que vários setores da sociedade investissem na escravidão adquirindo escravos. Não existe registro, contudo, de que naquele contexto os ex-escravizados também adquirissem africanos para seus ganhos pessoais.


( ) A Revolução Haitiana foi um elemento importante na derrocada da economia baiana entre o final do século XVIII e início do XIX, especialmente pelo receio das elites senhoriais brasileiras, por um período, em investir no comércio escravo.


( ) A crise econômica baiana, a partir da década de 1820, teve relação com a produção açucareira de Cuba, que ganhou parte considerável dos mercados internacionais antes também ocupados pela produção da Bahia.


( ) Entre as décadas de 1830 e 1840, especialmente devido à crise na importação de escravos imposta pelo controle britânico do tráfico, a Bahia destacou-se como importante fornecedora de mão de obra escrava para o sul, notadamente quando do incremento da produção cafeeira.


( ) A crise econômica baiana na primeira metade do século XIX promoveu uma relevante inversão produtiva, tirando o açúcar do centro da produção e elevando a produção de subsistência como a principal na província, o que evitou crises de desabastecimento no período.



A sequência está corretamente apresentada em

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Ano: 2022 Banca: FCM Órgão: IF-BA Prova: FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - História |
Q4118512 História

No livro “A escravidão na África: uma história de suas transformações”, o historiador Paul Lovejoy conceitua a escravidão, compreendida como um tipo específico de exploração, a partir de um conjunto de elementos.



Dentre as características apresentadas pelo autor é INCORRETO afirmar que o escravo

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Ano: 2022 Banca: FCM Órgão: IF-BA Prova: FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - História |
Q4118505 História

Há um debate historiográfico bastante pronunciado, conquanto não exclusivo, entre duas correntes na interpretação da história do Brasil, notadamente em seus três primeiros séculos. De um lado, há as interpretações vinculadas ao modelo do “Antigo Sistema Colonial” e, de outro, aquelas ligadas ao modelo do “Antigo Regime nos Trópicos”.



Associe o modelo histórico à sua interpretação.



MODELOS HISTÓRICOS



1 – Antigo Sistema Colonial


2 – Antigo Regime nos Trópicos



INTERPRETAÇÕES



( ) A história da colonização no Brasil reflete o amadurecimento das relações administrativas na Península Ibérica e aponta para uma ampla trajetória de negociação na construção de uma governabilidade, gerando uma economia política de privilégios.


( ) A história do Brasil em seu período colonial se assemelha à de outras colônias no mesmo período, tendo por característica principal sua colaboração com a produção da acumulação primitiva do capital, base para o desenvolvimento capitalista na Europa.


( ) Para a devida compreensão da dinâmica imperial portuguesa é necessário considerar como as regras jurídicas e administrativas portuguesas foram incorporadas e trabalhadas na dinâmica ultramarina.


( ) A exploração metropolitana, por meio do exclusivo comercial, reforça o caráter global do sistema de colonização, diminuindo a importância – embora não desconsiderando a existência – da negociação política e administrativa locais.


( ) A escravidão nas colônias portuguesas não pode ser explicada, apenas, pelos fatores relativos à necessidade da exploração econômica; antes, tem relação com a própria lógica que naturalizava a hierarquia social nas sociedades europeias de então.



A sequência correta é apresentada em  

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Ano: 2022 Banca: FCM Órgão: IF-BA Prova: FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - História |
Q4118494 História

Analise o texto a seguir.



“A fundação da cidade do Salvador teve início a partir da instalação do Governo Geral como uma tentativa de efetivar os projetos de povoamento, colonização e defesa. A cidade fortaleza planejada foi erguida em 1549 no alto de uma montanha no interior da Baía de Todos os Santos seguindo as determinações do traçado definido pelo Rei, no regimento de 1548, de ser erguida em pedra, cal e barro, ou ‘taipes ou madeira, como melhor poder ser, de maneira que seja forte’, para assim garantir a segurança dos moradores. Por não encontrar de imediato a pedra e seguindo a orientação do regimento, a pedra foi substituída pela madeira das paliçadas e, depois, pelo barro, o que permite afirmar que a arquitetura militar de Salvador era, nos seus primeiros anos, construções de fibras secas tecidas ou uma combinação de vários materiais que tivessem boa resistência às intempéries (...), as casas eram de madeira e palha; o muro de varas, galhos e cipós entrelaçados de barro”.


(SANTOS, Patrícia Verônica Pereira dos. Os índios e a Fundação de Salvador. In: SANTOS, Fabricio Lyrio (Org.). Os índios na história da Bahia. Cruz das Almas: EDUFRB; Belo Horizonte: Fino Traço, 2016. p. 40).



Com base no trecho anterior e no referido estudo de Patrícia dos Santos, analise as afirmações a seguir classificando-as como verdadeiras (V) ou falsas (F).



( ) Na construção da cidade de Salvador/BA foram utilizadas técnicas oriundas dos povos tupinambás, muitas delas utilizadas por eles para se defenderem dos ataques dos europeus.


( ) A dependência da mão de obra indígena na construção da cidade revela um dos aspectos importantes da ação colonizadora portuguesa sobre esses povos, qual seja o aprisionamento de indígenas para escravização.


( ) As revoltas e fugas protagonizadas pelos indígenas nesse período demonstram uma das formas de agência indígena nesse processo, forçando a Coroa portuguesa a ações como a de estabelecer alianças com grupos indígenas da região.


( ) Embora tenham tido uma atuação importante nos trabalhos de construção e manutenção da cidade de Salvador, os indígenas não atuavam nas propriedades particulares, como os engenhos, onde utilizava-se mão de obra africana.


( ) A queda populacional dos indígenas decorrente de fome, maus tratos, repressão violenta às revoltas, excesso de trabalho e proliferação de doenças infectocontagiosas é um dos fatores que ajuda a explicar a paulatina incorporação de escravos africanos como mão de obra na região.



De acordo a análise das afirmações, a sequência correta, no sentido da primeira à última, é

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Q4112476 História
Dentro da História da América, o sistema colonial era caracterizado pelas relações de monopólio entre colonizador e dominado. Os europeus faziam ajustes no comércio, mas eram as colônias as responsáveis pela produção das riquezas. Os modos de fabricação também eram determinados pelo colonizador e o principal foco era sempre os lucros, favorecendo a exploração do trabalho escravo. Sobre a história da américa e o sistema colonial, julgue os itens abaixo em verdadeiros ou falsos .
( ) Nas zonas tropicais da América, o único objetivo das metrópoles era a exploração dos recursos naturais, através da agricultura e escravidão. O mercado interno dependia sempre das vontades dos dominantes. Apenas os donos de terras e escravos tinham pleno poder dentro das colônias. Por isso, muitos embates sociais ocorreram nesses territórios.
( ) No Brasil, durante o período pré-colonial, o país foi uma colônia de exploração. Inicialmente o pau brasil foi a matéria-prima mais retirada e depois a cana-de-açúcar. No caso da cana, o sistema elaborado foi o de plantation, que agrupava diferentes características: os latifúndios, a policultura, o uso de mão de obra escrava, especialmente dos africanos, e foco no lucro absoluto da metrópole (Portugal).
( ) Na História da América, após um longo processo de exploração, começaram as correntes de luta pela independência, nos séculos XVII e XIX. A Revolução Francesa, entre outras, resultaram na Unificação italiana e alemã, e na reformulação dos modos de produção das ex- colônias.
( ) Era o centro do sistema colonial, as metrópoles que disputavam e estabeleciam áreas de influência na América, na África e na Ásia. As metrópoles asseguravam de forma exclusiva o abastecimento das colônias fornecendo produtos manufaturados e a mão -de-obra escrava sempre com preços elevados. Por outro lado garantiam a apropriação de toda a produção colonial, sempre a preços baixos revendendo-a por preços mais altos no mercado europeu. Além disso, gravava o mundo colonial com tributos, que as vezes eram excessivos.
( ) Na montagem de um sistema produtor na América, os recursos naturais como terra eram abundantes. Os capitais de um modo geram, eram escassos e a mão-de-obra era ate abundante em alguns países europeus. No entanto não havia capital para remunerá-la, a solução foi utilizar na colonização americana formas de trabalho compulsório como a servidão temporária, como a mita e encomienda.
A alternativa que apresenta a sequência correta é:
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Q4101133 História
Analise as assertivas abaixo sobre as contradições e conflitos no Brasil Colonial:

