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“A pior das loucuras é, sem dúvida, pretender ser sensato num mundo de doidos.” - Erasmo de Rotterdam.
“Misture um pouco de loucura com a sua prudência: é bom ser bobo no momento certo.” - William Shakespeare.
A Loucura tem como conceito popularmente atribuída a termos de comportamentos que fogem àqueles estabelecidos por nossa sociedade, através dos tempos. Contudo é conveniente lembrar que muitos destas “loucuras” levaram a importantes descobertas e quebra de paradigmas ao longo da história. Sobre a História e o Tempo que marcou as ideias sobre a loucura e como também desses autores citados, assim como o espaço sociocultural das épocas, analise os itens abaixo:
I. Diferentemente da antiguidade clássica a loucura na Grécia antiga era considerada quase um privilégio, pois os gregos acreditavam que o “delirante” tinha a capacidade de se comunicar com as divindades, com o “sagrado”. Por isso, não havia necessidade de segregação ou exclusão. A loucura não era vista como uma questão de moral e de conduta.
II. Na Idade Média, e depois no Renascimento, a loucura está presente no horizonte social como um fato estético ou cotidiano; depois, no século XVII – a partir da internação – a loucura atravessa um período de silêncio, de exclusão. Ela perdeu essa função de manifestação, de revelação que ela tinha na época de Shakespeare e de Cervantes.
III. Percebe-se que o discurso sobre a loucura varia ao longo do tempo, mas que a cada época passam por verdadeiros, na perspectiva de Foucault de pensar e fazer a história e a historiografia, esse acreditava que os acontecimentos devem ser considerados em seu tempo, história e espaço. Dessa forma, a loucura não é algo universal, mas resulta de um determinado conjunto de práticas específicas num contexto circunscrito.
Marque a alternativa correta:
I – A Revolução Industrial promoveu o surgimento do proletariado e intensificou a urbanização, levando a debates sobre condições de trabalho.
II – As novas ideologias do século XIX, como o liberalismo e o socialismo, surgiram alheias às transformações industriais e políticas.
III – O nacionalismo e o imperialismo europeus, no final do século XIX, relacionam-se à expansão territorial e ao controle de recursos, resultando em tensões geopolíticas.
IV – O conservadorismo, nesse período, rejeitou qualquer influência religiosa na vida social, defendendo mudanças estruturais.
Estão corretas as afirmativas:
I – A sociedade de ordens na Idade Média sustentava-se em vínculos de suserania e vassalagem, reforçando a hierarquia feudal.
II – O sistema feudal desconhecia qualquer influência religiosa, pois a fé cristã não se imiscuía nos aspectos políticos.
III – A cristandade ocidental fomentou instituições monásticas e diálogos com o conhecimento antigo, mesclando fé e razão em debates escolásticos.
IV – A expansão comercial tardia no medievo não acarretou mudanças na ordem social, mantendo-se estática até a modernidade.
Estão corretas as afirmativas:
I. A Revolução Industrial inglesa foi impulsionada pela abundância de capitais, recursos naturais e mercado consumidor.
II. O desenvolvimento de máquinas a vapor e sistemas fabris intensificou a urbanização e alterou relações de trabalho.
III. A industrialização precoce na América Latina equiparoua ao ritmo da Europa no período.
IV. O neocolonialismo resultou em busca de mercados e matérias-primas, reforçando a expansão das potências industriais.
Estão CORRETAS as afirmativas:
I. A organização republicana vigorou sem conflitos sociais, pois patrícios e plebeus desfrutavam do mesmo status jurídico.
II. A expansão territorial romana consolidou a difusão do latim e de instituições jurídicas, promovendo certa unidade cultural no Império.
III. O Cristianismo foi irrelevante no contexto de Roma, pois surgiu após a queda do Império do Ocidente.
IV. As crises do século III envolveram invasões bárbaras, disputas internas e tensões econômicas, contribuindo para a posterior fragmentação imperial.
Estão CORRETAS as afirmativas:
I. A centralização administrativa e o fortalecimento das burocracias régias contribuíram para a consolidação do poder real.
II. O desenvolvimento do Renascimento cultural foi indissociável do apoio das monarquias nacionais, que financiaram universidades livres de qualquer influência religiosa.
III. A expansão marítima europeia impulsionou o acúmulo de capitais, favorecendo políticas mercantilistas associadas ao poder monárquico.
IV. O processo de unificação territorial foi uniforme em todo o continente, sem resistências de nobres locais.
Estão CORRETAS as alternativas:
Forma de governo em que o poder é centralizado na figura do monarca, que o transmite hereditariamente. Esse sistema foi específico da Europa nos séculos XVI e XVII, principalmente. Tendia a conceder ao rei um caráter sacralizado, aspecto enfatizado pela teoria do direito divino dos reis. Uma teoria que defendia que o poder do rei e a centralização do Estado se deviam a Deus, que escolhera o rei e sua linhagem, e logo seu poder não deveria ser contestado por nenhum dos súditos. Contudo, o sistema apresentava variações regionais que o poderiam fazer mais ou menos centralizado, e apesar das particularidades, a maior parte compartilhava algumas características: a concentração de poder na figura do rei, a existência de burocracias e exércitos públicos, o enfraquecimento dos vínculos feudais, a mercantilização da economia. As justificativas jurídicas ou teológicas tinham em comum o fato de que foram construídas para explicar o poder centralizado.
SILVA, Kalina Vanderlei & SILVA, Maciel Henrique. Dicionário de conceitos históricos. São Paulo: Contexto, 2009, pp 11-15. (Adaptado)
O sistema político a que o texto se refere é: