Questões de Concurso Comentadas sobre história geral em história

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Q3606168 História
Leia o texto a seguir:

    No decorrer dos anos 1980, muitos historiadores aproximaram-se dos sujeitos e objetos de investigação da Antropologia. O encontro da História com a Antropologia foi significativo para a compreensão da própria noção de história, cuja existência se iniciava, segundo a maioria das obras didáticas, apenas após a invenção da escrita. Essa tendência renovou a história das mentalidades e, sobretudo, a “velha história das ideias”, inserindo-as em uma perspectiva preocupada não apenas com o pensamento das elites, mas também com as ideias e confrontos de ideias de todos os grupos sociais.

(Circe M.F. Bittencourt, Ensino de História: fundamentos e métodos, 2005. Adaptado)

O excerto faz alusão
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Q3606167 História
Leia o texto a seguir:
         A existência de desníveis culturais no interior das assim chamadas sociedades civilizadas é o pressuposto da disciplina que foi aos poucos se autodefinindo como Folclore, Antropologia Social, História das Tradições Populares, Etnologia Europeia. Todavia, o emprego do termo cultura para definir o conjunto de atitudes, crenças, códigos de comportamento próprios das classes subalternas num certo período histórico é relativamente tardio e foi emprestado da Antropologia Cultural. Só por meio do conceito de “cultura primitiva” é que se chegou de fato a reconhecer que aqueles indivíduos outrora definidos de forma paternalista como “camadas inferiores dos povos civilizados” possuíam cultura.

(Carlo Ginzburg apud Circe M.F. Bittencourt, Ensino de História: fundamentos e métodos, 2005. Adaptado)

O excerto apresenta discussão sobre 
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Q3606166 História
Leia o texto a seguir:

    Então, de modo mais claro, digamos, em vez de acontecimental: esse tempo, aquele cuja medida é a dos indivíduos, a da vida cotidiana, a de nossas ilusões, nossas rápidas tomadas de consciência – o tempo do cronista por excelência, o tempo do jornalista. Ora, observemos que tanto crônica quanto jornal fornecem, ao lado dos grandes acontecimentos qualificados como históricos, os medíocres acidentes da vida ordinária: um incêndio, uma catástrofe ferroviária, o preço do trigo, um crime. Cada um de nós compreenderá que existe esse tempo para todas as formas de vida: econômica, social, literária, institucional, religiosa, e até mesmo geográfica.

(Fernand Braudel, “História e Ciências Sociais [...]”. Em: Fernando A. Novais; Rogério F. Silva (orgs.), Nova História em perspectiva, 2011. Adaptado)

No fragmento, ocorre a discussão
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Q3606165 História
Leia o texto a seguir:

     Foi a partir dos anos 1980 que se iniciou de fato um processo de revisão crítica dos procedimentos de instrução dos tombamentos e dos critérios de seleção das cidades- -patrimônio. Assim, ocorreu uma mudança de conceito: a cidade-patrimônio passou a ser concebida como um documento histórico, um objeto cultural vinculado também à História, à Etnografia, à Arqueologia, ao Urbanismo e a outras disciplinas, além da História da Arte e da Arquitetura. Temos então a cidade-documento.

(Danilo C. Pereira, “Cidade, patrimônio e território: as políticas públicas federais de seleção no Brasil do século XXI”. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/cpc/article/download/111342/115892/218491. Adaptado)

Considerando o exposto, está correto afirmar que, em relação ao conceito de “cidade-patrimônio”, o conceito de “cidade-documento”
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Q3606164 História
Leia o texto a seguir:

    Com efeito, algumas das práticas e crenças da chamada História oral “militante” levaram a equívocos que convêm evitar. O primeiro deles consiste em considerar que o relato que resulta da entrevista de História oral já é a própria “História”, levando à ilusão de se chegar à “verdade do povo” graças ao levantamento do testemunho oral. [...]. Essa confusão aparece algumas vezes ainda hoje em trabalhos ditos acadêmicos; por exemplo, em dissertações ou teses que se limitam a apresentar o texto transcrito de uma ou mais entrevistas realizadas, como se esse fosse um resultado legítimo e final da pesquisa.

