Questões de Concurso
Comentadas sobre período colonial: produção de riqueza e escravismo em história
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(Fonte: Multi Rio. Disponível em: Mapa_Luis_Teixeira_t.jpg (560×774) (rio.rj.gov.br)
A configuração territorial das Capitanias Hereditárias apresentava alguns desafios e obstáculos a serem transpostos. Dentre eles, pode-se destacar, principalmente:
Considerando esses conhecimentos sobre a divisão político-administrativa no Brasil em diferentes períodos, indique “V” para verdadeira, e “F”, para falsa, nas afirmativas a seguir:
( ) A fundação do Estado da Guanabara é simultânea ao período da transição do Período Colonial para a Primeira República (1889-1930).
( ) O Centro-Oeste é uma das regiões mais recentes do Brasil, sendo o Estado do Mato Grosso pertencente ao período da Nova República (1985-atualmente).
( ) Como a região mais antiga do Brasil, o Nordeste não passou por transformações em suas divisões, sendo os Estados de Bahia, Ceará e Piauí originários desde o século XVI.
( ) A elevação do território do Acre à categoria de Estado ocorre na transição do Brasil rural para o Brasil industrial, no período do Estado Novo (1930-1945).
Assinale a alternativa que indique a sequência correta obtida no sentido de cima para baixo:
( ) A Tarifa Alves Branco buscou eliminar as vantagens tarifárias conquistadas por muitas nações estrangeiras em acordos comerciais com o Brasil, assinados por D. João VI e D. Pedro I.
( ) A Tarifa Alves Branco estabeleceu alíquotas entre 30% e 60% sobre artigos importados.
( ) A Tarifa Alves Branco contribuiu de forma decisiva para a consolidação do processo de industrialização da economia imperial.
( ) Assinada em 1810, foi proposta e elaborada pelo então Ministro da Fazenda Manuel Alves Branco.
( ) A sociedade colonial brasileira era totalmente escravista e a economia latifundiária e baseada na monocultura.
( ) A pecuária era a principal atividade econômica, sendo o “carro-chefe” das grandes propriedades.
( ) Os principais cargos políticos eram ocupados por senhores de engenhos (coronéis).
( ) O baixo índice de estratificação social era característica da sociedade colonial.
Considere as seguintes afirmações sobre a relação da igreja católica com a escravidão, no sistema colonial implementado pela Coroa portuguesa no Brasil:
I. Era comum que padres e membros do clero se valessem do trabalho de escravizados nas propriedades da Igreja. II. A Igreja Católica condenava a escravidão de qualquer povo, e diversos jesuítas, como André José Antonil, relataram os maus tratos conferidos aos escravizados. III. Os africanos escravizados eram em geral batizados e recebiam nomes cristãos, uma vez que a Igreja defendia que deveriam ser catequizados. IV. A Igreja católica incentivou os matrimônios entre brancos e negros como forma de branquear a população de escravizados, majoritária no período colonial.
Está correto o que se afirma APENAS em
I – O Haiti recebeu também um grande número de centro-africanos escravizados. II – A importância demográfica dos povos escravizados nas Américas de língua espanhola só foi menor do que ocorreu no Brasil. III – A contribuição africana na cultura haitiana, assim como no Brasil, tem sido objeto de grandes investigações acadêmicas.
O trecho destacado do conto “Pai contra mãe” de Machado de Assis narra, em suas primeiras linhas, alguns instrumentos utilizados em homens e mulheres escravizados no Brasil. A respeito do sistema escravista no Brasil, analise as afirmativas a seguir:
I. A escravidão no Brasil teve sua origem nas experiências de trabalhos compulsórios praticados pelos povos originários e africanos, sendo considerada apenas uma adaptação desses modelos.
II. O trabalho escravo foi introduzido na América portuguesa como meio de expandir os lucros com o tráfico ultramarino de africanos e a necessidade de ampliar a oferta de mão de obra na lógica do sistema colonial.
III. Os africanos trazidos para serem escravizados no Brasil foram protegidos pelos jesuítas; muitos deles foram acolhidos em missões ou reduções, onde eram apresentados à fé católica e à cultura europeia.
