Questões de Concurso
Comentadas sobre período colonial: produção de riqueza e escravismo em história
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“Pedimos que todos os privilégios sejam abolidos. Declaramos que se alguém merece ter privilégios e gozar de isenções, são os habitantes do campo, pois são os mais úteis ao Estado, porque por seu trabalho o fazem viver. Pedimos também que as talhas com as quais a nossa paróquia está sobrecarregada sejam abolidas; que este imposto seja convertido num só e único imposto ao qual devem ser submetidos todos os eclesiásticos e nobres sem distinção”.
Adaptado de MATTOSO, Kátia M. de Q. Textos e documentos para o estudo de História Contemporânea. São Paulo: Edusp, 1976.
O documento exemplifica
[§8] Os Padres Missionários terão o maior cuidado para que se povoem de Índios as aldeias, pois a eles encarrego o governo delas, e espero que procurem por todos os meios, não só a conservação, mas o aumento dos que são da repartição por ser conveniente que haja nas ditas aldeias Índios, que possam ser bastantes, tanto para a segurança do Estado e defesa das Cidades, como para o trato e serviço dos moradores e entradas dos Sertões. [§11] Os salários dos Índios se satisfarão em dois pagamentos: uma metade, quando forem para o serviço e a outra metade se entregará no fim dele. A forma desta satisfação e entrega se ordenará pelo dito Governador com conselho e assistência dos ditos Padres.
Adaptado de REGIMENTO e leis sobre as missões do Estado do Maranhão, e Pará, e sobre a liberdade dos índios [1686]. Lisboa: Oficina de António Menescal, 1724, In: http://purl.pt/15102/3/#/1
A partir do documento, analise as afirmativas a seguir a respeito do estabelecimento de um regime de trabalho para os índios.
I. Aos missionários era conferida a incumbência de descerem novas aldeias para aumentar a população dos aldeamentos, a serviço da defesa do Estado e dos moradores.
II. A administração dos índios aldeados passava para o controle dos religiosos, tanto no que diz respeito ao governo espiritual quanto ao temporal e político dos aldeamentos.
III. Os indígenas eram considerados livres e, portanto, teriam seus serviços pagos por salários estipulados conforme a especificidade local.
Está correto o que se afirma em
ANTONIL, André João. Cultura e opulência do Brasil por suas drogas e minas. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2007, p. 213.
Sobre a mineração no Brasil, sobretudo a partir de princípios do século XVIII, assinale a alternativa incorreta.
PRADO JÚNIOR, Caio. História e desenvolvimento: a contribuição da historiografia para a teoria e prática do desenvolvimento brasileiro. São Paulo: Brasiliense, 1999, p. 46.
Sobre o contexto histórico a que o excerto faz referência, assinale a alternativa que apresenta o “modelo do padrão da futura organização” da estrutura socioeconômica brasileira a que Caio Prado Júnior faz referência.
O excerto acima contextualiza o processo de chegada e de ocupação dos portugueses no território brasileiro no século XVI, sobretudo com a chegada dos primeiros jesuítas. A respeito deste contexto, analise as afirmativas abaixo.
I. Os primeiros jesuítas desembarcaram no atual território brasileiro em 1549, em uma povoação na Bahia fundada em 1536 (povoação de Francisco Pereira Coutinho).
II. A atividade dos jesuítas no Brasil municiava-se de dois objetivos centrais: a ordem social e a conversão dos indígenas ao cristianismo.
III. A Companhia de Jesus, fundada em 1534, foi fundamental para nortear o plano de evangelização da América portuguesa.
Estão corretas as afirmativas:
O período chamado de Brasil Colônia, consistia em um tempo que o Brasil estava sob o domínio de Portugal. Datada do início dos anos 1500 até o seu fim em 1822, onde a economia foi de exportação, para atender o interesse do mercado externo.
Referente a economia do Brasil Colônia, analise as
alternativas e assinale a CORRETA:
https://brasilescola.uol.com.br/historiab/brasilcolonia.htm#:~:text=A%20economia%20colonial%20consistia%20na,pol% C3%ADticos%20entre%20col%C3%B4nia%20e%20metr%C3%B3pole
Sobre a Lei de Terras, pode-se concluir acertadamente que
BOSI, Alfredo. Dialética da Colonização. São Paulo: Companhia das Letras, 1992, p.93.
Em relação ao processo de domínio e colonização do Brasil, o trecho acima destacado aponta para
O ________, assinado entre Portugal e Espanha em 1750, tinha como objetivo demarcar os limites de dominação entre os colonizadores, que posteriormente resultou na Guerra Guaranítica.
I. A camada de latifundiários predominava a partir de interesses vinculados a grupos mercantis europeus, como traficantes de escravos africanos.
II. A estrutura política era entrelaçada pelos interesses dos senhores rurais a partir de uma administração local que exercia pelas câmaras dos homens bons do povo, os proprietários.
III. O exercício da cidadania era limitado duplamente, tanto pelo Estado absolutista como pelo esquema interno de forças.
IV. A cultura letrada era descentralizada.
Estão corretas as afirmativas:
Leia o texto a seguir:
“Podemos concluir que o trabalho escravo foi utilizado largamente nas atividades econômicas e sociais enquanto perdurou a escravidão no Brasil. Ao que parece, salvo as exceções, os escravos, bem como os libertos, só não ocuparam funções entre os profissionais liberais (médicos, juristas e professores) e em altos escalões das administrações pública e militar e da Igreja Católica.”
Fonte: LIBBY, Douglas Cole; PAIVA, Eduardo França. A escravidão no Brasil: Relações sociais, acordos e conflitos. 2ª edição. São Paulo: Editora Moderna, 2005, p. 43.
Nas últimas décadas do século XX e início do XXI, uma série de novas pesquisas realizadas no Brasil sobre as dinâmicas na organização do trabalho escravo, tanto dos povos originários brasileiros, como dos africanos, ao longo dos períodos colonial e imperial, estão trazendo novas informações que contestam e atualizam antigas interpretações sobre o tema.
Tendo em vista as recentes pesquisas relacionadas ao trabalho escravo no Brasil Colonial e Imperial, destaca-se o fato de:
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