Questões de Concurso
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Esperamos que nosso esforço ajude a pôr fim à agressão alemã e abrevie o conflito na Europa.
A relação correta entre a intenção do presidente, identificada na frase, e a Primeira Guerra Mundial, é:
Considere os itens abaixo.
I. Consistia na abolição dos salários, na estatização das fábricas que empregassem mais de cinco pessoas e na entrega obrigatória das colheitas ao governo.
II. Promovia um retorno parcial ao capitalismo com o objetivo de aumentar a produção e superar a crise econômica. Por essa política, as colheitas passaram a ser vendidas no mercado pelos camponeses; as indústrias que empregavam menos de vinte pessoas foram privatizadas e o governo procurou atrair investimentos estrangeiros.
III. Criados para vigorar por cinco anos, definiam objetivos econômicos e mobilizavam os recursos materiais e humanos russos para alcançá-los. Assim o Estado assumia a função de centralizar e planificar rigidamente a economia.
Considerando as fases da Revolução Comunista na Rússia, os itens referem-se, respectivamente
Considere os itens abaixo.
I. Plano Nacional de Desenvolvimento I – PND, que visava, entre outras coisas, tirar proveito econômico do espaço brasileiro, associado à disponibilidade de recursos humanos.
II. Plano de Integração Nacional, com implicações demográficas e com projetos estratégicos que priorizavam regiões menos desenvolvidas e periféricas.
Relaciona corretamente a alguns efeitos dos Planos descritos nos itens I e II, no Espírito Santo, a partir da década de 1960:
O Marechal Junot, da infantaria francesa, entrou em Lisboa junto com a chuva. Uma chuva fina, matinal, que agulhava os ossos. A corte tinha de fugir, conforme o combinado com a Inglaterra.
Os fujões quiseram raspar até a prata dos altares. Em suas arcas, atacharam pra mais de 80 milhões de cruzados, em ouro e diamantes. (Curiosa ironia: migalhas da riqueza iam de volta, agora, para o Brasil.)
O cais de Belém lembrava uma feira, mas feira do inferno. Lacaios se entrechocavam e mordiam. Marujos ingleses berravam palavrões cabeludos por sobre as cabeças das senhoras. A um simples estouro de cavalos, centenas de peralvilhas jogavam-se ao mar. A quem assistisse – 15 mil nobres embarcando em 36 navios – o espetáculo podia ser divertido, jamais bonito.
E D. João? Corria que já embarcara. Mas quando? Perguntava a turba com raiva, contida pela fileira de soldados. ‘Foi aquela criada grandona, andar de pata choca, não vira?’ O covarde disfarçara-se. Agora é a vez da rainha-mãe. Arrancada aos murros, a demente sorve aflitivamente o ar das ruas: há 16 anos não a tiram da cela. (...)
Achavam que a coitada não percebia nada. A chuva, contudo, acordou-lhe a razão. Começou a berrar.
– Não corram tanto! Acreditaram que estamos fugindo. Por que fugir sem ter combatido?
(In: SANTOS, Joel Rufino dos. História do Brasil. São Paulo: Marco editorial, 1979, p. 77)
Coloque V para Verdadeiro e F para Falso e assinale a alternativa correspondente:
( ) - Preparar o cidadão para o exercício da cidadania não é um dos objetivos da educação de um país.
( ) - Exercer a cidadania é ter consciência de seus direitos e obrigações e lutar para que sejam colocados em prática.
( ) - Exercer a cidadania é estar em pleno gozo das disposições constitucionais.
Leia o texto a seguir:
Não obstante a grande obra de Marx ser a crítica ao modo de produção capitalista, sua análise não se faz apenas pelo aspecto econômico. Sua teoria considera a economia como parte da vida social, parte da história que é a produção da existência humana. Falamos, assim, sobre as classes sociais decorrentes da divisão social do trabalho, falamos da vida de homens e mulheres que não apenas trabalham. Eles comem, reproduzem-se, vivem em sociedade, relacionam-se, constroem laços de amizade e de colaboração e de competição, pertencem a diferentes grupos, têm ideologias, afetos, filiação religiosa etc. E constroem sua história em espaços-tempos determinados.
