Questões de Concurso Comentadas sobre história geral em história

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Q3529854 História
A crise de 1929 tinha raízes profundas, que penetravam na própria natureza do capitalismo monopolista americano.
(José Jobson de Andrade Arruda, “A crise do capitalismo liberal”. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha (orgs.). O século XX: o tempo das crises, revoluções, fascismos e guerras, volume 2. Adaptado)
Segundo Arruda, uma dessas raízes profundas era 
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Q3529853 História
Em março de 1960, muito antes de Fidel descobrir que Cuba ia ser socialista e que ele próprio era comunista, embora muitíssimo à sua maneira, os EUA já haviam decidido tratá-lo como tal, e a CIA foi autorizada a providenciar sua derrubada.
(Eric Hobsbawm, Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. Adaptado)
Uma dessas tentativas de derrubar o novo governo cubano veio, em 1961, por meio
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Q3529852 História
Não podemos comparar o mundo do final do Breve Século XX ao mundo de seu início, em termos da contabilidade histórica de “mais” e “menos”. Tratava-se de um mundo qualitativamente diferente em pelo menos três aspectos.
(Eric Hobsbawm, Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. Adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta corretamente, segundo Hobsbawm, um desses aspectos.
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Q3529845 História
Há pouco mais de um século, imensos contingentes da humanidade saíram das brumas. O Egito e a Caldeia sacudiram suas mortalhas. As cidades da Ásia central revelaram suas línguas, que ninguém mais sabia falar, e suas religiões, há muito extintas. Uma civilização ignorada acaba de se levantar do túmulo, nas margens do Indo. Procedimentos de investigação até então desconhecidos também surgiram.
(Marc Bloch, Apologia da História ou o ofício do historiador. Adaptado)
Esses exemplos apresentados são utilizados por Bloch para afirmar que
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Q3529844 História
No século XVIII, o conceito laico de “civilização” complementa os benefícios pretensamente recebidos pelo africano na América. Nas polaridades paganismo/evangelização e barbárie/civilização, o argumento ideológico tem o mesmo feitio: o tráfico negreiro continua sendo apresentado como a via de passagem que carrega o indivíduo do pior para o menos ruim. Da natureza nativa cercada da propalada morte para a comunidade ultramarina aberta à alegada redenção espiritual.
(Luiz Felipe de Alencastro, O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. Adaptado)
O excerto revela
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Q3529842 História
Não são necessárias extensas leituras sobre Portugal para compreender duas de suas particularidades: o fato de o país ter um imaginário baseado em mitos estruturais permanentes, contidos nas diferentes variantes conjunturais do nacionalismo, e __________.
(Leila Leite Hernandez, A África na sala de aula: visita à história contemporânea. Adaptado)
A lacuna é corretamente preenchida por: 
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Q3529841 História
O domínio italiano se encerrou, em 1941, quando houve a reconquista da sua independência com apoio anglo- -americano, que operou a partir do Sudão e do Quênia (com a participação de grande número de quenianos), promovendo a retomada do trono pelo imperador e a recaptura de Adis-Abeba. Tornou-se assim, em 1941, o primeiro Estado-nação independente da África, ainda durante a Segunda Guerra Mundial.
(Leila Leite Hernandez, A África na sala de aula: visita à história contemporânea. Adaptado)
O excerto trata
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Q3529840 História
As elites políticas à frente dos movimentos de independência africanos poucas vezes colocaram em discussão o desmantelamento das fronteiras coloniais, mesmo cientes de que estas não correspondiam à racionalidade das culturas africanas. Assim, confirmados pelos Estados nacionais, os traçados das fronteiras coloniais permanecem, no seu conjunto, até os dias de hoje, por vezes potencializando uma série de conflitos. São clássicos os casos recentes dos sérios conflitos em Serra Leoa, na Libéria, em Angola, em Ruanda, na República Democrática do Congo e no Sudão, para mencionar apenas alguns.
(Leila Leite Hernandez, A África na sala de aula: visita à história contemporânea. Adaptado)
O contexto apresentado pelo fragmento demonstra que
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Q3529839 História
Uma crise econômica mundial de profundidade sem precedentes pôs de joelhos até mesmo as economias capitalistas mais fortes e pareceu reverter a criação de uma economia mundial única, feito bastante notável do capitalismo liberal do século XIX. Mesmo os EUA, a salvo de guerra e revolução, pareceram próximos do colapso. Enquanto a economia balançava, as instituições da democracia liberal praticamente desapareceram entre 1917 e 1942; restou apenas uma borda da Europa e partes da América do Norte e da Austrália. Enquanto isso, avançavam o fascismo e seu corolário de movimentos e regimes autoritários.
(Eric Hobsbawm, Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. Adaptado)
No contexto apresentado, segundo Hobsbawm, a democracia se salvou porque
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Q3529838 História
Em fins do século XIII, o papa Bonifácio VIII, defensor da monarquia universal pontifícia, proibiu que os eclesiásticos fizessem doações sem autorização da Santa Sé e que os poderes laicos cobrassem taxas sobre bens da Igreja. Na França, em pleno processo de afirmação da monarquia nacional, o rei Filipe IV, em resposta, proibiu a saída de metais preciosos do país e baniu os coletores de impostos papais. Pouco depois, o monarca francês prendeu um bispo, levantando fortes protestos do papa. Filipe acusou Bonifácio de ter sido eleito papa ilegitimamente e em 1303 conseguiu prendê-lo na cidade de Anagni. Apesar de solto logo depois, o papa estava claramente desmoralizado, e o sonho da teocracia pontifícia, falido.
(Hilário Franco Júnior, A Idade Média: nascimento do ocidente)
O excerto demonstra que
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Q3529837 História
De toda forma, a recuperação demográfica carolíngia, mesmo pequena, apontava para a expansão que começaria em meados do século X. Apesar da inexistência de uma documentação quantitativa, é inquestionável aquele crescimento na Idade Média Central, na Europa cristã, como se percebe por cinco claros indícios.
(Hilário Franco Júnior, A Idade Média: nascimento do ocidente. Adaptado)
Franco Júnior apresenta, como um desses indícios,
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Q3529836 História
Entendeu-se que a função do historiador é compreender, não julgar o passado. Logo, o único referencial possível para se ver a Idade Média é a própria Idade Média. Com base nessa postura, e elaborando, para concretizá-la, inúmeras novas metodologias e técnicas, a historiografia medievalística deu um enorme salto qualitativo.
        Isso não quer dizer, é claro, que os historiadores do século XX tenham resgatado a “verdadeira” Idade Média.
(Hilário Franco Júnior, A Idade Média: nascimento do ocidente. Adaptado)
Para Franco Júnior, não houve o resgate da “verdadeira” Idade Média porque
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Q3529829 História
Nas últimas décadas do século XX, na França, para se diferenciar da História Contemporânea já estabelecida e fazer jus à voragem do tempo no século XX, surgiu um novo conceito, voltado ao período simultâneo e posterior à Segunda Guerra Mundial.
(Marcos Napolitano, “Pensando a estranha História sem fim”. Em: Leandro Karnal (org.), História em sala de aula: conceitos, práticas e propostas. Adaptado)
O “novo conceito” refere-se à
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Q3529825 História
O passado deve ser interrogado a partir de questões que nos inquietam no presente (caso contrário, estudá-lo fica sem sentido). Portanto, as aulas de História serão muito melhores se conseguirem estabelecer um duplo compromisso: com o passado e com o presente. Compromisso com o presente não significa, contudo, presentismo vulgar.
(Jaime Pinsky e Carla Bassanezi Pinsky, “Por uma História prazerosa e consequente”. Em: Leandro Karnal (org.), História em sala de aula: conceitos, práticas e propostas. Adaptado)
No artigo citado, considera-se “presentismo vulgar” 
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Q3529280 História
O modelo heliocêntrico de cosmo foi inicialmente proposto por Copérnico no século XVI, baseado, segundo suas próprias palavras, nos antigos pitagóricos. De início, foi proposto apenas como hipótese, o que o tornava mais facilmente aceitável. Mas não foi aceito de imediato, apesar da maior precisão dos cálculos de Copérnico, talvez porque abalasse crenças arraigadas na ideia da Terra fixa no centro do universo.

(Marcondes, 2010. Adaptado)

Segundo Danilo Marcondes, a confirmação empírica do modelo copernicano ocorreu no século XVII graças
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Q3529048 História
Assinale a alternativa que melhor expressa a caracterização de Eric Hobsbawm, em Era do extremos, sobre a Primeira Guerra.
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Q3529047 História
Leia o texto a seguir:

    Visto que o século XX nos ensinou e continua a ensinar que os seres humanos podem aprender a viver nas condições mais brutalizadas e teoricamente intoleráveis, não é fácil apreender a extensão do regresso, por desgraça cada vez mais rápido, ao que nossos ancestrais do século XIX teriam chamado padrões de barbarismo.
(Eric J. Hobsbawm, Era dos Extremos, 1995. Adaptado)

Com base na análise crítica apresentada por Eric Hobsbawm e considerando os eventos centrais do período a que se refere, assinale a alternativa que melhor expressa a interpretação do autor sobre os traços marcantes da trajetória histórica do século 20.
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Q3529046 História
Considerando a obra de Eric Hobsbawm, Era dos extremos, os fatos que inauguram e encerram este período, segundo o autor, são, respectivamente, a 
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Q3529042 História
Leia o texto a seguir:

    Após a Segunda Guerra, além das perdas materiais, as potências coloniais europeias tiveram enorme dificuldade para manter seus impérios. Por quê?
(Enrique Serra Padrós, “Capitalismo, prosperidade e estado de bem-estar- -social”. Em: Daniel Aarão Reis Filho, Jorge Ferreira e Celeste Zenha. O século XX, o tempo das crises: revoluções, fascismos e guerras, 2005. Adaptado)

A manutenção dos impérios coloniais, segundo Padrós, foi dificultada
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Q3529041 História
Leia o texto a seguir:

    Antiliberalismo, antimarxista, organicismo social, liderança carismática e negação da diferença marcam, a nosso ver, a possibilidade de identificação do fascismo enquanto regime ou forma dominação específica. Neste sentido, insistimos em diferenciar o fascismo das diversas vertentes políticas possíveis existentes no interior da direita.
(Francisco Carlos Teixeira da Silva, “Os fascismos”. Em: Daniel Aarão Reis Filho, Jorge Ferreira e Celeste Zenha. O século XX, o tempo das crises: revoluções, fascismos e guerras, 2005. Adaptado)

Para Teixeira da Silva, o fascismo se distingue de outras vertentes políticas por
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Respostas
1881: C
1882: D
1883: A
1884: B
1885: E
1886: A
1887: B
1888: C
1889: A
1890: D
1891: A
1892: E
1893: B
1894: A
1895: A
1896: C
1897: C
1898: B
1899: A
1900: C