I. Dois tipos de revoltas ocorreram no Brasil Colônia: rebeliões de negros contra a escravidão e a revoltas de colonos.

II. A chamada revolta de Beckham foi uma rebelião dos negros da escravidão ocorrida no Estado do Maranhão, estendendo até o Rio Grande no Norte e o Pará.

III. A maioria dos escravos trazidos para o Brasil foram enviados para o Estado da Bahia, proporcionando uma crise de mão de obra em determinadas regiões dos países.

IV. Apesar da crise na relação de trabalho no Brasil Colônia, os Jesuítas foram fundamentais para que não se permitisse o uso da mão de obra indígena de forma forçada, pois a visão humanitária da igreja católica não permitia apoio a esse modo de trabalho escravocrata.

Quais estão corretas? 
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Q4085962 História

Os impulsos para a aventura marítima não eram apenas comerciais. Há cinco séculos havia continentes mal ou inteiramente desconhecidos, oceanos inteiros ainda não atravessados. As chamadas regiões ignotas concentravam a imaginação dos povos europeus, que ali vislumbravam, conforme o caso, reinos fantásticos, habitantes monstruosos, a sede do paraíso terrestre. Em 1487, quando deixaram Portugal, encarregados em descobrir o caminho terrestre para as Índias, Afonso de Paiva e Pêro de Covilhã, exploradores portugueses, levaram instruções expressas de Dom João lll para localizar o reino do Preste João. Os sonhos associados à aventura marítima não devem ser encarados como fantasias desprezíveis, encobrindo o interesse material. Mas não há dúvida de que este último prevaleceu, sobretudo, quando os contornos do mundo foram sendo cada vez mais conhecidos e questões práticas da colonização entraram na ordem do dia.



(FAUSTO. B, 1995. p. 11. Adaptado.)



Em relação à ocupação da América pelos europeus, mais especificamente no caso dos lusitanos, a intensificação da presença de outros estrangeiros em terras portuguesas na América coincidiu com: 

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Q4085447 História
Há 150 anos, o quilombo Cafundó enfrenta lutas pela propriedade que foi doada aos ancestrais ainda antes da escravidão no Brasil acabar. Desde então, grileiros invadem parte do território. O quilombo Cafundó vive da produção de hortaliças, comercializadas na venda de cestas e pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA); além disso, a comunidade tem uma iniciativa com polinização de abelhas, para fertilizar a produção. A população também pratica o artesanato. O quilombo busca manter viva a tradição dos ancestrais, caso da fabricação da boneca abayomi, a primeira boneca de pano a entrar no Brasil. No passado, ela era feita pelas mães escravizadas, ainda no navio negreiro, para que fosse entregue aos filhos que seriam separados delas. A ideia é que o tecido, retirado da própria saia da mãe, daria pistas às crianças sobre de onde vieram.

(Disponível em: https://g1.globo.com/economia/agronegocios/agrode-gente-pra-gente/noticia/2022/11/19/gente-do-campo-quilombocafundo-luta-pela-terra-ha-150-anos-e-mantem-viva-tradicao-dosancestrais.ghtml. Acesso em: 25/11/2022.)

Em relação às sociedades quilombolas brasileiras, assinale a afirmativa INCORRETA. 
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Ano: 2022 Banca: FCM Órgão: IF-AM Prova: FCM - 2022 - IF-AM - Professor PEBTT - História |
Q4082250 História
O texto a seguir fala sobre a produção e a sociedade açucareira que se desenvolveram na América Portuguesa a partir do século XVI.
“As combinações de capital, tecnologia e organização que emergiram no Mediterrâneo e nas ilhas atlânticas como o complexo do engenho transferiram-se para o Brasil quase sem modificações no início do século XVI. Isso foi, em parte, resultado dos contatos humanos, o uso deliberado de pessoas e técnicas já aprovadas na península ibérica, nas Canárias ou na Madeira, todavia também inerente à natureza mesma da produção açucareira que impunha sua própria lógica organizacional”.
(SCHWARTZ, Stuart B. Segredos internos. Engenhos e escravos na sociedade colonial. 1550-1835. São Paulo: Companhia das Letras, 1988. Pp. 35-6.)

Sobre esse período é INCORRETO afirmar que
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Ano: 2022 Banca: FCM Órgão: IF-AM Prova: FCM - 2022 - IF-AM - Professor PEBTT - História |
Q4082243 História
Leia o texto a seguir.

“Cabe sublinhar que tais múltiplas ligações entre as diferentes partes submetidas à Coroa portuguesa não se esgotavam no comércio. Na verdade, a existência de um mercado imperial foi fundamental para a manutenção de estruturas sociais e econômicas tão distantes – e distintas –, como a ordem estamental e aristocrática do reino, o escravismo-colonial na América e as sociedades africanas fundadas no tráfico de cativos. Em suma, o Império não era tão somente uma colcha de retalhos comerciais; ele dava vida, em graus distintos, às diversas sociedades que o constituíram”
(FRAGOSO, João; BICALHO, Maria Fernanda; GOUVÊA, Maria de Fátima. O Antigo Regime nos Trópicos: a dinâmica imperial portuguesa (séculos XVI -XVIII). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira: 2001, pp. 23)


Sobre o texto apresentado é INCORRETO afirmar que ele
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Ano: 2022 Banca: FCM Órgão: IF-AM Prova: FCM - 2022 - IF-AM - Professor PEBTT - História |
Q4082238 História
Analise o texto a seguir.

“Quando se trata de escravidão na Amazônia, o mais comum é iniciar com uma ressalva. A maioria dos trabalhos assegura que o uso da escravidão negra foi pouco significativo na economia amazônica do século XVII e primeira metade do século XVIII. (...) Não restam dúvidas de que o número de escravos disponíveis na região só irá sofrer aumento significativo quando a Companhia de Comércio do Grão-Pará inicia suas atividades no tráfico atlântico e, da mesma forma, não há o que questionar quanto à predominância do uso da mão de obra dos índios no decorrer do século XVIII. Contudo, como afirmou Luís Pinheiro, o que se coloca em questão é o fato de que, 'desde meados do século XVIII, a introdução de negros no Grão-Pará tornou-se uma realidade importante para a sociedade e para a economia da província. A presença de africanos no Grão-Pará ativa e coloca em movimento questões muito mais amplas que não podem ter suas dimensões avaliadas apenas em função do número de escravos disponíveis porque, o que está em jogo, é a própria montagem e reiteração de uma sociedade escravista cuja lógica de reprodução não se limita ao número de homens disponíveis nos plantéis, mas antes se traduz na reiteração de relações de subordinação e poder que dão vida ao próprio sistema. Isso, sem dúvida, é uma realidade importante que deve ser adequadamente considerada'”.

(SAMPAIO, Patrícia Melo. Espelhos Partidos: etnia, legislação e desigualdade na Colônia. Manaus: Editora da UFAM, 2011. pp.80-82).



Qual o argumento central defendido pela historiadora acerca do estudo sobre a escravidão africana na Amazônia colonial?
Alternativas
Respostas
661: A
662: B
663: D
664: A
665: D
666: A
667: D
668: A
669: B
670: A
671: E
672: E
673: A
674: D
675: C
676: A
677: A
678: B
679: E
680: C