Questões de Concurso
Comentadas sobre história geral em história
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O conceito de cultura histórica tem sido mobilizado por historiadores e pesquisadores do ensino de História para investigar as maneiras pelas quais certas sociedades relacionam-se com o passado.
De acordo com Lima (in Magalhães [et al.], 2014),
é correto afirmar que o uso desse conceito pelo professor de história
Para Bittencourt (2011, p. 111), “a partir do fim da década de 80 do século XX criaram-se várias propostas curriculares de História para o ensino fundamental e médio, as quais circulam pelos Estados e municípios, além dos PCN, que são resultado da incorporação de parte dessa produção”.
De acordo com essa autora, tais propostas curriculares se caracterizam pela
Considerando as orientações da BNCC para o ensino de História, associe corretamente o processo à sua respectiva definição.
Processos
(1) Análise
(2) Comparação
(3) Interpretação
(4) Contextualização
DEFINIÇÕES
( ) Localiza momentos e lugares específicos de um evento, de um discurso ou de um registro das atividades humanas.
( ) Exige observação e conhecimento da estrutura do objeto e das suas relações com modelos e formas inseridas no tempo e no espaço.
( ) Estimula a percepção de que povos e sociedades, em tempos e espaços diferentes, não são tributários dos mesmos valores e princípios.
( ) Pressupõe problematizar a própria escrita da história e considera que, apesar do esforço de organização e de busca de sentido, trata-se de uma atividade em que algo sempre escapa.
A sequência correta dessa associação é
I. A aprendizagem do conhecimento histórico deve estar desvinculada da experiência de vida do aluno ou aluna.
II. Na busca pelo desenvolvimento da consciência histórica através da sala de aula, a história precisa gerar o sentido de orientação do indivíduo, contribuindo para a formação da identidade.
III. A história deve apresentar-se apenas como narrativa do passado, sem qualquer interpretação capaz de impedir a geração de sentido histórico.
I. A historiografia brasileira contemporânea abarca pelo menos dois grandes grupos de investigações: um, genérico, diz respeito à história escrita no Brasil e desde suas perspectivas de interesse e análise; outro, específico, relativo à história que tem o Brasil, de uma ou outra forma, como objeto.
II. uma história da historiografia brasileira deve ser o estudo dos livros que já se escreveram sobre a História do Brasil. Trata-se, portanto, de obras elaboradas, não de documentos.
III. a historiografia deve ser entendida como o processo e a história como a descrição ou reflexão do processo.
I. Tomando como referência os debates historiográficos e construindo uma discussão interdisciplinar com obras das mais diversas mídias, é possível tornar viável e dinâmico o trabalho com a biografia em sala de aula.
II. Um conceito que não deve ser usado em sala de aula é o de cultura política. Este, ao lado do conceito de ideologia, ajuda a doutrinar a mente dos alunos e deve ser abolido da prática pedagógica.
III. Ao professor de história, cabe passar aos seus alunos as melhores mnemotécnicas para que possam decorar com facilidade as diversas datas e fatos que marcaram a história da humanidade.
I. O conhecimento histórico escolar deve focar na análise de processos puramente cognitivos, independentes da vivência dos alunos, que lhes dá sustentação.
II. Aliado da analogia para a o desenvolvimento da compreensão histórica, o conceito de empatia facilita a compreensão histórica, ao aproximar as pessoas do passado às do presente.
III. O estudo do passado, utilizando as fontes nas aulas de História, não deve ser ancorado e contextualizado nos conhecimentos prévios do aluno.
I. Ensinar história deve ser um exercício resumido às análises simples, que facilitem a compreensão e estejam descontextualizadas das figuras dos livros didáticos.
II. No processo pedagógico com o uso de imagens deve-se avaliar a importância da influência ideológica que as aplicam, em que o próprio processo de cognição e codificação da história seja o viés pelo qual os alunos, enquanto sujeitos do conhecimento, entendam que também são atores sociais e tomem consciência de seus atos.
III. Em métodos que integram as questões pedagógicas e historiográficas, o uso de imagens possibilita a interpretação da história, em determinados períodos ou épocas, com uma riqueza de informações e detalhes, sendo, portanto, uma excelente fonte de pesquisa para o ensino de história na atualidade.
I. Cada civilização tem sua expressão musical própria. Nesta perspectiva, a linguagem musical caracteriza-se como uma fonte que se abre ao historiador.
II. A incorporação da linguagem musical ao ensino de História reclama do professor e do aluno uma percepção mais consciente da canção popular.
