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A guerra ou movimento de Canudos é um episódio trágico que marca o processo de transição política que originou a república brasileira, no qual atuaram agentes sociais e políticos com diferentes interesses.
Nesse complexo teatro político, a guerra de Canudos
Senhor Governador:
Este é o começo de um esforço pela recuperação, entre nós, da escola pública primária. A construção desse Centro obedece a um plano de educação para a cidade da Bahia [Salvador], em que se visa restaurar a escola primária, cuja estrutura e cujos objetivos se perderam nas idas e vindas de nossa evolução nacional. Desejamos dar, de novo, à escola primária, o seu dia letivo completo. Desejamos dar‐lhe os seus cinco anos de curso. Além disso, desejamos que a escola eduque, forme hábitos, forme atitudes, cultive aspirações, prepare, realmente, a criança para a sua civilização – esta civilização tão difícil por ser uma civilização técnica e industrial e ainda mais difícil e complexa por estar em mutação permanente. E, além disso, desejamos que a escola dê saúde e alimento à criança, visto não ser possível educá‐la no grau de desnutrição e abandono em que vive.
(Adaptado do discurso pronunciado em 1950 por Anísio Teixeira, quando da inauguração do Centro Educacional Carneiro Ribeiro em Salvador (BA). Em: http://www.bvanisioteixeira.ufba.br/)
O educador baiano Anísio Teixeira assumiu a Secretaria de Educação da Bahia em 1947, a convite de Otávio Mangabeira, então governador do estado. Em sua gestão, foi criado o Centro de Educacional Carneiro Ribeiro, iniciativa social, política e pedagógica inovadora na época.
Com base no fragmento do discurso do educador, analise as afirmativas a seguir.
I. Anísio Teixeira afirma que o Centro Educacional Carneiro Ribeiro faz parte de uma política pública inovadora voltada à disseminação de uma escola primária para todos.
II. O educador aposta na necessidade de a instituição escolar se adaptar às transformações e demandas de uma sociedade industrial e tecnológica.
III. O intelectual baiano idealiza uma concepção dupla de escola, uma voltada para educar intelectuais e outra para instruir e profissionalizar trabalhadores.
Assinale:
Durante os anos 1830 e 1840, os três principais festejos cívicos comemorados em Salvador [o Dois de Julho, o Dois de Dezembro e o Sete de Setembro] tinham programas semelhantes: um desfile militar, incluindo a guarnição do Exército e a Guarda Nacional; um Te‐Deum na catedral; iluminação (decoração) de prédios oficiais (e também particulares); cortejo ao retrato do imperador por autoridades civis, militares e eclesiásticas, e também por cidadãos; vivas coletivas ao dia, ao monarca e às autoridades.
(KRAAY, Hendrik. “Definindo Estado e Nação: rituais cívicos na Bahia pós‐ independência”. Em: Topoi, set. 2001, p. 68‐9.)
Os rituais das festas cívicas descritos acima tinham diversas finalidades, contribuindo para o processo cultural de construção do novo Estado e da nova Nação independentes.
Assinale a opção que descreve, corretamente, essas cerimônias oficiais em Salvador, no período pós‐independência.
(http://www.revistadehistoria.com.br/secao/em‐dia/gritos‐de‐independencia)
A Bahia tem a personalidade de um país e o
Dois de Julho é seu principal mito de origem.
(José João dos Reis. “O jogo duro do dois de julho: o “partido negro” na independência da Bahia. In: REIS, J. J. e SILVA, E. Negociação e conflito: a resistência negra no Brasil escravista. São Paulo: Companhia das Letras, 1989, p. 79.)
O Dois de Julho foi a primeira festa cívica do século XIX, na Bahia, quando se passou a comemorar a independência do Brasil com a expulsão dos portugueses de Salvador. A figura acima retrata uma comemoração contemporânea dessa data, com moradores de Salvador e do Recôncavo em trajes de época e suas casas enfeitadas com motivos patrióticos. As alternativas a seguir apresentam, no contexto político e social baiano, características do processo de independência do Brasil, à exceção de uma. Assinale‐a.
O sistema Braille foi trazido para o Brasil por José Álvares de Azevedo, um jovem cego, ex-aluno do Instituto de Paris no ano de
Entre o primeiro e o segundo Ciclo da Borracha ocorreu um período de declínio. Entre as alternativas a seguir, assinale a que indica o fator associado ao declínio econômico na produção da borracha brasileira durante o período mencionado.
Idealizada desde meados do século XIX, a ferrovia Madeira-Mamoré é considerada uma obra épica de logística na Amazônia Ocidental. Acerca da ferrovia Madeira-Mamoré, está correto o que se afirma na alternativa:
Desde 2011, cerca de 3 mil imigrantes do Haiti se mudaram para a capital de Rondônia, segundo fontes do governo local. Sobre o tema, é correto afirmar que os haitianos:
A revolta da chibata foi um movimento social de marinheiros negros, em sua maioria, contra as condições de trabalho, castigos físicos e melhores salários. Seu líder, João Cândido, ficou conhecido por qual apelido?
Sobre a gestão pública no Brasil entre a década de 1960 e o período da nova república, assinale a alternativa incorreta.
A ocupação territorial do atual estado de Rondônia se deu em diferentes fases. Nas décadas de 1970 e 1980 houve extraordinário aumento do fluxo de migrantes para a região. Esse aumento esteve relacionado:
Leia o texto a seguir:
No dia 28 de dezembro de 1879, a capital do Império viu algo inédito desde 1863, quando o Brasil rompeu relações com a Inglaterra por conta da questão Christie: uma multidão protestando na rua. A manifestação aconteceu no Campo de São Cristovão, no Rio de Janeiro, em frente ao palácio imperial. Cerca de cinco mil pessoas, lideradas por um militante republicano, o médico e jornalista Lopes Trovão, reuniram-se para entregar a D. Pedro II uma petição solicitando a revogação de uma taxa de 20 réis, um vintém, sobre o transporte urbano, ou seja, bondes puxados a burro. O vintém era moeda de cobre, a de menor valor da época. A polícia não permitiu que a multidão se aproximasse do palácio. Enquanto os manifestantes se retiravam, o imperador mandou dizer que receberia uma comissão para negociar.
(CARVALHO, José Murilo de. A guerra do vintém. In. FIGUEIREDO, Luciano. (org.). Guerras e batalhas brasileiras. RJ: Sabim, 2009. P. 57)
Com base no trecho destacado acima, analise as proposições abaixo.
I- O Rio de Janeiro, então capital do Império brasileiro, nunca havia presenciado agitações populares até fins do século XIX, sendo este movimento – denominado Revolta do Vintém – caso excepcional.
II- O Brasil vivenciava turbulências políticas em torno do debate das ideias republicanas, que fervilhavam nos centros urbanos, como na manifestação da Revolta do Vintém, que pretendia expressamente a abdicação de D. Pedro II.
III- A Revolta do Vintém representava a insatisfação
com a implantação de cobrança de tarifa no
transporte público e de alguns impostos sobre
produtos de consumo popular, que marcaram a
economia imperial nas últimas décadas do século
XIX.
Assinale a opção em que todas as proposições estão
corretas:
Leia o texto a seguir:
Em 8 de novembro de 1799, quatro homens foram enforcados e esquartejados em praça pública na cidade de Salvador. Condenados por conspirarem contra a Coroa de Portugal, os alfaiates João de Deus do Nascimento e Manuel Faustino dos Santos Lira, e os soldados Lucas Dantas de Amorim Torres e Luiz Gonzaga das Virgens e Veiga participaram do movimento, que ficou conhecido como Conjuração Baiana, ou Conjuração dos Alfaiates. Era o fim de um processo deflagrado no ano anterior, quando, em 12 de agosto, a população de Salvador fora convocada, por panfletos afixados em locais públicos da cidade, para uma “revolução”, que instituiria uma “república democrática” no Brasil.
(VALIM, Patrícia. O preço da Liberdade. (2007). Revista de História. Disponível em: . Acesso em 18 set. 2014, às 14h44)
Sobre a Conjuração Baiana e outros movimentos
sociais no Brasil em fins do século XVIII é correto
afirmar que:
Analise a figura e o texto a seguir:

A história canônica do Brasil começa com o “Descobrimento”. Nesta cena Américo Vespúcio desperta a América, representada por uma índia Tupinambá, deitada na rede. Rede, tacape e cenas de antropofagia, que se veem ao fundo, são emblemáticos dos Tupinambás. Desenho de Jan van der Straet (também chamado Stadanus), gravura de Theodor Galle (1589).
(CUNHA, Manuela Carneiro. Introdução a uma história indígena. In: CUNHA, Manuela Carneiro. História dos Índios no Brasil. SP: Companhia das Letras, 1992. P. 09)
Sobre história Indígena do Brasil nos primeiros
séculos de colonização é correto afirmar:
Leia o texto abaixo:
“Anteontem, ao ser conhecida, nesta cidade, a notícia de que fora sancionada a lei de extinção do cativeiro, o povo manifestou o mais profundo e entusiástico júbilo de que se achava possuído. Subiram ao ar girândolas de foguetes e grandes multidões enchiam a cidade do rumor dos vivas e das grandes aclamações. Este movimento acentuou-se, extraordinariamente, à noite. Organizaram-se várias passeatas que percorreram as ruas desta cidade, a qual apresentava um aspecto festivo.
(...)
O préstito compunha-se de numerosíssimos cavaleiros, grande massa de povo e carros de comissões de sociedades abolicionistas conduzindo retratos dos vultos mais salientes da campanha em prol dos cativos.”
Jornal Diário da Bahia, 15 de Maio de 1888, p. 1. In: BRITO, Jailton Lima. A Abolição na Bahia: Uma história política – 1870-1888. Dissertação de Mestrado –Salvador, PPGH-UFBA, 1996, p. 6. Adaptado.
Sobre a Abolição da escravatura, é correto
afirmar que:
Analise a charge abaixo:

A charge acima de Henfil representa a dimensão das
lutas pelas eleições diretas no Brasil, ainda sob o
regime ditatorial, que assolava o país desde 1964. O
ápice dessas lutas foram as mobilizações com
milhões de pessoas nas ruas de todo o país, durante
o ano de 1984. Sobre o chamado processo de
redemocratização do país podemos dizer que:
Leia o texto abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta.
“E passando imediatamente a obrar [agir], equipou canhoneiras que têm hostilizado as ilhas de Santo Antônio de Maré, a costa da Saubara, a barra do Paraguaçu, mandou metralhar Itaparica, encravar a Artilharia de sua Fortaleza, interceptou nossa comunicação com a cidade, aprisionando e roubando as embarcações que faziam nosso comércio interior e proibindo a importação de mercadorias e víveres para o Recôncavo, fez mandar tropa lusitana e barcas de guerra para atacar e ocupar a rica povoação de Nazaré [combate do Funil] e finalmente preparar-se com estrépito terror para nos acometer e obstar entrada da esquadra que vem da Corte do Brasil em nosso socorro; e por outro lado, a Junta Provisória do Governo, aliás composta de sábios e honrados brasileiros, de quem a Pátria esperava tudo, ou por coação, ou por natural fraqueza, não respondeu à participação do ato da Aclamação de Sua Alteza Real, feita pelas Câmaras e Autoridades, tem se abstido de toda correspondência conosco, e finalmente pelas suas Reclamações de doze e vinte e três de Julho próximo passado se declaram contra nós, arguindo-nos de rebeldes e facciosos, e forçando com tão inauditos procedimentos a nossa involuntária subtração à sua Autoridade. Deixemos, Senhores, de observar miudamente, quanto seja irrisório, que o opressor da Bahia apelide, fiel a uma assaz pequena fração da Província, e rebelde a toda ela constitucional, a minguada caterva de soldados iludidos Europeus da Bahia, e facciosa a numerosa Povoação da Província inteira.”
Ata da Câmara da Vila de Nossa Senhora do Rosário do porto da
Cachoeira datada de 21 de agosto de 1822. In: TAVARES, Luís Henrique
Dias. Independência do Brasil na Bahia. (Coleção Bahia de Todos).
Salvador: EDUFBA, 2005, p. 132-133