Questões de Concurso
Comentadas sobre período colonial: produção de riqueza e escravismo em história
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Essa revolta ficou conhecida como
Um visitante francês em sua estada no Rio de Janeiro, em 1748, sintetiza seus juízos sobre o comportamento social dos portugueses:
[…] para dar uma ideia clara da sua futilidade, a seguinte nota: uma espada e uma roupa elegante os seduzem enormemente e a aparência é tudo que consideram ao avaliar a importância de alguém. […] Os habitantes comuns que querem satisfazer a sua vaidade aos olhos do povo, na impossibilidade de utilizar o castão de prata, escondem a sua inferioridade exagerando no brilho das suas roupas e das de seus acompanhantes. […]
PIERRE Sonnerat. In: FRANÇA, Jean Marcel Carvalho. Outras visões
do Rio de Janeiro colonial: antologia de textos (1582-1808). Rio de
Janeiro: José Olympio, 2000. p. 207-208.
O texto acima revela que cada indivíduo membro da sociedade colonial brasileira, do século XVIII, deveria mostrar-se, no trajo, nos adereços e mesmo nas cores portadas, de acordo com o seu estado socioeconômico.
Com base nessas considerações podemos afirmar:
1. A impossibilidade ou dificuldade no discernimento entre livre e cativo pelo modo ou riqueza nas roupas era uma questão posta, a qual não incomodava a sociedade da época, sendo uma questão acolhida pela legislação em vigor no Brasil do período colonial.
2. Riqueza e pobreza são fios de uma trama que pouco a pouco passam a compor o complexo e misto código de vestimenta nos trópicos, um código que deveria traduzir a hierarquia e a distinção social.
3. As pompas e rococós, sinal mais imediato e efetivo do poder econômico naquele ambiente extremamente visual, acabavam por perder sua função de distinção quando “qualquer um” podia trajá-las.
4. Aos olhos de diversos legisladores e camarários, permitir que os pretos circulassem vestidos com requinte prejudicava, portanto, o firmamento de uma verdadeira barreira entre os de cor – e os demais agentes sociais que, mesmo pobres, eram brancos.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
No Brasil colonial, seguindo o costume português, desde o despertar o cristão se via rodeado de lembranças do reino dos Céus. Na parede contígua à cama, havia sempre algum símbolo visível da fé cristã: um quadrinho ou caixilho com gravura do anjo da guarda ou do santo; uma pequena concha com água-benta; o rosário dependurado na cabeceira da cama.
MOTT, Luiz. Cotidiano e vivência religiosa: entre a capela e o calundu. In: SOUZA, Laura de Mello e (Org.). História da vida privada no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. v. 1. p. 164-166.
Analise as afirmativas abaixo em relação ao assunto.
1. Em muitas propriedades rurais mais abastadas, próximo às casas-grandes dos engenhos de açúcar, era comum a construção de uma capela ou ermida, onde um sacerdote residente ou de fora prestava assistência religiosa aos senhores e à escravaria e agregados.
2. Apesar de os oratórios e santos de casa serem bentos e abençoados pelo vigário ou missionário em suas visitas residenciais, nem sempre a relação dos moradores com tais simulacros seguia as normas permitidas pela ortodoxia católica.
3. O oratório funcionava como uma espécie de relicário, onde eram conservados, além de eventuais relíquias “verdadeiras” do Santo Lenho, da coluna onde Cristo foi açoitado, pedacinhos de osso de algum santo e, eventualmente, até um bocadinho do “leite em pó” de Nossa Senhora.
4. No oratório guardavam-se alguns “talismãs” aceitos ou tolerados pela Igreja, a saber, “a rosa- -de-jericó”, a qual, posta contraída e seca num copo de água, na intenção de alguma parturiente, caso abrisse rapidamente, significava bom sucesso; no caso contrário, morte certa.
5. A palha benta do Domingo de Ramos é outro exemplo típico desta crendice popular do período colonial brasileiro. Era conservada como poderoso antídoto contra raios, coriscos e tempestades.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
1. Há notícias da presença de português no litoral catarinense desde as primeiras décadas do século XVI, porém, somente na segunda metade do século XVII os vicentistas tomaram iniciativas de povoamento na região.
2. Francisco Dias Velho, acompanhado por familiares, agregados e escravos, chegou na década de 1670, quando requisitou terras na Ilha e fundou o povoado de Nossa Senhora do Desterro.
3. Domingos de Brito Peixoto, nas décadas de 1670 e 1680, persistiu na tentativa de estabelecer um núcleo populacional definitivo na região de Laguna.
4. Passo decisivo para o povoamento do território catarinense foi dado com a criação da Capitania de Santa Catarina, com a desvinculação da região da jurisdição da Província do Paraná.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
I. A Revolta da Cachaça foi motivada pelo aumento de impostos excessivos cobrados aos fabricantes de aguardente.
II. Raimundo Padilha governava o Rio de Janeiro em 1660, quando se deu a revolta.
III. A Revolta da Cachaça também é chamada de Revolta do Barbalho ou Bernarda.
I. Dados quantitativos precisos acerca do comércio de escravos são importantes para que se possa determinar o impacto dessa atividade predatória sobre as sociedades africanas e suas consequências para o subdesenvolvimento do continente na contemporaneidade.
II. As especulações acerca do número de pessoas que foram escravizadas levam sempre a estimativas muito exageradas com intuito de vitimizar a história africana.
III. O Brasil é o país que menos recebeu africanos escravizados, se comparado com outras nações de passado escravocrata.
I. A Inconfidência Mineira foi uma conspiração política organizada por profissionais liberais, militares e membros da elite econômico-social da Capitania de Minas Gerais no fim da década de 1780 – época em que o Brasil ainda era colônia francesa.
II. Os inconfidentes tinham como principal intenção retirar do poder local o governador Visconde de Barbacena, o que configurava uma afronta à autoridade do Império Português da Capitania de Minas gerais.
III. O ideário político de conteúdo liberal da Inconfidência Mineira apresentava a manutenção do regime de trabalho escravo como uma de suas contradições.
Observe a gravura e responda a questão:

DEBRET, Jean-Baptiste. Um jantar brasileiro. Cerca de 1830. Aquarela sobre papel, 16 x 22 cm, Rio de Janeiro.
A gravura de Jean-Baptiste Debret, publicada na obra
“Viagem pitoresca e Histórica ao Brasil, 1816–1831”,
é parte do registro do artista, integrante da Missão
Artística Francesa do século XIX, sobre o cotidiano
brasileiro do período. A pintura evidencia a cultura
escravocrata na sociedade brasileira ao expressar:
Com cultura riquíssima e diversificada, povos africanos foram obrigados à diáspora pela escravidão. O Brasil foi um dos países que mais recebeu os escravizados africanos, os quais sempre procuraram se libertar. Os quilombos foram uma das formas de resistência que tiveram em Palmares seu exemplo mais vigoroso.
O tema do racismo permanece presente na agenda política brasileira contemporânea, o que confirma a advertência, feita há mais de um século por Joaquim Nabuco, de que o peso da escravidão permaneceria por muito tempo pairando sobre o Brasil.
No Brasil, destacaram-se alguns movimentos emancipacionistas que foram derrotados, tais como: a Conjuração Mineira, de 1789, movimento essencialmente popular que contou com a adesão dos setores mais pobres da sociedade; e a elitista Conjuração Baiana, de 1798.
A mineração em Minas Gerais, ao longo do século XVIII, foi o efetivo início da colonização do Brasil pela metrópole portuguesa, tendo gerado uma sociedade impermeável e ruralizada.
O fragmento de texto refere-se à transição do trabalho escravo para o trabalho livre no Brasil no século XIX e, para melhor interpretar esse processo, pode-se afirmar que:

O gráfico fornece elementos que permite afirmar que:
Durante o período colonial e imperial, a sociedade e a economia criadas no Brasil estavam vinculadas à escravidão de grande parte da força de trabalho. No século XVI, prevaleceu a escravização dos povos nativos, mas numerosos fatores combinaram-se para que, aos índios, sucedessem os africanos na virada para o século XVII.
Os fatores listados a seguir motivaram a substituição do trabalho escravo indígena pelo africano no contexto indicado, à exceção de um. Assinale-o.