Questões de Concurso Comentadas sobre história do brasil em história

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Q3423657 História
Em nosso país, a Inconfidência Mineira e demais rebeliões coloniais foram exemplos da tensão na luta por direitos políticos. A independência do Brasil não se resumiu apenas ao chamado Grito do Ipiranga, esse acontecimento fez parte de um processo de questionamento do poder da Monarquia Hereditária e da dominação das metrópoles sobre suas colônias. Sobre o processo de independência do Brasil e a política mineira pode-se concluir que: 
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Q3422221 História

Texto I


Planificação econômica atingindo todos os setores e visando, por meio da orientação, intervenção ou gestão do Estado, que a produção do País atenda a todas as necessidades internas, assegurando a baixo custo as utilidades essenciais a todos os trabalhadores.


Texto II


Apelar para o capital estrangeiro, necessário para os empreendimentos da reconstrução nacional e, sobretudo, para o aproveitamento das nossas reservas inexploradas, dando-lhe um tratamento equitativo e liberdade para a saída dos juros.


Texto III


É indispensável manter clima propício à entrada de capitais estrangeiros. A manutenção desse clima recomenda a adoção de normas disciplinadoras dos investimentos e suas rendas, visando a reter no País a maior parcela possível dos lucros auferidos.


CHACON, Vamireh. História dos partidos brasileiros: discurso e práxis dos seus programas. Brasília: UNB, 1981, p. 413, 419, 440. Adaptado.


Os excertos acima, que constam nos programas dos três principais partidos políticos legalizados do Período Democrático (1946-1964), se referem às diretrizes econômicas das seguintes agremiações políticas, respectivamente: 

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Q3422220 História
Na época, em pleno regime militar, discutia-se uma promessa do presidente Ernesto Geisel de iniciar a transição, em que o regime seria aberto gradualmente e os governadores seriam eleitos pelo voto direto dali a dois anos. Como a oposição duvidou da promessa, Francelino Pereira perguntou: “Que país é este em que o povo não acredita no calendário eleitoral estabelecido pelo próprio presidente?”. Mas, no ano seguinte, Geisel fechou o Congresso, aumentou o mandato dos presidentes para seis anos e decidiu que um terço dos senadores seria indicado pelo presidente.
De Francelino Pereira para Renato Russo: a origem de ‘Que país é este?’. O Globo, 2015. Disponível em: . Acesso em: 03 jan. 2024. (Adaptado)
A frase “Que país é este?”, tornada famosa em canção homônima de Renato Russo, líder da banda Legião Urbana, originou-se de uma fala do então presidente da Arena, o deputado federal Francelino Pereira, proferida em uma reunião com outros políticos. Impostas pelo presidente Ernesto Geisel (1974-1979), as medidas conhecidas como Pacote de Abril, que confirmaram que a oposição emedebista tinha razão ao desconfiar do então presidente, determinaram, entre outras medidas,
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Q3422219 História
“Falavam em fuzilamentos, em gente que era embarcada nos aviões militares e atirada em alto-mar. Havia muita confusão. Sempre que há mudança violenta de poder, a regra dos entendidos é sumir, evaporar-se, não se expor, nos primeiros momentos da rebordosa, um sargento qualquer pode decidir sobre um fuzilamento. Depois as coisas se organizam, até mesmo a violência é estruturada, até mesmo o arbítrio. Mas quem, no meio tempo, foi fuzilado, fuzilado fica.”
CONY, Carlos Heitor. Quase memória: quase romance. Rio de Janeiro: O Globo; São Paulo: Folha de S. Paulo, 2003, p. 183.
No excerto da obra em destaque, baseada em fatos ocorridos durante a Ditadura Militar (1964-1985), observa-se que, se nos primeiros momentos após o golpe de Estado houve certa desarticulação quanto às ações violentas dos golpistas sobre os opositores, posteriormente ocorreu 
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Q3422218 História
“As pessoas fogem do trabalho para o domingo. No final da sexta-feira começa uma contagem regressiva em direção à festa, ao descanso, ao tédio e à gargalhada fácil, que é o desafogo de um país em que o povo e a economia vão mal [Aparecem trabalhadores tomando ônibus ou trem]. Domingo é o dia de se abandonar a cidade, esquecer as preocupações da escola e do escritório. Na falta de pão e de biscoitos, há o parque de diversões em São Gonçalo [Mostra uma criança negra, aparentemente pobre, em um parque], a linha de passes na Pavuna [Aparecem crianças descalças, aparentemente pobres, jogando futebol], a praia em Copacabana ou Ipanema, onde para uns poucos a vida é um domingo interminável [Mostra o mar e prédios daqueles bairros]. Dia do Flamengo, do Corinthians, da televisão...”
O MUNDO Mágico dos Trapalhões. Direção: Silvio Tendler. Narração: Chico Anysio. Rio de Janeiro: RA Produções, 1981. 1 DVD. [trecho]
Exibido nos anos finais da Ditadura Militar (1964-1985), O Mundo Mágico dos Trapalhões levou 2,5 milhões de espectadores aos cinemas em 1981, fato comum nos filmes do quarteto formado por Didi, Dedé, Mussum e Zacarias. No referido trecho, a narração na voz do humorista Chico Anysio, combinada com as imagens (cuja descrição está entre colchetes), serve como crítica a um dos aspectos mais característicos do Brasil naquele ano: 
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Q3422215 História
“Contaram-me depois que a multidão desceu pela Rua do Comércio e foi quebrando pelo caminho as janelas de todas as casas pertencentes a famílias de origem alemã. Nem os Spielvogel nem os Kunz – que são reconhecidamente antinazistas – foram poupados. Alguém sugeriu que empastelassem a Confeitaria Schnitzler. Ouviu-se uma voz: Não! Schnitzler é dos nossos! – Qual nada! – berrou outro. – É alemão e basta. A multidão começou a cantar o Hino Nacional e dar morras ao nazismo.”
VERÍSSIMO, Érico. O tempo e o vento: o arquipélago. Vol. III. 2. ed. rev. São Paulo: Editora Globo, 2002, p. 344-345. Adaptado.

Em O tempo e o vento, sua obra mais consagrada, o escritor Érico Veríssimo reconstituiu, entre outros, diversos acontecimentos existentes durante a Era Vargas (1930-1945).
A análise do excerto remete às revoltas populares ocorridas imediatamente após
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Q3422211 História
Durante o período regencial, o padre Diogo Antônio Feijó, de tendência liberal, foi eleito regente em 1835. Sua vitória foi apertada, ganhando com pouco mais da metade dos votos. Ele sabia que enfrentaria oposição em seu governo – e não se enganou. Revoltas explodiram por toda a parte do Império, envolvendo grupos diferentes e com objetivos variados. As revoltas envolveram os mais diferentes grupos sociais. Algumas revoltas pretendiam conseguir maior liberdade para suas províncias em relação ao poder centralizado no Rio de Janeiro; outras, a separação do Brasil e a criação de um novo país; outras, ainda, não tinham objetivo definido, mas demonstravam a insatisfação com a política que existia. Nenhuma delas, entretanto, pretendia mudar profundamente a estrutura da sociedade. E nenhuma propôs realmente acabar com a escravidão. Parecia que o Brasil estava a ponto de se dividir em vários países, como havia acontecido com a América espanhola na época das independências. Era preciso muita cautela para enfrentar tantos problemas políticos. E o governo do padre Feijó não conseguiu resolvê-los. Doente e desprestigiado, renunciou em 1837.
VAINFAS, Ronaldo et al. História.doc: 8 anos. São Paulo: Saraiva, 2018. p. 120-121.

Assinale a opção que indica corretamente os movimentos que fizeram parte das Revoltas Regenciais.
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Q3422208 História
O açúcar foi o produto escolhido pelos portugueses para viabilizar a ocupação do Brasil. Eles já tinham grande experiência com a lavoura canavieira, implantada com sucesso nas ilhas da Madeira e dos Açores, localizadas no oceano Atlântico. Além disso, o açúcar era uma mercadoria rara e cara no século XVI. Com a produção de açúcar, o Brasil deixou de ser apenas um ponto de parada na rota para o Oriente ou um lugar para recolher o pau-brasil. No início da colonização portuguesa, o valor produzido pelos negócios do Brasil representava uma pequena proporção no conjunto das rendas arrecadadas pela Coroa. Já no final do século XVI, podia-se dizer que o açúcar do Brasil era mais lucrativo do que todas as especiarias, louças e demais produtos negociados no Oriente. A colônia produtora de açúcar havia se transformado na “galinha dos ovos de ouro” da economia portuguesa, estimulando o investimento do governo e de comerciantes portugueses.
VAINFAS, Ronaldo et al. História.doc: 7 ano. São Paulo: Saraiva, 2018, p. 195. Adaptado.

Em relação à produção do açúcar no Brasil Colônia, assinale a opção correta.
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Q3422207 História
“A República Velha ou Primeira República estendeu-se de 1889 a 1930. Foi a primeira fase da República no Brasil e, como tal, foi um período cheio de tensões, seja na economia, seja na política e também na sociedade como um todo. A desigualdade social, os aumentos nos impostos, as necessidades não atendidas, o racismo, o medo, a insatisfação política, etc., tudo isso foi a raiz para as revoltas na Primeira República. Ao longo dos mais de quarenta anos dessa primeira fase, aconteceram diferentes revoltas no campo, na cidade e até mesmo no meio militar.”
Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/historiab/rebelioes-narepublica-velha.htm.
Assinale a opção que indica corretamente os movimentos que aconteceram na Primeira República no espaço urbano.
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Q3422202 História
O art. 216 da Constituição Federal (1988) conceitua patrimônio cultural como sendo os bens “de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira”. Refletindo a respeito do patrimônio cultural e de suas relações com o ensino e o aprendizado da História, assinale a opção que corretamente exemplifica ações educativas realizadas em um museu. 
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Q3421206 História
Conforme a ideologia de garantir a retomada do processo democrático e, ao mesmo tempo, de buscar a institucionalização do regime, uma particularidade dos governos militares brasileiros foi ancorar seus atos em leis, por mais discricionárias que fossem, que lhes davam uma aparência de legitimidade. Não foi diferente com a censura, que formalmente se fundava em leis. A principal delas e mais acionada foi uma norma que estava em vigor desde o período democrático, o Decreto nº 20.493 de 1946, que regulava a censura em questões de moralidade e bons costumes, e que só deixou de vigorar com a vigência da Constituição de 1988.
(REIMÃO, 2011.)

É possível notar essa preocupação do governo militar (1964-1985) em legalizar suas ações, respaldando-as através de atos institucionais, por exemplo. Dessa forma, podemos afirmar que:
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Q3421205 História
A Doutrina de Segurança Nacional foi usada como justificativa para as Forças Armadas conservarem o poder após o golpe de 1964. Formulada nos EUA durante a Guerra Fria – sobretudo no National War College –, a ideologia da segurança nacional partia do princípio de que o Ocidente capitalista vivia em guerra permanente contra o comunismo. A agressão poderia vir do exterior, ou seja, de países comunistas, ou do interior da própria sociedade dos países ocidentais. Neste caso, tratava-se do “inimigo interno” – cidadãos do próprio país que professavam a ideologia comunista. Segundo a ideologia de segurança nacional: 
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Q3421204 História
Seria conforto para os senhores de engenho e para os portugueses esgotados de dívidas conceder-lhes a Companhia alguma folga de tempo para refazerem o patrimônio arruinado pelas guerras e outras calamidades imprevistas. Se isto não for possível, aconselharia eu cobrarem-se as dívidas com maior brandura, mediante a venda dos açúcares, joias e outros bens móveis, mas não dos escravos e dos utensílios necessários ao fabrico do açúcar, nem dos bois, sem os quais não podem trabalhar os engenhos.
(NASSAU, Maurício de. Apud BARLÉU, Gaspar. História dos feitos recentemente praticados durante oito anos no Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Edusp, 1974. p. 337-338.)

O texto anteriormente citado faz parte de um relatório sobre o Brasil, no qual Maurício de Nassau aconselha seus sucessores sobre como administrar o Brasil holandês. Nesse contexto: 
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Q3421199 História
Por trás da barulheira e da agitação com as obras de reformulação da capital estava a rotina de um país que substituíra o açúcar pelo café na pauta de exportação, que deixara de ter escravos para ter ex-escravos, imigrantes e trabalhadores nacionais trabalhando no pesado e onde os barões do Império viraram ministros da República. Por trás do discurso do progresso estava a preocupação com a ordem, uma ordem que excluía a muitos da cidadania plena e que hierarquizava a sociedade como um todo. Nos sertões, outra forma de sonho de uma ordem diferente se esboçava: alguns, cansados da vida dura que levavam no campo, tentaram construir um mundo à parte, fora da ordem que os excluía, um espaço onde as normas e a disciplina fossem de outra natureza. Para construir essa outra sociedade, levavam o que possuíam: sua gente, sua religiosidade, certamente diversa da doutrina oficial da Igreja católica, e sua fé na promessa de que a terra – ao menos aquela terra em que pisavam – seria, enfim, uma terra deles.
(NEVES, 1991. p. 67, 79-80.)

O contexto descrito no texto anterior refere-se, especificamente, a:
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Q3421198 História
Orientando toda a estratégia de desenvolvimento econômico de Juscelino havia um conjunto de “metas” gerais de produção, definidas formalmente em 1958. Não se tratava de um plano completo, mas de um conjunto de metas que determinados setores deveriam alcançar. O governo foi pragmático na execução de seu programa, ressaltando alguns setores, e decidindo na prática ignorar algumas áreas que tinham sido incluídas nominalmente no Plano de Metas.
(Skidmore, 2010, p. 205.)

Juscelino Kubitschek (JK) assumiu a Presidência da República em 1956, com a missão de implantar o programa de desenvolvimento que o Brasil ainda não havia vivido. Esse programa estava representado no Plano de Metas, que tinha, dentre suas diretrizes: 
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Q3421197 História
A chegada dos portugueses representou para os índios uma verdadeira catástrofe. Vindos de muito longe, com enormes embarcações, os portugueses e em especial os padres foram associados na imaginação dos tupis aos grandes xamãs, que andavam pela terra, de aldeia em aldeia, curando, profetizando e falando de uma terra de abundância. Os brancos eram ao mesmo tempo respeitados, temidos e odiados, como homens dotados de poderes especiais.
(FAUSTO, 2002, p. 16.)

A constatação de que o encontro das culturas ameríndia e lusitana trouxe em seu escopo tragédias infindáveis é bem antiga. E, apesar de ainda suscitar estudos e discussões, pode-se afirmar que: 
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Q3415981 História
Durante o Estado Novo no Brasil, a educação física foi utilizada como instrumento de manipulação social. Sob uma perspectiva militarista, os exercícios físicos sistematizados tinham como único fundamento o conhecimento médico.
Nesse contexto, assinale a alternativa que indica como a educação física militarista foi empregada durante o Estado Novo.
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Q3415926 História
A Ditadura Militar no Brasil, que durou de 1964 a 1985, foi um período marcado por restrições à liberdade e repressão política. Qual evento de 1968 é emblemático por intensificar a repressão da Ditadura Militar?
Alternativas
Q3415924 História
Durante o Período Colonial brasileiro, a economia açucareira apresentou características marcantes. Qual das alternativas a seguir é incorreta sobre este período?
Alternativas
Q3415918 História
Sobre a Era Vargas, assinale a alternativa correta referente ao Estado Novo (1937-1945):
Alternativas
Respostas
1801: D
1802: C
1803: A
1804: B
1805: D
1806: B
1807: E
1808: A
1809: E
1810: B
1811: C
1812: B
1813: D
1814: A
1815: C
1816: A
1817: E
1818: A
1819: B
1820: A