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“Durante seu mandato, o regime aumentou a censura à imprensa e a prisão e tortura de opositores políticos. Foi também durante seu governo que o país viveu o chamado “milagre econômico brasileiro”, com grande crescimento do PIB, expansão da indústria e obras de grande porte, como a Transamazônica e a Ponte Rio– Niterói. Contudo, esse crescimento beneficiou poucas parcelas da população, resultando no crescimento da desigualdade social no país. O governo também investiu em propaganda nacionalista, com slogans como “Brasil: ame-o ou deixe-o” e “Ninguém segura este país”, buscando criar uma imagem de progresso e unidade nacional.”
Assinale a opção que apresenta corretamente o governo durante a ditadura descrito no trecho.
“Se o presente permanece ancorado no passado como tradição, durante os anos do Estado Novo faz-se um esforço consciente e avultado para redescobrir o passado histórico enquanto realidade antecedente e passível de compreensão. Um passado histórico que não podia, como tradição, coexistir com o presente, mas que era fonte de explicação para o novo. O povo que estava hibernando deveria ser acordado e, acima de tudo, o Estado tinha os meios e as soluções para a revalorização e redescoberta do Brasil e de suas regiões no ideário Estado-novista. Tinha-se também uma certa alteração nas relações dialéticas entre passado, presente e futuro. Uma linha de continuidade na história do povo, os vínculos com um passado de tradições, permaneceriam inalterados.”
Adaptado de: Gomes, Ângela. História e historiadores: a política cultural do Estado Novo. Rio de Janeiro: Editora da FGV, 1996, pp. 145,152.
Com base na leitura do trecho, assinale a opção que apresenta corretamente a relação do Estado Novo com o passado histórico.
“Fica reconhecido e proclamado o estado de guerra iniciado pelo Império Alemão contra o Brasil e autorizado o Presidente da República a adoptar as providencias e tomar todas as medidas de defesa, nacional e segurança pública que julgar necessárias.”
Adaptado de: Decreto Nº 3.361. Coleção de Leis do Brasil - 26/10/1917, Vol. I, p. 169.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente os impactos da participação do Brasil na Primeira Guerra Mundial sobre a sua economia e relações internacionais.
“Já ninguém se ilude quanto aos desígnios da empreitada, a cuja execução estamos assistindo. Os atos sucessivos dos ministérios da guerra e do ministério da justiça, providencialmente reunidos nas mesmas mãos, em relação ao exército e à guarda nacional não deixam dúvida nenhuma sobre o projeto que o gabinete acaricia e cujo deslanche se aproxima.”
Adaptado de Ruy Barbosa. Diário de Notícias. 9 de novembro de 1889.
Com base na leitura do trecho e no contexto histórico, assinale a opção que apresenta corretamente a relação do governo de Deodoro da Fonseca com os militares.
“É na organização dos sindicatos das classes produtoras, é na federação dessas associações que está o futuro da humanidade. A educação, a consciência que vão tendo os trabalhadores de sua forma de organização livre em que todo o mundo se está manifestando, em surto supremo do ideal humano da igualdade e de liberdade, espanta os atrasados estadistas e fazem tocar a rebate. O clero, a burguesia e a nobreza, que já procuram lançar mão dos mesmos meios empregados pelos revolucionários, com fim de inutilizá-los numa nova campanha de boas graças entre o patrão e o assalariado.”
Adaptado de: LUZ, Fábio. “País de moral estragada”. Jornal A Plebe. São Paulo, 19 de julho de 1919. Ano III, n 02.
Assinale a opção que apresenta corretamente um objetivo do anarquismo no Brasil do século XIX.
I. Em 1763, a capital foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro, como parte de uma estratégia voltada à exploração das potencialidades agrícolas da região, principal atividade econômica da época.
II. Em 1821, José Bonifácio defendia a transferência da capital do Brasil para o interior, considerando essa medida essencial para a ocupação e exploração do vasto território além da zona litorânea.
III. Em 1960, a capital foi transferência para o Planalto Central, na região de Brasília, simbolizando um plano de desenvolvimento do governo de Juscelino Kubitschek com foco no interior do país.
Está correto o que se afirma em
“Sinto-me feliz de poder principiar, afirmando-vos que Bento Gonçalves, Bento Manuel, Canabarro e Netto nunca foram separatistas de coração. Não tiveram também ideias republicanas arraigadas. Isto em nada os diminui; porque os nossos maiores não devem ser venerados pelo simples fato de terem sido republicanos ou monarquistas, e sim porque souberam ser uma ou outra coisa, sendo, sempre, acima de tudo, Brasileiros.”
Fonte: Souza Docca. RIHGB, t. 90, vol. 144, 1921, p. 825.
“O azinhavre do separatismo tentou manchar esse gesto de acrisolado civismo gaúcho, taxando-o de artifício, mas não o conseguiu, porque o sentimento de brasilidade dos rio-grandenses do sul, na constelação política de nossa Pátria, paira, como aquele cântico da musa inspirada de Guerra Junqueiro: “Tão límpido, tão alto, que parece que é a estrela do céu que está cantando”.
Fonte: Souza Docca. RIHGB, vol. 166, 1932, p. 731-732.
Com base na leitura dos trechos, é correto afirmar que a construção da memória histórica farroupilha
“Em seus primeiros tempos, provavelmente em fins da Idade Média, a maçonaria reuniu principalmente artesãos ligados à construção c daí o seu nome derivado de maçon, "pedreiro" em francês. No Brasil, onde os padres participaram frequentemente de atos de rebeldia, a maçonaria teve a feição de um núcleo antiabsolutista, cujos membros mais extremados tendiam a defender a independência do país.”
Adaptado de FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 1996, p. 82.
Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que a maçonaria, no período da independência do Brasil,
“Joaquim José da Silva Xavier confessa ser quem ideou tudo e afirma que os nacionais dessa América não sabiam os tesouros que tinham e que podiam aqui ter tudo se soubessem fabricar. Passou depois o respondente a falar dos governos, e como vexavam os povos, e que também ele era um dos queixosos, que pelas nações estrangeiras por onde tinha andado, ouvira falar com admiração de não terem seguido o exemplo da América Inglesa; com este dito entrou o respondente a lembrar-se da independência, que este país podia ter, entrou a desejá-la, e ultimamente cuidar no modo, porque poderia isso efetuar-se. Poderia assim suceder que essa terra se fizesse uma república, e ficasse livre dos governos, que só vêm aqui ensopar-se em riquezas de três em três anos, e que as potências estrangeiras se admiravam, de que a América Portuguesa não se subtraísse da sujeição de Portugal. E disse que a nova república que se estabelecesse deveria ter uma bandeira, que deveria ter um triângulo, representando as três pessoas da Santíssima Trindade.”
Adaptado de: Autos de Devassa da Inconfidência Mineira, V. 4. Brasília – Belo Horizonte: Câmara dos Deputados – Governo do Estado de Minas Gerais, 1982.
Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que o documento sobre a Inconfidência Mineira
“Índios aldeados e índios considerados selvagens compunham a diversidade das populações indígenas presentes na América portuguesa, porém a barreira entre elas era muito menor do que se supunha e se apregoava, conforme a ideologia e a política indigenista, então vigentes. Índios e mestiços, selvagens e civilizados confundiam-se e relacionavam-se intensamente entre si e com outros segmentos da sociedade colonial, indo e voltando, com frequência de uma condição à outra.”
Adaptado de Celestino, Maria Regina. Índios mestiços e selvagens civilizados de Debret reflexões sobre relações interétnicas e mestiçagens. Varia História, vol. 25, nº 41, 2009, p. 88.
Com base na leitura do trecho, assinale a opção que apresenta corretamente a compreensão da autora sobre as categorias de indígenas na América portuguesa.
Assinale a opção que apresenta corretamente um dos resultados desses tratados.
I. Os capitães donatários, além de receberem amplos poderes administrativos e jurídicos sobre suas capitanias, assumiam também os encargos financeiros da colonização.
II. As capitanias foram administradas por agentes da Coroa portuguesa, que tinham autonomia para representar diretamente os interesses do rei.
III. O modelo das capitanias hereditárias foi adotado como medida temporária, restrita à região Norte do Brasil, onde se concentravam os principais interesses econômicos da Coroa.
Está correto o que se afirma em
(Vavy Pacheco Borges, Anos trinta e política: história e historiografia. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva, 1998. Adaptado)
Para Fausto, a revolução de 1930
• Precoce – Podemos denominar dessa forma o período também conhecido como Radicalismo ou Reformismo das classes médias, ou seja, estamos falando das primeiras três décadas do século XX.
• Clássico – Seria o período que abarca as décadas de 1930 a 1950. Lázaro Cárdenas no México, Getúlio Vargas no Brasil e Juan Domingo Perón na Argentina são seus principais representantes.
(Norberto Ferreras, A sociedade de massas: os populismos. Em: Cecília Azevedo e Ronaldo Raminelli, História das Américas: novas perspectivas, 2011. Adaptado)
Segundo o artigo em análise, caracteriza o populismo no período clássico
(Gersem dos Santos Luciano, Índio Brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos indígenas no Brasil de hoje, 2006)
Entre as contribuições contemporâneas dos povos indígenas, a obra em análise cita
Em meio a esse debate historiográfico, Emília Viotti da Costa e Florestan Fernandes entendiam a escravidão como sendo
(Izabel Andrade Marson, O Império da revolução: matrizes interpretativas dos conflitos da sociedade monárquica. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva, 1998. Adaptado)
O excerto traz características da
(Maria Odila Leite da Silva Dias, Sociabilidades sem história: votantes pobres no Império, 1824-1881. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva, 1998. Adaptado)
Para Dias, essa perspectiva historiográfica gerou