Questões de Concurso
Comentadas sobre história geral em história
Foram encontradas 10.530 questões
No decorrer dos anos 1980, muitos historiadores aproximaram-se dos sujeitos e objetos de investigação da Antropologia. O encontro da História com a Antropologia foi significativo para a compreensão da própria noção de história, cuja existência se iniciava, segundo a maioria das obras didáticas, apenas após a invenção da escrita. Essa tendência renovou a história das mentalidades e, sobretudo, a “velha história das ideias”, inserindo-as em uma perspectiva preocupada não apenas com o pensamento das elites, mas também com as ideias e confrontos de ideias de todos os grupos sociais.
(Circe M.F. Bittencourt, Ensino de História: fundamentos e métodos, 2005. Adaptado)
O excerto faz alusão
A existência de desníveis culturais no interior das assim chamadas sociedades civilizadas é o pressuposto da disciplina que foi aos poucos se autodefinindo como Folclore, Antropologia Social, História das Tradições Populares, Etnologia Europeia. Todavia, o emprego do termo cultura para definir o conjunto de atitudes, crenças, códigos de comportamento próprios das classes subalternas num certo período histórico é relativamente tardio e foi emprestado da Antropologia Cultural. Só por meio do conceito de “cultura primitiva” é que se chegou de fato a reconhecer que aqueles indivíduos outrora definidos de forma paternalista como “camadas inferiores dos povos civilizados” possuíam cultura.
(Carlo Ginzburg apud Circe M.F. Bittencourt, Ensino de História: fundamentos e métodos, 2005. Adaptado)
O excerto apresenta discussão sobre
Então, de modo mais claro, digamos, em vez de acontecimental: esse tempo, aquele cuja medida é a dos indivíduos, a da vida cotidiana, a de nossas ilusões, nossas rápidas tomadas de consciência – o tempo do cronista por excelência, o tempo do jornalista. Ora, observemos que tanto crônica quanto jornal fornecem, ao lado dos grandes acontecimentos qualificados como históricos, os medíocres acidentes da vida ordinária: um incêndio, uma catástrofe ferroviária, o preço do trigo, um crime. Cada um de nós compreenderá que existe esse tempo para todas as formas de vida: econômica, social, literária, institucional, religiosa, e até mesmo geográfica.
(Fernand Braudel, “História e Ciências Sociais [...]”. Em: Fernando A. Novais; Rogério F. Silva (orgs.), Nova História em perspectiva, 2011. Adaptado)
No fragmento, ocorre a discussão
Foi a partir dos anos 1980 que se iniciou de fato um processo de revisão crítica dos procedimentos de instrução dos tombamentos e dos critérios de seleção das cidades- -patrimônio. Assim, ocorreu uma mudança de conceito: a cidade-patrimônio passou a ser concebida como um documento histórico, um objeto cultural vinculado também à História, à Etnografia, à Arqueologia, ao Urbanismo e a outras disciplinas, além da História da Arte e da Arquitetura. Temos então a cidade-documento.
(Danilo C. Pereira, “Cidade, patrimônio e território: as políticas públicas federais de seleção no Brasil do século XXI”. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/cpc/article/download/111342/115892/218491. Adaptado)
Considerando o exposto, está correto afirmar que, em relação ao conceito de “cidade-patrimônio”, o conceito de “cidade-documento”
Com efeito, algumas das práticas e crenças da chamada História oral “militante” levaram a equívocos que convêm evitar. O primeiro deles consiste em considerar que o relato que resulta da entrevista de História oral já é a própria “História”, levando à ilusão de se chegar à “verdade do povo” graças ao levantamento do testemunho oral. [...]. Essa confusão aparece algumas vezes ainda hoje em trabalhos ditos acadêmicos; por exemplo, em dissertações ou teses que se limitam a apresentar o texto transcrito de uma ou mais entrevistas realizadas, como se esse fosse um resultado legítimo e final da pesquisa.
(V. Alberti, “Fontes orais – Histórias dentro da História”. Em: C.B. Pinsky (org.), Fontes Históricas, 2008)
Partindo do contexto abordado pelo fragmento, está correto afirmar que as fontes orais
Ao fazer um balanço geral da historiografia nos últimos 40 ou 50 anos, Ciro Flamarion Cardoso identificou com nitidez dois grandes paradigmas: o primeiro, partidário de uma história científica e racional e, portanto, convencido da existência de uma realidade social global a ser historicamente explicada; e o segundo, cético em relação a explicações globalizantes e tendente a enfatizar, em maior ou menor grau, as representações construídas historicamente.
(Ronaldo Vainfas, “Caminhos e descaminhos da História”. Em: Ciro F. Cardoso; Reinaldo Vainfas, Domínios da História, 1997)
Considerando o contexto abordado pelo fragmento, está correto afirmar que os dois paradigmas mencionados são, respectivamente,
Não estamos longe da definição de Lucien Febvre, um especialista no século XVI, o qual, junto com Marc Bloch, fundou nos idos de 1929 a prestigiosa escola dos Annales, que teria papel fundamental na constituição de um novo modelo de historiografia. Segundo Febvre, a “história era filha de seu tempo”, o que já demonstrava a intenção do grupo de problematizar o próprio “fazer histórico” e sua capacidade de observar.
(Lilia M. Schwarcz, “Apresentação à edição brasileira – Por uma historiografia da reflexão”. Em: Marc Bloch, Apologia da História, 2001)
Considerando o exposto, de acordo com a corrente historiográfica abordada, está correto afirmar que
Disponível em: https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/historia/ensinohistoria-memoria-. Acesso em: 14 ago. 2025.