Ciavatta, M. Da Educação Politécnica à Educação Integrada: Como se escreve a história da educação Profissional. Disponível em: < https://www.fe.unicamp.br> Acesso em 20 ago. 2016.
Analise as alternativas a seguir e assinale a que
estiver em desconformidade com o desdobramento
do texto:
A influência africana no processo de formação da cultura afro-brasileira começou a ser delineada a partir do tráfico negreiro, quando milhões de africanos "deixaram" forçadamente o continente africano e despontaram no Brasil para exercer o trabalho compulsório.
Sobre esta temática é correto afirmar que:
(1) ANTONIL, André João. Cultura e Opulência do Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia: São Paulo: EDUSP, 1982.
(2) VAINFAS, Ronaldo. Dicionário do Brasil
Colonial (1500-1808). Rio de Janeiro:
Objetiva, 2001.
Sobre Hobsbawm(1)
“Se eu me arrependo? Não, não creio. Tenho plena consciência de que a causa que abracei revelou-se infrutífera. Talvez não devesse ter seguido esse caminho. Mas, por outro lado, se os homens não cultivam o ideal de um mundo melhor, eles perdem algo. Se o único ideal dos homens é a busca da felicidade pessoal, por meio do acúmulo de bens materiais, a humanidade é uma espécie diminuída” Eric Hobsbawm - 1999
Com base nas publicações de Eric Hobsbawm analise os itens abaixo, julgue-os e assinale a alternativa correta.
I. Seria necessário muito esforço para vislumbrar no conjunto da obra de Eric Hobsbawm a presença da política. Seu projeto assim como seus métodos foram de uma complexidade desde seu primeiro livro, passando pelos artigos e incluindo até as mais informais entrevistas.
II. Sob a égide de valores que remontam ao século XVIII Iluminista, senão mesmo ao humanismo cívico renascentista, construiu e buscou delinear de forma coerente toda a sua trajetória intelectual.
III. O ideal da razão permeou, inclusive, seu olhar retrospectivo em sua autobiografia: Tempos Interessantes: uma vida no século XX. O comunismo, para Hobsbawm, foi parte da tradição da civilização moderna, desde as “Revoluções Americana e Francesa”, ou seja, do compromisso com a melhoria das condições de vida de todos os seres humanos.
IV. Fundamentou sua própria concepção de política, aquela que se desenvolve numa “esfera pública”, “na qual as pessoas articulam suas opiniões e se unem para alcançar objetivos coletivos”.
V. Concebeu a política como um sistema, não diferindo da definição apresentada por Robert Dahl, a saber, “qualquer estrutura persistente de relações humanas que envolva controle, influência, poder ou autoridade, em medida significativa”.
(1) CORREA, P. G. História, política e
revolução em Eric Hobsbawm e
François Furet. 2006. 241 folhas.
Dissertação (Mestrado) – Universidade
de São Paulo (USP). Disponível em: <
http://www.teses.usp.br/teses/disponive
is/8/8138/tde-06072007-120331/ptbr.php>
. Acesso em 20 ago. 2016.
Quando se aborda o tema “História e diversidade e gênero” no ambiente escolar, faz-se necessário compreender que conceitos sobre heterossexualidade, homossexualidade, entre tantos, por vezes polêmicos e carregados de tabus, precisam fazer parte do currículo escolar, pois só se promove a dignidade da pessoa humana, tal qual está posto nos artigos 1º e 3º da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, a partir do momento em que a visão de nossas construções socioculturais do presente estão ligadas a outras tantas que já existiram no passado, continuaram e se diferenciaram.
Sobre a história da homossexualidade (1) assinale a alternativa incorreta:
(1) DIETER. C. T. As raízes históricas da
homossexualidade, os avanços no campo
jurídico e o prisma constitucional.
Instituto Brasileiro de Direito de Familia. IBDFAM, abril/2012. Disponível em: <
http://www.ibdfam.org.br/artigos/autor/Crist
ina%20Ternes%20Dieter>. Acesso em: 20
ago. 2016.
