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"Mesmo, porém, a essa fase de maior diferenciação social entre sobrados e mucambos, correspondente à maior desintegração do sistema patriarcal entre nós, não têm faltado elementos ou meios de intercomunicação entre os extremos sociais ou de cultura. De modo que os antagonismos que não foram nunca absolutos, não se tornaram absolutos depois daquela desintegração. E um dos elementos mais poderosos de intercomunicação, pelo seu dinamismo de raça e, principalmente, de cultura, tem sido, nessa fase difícil, o mulato.”
(FREYRE, Gilberto. Sobrados e mucambos. Decadência do patriarcado rural e desenvolvimento do urbano. São Paulo: Global, 2013. p. 507.)
A sociedade brasileira colonial era caracterizada por grandes divisões sociais, refletidas na coexistência de realidades contrastantes, como os sobrados e os mucambos. Apesar dessa desigualdade e da desintegração do sistema patriarcal, existiam formas de intercomunicação entre esses dois mundos. A partir do texto base, assinale a afirmativa correta sobre a intercomunicação entre os extremos sociais e sua representação histórica.
“Enquanto o café seguia sua marcha no Oeste Paulista e as propostas de abolição gradual da escravatura davam os primeiros passos, um acontecimento internacional iria marcar profundamente a história do Segundo Império. Esse acontecimento foi a Guerra do Paraguai, travada por mais de cinco anos, entre 11 de novembro de 1864, quando ocorreu o primeiro ato das hostilidades, e 1 de março de 1870. Ela é conhecida, na América espanhola, como Guerra da Tríplice Aliança. A guerra constitui um claro exemplo de como a História, sem ser arbitrária, é um trabalho de criação que pode servir a vários fins.”
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 1995. pp. 208-209.)Diante do panorama historiográfico sobre Guerra do Paraguai (1864-1870), assinale a afirmativa correta.
(RODRIGUES, José Honório. Teoria da história do Brasil: introdução metodológica. São Paulo: Ed. Nacional, 1978. p. 34.)
Considerando a influência de Capistrano de Abreu na historiografia brasileira, assinale a afirmativa correta.
“Na esteira desses acontecimentos, a população brasileira manifesta sua profunda insatisfação perante os atos cometidos pelo Eixo, que vão desde a invasão por navegação em águas brasileiras aos ataques de navios mercantis que aniquilaram mais de 600 vidas. Como resposta, o povo reage por meio de protestos e de marcha organizada por estudantes em frente à embaixada dos Estados Unidos. Dessa maneira, o governo brasileiro é pressionado pela opinião pública para que a declaração de guerra seja, enfim, realizada. Em razão dos fatos ocorridos, o Brasil declara, no dia 22 de agosto de 1942, estado de beligerância contra Alemanha, Itália e Japão, mas, no dia 31 do mesmo mês, o governo brasileiro decide e anuncia oficialmente que está em guerra contra os países do Eixo”.
EXÉRCITO BRASILEIRO, 2018.
Com relação à Segunda Guerra Mundial, o Brasil
DA SILVA, Aureni Maria. Anayde Beiriz: mulher moderna numa Paraíba antiga. Revista de Ciências Humanas, n. 1, p. 120, 2016.
A utilização dessa personagem feminina como protagonista no contexto da Revolução de 1930 remete a uma afirmação de
Para assegurar sua posição de comando, na perspectiva do autor, o coronel utiliza-se dos votos. É através da quantidade de votos que se consegue angariar e que se pode oferecer ao candidato ao cargo de governador ou deputado, a obtenção de favores do Estado, necessários para manter a sua articulação e seu prestígio dentro do município, sendo que, quanto maior quantidade de votos, mais favores são recebidos. Mediante a isso, ainda, para o autor, há o aumento do domínio dos coronéis, que recebem liberdade administrativa, financeira, podendo nomear o chefe policial e, ainda, remover juízes de seus cargos, caso estes ajam com imparcialidade.
OLIVEIRA, Gerlândia Nascimento et al. As relações de poder ditas" Coronelísticas" no final do século XIX e início do século XX no Estado da Paraíba. 2014.
Para a abordagem do tema Coronelismo na Primeira República, o professor deve fazer a interlocução com o seguinte tema da atualidade:
Objetivando suprir o déficit de mão de obra mediante a crise do sistema escravagista, os fazendeiros e o governo brasileiro decidiram importar trabalhadores de outros continentes como uma forma de resolver a questão e garantir a manutenção dos lucros e outras vantagens. Hoje estamos vendo, na Europa e Estados Unidos, um clima social de ódio aos imigrantes capitaneado por organizações de extrema direita e governos conservadores, levando a um cenário de tensão e violência.
Com relação à imigração no Brasil, é correto afirmar que
SOARES, Clébia Valêsca Gonçalves et al. “Gloriosa memória de quem triunfou”: festejos e narrativas monumentais da Confederação do Equador no sertão da Paraíba (Triunfo, 2004 a 2015). p.71. 2016.
Com relação à Confederação do Equador (1824), é correto afirmar que
MAIA, Lígio José de Oliveira. Milícia de Jesus Cristo nas serras de Ibiapaba durante os setecentos. In: XXVII SIMPÓSIO DA AMPUH, 2025. Anais […]. s.l.: s.n., 2025.
Para abordar o tema “resistência dos povos indígenas ao processo de colonização do Brasil”, o professor daria ênfase ao conceito de
Considerando-se o contexto histórico de sua promulgação, uma das principais consequências socioeconômicas dessa lei para a estrutura fundiária brasileira foi a
Leia o texto a seguir:
Ao lado da empresa comercial e do regime de grande propriedade, acrescentemos um terceiro elemento: o trabalho compulsório. Também nesse aspecto, a regra será comum a toda a América Latina, ainda que com variações. Diferentes formas de trabalho compulsório predominaram na América espanhola, enquanto uma delas – a escravidão – foi dominante no Brasil.
Por que se apelou para uma relação de trabalho odiosa a nossos olhos, que parecia semimorta, exatamente na época chamada pomposamente de aurora dos tempos modernos?
(Boris Fausto, História do Brasil)
Fausto responde à própria indagação afirmando que
I. No período colonial, a economia açucareira estruturou-se no modelo de plantation, caracterizado pela grande propriedade, uso intensivo de mão de obra escravizada e produção voltada ao mercado externo, o que reforçou a dependência econômica em relação à metrópole e a inserção subordinada no comércio atlântico.
II. Durante o Segundo Reinado, a política do “café com leite” consolidou-se como prática eleitoral baseada na alternância de poder entre as oligarquias de São Paulo e Minas Gerais, mecanismo que garantiu estabilidade política e baixo nível de conflitos sociais.
III. A Era Vargas representou uma ruptura no padrão de relação entre Estado e economia, com fortalecimento da industrialização, criação de legislações trabalhistas e ampliação da presença estatal, embora mantendo práticas autoritárias, especialmente no Estado Novo.
IV. Na Ditadura Militar (1964-1985), a política econômica oscilou entre fases de forte crescimento, como durante o chamado “milagre econômico”, e períodos de crise, marcados por inflação, endividamento externo e deterioração do poder de compra da população.
Pode-se afirmar que:
“A descrição dá início a uma tópica ainda hoje frequente no país, que entende a conquista como um ‘encontro pacífico’, a despeito das diferenças políticas, culturais e linguísticas. Essa nova gente capturou a curiosidade de Caminha: ‘A feição deles é serem pardos, um tanto avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem-feitos. Andam nus, sem nenhuma cobertura. Nem fazem mais caso de cobrir nem mostrar suas vergonhas, e estão acerca disso com tanta inocência como têm em mostrar o rosto’. O escrivão se espanta com suas ‘peles vermelhas e cabelos escorregadios’, e ademais com o fato de serem bonitos de corpo e alma. Começava com essa percepção certa ladainha de vida longa, que construiu a imagem de um ‘bom selvagem’ brasileiro […].Evidentemente deslumbrado, o relato de Caminha inaugurava, também, outro mito recorrente. O da natureza pacífica, de uma conquista sem violência, uma comunhão que unificou a todos, num mesmo coração e religião. [...] por mais que o tempo mostrasse o oposto: genocídio de um lado, conquista de outro.”
STARLING, Heloísa; SCHWARCZ, Lilia. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
Relacionando o trecho com os conhecimentos históricos sobre a formação da colonização portuguesa na América, assinale a alternativa que expressa como o trecho dialoga com as interpretações historiográficas acerca do “encontro” entre portugueses e populações indígenas.
I. Entre os séculos XV e XIX, o Ensino Religioso foi instrumento de cristianização e controle ideológico, conduzido principalmente pelos jesuítas, sob a influência da Igreja Católica e com o aval da Coroa Portuguesa.
II. Durante o período imperial, a religião católica manteve-se como oficial do Estado, e o Ensino Religioso continuou a ser utilizado como ferramenta de catequese e doutrinação, conforme os acordos firmados entre o Papa e o Monarca.
III. A Constituição de 1891, influenciada pelo positivismo, estabeleceu a laicidade do Estado brasileiro, separando Igreja e Estado e proibindo o Ensino Religioso nas escolas públicas.
IV. O Decreto nº 19.941/1931, promulgado durante o governo de Getúlio Vargas, determinou o retorno facultativo do Ensino Religioso às escolas públicas, marcando a reaproximação entre Igreja e Estado.
Pode-se afirmar que: