Questões de Concurso
Sobre história geral em história
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BAUMAN, Zygmunt. Identidade: entrevista a Benedetto Vecchi; tradução Carlos Medeiros. Rio de Janeiro; Zahar, 2005, pp. 17-18; 35.
Baseado nas afirmações de Bauman sobre identidade, identifique a alternativa correta:
I - As identidades na pós-modernidade são líquidas, portanto, fluidas e são identificadas em determinados lugares.
II - As identidades nacionais foram fortalecidas na pós-modernidade pela possibilidade de romperem as fronteiras territoriais;
III - A pós-modernidade possibilitou a dissolução das identidades tradicionais, a começar dos laços identitários nacionais;
IV - A solidez e a segurança das identidades entraram em crise na pós-modernidade, devido dissolver e fragmentar as identificações.
I - No tempo presente ainda ocorrem casos de racismo na África do Sul, mesmo após a oficialização do fim do Apartheid;
II - Foi criado pelo Partido Nacional, em 1948, partido que possuía componentes brancos descendentes de holandeses, antigos colonizadores, e que defendia uma severa segregação racial entre brancos e negros.
III - O Congresso Nacional Africano (CNA), sob a liderança de Nelson Mandela, atuou de forma armada e, posteriormente, pacífica contra o regime;

Sobre os diversos usos de tecnologias e fontes para o conhecimento histórico, a exemplo da imagem de Luís XIV, responda a alternativa correta:
I – Peter Burke utilizou uma gravura anônima para representar a fabricação do rei Luís XIV, mesmo consciente que não demonstrava a verdadeira imagem do personagem real, de acordo com o ensino e aprendizagem da História;
II – Peter Burke identificou que a imagem do rei Luís XIV já era fabricada em vida, o qual utilizava gravuras, pinturas, esculturas na perspectiva de engrandecer sua autoridade pública, revelando o grande poder das fontes imagéticas para o conhecimento histórico;
III - Conforme as práticas da cultura visual e material, o uso de imagens como fontes
redimensionou a construção do conhecimento histórico.
LANDER, Edgardo. “Ciências Sociais: saberes coloniais e eurocêntricos". LANDER, Edgardo (org). A colonialidade do Saber eurocentrismo e ciências sociais. Buenos Aires: Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales – CLASCO, 2005, p. 38.
Os Estudos Culturais e Pós-Coloniais trouxeram algumas alterações no campo da História, entre as quais:
I – Redefiniram o trabalho do historiador nas interpretações, possibilitando novas narrativas a partir de sujeitos subalternos;
II – Entre as alterações pontuais, as narrativas subalternas tornaram-se norteadoras da escrita histórica;
III – Possibilitaram a emergência de múltiplos relatos históricos, ampliando as interpretações eurocêntricas e modernidade;
IV – A emergência de novas epistemes, que descolonizam o pensamento, pois o fim do colonialismo não representou a conclusão da colonialidade.
“Os negros escravizados procuraram sempre que puderam resistir à opressão a eles imposta no interior dos complexos mundos da escravidão. Buscavam nas diversas formas de enfrentamento (...) conquistar aquilo que concebiam como liberdade” (GOMES, Flávio dos Santos. “Em torno dos bumerangues: outras histórias de mocambos na Amazônia colonial” IN: Revista USP: São Paulo (28), Dez-Fev. 1995, p. 41).
Com base nos debates historiográficos sobre os mundos da escravidão e a resistência escrava é possível assinalar que:
“Lembrar o passado e escrever sobre ele não mais parecem as atividades inocentes que outrora se julgava que fossem. Nem as memórias nem as histórias parecem ser mais objetivas. Nos dois casos, os historiadores aprendem a levar em conta a seleção consciente ou inconsciente, a interpretação e a distorção.” (BURKE, Peter. História como memória social. IN: Variedades de história cultural. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000, p. 70)
Com base no texto e os debates historiográficos sobre a relação entre História e Memória destaca-se INCORRETO afirmar que:
“A destruição do passado – ou melhor, dos mecanismos sociais que vinculam nossa experiência pessoal às das gerações passadas – é um dos fenômenos mais característicos e lúgubres do final do século XX. Quase todos os jovens de hoje crescem numa espécie de presente contínuo, sem qualquer relação orgânica com o passado público da época em que vivem. Por isso os historiadores, cujo ofício é lembrar o que os outros esquecem, tornam-se mais importantes do que nunca no fim do segundo milênio.” (HOBSBAWM, E. A Era dos extremos.O breve século XX. 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p.13).
Com base nas questões suscitadas pelo texto acima é correto afirmar que:
“Por seus motivos, seus métodos, suas fontes, a história do presente não difere em nada da história do século XIX” (SIRINELLI, J, “Ideologia, tempo e história” IN: CHAUVEAU, A., TÉTART, P. Questões para a história do presente. Bauru, SP: EDUSC, 1999, p. 11.
Nos debates historiográficos sobre a História do Presente cabe afirmar que:
“Na Antiguidade clássica, muito ao contrário, a história recente era o foco central da preocupação dos historiadores. Para Heródoto e Tucídides, a história era um repositório de exemplos que deveriam ser preservados, e o trabalho do historiador era expor os fatos recentes atestados por testemunhos diretos. Não havia, portanto, nenhuma interdição ao estudo dos fatos recentes, e as testemunhas oculares eram fontes privilegiadas para a pesquisa” (FERREIRA, Marieta de Moraes. História do tempo presente: desafios. Petrópolis: Cultura Vozes, 2000, p. 17)
Com base no texto é INCORRETO afirmar que:
I. (...) na ausência de depoimentos escritos, a expressão de camadas das classes trabalhadoras dos tempos atuais pode ser reconhecida por fotografias cotidianas.
II. A imagem é capaz de atingir todas as camadas sociais ao ultrapassar as diversas fronteiras sociais pelo alcance do sentido humano da visão.
(KNAUSS, Paulo. “O desafio de fazer história com imagens: arte e cultura visual". ArtCultura, Uberlândia, v. 8, n. 12, jan-jun 2006, p. 99)
As proposições I e II destacam, respectivamente,
Hobsbawm refere no texto ao contexto da
Em pleno desenrolar da Segunda Guerra Mundial, reuniões eram feitas entre as principais lideranças aliadas com vistas à reconfiguração geopolítica mundial pós-conflito. Na nova ordem que emergiu a partir de 1945, também se traçou o destino da América Latina e se discutiu a posição que ela iria ocupar no sistema bipolar. Relativamente aos múltiplos aspectos que envolvem essa questão, julgue (C ou E) o item subsequente.
No pós-Segunda Guerra, a chancelaria brasileira deu apoio
explícito à criação da Organização dos Estados Americanos no
quadro da estratégia global dos EUA para a América Latina, à
luz dos condicionamentos impostos pela ordem bipolar.
Em pleno desenrolar da Segunda Guerra Mundial, reuniões eram feitas entre as principais lideranças aliadas com vistas à reconfiguração geopolítica mundial pós-conflito. Na nova ordem que emergiu a partir de 1945, também se traçou o destino da América Latina e se discutiu a posição que ela iria ocupar no sistema bipolar. Relativamente aos múltiplos aspectos que envolvem essa questão, julgue (C ou E) o item subsequente.
Na América do Sul, destaca-se a posição da Argentina de
atrelamento incondicional à política externa norte-americana
do pós-Segunda Guerra, o que acirrou as desconfianças de
países vizinhos, entre os quais o Brasil.
No contexto da Segunda Guerra, os EUA condicionaram suas relações com os países latino-americanos ao grau de adesão desses países à política de guerra e de envolvimento no conflito, o que explica, por exemplo, o adensamento das relações de Washington com o Brasil e o México.
O quadro de instabilidade gerado pela Grande Guerra de 1914, com o país, embora vencedor, se sentindo ludibriado pelos aliados mais poderosos, levou os fascistas de Benito Mussolini ao poder na Itália, em 1922. A Marcha sobre Roma pretendeu ser uma demonstração de força do partido e de seu líder supremo, que acabou sendo convidado pelo rei para assumir a condução do governo italiano.
Contraditório, o século XX já foi chamado de luminoso e de sombrio. Da mesma forma que viu a expansão de regimes democráticos, mormente após a Segunda Guerra Mundial, ele também conviveu com um fenômeno político visceralmente antiliberal e antidemocrático, os fascismos. Em verdade, os anos 20 e 30 desse século foram marcados pela crise do liberalismo e pela ascensão de regimes totalitários de esquerda (URSS) e de direita, como, entre outros países e regiões, na Itália, Alemanha, Polônia, Península Ibérica e no Japão. Acerca dessa realidade histórica, julgue (C ou E) o próximo item.
As condições criadas pela Primeira Guerra Mundial foram
decisivas para que, em 1917, duas ondas revolucionárias
abalassem a autocrática Rússia czarista: em fevereiro, uma
revolução liberal depôs o czar; em outubro, os bolcheviques
chegaram ao poder e instauraram um regime baseado nas teses
marxistas.
Contraditório, o século XX já foi chamado de luminoso e de sombrio. Da mesma forma que viu a expansão de regimes democráticos, mormente após a Segunda Guerra Mundial, ele também conviveu com um fenômeno político visceralmente antiliberal e antidemocrático, os fascismos. Em verdade, os anos 20 e 30 desse século foram marcados pela crise do liberalismo e pela ascensão de regimes totalitários de esquerda (URSS) e de direita, como, entre outros países e regiões, na Itália, Alemanha, Polônia, Península Ibérica e no Japão. Acerca dessa realidade histórica, julgue (C ou E) o próximo item.
Se, no Japão, os militares assumiram posições claramente
fascistas e puseram em prática um ambicioso processo de
expansão do país pela Ásia, na Península Ibérica deu-se o
contrário: em Portugal e na Espanha, Salazar e Franco
prescindiram do apoio militar e chegaram ao poder com apoio
popular, comprovado em vitórias eleitorais de seus respectivos
partidos.