Assinale
Essa revolta ficou conhecida como
Um visitante francês em sua estada no Rio de Janeiro, em 1748, sintetiza seus juízos sobre o comportamento social dos portugueses:
[…] para dar uma ideia clara da sua futilidade, a seguinte nota: uma espada e uma roupa elegante os seduzem enormemente e a aparência é tudo que consideram ao avaliar a importância de alguém. […] Os habitantes comuns que querem satisfazer a sua vaidade aos olhos do povo, na impossibilidade de utilizar o castão de prata, escondem a sua inferioridade exagerando no brilho das suas roupas e das de seus acompanhantes. […]
PIERRE Sonnerat. In: FRANÇA, Jean Marcel Carvalho. Outras visões
do Rio de Janeiro colonial: antologia de textos (1582-1808). Rio de
Janeiro: José Olympio, 2000. p. 207-208.
O texto acima revela que cada indivíduo membro da sociedade colonial brasileira, do século XVIII, deveria mostrar-se, no trajo, nos adereços e mesmo nas cores portadas, de acordo com o seu estado socioeconômico.
Com base nessas considerações podemos afirmar:
1. A impossibilidade ou dificuldade no discernimento entre livre e cativo pelo modo ou riqueza nas roupas era uma questão posta, a qual não incomodava a sociedade da época, sendo uma questão acolhida pela legislação em vigor no Brasil do período colonial.
2. Riqueza e pobreza são fios de uma trama que pouco a pouco passam a compor o complexo e misto código de vestimenta nos trópicos, um código que deveria traduzir a hierarquia e a distinção social.
3. As pompas e rococós, sinal mais imediato e efetivo do poder econômico naquele ambiente extremamente visual, acabavam por perder sua função de distinção quando “qualquer um” podia trajá-las.
4. Aos olhos de diversos legisladores e camarários, permitir que os pretos circulassem vestidos com requinte prejudicava, portanto, o firmamento de uma verdadeira barreira entre os de cor – e os demais agentes sociais que, mesmo pobres, eram brancos.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
No Brasil colonial, seguindo o costume português, desde o despertar o cristão se via rodeado de lembranças do reino dos Céus. Na parede contígua à cama, havia sempre algum símbolo visível da fé cristã: um quadrinho ou caixilho com gravura do anjo da guarda ou do santo; uma pequena concha com água-benta; o rosário dependurado na cabeceira da cama.
MOTT, Luiz. Cotidiano e vivência religiosa: entre a capela e o calundu. In: SOUZA, Laura de Mello e (Org.). História da vida privada no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. v. 1. p. 164-166.
Analise as afirmativas abaixo em relação ao assunto.
1. Em muitas propriedades rurais mais abastadas, próximo às casas-grandes dos engenhos de açúcar, era comum a construção de uma capela ou ermida, onde um sacerdote residente ou de fora prestava assistência religiosa aos senhores e à escravaria e agregados.
2. Apesar de os oratórios e santos de casa serem bentos e abençoados pelo vigário ou missionário em suas visitas residenciais, nem sempre a relação dos moradores com tais simulacros seguia as normas permitidas pela ortodoxia católica.
3. O oratório funcionava como uma espécie de relicário, onde eram conservados, além de eventuais relíquias “verdadeiras” do Santo Lenho, da coluna onde Cristo foi açoitado, pedacinhos de osso de algum santo e, eventualmente, até um bocadinho do “leite em pó” de Nossa Senhora.
4. No oratório guardavam-se alguns “talismãs” aceitos ou tolerados pela Igreja, a saber, “a rosa- -de-jericó”, a qual, posta contraída e seca num copo de água, na intenção de alguma parturiente, caso abrisse rapidamente, significava bom sucesso; no caso contrário, morte certa.
5. A palha benta do Domingo de Ramos é outro exemplo típico desta crendice popular do período colonial brasileiro. Era conservada como poderoso antídoto contra raios, coriscos e tempestades.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
1. Há notícias da presença de português no litoral catarinense desde as primeiras décadas do século XVI, porém, somente na segunda metade do século XVII os vicentistas tomaram iniciativas de povoamento na região.
2. Francisco Dias Velho, acompanhado por familiares, agregados e escravos, chegou na década de 1670, quando requisitou terras na Ilha e fundou o povoado de Nossa Senhora do Desterro.
3. Domingos de Brito Peixoto, nas décadas de 1670 e 1680, persistiu na tentativa de estabelecer um núcleo populacional definitivo na região de Laguna.
4. Passo decisivo para o povoamento do território catarinense foi dado com a criação da Capitania de Santa Catarina, com a desvinculação da região da jurisdição da Província do Paraná.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
I. A Revolta da Cachaça foi motivada pelo aumento de impostos excessivos cobrados aos fabricantes de aguardente.
II. Raimundo Padilha governava o Rio de Janeiro em 1660, quando se deu a revolta.
III. A Revolta da Cachaça também é chamada de Revolta do Barbalho ou Bernarda.