(V. Alberti, “Fontes orais – Histórias dentro da História”. Em: C.B. Pinsky (org.), Fontes Históricas, 2008)

Partindo do contexto abordado pelo fragmento, está correto afirmar que as fontes orais
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Q3606163 História
Leia o texto a seguir:

    Ao fazer um balanço geral da historiografia nos últimos 40 ou 50 anos, Ciro Flamarion Cardoso identificou com nitidez dois grandes paradigmas: o primeiro, partidário de uma história científica e racional e, portanto, convencido da existência de uma realidade social global a ser historicamente explicada; e o segundo, cético em relação a explicações globalizantes e tendente a enfatizar, em maior ou menor grau, as representações construídas historicamente.

(Ronaldo Vainfas, “Caminhos e descaminhos da História”. Em: Ciro F. Cardoso; Reinaldo Vainfas, Domínios da História, 1997)

Considerando o contexto abordado pelo fragmento, está correto afirmar que os dois paradigmas mencionados são, respectivamente,
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Q3606162 História
Leia o texto a seguir:

Não estamos longe da definição de Lucien Febvre, um especialista no século XVI, o qual, junto com Marc Bloch, fundou nos idos de 1929 a prestigiosa escola dos Annales, que teria papel fundamental na constituição de um novo modelo de historiografia. Segundo Febvre, a “história era filha de seu tempo”, o que já demonstrava a intenção do grupo de problematizar o próprio “fazer histórico” e sua capacidade de observar.

(Lilia M. Schwarcz, “Apresentação à edição brasileira – Por uma historiografia da reflexão”. Em: Marc Bloch, Apologia da História, 2001)

Considerando o exposto, de acordo com a corrente historiográfica abordada, está correto afirmar que
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Q3598076 História
O estudo sobre a memória se universalizou quando, como nunca, o passado está distante do presente, quando as pessoas não mais identificam sua herança pela perda dos antigos padrões de relacionamento social e a desintegração dos antigos laços entre as gerações. Para Gaddis (2003), “o estabelecimento da identidade requer o reconhecimento de nossa relativa insignificância no grande esquema das coisas”. Esse seria, no seu entender, um dos significados da maturidade nas relações humanas e mais, do próprio valor do uso da consciência histórica. A construção de identidades pessoais e sociais está relacionada à memória, já que, tanto no plano individual quanto no coletivo, ela permite que cada geração estabeleça vínculos com as gerações anteriores. Os indivíduos, assim como as sociedades, procuram preservar o passado como um guia que serve de orientação para enfrentar as incertezas do presente e do futuro.
Disponível em: https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/historia/ensinohistoria-memoria-. Acesso em: 14 ago. 2025.

Sobre a citação acima, podemos considerar que se refere à importância da(o):
Alternativas
Q3598075 História
A matéria-prima do historiador são os fatos históricos que foram identificados com a elaboração dos métodos investigativos da História, começando no século XIX, quando a História se tornou uma ciência. São características do fato histórico:
Alternativas
Q3598074 História
A memória coletiva está intrinsecamente ligada à história de um grupo. Ela ajuda a preservar os eventos e as experiências do passado, permitindo que as gerações futuras tenham acesso a esse conhecimento. A memória coletiva também desempenha um papel na interpretação e na compreensão da história, influenciando a forma como os eventos são lembrados e significados.
Disponível em: https://aulanotadez.com.br/glossario/o-que-e-memoriacoletiva/. Acesso em: 14 ago. 2025.

Sobre a memória coletiva, podemos considerar que:

I. Permite que as pessoas se conectem com o passado, preservando tradições e eventos culturais que marcam a identidade local.
II. A memória coletiva não tem relação com a história porque está solta no imaginário popular individual do lugar.
III. A memória coletiva está sujeita a mudanças ao longo do tempo influenciada pelas mudanças tecnológica e pelos eventos.
IV. A memória individual também faz parte do fato histórico porque a lembrança de um evento passado pode afetar as emoções.
V. A memória coletiva ajuda com a escuta das narrativas da população a identificar tradições e eventos, marcando uma identidade local.

A sequência CORRETA, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q3598073 História
A Escola dos Annales (1929), na França, revolucionou o método histórico, por propor ir além dos métodos existentes e incluir os estudos da sociedade até então somente das Ciências Sociais. Podemos considerar que são características dos Annales:
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Q3598072 História
No século XIX, a História tornou-se ciência na análise do pensamento de August Comte o qual acreditava que os historiadores deviam contar os fatos como realmente aconteceram, buscando uma verdade absoluta e utilizando o mesmo método das ciências naturais, com foco em temas políticos e militares. Nesse sentindo, pensando nesse momento, estamos nos referindo ao (à):
Alternativas
Q3592946 História
Considerando as transformações históricas nas representações sociais da infância, identifique a alternativa que expressa corretamente a mudança significativa ocorrida a partir do século XVIII. 
Alternativas
Q3583485 História
“A Alemanha produziu a filosofia da história e seu antídoto: Hegel e Ranke são, respectivamente, os maiores representantes da filosofia da história e da história científica” (Reis, 1996) Fonte: REIS, José Carlos. Ahistória entre a filosofia e a ciência. SP. Ática, 1996. p.10

Considerando a História no decorrer do século XIX, analise as afirmações a seguir.

I- A História, para Ranke, era o reino do espírito, que se manifestava de forma individual. Era feita de individualidades, cada uma dotada de estrutura interna e sentido únicos.
II- A História científica seria produzida por um sujeito que se neutraliza enquanto sujeito para fazer aparecer o seu objeto.
III- Os positivistas franceses praticaram os mesmos princípios defendidos por Ranke, dominado pelo Espírito que produz a História.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3583482 História
A Europa Ocidental no período medieval foi marcada fortemente pela influência do pensamento cristão. Considerando o cristianismo medieval, analise as proposições a seguir:

I- O movimento canonical que renovou a instituição dos cônegos, impondo-lhes a regra de Santo Agostinho, expandiu-se no fim do século XI e início do século XII, deu origem a novas ordens que afirmavam a necessidade de ir ao deserto reencontrar na solidão os verdadeiros valores cristãos.
II- Os clérigos medievais condenavam radicalmente os livros pagãos e todo o pensamento cultural antigo, inclusive os conhecidos pais da Igreja.
III- O papado, com a Reforma Gregoriana, não só libertou, e com ele começou a libertar a Igreja de um certo servilismo perante a ordem feudal laica, mas afirmou-se na liderança da hierarquia laica e religiosa.


É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3583476 História
No trabalho do historiador, seja como pesquisador, seja como docente, tem-se a presença de documentos. Sobre documentos históricos é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3583475 História
Nas últimas décadas do século passado tornou-se mais preciso e evidente a História Cultural. Considerando esse campo historiográfico, analise as proposições a seguir:

I- A História Cultural, tal como a entende Roger Chartier, tem por principal objeto identificar o modo como em diferentes lugares e momentos uma determinada realidade cultural é construída, pensada, dada a ler.

II- Uma das grandes contribuições de Roger Chartier para a História Cultural está na elaboração de práticas e representações e de acordo com este horizonte teórico, a cultura poderá ser examinada no âmbito produzido pela relação interativa entre estes dois polos.

III- Para o historiador Roger Chartier as representações não se inserem em campo de concorrências e competições e não geram apropriações nem enunciam termos de poder e de dominação.


É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3583473 História
“As especificidades dos conceitos históricos a ser apreendidos no processo de escolarização têm conotações próprias de formação intelectual e valorativa, e a precisão conceitual torna-se fundamental para evitar deformações ideológicas” (Bittencourt, 2004).
Fonte: BITTENCOURT, Circe Mª Fernandes. Ensino de História: fundamentos e métodos. SP. Cortez, 2004. p. 195

A partir do contexto, analise as afirmativas a seguir:

I- A noção de tempo histórico é fundamental no processo de ensino e de pesquisa histórica, desta forma, torna-se indispensável que o professor trabalhe com seus educandos o tempo concebido, que varia de acordo com as culturas e gera relações diferentes com o tempo vivido.

II- O professor de História na atualidade deve desenvolver o trabalho docente com convicção de que, ao aplicar a metodologia e a fundamentação teórica adequada, apreende uma racionalidade objetiva que garante que a disciplina pode ser assimilada como conhecimento verdadeiro, único e inquestionável.

III- A História possui um conteúdo escolar que necessita estar articulado, desde o início da escolarização, com os fundamentos teóricos, para evitar conotações morais e de sedimentação de dogmas.


É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3583472 História
Segundo a Base Nacional Comum Curricular o processo de ensino e aprendizagem da História no Ensino Fundamental – Anos Finais está pautado por três procedimentos, destacamos: “Pelo desenvolvimento das condições necessárias para que os alunos selecionem, compreendam e reflitam sobre os significados da produção, circulação e utilização de documentos (materiais ou imateriais), elaborando críticas sobre formas já consolidadas de registro e de memória, por meio de uma ou várias linguagens” (BRASIL, 2018)
Fonte: https://www.gov.br/mec/pt-br/escola-em-tempo-integral/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal.pdf

Tendo como referência a Base Nacional Comum Curricular e o ensino de História nos anos finais do ensino fundamental, analise as proposições a seguir:

I- O professor de História deve ficar atento ao fato de que, embora os estudantes desenvolvam a capacidade de identificar, interpretar e compreender as formas de registro, eles não têm condições de analisar e fazer crítica aos documentos históricos.

II- Os documentos são portadores de sentido, capazes de sugerir mediações entre o que é visível e o que é invisível, permitindo ao discente formular problemas e colocar em questão a sociedade que os produziu.

III- O professor, ao trabalhar com os anos finais do ensino fundamental, deve estimular a identificação das propriedades do objeto, a compreensão dos sentidos que a sociedade atribuiu ao objeto, seus usos e a utilização e transformações de significado a que o objeto foi exposto ao longo do tempo.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3583471 História
Considerando o que afirmam os Parâmetros Curriculares Nacionais quanto à aprendizagem e ao ensino de História nos anos finais do nível fundamental, analise as afirmativas a seguir.

I- O saber histórico escolar, na sua relação com o saber histórico, compreende, de modo amplo, a delimitação de três conceitos fundamentais: o de fato histórico, de sujeito histórico e de tempo histórico. Os contornos e as definições que são dados a esses três conceitos orientam a concepção histórica, envolvida no ensino da disciplina.

II- O professor de História tem que entender que os discentes desta faixa etária precisam trabalhar com o concreto, não explorando as subjetividades, e por isto os fatos históricos devem ser traduzidos apenas como sendo aqueles relacionados aos eventos políticos, às festas cívicas e às ações de heróis nacionais.

III- O conceito de tempo histórico deve estar limitado exclusivamente ao estudo do tempo cronológico (calendários e datas), repercutindo em uma compreensão dos acontecimentos como sendo pontuais, uma data, organizados em uma longa e infinita linha numérica.


É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Respostas
1781: B
1782: D
1783: C
1784: A
1785: B
1786: E
1787: B
1788: A
1789: B
1790: D
1791: D
1792: C
1793: D
1794: D
1795: E
1796: B
1797: D
1798: D
1799: A
1800: E