A História da disciplina de história no currículo nacional é marcada por idas e vindas, avanços e retrocessos, continuidades e descontinuidades. Neste sentido o debate historiográfico sobre a disciplina de História(1), e o “estado da arte” têm elucidado momentos da História onde as perspectivas políticas, econômicas e socioculturais interferem na relevância do componente curricular e nas suas intencionalidades.
(1) ANDRADE. M.P.V. Concepção e ensino
de história na proposta de reorientação
curricular de Goiás do 6º ao 9º ano. II
Seminário de Pesquisa da Pós-Graduação
em História. UFG/UCG, 14/15/16/set/2009.
Disponível em: <
https://pos.historia.ufg.br/up/113/o/IISPHist
09_MarciaAparraAndrade.pdf>. Acesso em:
20 ago. 2016.
Tendo em vista o exposto, História da História no currículo brasileiro, assinale a alternativa incorreta:
O documento não é inócuo. É, antes de mais nada, o resultado de uma montagem, consciente ou inconsciente, da história, da época, da sociedade que o produziram, mas também das épocas sucessivas durante as quais continuou a viver, talvez esquecido, durante as quais continuou a ser manipulado, ainda que pelo silêncio. O documento é uma coisa que fica, que dura, e o testemunho, o ensinamento (para evocar a etimologia) que ele traz devem ser em primeiro lugar analisados, desmistificando-lhe o seu significado aparente. O documento é monumento. Resulta do esforço das sociedades históricas para impor ao futuro – voluntária ou involuntariamente – determinada imagem de si próprias. (2003, p.537-538).
LE GOFF, Jacques. Documento/monumento. In: FONSECA, Thaís N. L. (orgs.). História e Memória. 5ª ed. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2003, p. 525-541.
Sobre as considerações postas por Le Goff, é
correto afirmar que a Documentação:
Leia os excertos a seguir:
Excerto I
Uma das primeiras teorias sobre a tecnologia aborda enfaticamente seu caráter transformador da sociedade. Neder denominou essa corrente de pensamento instrumentalista; segundo ele, ― este seria como um suporte instrumental para realizar valores e desejos, sendo os meios tecnológicos neutros . Herdeira do otimismo com o progresso, desde a filosofia do iluminismo do século XVIII, a tecnologia materializa-se apenas em meios para atingir determinados fins.
Excerto II
Na concepção de Agazzi, até os anos cinquenta pode-se dizer que a ciência era considerada como o campo de investigação desinteressada, imparcial, e objetiva da verdade; como depósito do conhecimento infalível, descontaminada de pressões e influências externas. Bem estabelecida por cima de todo conflito ideológico e disposta de imediato a ajudar à humanidade a resolver qualquer tipo de problema graças à riqueza de seus instrumentos. O tom desse discurso se potencializou tanto por meio da autonomia da ciência em relação à sociedade quanto da sua neutralidade.
Excerto III
Dagnino descreve a respeito da concepção da neutralidade científica em sua obra. Para esse autor, enquanto o Iluminismo difundiu o ideal da neutralidade, o Positivismo, no século XIX, potencializou novos desdobramentos dessa percepção. Desvinculada do primado religioso, no positivismo, a razão subverteria a subjetividade para reproduzir a realidade fielmente, principalmente, ao reforçar o caráter de verdade do conhecimento científico. Assim, ainda segundo o autor, ―[...] a neutralidade da ciência parte de um juízo de que a ciência e a tecnologia não se relacionam com o contexto no qual são geradas. Assim, permanecer sempre isolada é um objetivo e uma regra da boa ciência.
SILVA, G.B; BOTELHO, M. I. V. Ciência, tecnologia e sociedade: apontamentos teóricos. Temporalidades – Revista Discente do Programa de Pós-Graduação em História da UFMG. v. 8, n. 1 (jan./maio 2016) – Belo Horizonte: Departamento de História, FAFICH/UFMG, 2016. Disponível em:<www.fafich.ufmg.br/temporalidades> . Acesso em: 20 ago. 2016
Com base nos apontamentos teóricos expostos nos
excertos, podemos argumentar que os textos
demonstram: