Questões de Concurso
Comentadas sobre história geral em história
Foram encontradas 10.530 questões
Em inícios do século XIX surgiu o movimento que se insurgiu contra as profundas alterações trazidas pela Revolução Industrial, " os destruidores de máquinas ". As reclamações contra as máquinas e a substituição que elas faziam da mão de obra humana eram normais. Trata-se
[ ] A África conheceu, e praticou, a escravidão bem antes da chegada dos europeus e o estabelecimento das colônias europeias no continente.
[ ] Entretanto, a escravidão e o tráfico negreiro como uma instituição permanente, rotineira, desenvolveram-se, na África em decorrência de um fato histórico ocorrido a partir do século XV: as navegações portuguesas.
[ ] A escravidão praticada entre os povos negros da África tinha como interesse os reinos negros quando da vitória sobre um povo rival, e a subsequente captura dos vencidos, voltava-se para mulheres e crianças.
[ ] Em muitas sociedades africanas, principalmente nas fímbrias do Saara e do Sahel, um contingente verdadeiramente volumoso da população era constituído de escravos.
I – Os historiadores de inspiração positivista do século XIX e início do XX consideravam o documento como testemunho escrito, comprovação e prova sobre os acontecimentos do passado.
II - Os historiadores de inspiração positivista do século XIX e início do XX, apesar ter o direito de decidir quanto à escolha do documento a utilizar, tinham que manter a fidelidade do conteúdo dos textos.
III – Ao longo do século XIX e início do século XX, cabia ao historiador, depois de constatar a autenticidade do texto, descrever o real, baseando-se nos dados nele descritos. Nesse sentido, todo texto era considerado documento.
IV - Ao longo do século XX, o documento adquire outra amplitude no trabalho do historiador. São utilizadas outras fontes de pesquisa histórica relacionadas à preocupação de se estudar outras dimensões da vida social.
É verdadeiro o que se afirma em:
O nacionalismo liberal foi espelhado no mundo real pelas políticas liberais ou liberalizantes de imigração e cidadania que atingiram o pico na mesma época. Contudo, a ironia é que o nacionalismo liberal entrou em campo justamente quando a sociedade e o Estado foram radicalmente remodelados segundo as linhas neoliberais. Se aplicado às políticas de imigração e cidadania, o neoliberalismo partilha com o liberalismo a aversão à discriminação categórica a nível de grupo. Para o neoliberalismo, tal discriminação é particularmente odiosa porque entra em conflito com os seus fundamentos meritocráticos. Mas o neoliberalismo afasta-se do liberalismo ao repudiar a responsabilidade da sociedade e do Estado de corrigir resultados desiguais do mercado. Em vez disso, o neoliberalismo estipula uma autorresponsabilidade austera do indivíduo, seja ele cidadão ou imigrante. Na verdade, a distinção cidadão-imigrante torna-se irrelevante, uma vez que a unidade individual numa ordem neoliberal é o “cidadão trabalhador” etnicamente anônimo. Ao mesmo tempo, o nacionalismo neoliberal remodela a comunidade política de uma comunidade de destino para uma comunidade contratual e dependente da contribuição individual e de um sentido estrito de reciprocidade.
Adaptado de JOPPKE, Chirstian. Neoliberal nationalism and immigration policy, Journal of Ethic and Migration Studies, vol. 50, n. 7, 2024, p. 1658.
Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que o neoliberalismo
Observe a imagem e leia o texto a seguir.

Fonte: https://museudaimigracao.org.br/sobre-o-mi/ontem-e-hoje
Inaugurada em 1887, a Hospedaria de Imigrantes foi, a partir da década de 1930, o principal abrigo para estrangeiros e migrantes brasileiros recém-chegados à cidade de São Paulo. Após o período de acolhimento, os trabalhadores eram encaminhados às lavouras de café e à indústria paulista. Mesmo desempenhando essa função ao longo de todo o seu funcionamento, a Hospedaria serviu também para manter presos políticos sob custódia em três momentos: na Revolução de 1924, recolhendo revoltosos contra o governo de Arthur Bernardes; durante a Revolução de 1932, quando manteve reclusos combatentes getulistas capturados pelos paulistas, e a partir de 1942, após a entrada do Brasil na 2ª Guerra Mundial. Neste período, manteve sob custódia imigrantes japoneses e alemães detidos pelo Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (Deops/SP) e considerados "prisioneiros de guerra". A Hospedaria encerrou suas atividades em 1978 e atualmente abriga o Museu da Imigração do Estado de São Paulo.
Fonte: https://memorialdaresistenciasp.org.br/lugares/hospedaria-deimigrantes-era-vargas/
Com base na observação da imagem e na leitura do trecho, assinale a opção que descreve corretamente os usos do espaço descrito.
Fonte: WALKER, Thomas. O surgimento do populismo no Brasil: Um estudo do Município de Ribeirão Preto. R. Ci. pol., Rio de Janeiro, 21 (4) :73-94, out./dez. 1978, p. 75.
Embora o termo “populismo” seja objeto de debates entre cientistas políticos e historiadores, é correto afirmar que se trata de um movimento político conhecido por
( ) Após a independência, o governo indiano decidiu pela unificação do território, promovendo a coexistência religiosa de hindus e muçulmanos.
( ) Uma das consequências da colonização britânica foi a permanência do sistema monárquico, que, mesmo após a independência, continuou sendo o sistema político adotado pela Índia até os dias atuais.
( ) O enfraquecimento da Grã-Bretanha durante a Segunda Guerra Mundial foi visto pelos indianos como uma oportunidade para pressionar as autoridades britânicas pela conquista da independência.
Assinale a opção que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
I. Meu objetivo principal nesta luta é salvar a União, e não salvar ou destruir a escravidão. Se eu pudesse salvar a União sem libertar nenhum escravo, eu o faria; e se eu pudesse salvar a União libertando todos os escravizados, eu o faria; e se eu pudesse salvar a União libertando alguns e deixando outros livres, eu também faria isso.
Fonte: https://www.loc.gov/collections/abraham-lincoln-papers/articlesand-essays/abraham-lincoln-and-emancipation/
II. Eu sou naturalmente antiescravidão. Se a escravidão não está errada, nada está errado. Não consigo me lembrar de quando não pensei e senti assim.
Fonte: https://www.loc.gov/collections/abraham-lincoln-papers/articlesand-essays/abraham-lincoln-and-emancipation/
Assinale a opção que apresenta corretamente a análise dos discursos, considerando sua utilização em sala de aula e as competências desenvolvidas por meio de seu uso.
O que entendemos por Época Moderna? Tentar responder a essa pergunta implica discutir uma operação central da historiografia: a periodização. Delimitar conceitual e cronologicamente uma época é um esforço necessário na busca pela compreensão do passado e de atribuição de sentido à ação dos agentes históricos, à força de sujeitos coletivos e ao peso das instituições. Nos termos de uma operação de valor discursivo, a periodização não é passível de ser operacionalizada fora do âmbito da sua enunciação; isto é, ao se nomear e, assim, conferir particularidade a uma porção da história da humanidade, expõe-se imediatamente a fragilidade da linguagem em dar conta do sentido latente do que é delimitado pelo conceito. Para tanto, é preciso inicialmente esclarecer que “Época Moderna” “História Moderna” “Primeira Modernidade” e “Período Moderno” são expressões utilizadas como sinônimos funcionais na historiografia e no ensino escolar e universitário em nosso país. Todavia, essas expressões advêm de tradições historiográficas distintas e, assim, refletem estratégias de periodização nem sempre coincidentes. Ao se analisar processos históricos identificados como particularmente europeus, verificase que os tempos assumem velocidades diferentes na constituição da modernidade e mesmo do que se entende por moderno.
Adaptado de: ARAÚJO, André; Doré, Andréa; Lima, Luís Filipe; Machel, Marília; Rodrigues, Rui. A Época Moderna. Petrópolis: Editora Vozes, 2024, pp. 13 – 23.
Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que o procedimento de nomear e periodizar a época moderna representa
Observe as imagens a seguir.

A imagem I é uma charge que retrata o rei Luís XIV da França no centro, flanqueado por dois personagens vestidos com trajes nobres. Na imagem II mostra D. Pedro II aos 12 anos, trajando uma vestimenta de gala, com uma aparência que sugere maior idade.
As opções a seguir descrevem corretamente a análise das duas imagens, de acordo com a representação dos monarcas, à exceção de uma. Assinale-a.
Para evitar equívocos chamamos de monarquia pluricontinental algo distinto de monarquia compósita. Para John Elliott, esta última monarquia era algo constituído por vários reinos, com estatutos próprios que preexistiam à formação de tal monarquia. Os vários reinos eram, desse modo, preservados, nos termos de suas formações originais, com seus corpos de leis, normas e direitos locais. Cada uma dessas unidades mantinha sua capacidade de autogoverno no interior de um complexo monárquico mais amplo. Nesse formato, o rei – o monarca – operava como a cabeça do corpo social, constituído pelos vários reinos que se mantinham regidos por suas regras coadunadas com as leis maiores editadas pela Coroa. A monarquia pluricontinental é entendida de modo bastante diverso. Nela há um só reino – o de Portugal –, uma só nobreza de solar, mas também diversas conquistas extra europeias. Nela há um grande conjunto de leis, regras e corporações – concelhos, corpos de ordenanças, irmandades, posturas, dentre vários outros elementos constitutivos – que engendram aderência e significado às diversas áreas vinculadas entre si e ao reino no interior dessa monarquia. Tratavam-se, na verdade, na América lusa, por exemplo, de poderes locais – no limite, se organizaram enquanto capitanias – que tomavam instituições sócio-organizacionais reinóis como referência para a formalização de sua organização social.
Adaptado de: FRAGOSO, João; Gouvêa, Maria de Fátima. Monarquia pluricontinental e repúblicas: algumas reflexões sobre a América lusa nos séculos XVI-XVIII. Tempo, n. 27, p. 55.
Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que a monarquia
Observe a imagem e leia o texto a seguir.

Fonte: https://es.wikipedia.org/wiki/Escuela_cuzque%C3%B1a_de_pintura#cite_ ref-5
A Escola Cusquenha de artes foi um movimento artístico desenvolvido no Peru durante o período colonial, com influências da cultura do Renascimento e do Barroco. Esse estilo foi introduzido pelos jesuítas como uma ferramenta didática para evangelizar os indígenas, especialmente os indígenas nobres, ensinando-os a pintar elementos religiosos. As pinturas decoravam catedrais e capelas de conventos na América hispânica, como exemplificado na imagem reproduzida, que representa Nossa Senhora de Belém. O formato triangular da imagem faz alusão à Pachamama, divindade andina considerada a mãe da terra.
Com base na observação da imagem e na leitura do trecho, é correto afirmar que o movimento artístico