Sobre a citação acima, podemos considerar que se refere à importância da(o):
Disponível em: https://aulanotadez.com.br/glossario/o-que-e-memoriacoletiva/. Acesso em: 14 ago. 2025.
Sobre a memória coletiva, podemos considerar que:
I. Permite que as pessoas se conectem com o passado, preservando tradições e eventos culturais que marcam a identidade local.
II. A memória coletiva não tem relação com a história porque está solta no imaginário popular individual do lugar.
III. A memória coletiva está sujeita a mudanças ao longo do tempo influenciada pelas mudanças tecnológica e pelos eventos.
IV. A memória individual também faz parte do fato histórico porque a lembrança de um evento passado pode afetar as emoções.
V. A memória coletiva ajuda com a escuta das narrativas da população a identificar tradições e eventos, marcando uma identidade local.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
Considerando a História no decorrer do século XIX, analise as afirmações a seguir.
I- A História, para Ranke, era o reino do espírito, que se manifestava de forma individual. Era feita de individualidades, cada uma dotada de estrutura interna e sentido únicos.
II- A História científica seria produzida por um sujeito que se neutraliza enquanto sujeito para fazer aparecer o seu objeto.
III- Os positivistas franceses praticaram os mesmos princípios defendidos por Ranke, dominado pelo Espírito que produz a História.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
I- O movimento canonical que renovou a instituição dos cônegos, impondo-lhes a regra de Santo Agostinho, expandiu-se no fim do século XI e início do século XII, deu origem a novas ordens que afirmavam a necessidade de ir ao deserto reencontrar na solidão os verdadeiros valores cristãos.
II- Os clérigos medievais condenavam radicalmente os livros pagãos e todo o pensamento cultural antigo, inclusive os conhecidos pais da Igreja.
III- O papado, com a Reforma Gregoriana, não só libertou, e com ele começou a libertar a Igreja de um certo servilismo perante a ordem feudal laica, mas afirmou-se na liderança da hierarquia laica e religiosa.
É CORRETO o que se afirma em:
I- A História Cultural, tal como a entende Roger Chartier, tem por principal objeto identificar o modo como em diferentes lugares e momentos uma determinada realidade cultural é construída, pensada, dada a ler.
II- Uma das grandes contribuições de Roger Chartier para a História Cultural está na elaboração de práticas e representações e de acordo com este horizonte teórico, a cultura poderá ser examinada no âmbito produzido pela relação interativa entre estes dois polos.
III- Para o historiador Roger Chartier as representações não se inserem em campo de concorrências e competições e não geram apropriações nem enunciam termos de poder e de dominação.
É CORRETO o que se afirma em:
Fonte: BITTENCOURT, Circe Mª Fernandes. Ensino de História: fundamentos e métodos. SP. Cortez, 2004. p. 195
A partir do contexto, analise as afirmativas a seguir:
I- A noção de tempo histórico é fundamental no processo de ensino e de pesquisa histórica, desta forma, torna-se indispensável que o professor trabalhe com seus educandos o tempo concebido, que varia de acordo com as culturas e gera relações diferentes com o tempo vivido.
II- O professor de História na atualidade deve desenvolver o trabalho docente com convicção de que, ao aplicar a metodologia e a fundamentação teórica adequada, apreende uma racionalidade objetiva que garante que a disciplina pode ser assimilada como conhecimento verdadeiro, único e inquestionável.
III- A História possui um conteúdo escolar que necessita estar articulado, desde o início da escolarização, com os fundamentos teóricos, para evitar conotações morais e de sedimentação de dogmas.
É CORRETO o que se afirma em:
Fonte: https://www.gov.br/mec/pt-br/escola-em-tempo-integral/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal.pdf
Tendo como referência a Base Nacional Comum Curricular e o ensino de História nos anos finais do ensino fundamental, analise as proposições a seguir:
I- O professor de História deve ficar atento ao fato de que, embora os estudantes desenvolvam a capacidade de identificar, interpretar e compreender as formas de registro, eles não têm condições de analisar e fazer crítica aos documentos históricos.
II- Os documentos são portadores de sentido, capazes de sugerir mediações entre o que é visível e o que é invisível, permitindo ao discente formular problemas e colocar em questão a sociedade que os produziu.
III- O professor, ao trabalhar com os anos finais do ensino fundamental, deve estimular a identificação das propriedades do objeto, a compreensão dos sentidos que a sociedade atribuiu ao objeto, seus usos e a utilização e transformações de significado a que o objeto foi exposto ao longo do tempo.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
I- O saber histórico escolar, na sua relação com o saber histórico, compreende, de modo amplo, a delimitação de três conceitos fundamentais: o de fato histórico, de sujeito histórico e de tempo histórico. Os contornos e as definições que são dados a esses três conceitos orientam a concepção histórica, envolvida no ensino da disciplina.
II- O professor de História tem que entender que os discentes desta faixa etária precisam trabalhar com o concreto, não explorando as subjetividades, e por isto os fatos históricos devem ser traduzidos apenas como sendo aqueles relacionados aos eventos políticos, às festas cívicas e às ações de heróis nacionais.
III- O conceito de tempo histórico deve estar limitado exclusivamente ao estudo do tempo cronológico (calendários e datas), repercutindo em uma compreensão dos acontecimentos como sendo pontuais, uma data, organizados em uma longa e infinita linha numérica.
É CORRETO o que se afirma apenas em: