Questões de Concurso
Comentadas sobre história geral em história
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Com base no contexto histórico descrito, analise as assertivas a seguir sobre o impacto da Primeira Guerra do Ópio em Macau e a política colonial portuguesa e assinale a correta:
Considerando o contexto histórico dessa transição, analise as assertivas a seguir sobre os eventos e consequências da Revolução Russa e da formação da URSS e assinale a alternativa correta:
I. A restituição do Manto Tupinambá ao Brasil representa um reconhecimento das histórias e culturas dos povos originários e se insere em um novo paradigma ético relacional pautado no princípio do respeito, cooperação e responsabilidade compartilhada.
II. A Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, de 2007, estabelece que são os povos indígenas os responsáveis pela preservação, controle e proteção do seu patrimônio cultural, além do direito à autodeterminação.
III. A permanência de artefatos relacionados a história e a cultura dos povos indígenas em museus de países estrangeiros, apesar das manifestações atuais de repatriamento, revelam a preocupação dessas nações com a preservação desse passado e a conservação cultural desses povos.
IV. As ações de repatriação de bens culturais têm sido conduzidas apenas por instituições governamentais, uma vez que museus e outras instituições não governamentais não possuem legitimidade para tais processos.
V. A presença de bens culturais dos povos indígenas em instituições não governamentais estrangeiras, como museus, contribuiu para a criação e o fortalecimento de versões histéricas equivocadas que reforçam muitas vises que os colonizadores tiveram dos povos colonizados.
É correto o que se afirma em:
I. O Império Bizantino, apesar de seu sucesso em manter a coesão política e cultural por vários séculos, viu um declínio significativo no final do século XI devido à falta de intercâmbio cultural com o Ocidente e ao enfraquecimento das rotas comerciais.
II. O reinado de Justiniano é frequentemente associado à tentativa de reunificação do Império Romano por meio de campanhas militares extensas na Itália, norte da África e Península Ibérica, que foram, em grande parte, bem-sucedidas até serem revertidas por invasões subsequentes de povos árabes e normandos.
III. A importância do Corpus Juris Civilis, elaborado sob Justiniano, não se restringiu ao contexto bizantino, mas teve uma influência significativa no desenvolvimento dos sistemas jurídicos europeus medievais, constituindo a base para muitos dos conceitos jurídicos modernos na Europa Ocidental.
IV. Durante a Revolta de Nika em 532, o imperador Justiniano conseguiu não apenas sufocar os rebeldes, mas também consolidar sua posição ao implementar reformas administrativas e de cobrança de impostos que ampliaram o controle estatal sobre as finanças e a administração local.
V. A crescente influência do cristianismo ortodoxo, no Império Bizantino, resultou em uma significativa divisão com o Ocidente, não apenas por diferenças teológicas, mas também por uma crescente desconexão cultural e política, culminando no Grande Cisma de 1054 e na separação definitiva da Igreja Ocidental e Oriental.
É correto o que se afirma em:
A relação entre Tempo e História é um campo de estudo complexo e multifacetado, abordado por filósofos e historiadores de diferentes maneiras. Ao contrário do tempo científico, o tempo na historiografia é visto de forma distinta, sendo uma combinação de aspectos teóricos e práticos. Para historiadores, o tempo é fundamental para a criação das narrativas históricas e reflete a experiência individual e cultural. Cada sociedade tem sua própria compreensão do tempo, que pode ser cíclico, linear, estático ou dinâmico, influenciando a forma como entendem suas interações com a natureza e a sociedade. O termo “tempo” pode significar várias coisas, como passado, ciclos ou eras, o que pode complicar as discussões teóricas e compreensão pública. Diversas filosofias e teorias sobre o tempo, como cronologias e periodizações, surgem de diferentes visões culturais e históricas.
Guezer, Raqual. Tempo e História. Cienc. Cult., São Paulo, v. 54, n.2, p. 23-24, Oct. 2002. Disponível em: GLEZER, Raquel. Tempo e História. Cienc. Cult., São Paulo, v. 54, n.2, p. 23-24,Oct. 2002. Disponível em: <http:icienciaecultura.bvs.br/scielo. php?script=sci_arttext&pid=S000-672520020002000218Ing=en&nrm=iso>. Acesso em 21 Julho 2024.
A relação entre Tempo e História envolve uma série de conceitos e abordagens teóricas que influenciam a forma como interpretamos o passado. O entendimento do tempo, na historiografia, difere do conceito científico e pode afetar a maneira como os historiadores constroem suas narrativas e análises. Com base nas informações fornecidas e no seu conhecimento sobre a teoria histórica e as noções de tempo, assinale a alternativa correta:
“Defendo vigorosamente a opinião de que aquilo que os historiadores investigam é real. O ponto do qual os historiadores devem partir, por mais longe dele que possam chegar, é a distinção fundamental e, para eles, absolutamente central, entre fato comprovável e ficção, entre declarações históricas baseadas em evidências e sujeitas a evidenciação e aquelas que não o são.
[...] Acredito que sem a distinção entre o que é e o que não é assim, não pode haver história. Roma derrotou e destruiu Cartago nas Guerras Púnicas, e não o contrário. O modo como montamos e interpretamos nossa amostra escolhida de dados verificáveis (que pode incluir não só o que aconteceu, mas o que as pessoas pensaram a respeito) é outra questão”.
A compreensão da história envolve uma complexa análise que precisa estar assentada em abordagens teóricas que servem de lentes para interpretar os eventos. Apesar das divergências historiográficas, todas estão empenhadas em um projeto de produção intelectual responsável que objetiva trazer entendimento sobre o passado e como o mundo passou a ser como é hoje.
Com base no seu conhecimento sobre perspectivas teóricas historiográficas, analise as afirmações a seguir:
I. A Escola dos Annales, fundada por Marc Bloch e Lucien Febvre, revolucionou a historiografia ao incorporar o estudo das mentalidades e das estruturas sociais de longa duração, desafiando o foco tradicional nos eventos políticos e nas grandes figuras históricas.
II. O Positivismo, defendido por Auguste Comte, é uma abordagem historiográfica que enfatiza a subjetividade na interpretação dos eventos históricos, priorizando narrativas literárias e pessoais ao invés de fatos comprováveis.
III. A História Cultural, que ganhou destaque no século XX, rejeita completamente o uso de fontes documentais e se baseia exclusivamente em análises literárias e artísticas para entender o passado.
IV. O Marxismo estabelece a análise a partir das estruturas econômicas e das relações de classe como determinantes fundamentais dos processos históricos, enfatizando a luta de classes como motor da história.
V. O Pós-estruturalismo/pós-modernismo questiona a objetividade e a linearidade da história, destacando a multiplicidade de narrativas e a influência do poder e do discurso na construção do conhecimento histórico. É correto o que se afirma em:
Sobre o continente africano:
I.Os Europeus, no século XV, ao chegarem em África, depararam-se com populações organizadas em tribos e um quadro natural nos trópicos que limitava as realizações humanas.
II.Uma das consequências geográficas mais graves dos processos espaciais desencadeados pela diáspora africana, ocorrida entre os séculos XV e XIX, foi a desestruturação dos antigos estados políticos do continente. Essas organizações podem ser denominadas de reinos e impérios e tinham fronteiras fluídas.
III.As fronteiras atuais dos países africanos são herança da colonização europeia que, ao definir a partilha do continente entre 1885 e 1914, respeitou as diferenças culturais dos diversos povos e etnias que lá viviam.
IV.A África Subsaariana é uma região do continente africano que se localiza ao sul do deserto do Saara. Formada por 47 países, foi por muito tempo chamada África Negra, uma denominação eurocêntrica que invisibiliza a diversidade étnica, cultural e linguística desses países.
É correto o que se afirma em:
Acerca do Império Songhai, julgue as frases abaixo.
I. O Império Songhai teve suas origens na cidade de Gao, que já era um importante centro comercial no rio Níger desde o século XI. O povo Songhai estabeleceu sua presença na região e começou a se expandir no século XV.
II. A expansão do império foi significativamente impulsionada durante o reinado de Sonni Ali, que governou de 1464 a 1492. Sob sua liderança, o Songhai derrotou o Império Mali, que estava em declínio, e expandiu seu território, conquistando importantes cidades como Tombuctu e Djenné, centros comerciais e culturais que eram cruciais para o controle das rotas comerciais.
III. A administração do Império Songhai, especialmente durante o reinado de Askia Muhammad, era descentralizada. Nesse sentido, o império era composto por vários estados vassalos e províncias que mantinham um certo grau de autonomia, com governadores locais (ou "farbas") nomeados para coletar tributos e manter a ordem.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) seguinte(s) proposição(ões):
I. Justificação pela fé: criticava a venda de indulgências e defendia a salvação somente através da fé, não sendo possível obter o perdão de Deus através de boas ações ou com a compra de indulgências.
II. Sacerdócio universal: todos os cristãos eram iguais, portanto todos eram sacerdotes; negava a santidade do clero, que constituía privilégios e determinava posição de destaque na sociedade.
III. Livre interpretação da Bíblia: não era necessária nenhuma autoridade intermediária para interpretar a palavra divina, cada fiel poderia compreender o texto sagrado e aplicá-lo na sua vida.
Quais estão corretas?