III. A música é uma fonte de entretenimento, não podendo ser utilizada como uma fonte de pesquisa.
“Os historiadores reescrevem continuamente a história. E o fazem talvez por duas razões principais: em primeiro lugar, pela especificidade da mesma do objeto do conhecimento histórico: os homens e as sociedades humanas no tempo. [...] O presente exige a interpretação do passado para se representar, se localizar e projetar o seu futuro. Cada presente seleciona um passado do que deseja e lhe interessa conhecer. A história é necessariamente escrita e reescrita a partir das posições do presente, lugar da problemática da pesquisa e do sujeito que a realiza”.
(REIS, José Carlos. As identidades do Brasil. De Varnhagen a FHC. 2ª edição. Rio de Janeiro: editora FGV, 1999.)
Com base no texto, assinale a alternativa correta:
I. O período arcaico (VIII-VI a.C.) corresponde ao período de desenvolvimento da pólis e do surgimento da noção de cidadão livre contraposto ao escravo como mercadoria. É o período em que Esparta e Atenas aparecem como modelos de organização social.
II. O Oikós, a casa-família, é a instituição em torno da qual se organiza toda a vida social após a desagregação da realeza micênica. A oikonomia, isto é, a direção, a administração e o governo da casa-família constituem um atributo do chefe da família, o Anax, de modo que, neste período, a economia não diz respeito à gestão da cidade ou do Estado, mas sim da administração dos bens privados e às relações entre os chefes dessas famílias.
III. Durante o período micênico, a vida social aparece centralizada em torno do palácio, de modo que a figura do rei concentra e unifica todos os elementos do poder e aspectos da soberania.
IV. A Odisseia é o poema que conta os valores do oikós e da ética aristocrática.
V. A oligarquia militarista de Esparta e a democracia ateniense inspiraram as obras Odisseia e Ilíada, de Homero.
Quais estão corretas?
I. Para a boa compreensão da noção de tempo histórico, é fundamental vincular as datações às explicações a respeito do que vem antes ou depois delas, ao que é simultâneo ou ainda sobre o tempo de separação dos fatos históricos, de modo que as datas sejam assumidas como pontos de referência para o entendimento dos acontecimentos históricos.
II. A forma linear de organização do tempo da história cronológica assume o caráter de história universal justamente por sua postura inclusiva frente a outras formas culturais de periodização.
III. Sob o ponto de vista didático, é fundamental possibilitar ao estudante a reflexão sobre o presente pelo estudo do passado, de modo que ele possa exercitar a capacidade de dimensionar a vida contemporânea em extensões de tempo.
IV. Um dos pontos centrais a ser problematizado na configuração do tempo cronológico é aquele que diz respeito à periodização, já que a “tradição escolar” tende a utilizar uma divisão de períodos organizados de acordo sob o ponto de vista eurocêntrico.
Quais estão INCORRETAS?
I. Às vésperas da conquista, os sistemas sociais indígenas não se encontravam isolados, mas articulados, local e regionalmente, em torno de vastas redes comerciais, das guerras e das migrações.
II. Do ponto de vista continental, havia, à época da conquista, certa homogeneidade nas formas de organização política e social entre as sociedades das chamadas terras altas e baixas.
III. O estudo das formas de organização das sociedades americanas no tempo da conquista favorece a identificação e a compreensão dos estudantes a respeito das formas de resistência indígena aos projetos de colonização.
IV. A incapacidade de adaptação aos padrões culturais dos colonizadores constituiu um fator fundamental para a dizimação das populações indígenas durante os processos de conquista e colonização da América.
V. Com relação ao desenvolvimento das competências específicas, o estudo da conquista e colonização da América tem como objetivo desenvolver a capacidade do estudante compreender as relações de poder e os processos e mecanismos de transformação e manutenção das estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais ao longo do tempo.
( ) O ideal do não intervencionismo estatal na economia foi um princípio fundamental para a formação do pensamento e das práticas mercantilistas em meados do século XV.
( ) Sob a ótica do ensino da História, o estudo das práticas mercantilistas proporciona aos estudantes a capacidade de compreensão dos processos de deslocamentos migratórios. Sobretudo, ajuda-os a perceber que, ainda que façam parte da experiência humana, estes processos podem ser estimulados, quando não forçados, por fatores políticos e econômicos.
( ) Ainda sob a perspectiva do ensino da História, no que diz respeito à circulação de pessoas, produtos e culturas, o estudo do desenvolvimento das rotas terrestres, fluviais e marítimas impulsionado pelas práticas mercantilistas, permite ao professor explorar as relações entre a economia e as transformações do meio natural.
( ) O modelo econômico conhecido genericamente como mercantilismo correspondeu a um esforço inicial dos Estados Nacionais para barrar o desenvolvimento do capitalismo.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: