Questões de Concurso Comentadas sobre história do brasil em história

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Q3782673 História
Leia os trechos a seguir.

“Sinto-me feliz de poder principiar, afirmando-vos que Bento Gonçalves, Bento Manuel, Canabarro e Netto nunca foram separatistas de coração. Não tiveram também ideias republicanas arraigadas. Isto em nada os diminui; porque os nossos maiores não devem ser venerados pelo simples fato de terem sido republicanos ou monarquistas, e sim porque souberam ser uma ou outra coisa, sendo, sempre, acima de tudo, Brasileiros.”

Fonte: Souza Docca. RIHGB, t. 90, vol. 144, 1921, p. 825.

“O azinhavre do separatismo tentou manchar esse gesto de acrisolado civismo gaúcho, taxando-o de artifício, mas não o conseguiu, porque o sentimento de brasilidade dos rio-grandenses do sul, na constelação política de nossa Pátria, paira, como aquele cântico da musa inspirada de Guerra Junqueiro: “Tão límpido, tão alto, que parece que é a estrela do céu que está cantando”.


Fonte: Souza Docca. RIHGB, vol. 166, 1932, p. 731-732.

Com base na leitura dos trechos, é correto afirmar que a construção da memória histórica farroupilha
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Q3782672 História
Leia o trecho a seguir.

“Em seus primeiros tempos, provavelmente em fins da Idade Média, a maçonaria reuniu principalmente artesãos ligados à construção c daí o seu nome derivado de maçon, "pedreiro" em francês. No Brasil, onde os padres participaram frequentemente de atos de rebeldia, a maçonaria teve a feição de um núcleo antiabsolutista, cujos membros mais extremados tendiam a defender a independência do país.”

Adaptado de FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 1996, p. 82.

Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que a maçonaria, no período da independência do Brasil,
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Q3782670 História
Leia o trecho a seguir.

“Joaquim José da Silva Xavier confessa ser quem ideou tudo e afirma que os nacionais dessa América não sabiam os tesouros que tinham e que podiam aqui ter tudo se soubessem fabricar. Passou depois o respondente a falar dos governos, e como vexavam os povos, e que também ele era um dos queixosos, que pelas nações estrangeiras por onde tinha andado, ouvira falar com admiração de não terem seguido o exemplo da América Inglesa; com este dito entrou o respondente a lembrar-se da independência, que este país podia ter, entrou a desejá-la, e ultimamente cuidar no modo, porque poderia isso efetuar-se. Poderia assim suceder que essa terra se fizesse uma república, e ficasse livre dos governos, que só vêm aqui ensopar-se em riquezas de três em três anos, e que as potências estrangeiras se admiravam, de que a América Portuguesa não se subtraísse da sujeição de Portugal. E disse que a nova república que se estabelecesse deveria ter uma bandeira, que deveria ter um triângulo, representando as três pessoas da Santíssima Trindade.”

Adaptado de: Autos de Devassa da Inconfidência Mineira, V. 4. Brasília – Belo Horizonte: Câmara dos Deputados – Governo do Estado de Minas Gerais, 1982.

Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que o documento sobre a Inconfidência Mineira 
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Q3782665 História
Leia o trecho a seguir.

“Índios aldeados e índios considerados selvagens compunham a diversidade das populações indígenas presentes na América portuguesa, porém a barreira entre elas era muito menor do que se supunha e se apregoava, conforme a ideologia e a política indigenista, então vigentes. Índios e mestiços, selvagens e civilizados confundiam-se e relacionavam-se intensamente entre si e com outros segmentos da sociedade colonial, indo e voltando, com frequência de uma condição à outra.”


Adaptado de Celestino, Maria Regina. Índios mestiços e selvagens civilizados de Debret reflexões sobre relações interétnicas e mestiçagens. Varia História, vol. 25, nº 41, 2009, p. 88.

Com base na leitura do trecho, assinale a opção que apresenta corretamente a compreensão da autora sobre as categorias de indígenas na América portuguesa.
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Q3782202 História
Em 1968, surge a coletânea de artigos, Brasil em perspectiva. Um capítulo de Boris Fausto sobre “A revolução de 1930” discute as interpretações dessa revolução, pensando-as “dentro de uma dinâmica própria” do movimento e de suas contradições.
(Vavy Pacheco Borges, Anos trinta e política: história e historiografia. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva, 1998. Adaptado)
Para Fausto, a revolução de 1930 
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Q3782201 História
Podemos estabelecer uma periodização do fenômeno populismo analisando-o do ponto de vista do momento histórico em que se produziu. Assim sendo, a periodização deve ser a seguinte:
•  Precoce – Podemos denominar dessa forma o período também conhecido como Radicalismo ou Reformismo das classes médias, ou seja, estamos falando das primeiras três décadas do século XX.
•  Clássico – Seria o período que abarca as décadas de 1930 a 1950. Lázaro Cárdenas no México, Getúlio Vargas no Brasil e Juan Domingo Perón na Argentina são seus principais representantes.
(Norberto Ferreras, A sociedade de massas: os populismos. Em: Cecília Azevedo e Ronaldo Raminelli, História das Américas: novas perspectivas, 2011. Adaptado)
Segundo o artigo em análise, caracteriza o populismo no período clássico
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Q3782198 História
No artigo Escravidão negra em debate (Em: Marcos Cezar de Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva, 1998), Suely Robles Reis de Queiróz assevera que “a matriz do dissenso historiográfico está na caracterização do sistema escravista, tido por alguns como violento e cruel, por outros como brando, benevolente”.
Em meio a esse debate historiográfico, Emília Viotti da Costa e Florestan Fernandes entendiam a escravidão como sendo
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Q3782197 História
Para Joaquim Nabuco, a revolução explodiu por várias razões. Originou-se nas paixões e instintos constitutivos do comportamento das massas de Pernambuco, quando instigadas por demagogos e pelo abuso das classes “que se servem de delongas da lei para preservarem seus privilégios”. Foi um “turbilhão popular violento, indiferente a leis e princípios” e “mais que um movimento político, foi um movimento social, uma guerra do povo contra os portugueses que monopolizavam o comércio nas cidades e os senhores de engenho que monopolizavam a terra no interior”.
(Izabel Andrade Marson, O Império da revolução: matrizes interpretativas dos conflitos da sociedade monárquica. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva, 1998. Adaptado)
O excerto traz características da
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Q3782196 História
A historiografia do Império foi durante muito tempo matriz do estudo das instituições políticas e do discurso fundador da nacionalidade. Dentro dessa característica ideológica, só se podia endossar a consolidação da hegemonia política das elites que projetaram a nação. Esse projeto homogeneizante consistia numa missão de controle social, disciplinador e civilizador das imensas desigualdades sociais herdadas da sociedade escravista.
(Maria Odila Leite da Silva Dias, Sociabilidades sem história: votantes pobres no Império, 1824-1881. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva, 1998. Adaptado)
Para Dias, essa perspectiva historiográfica gerou
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Q3782195 História
Há estereótipos incansavelmente repetidos em Simão de Vasconcelos, Brandão, Souza, Gandavo e jesuítas como é o caso da célebre constatação de que a língua dos indígenas do litoral da América portuguesa não possuía as letras F, L e R, provando, portanto, não terem Fé, nem Lei, nem Rei. Essa imagem retórica, à primeira vista engenhosa, é na verdade um sofisma.
(Laima Mesgravis, A sociedade brasileira e historiografia colonial. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva, 1998, p. 39. Adaptado)
Para a autora, a imagem retórica descrita é um sofisma porque
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Q3782080 História
A Guerra do Contestado envolveu disputas territoriais, movimentos messiânicos e conflitos entre autoridades estaduais, empresas estrangeiras e populações sertanejas. Lideranças carismáticas, entre elas figuras religiosas e chefes regionais, influenciaram a mobilização popular e auxiliaram na organização de povoados em resistência. Interesses econômicos ligados à extração de madeira e ao traçado ferroviário somaram-se à atuação de forças militares, tornando o conflito um dos mais complexos do sul do país. Analise as afirmações:
I. A presença de chefes sertanejos associados a monges itinerantes contribuiu para estruturar núcleos de resistência.
II. Concessionárias estrangeiras ligadas à exploração de madeira atuaram em áreas diretamente afetadas pelo conflito.
III. A participação de forças estaduais e federais não integrou as ações repressivas realizadas na região.
IV. Redes locais de apoio ofereceram abrigo e recursos aos grupos mobilizados na luta.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3782061 História
A Guerra do Contestado envolveu disputas territoriais, movimentos messiânicos e conflitos entre autoridades estaduais, empresas estrangeiras e populações sertanejas. Lideranças carismáticas, entre elas figuras religiosas e chefes regionais, influenciaram a mobilização popular e auxiliaram na organização de povoados em resistência. Interesses econômicos ligados à extração de madeira e ao traçado ferroviário somaram-se à atuação de forças militares, tornando o conflito um dos mais complexos do sul do país. Analise as afirmações:
I. A presença de chefes sertanejos associados a monges itinerantes contribuiu para estruturar núcleos de resistência.
II. Concessionárias estrangeiras ligadas à exploração de madeira atuaram em áreas diretamente afetadas pelo conflito.
III. A participação de forças estaduais e federais não integrou as ações repressivas realizadas na região.
IV. Redes locais de apoio ofereceram abrigo e recursos aos grupos mobilizados na luta.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3781531 História
A ocupação inicial do território catarinense articulou redes de navegação, interesses administrativos e estratégias de povoamento que envolveram grupos indígenas, colonos portugueses e comunidades açorianas. A instalação de vilas no litoral, acompanhada da agricultura de subsistência, pesca e práticas religiosas, contribuiu para consolidar núcleos que serviram de base à formação social do futuro estado. Considerando esse processo, qual elemento corresponde a uma característica marcante da fase inicial da colonização no litoral de Santa Catarina?
Alternativas
Q3778931 História
No processo de povoamento da região, a colonização mais intensa ocorreu a partir do final do século XIX, quando chegaram diversas famílias vindas especialmente do ______, compostas por imigrantes alemães, italianos e poloneses, entre outros grupos, principalmente refugiados de uma Revolução que atingia todo esse Estado.

Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, a lacuna? 
Alternativas
Q3778930 História
Os conflitos e disputas por território marcaram o processo de formação política da região oeste catarinense, envolvendo potências europeias e posteriormente países e estados sul americanos. Com base nesse contexto histórico, analise as assertivas:

I. A região foi palco de disputas entre as coroas de Espanha e Portugal.
II. Houve também conflito envolvendo Brasil e Argentina, relacionado à ocupação e delimitação dessa área.
III. Todo o território do atual Oeste Catarinense pertencia originalmente ao estado do Paraná, sendo incorporado a Santa Catarina apenas na segunda metade do século XXI.

Das assertivas, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q3778284 História
A ocupação mais antiga da região que hoje compreende o Oeste Catarinense remonta a grupos humanos que se deslocavam pelo território há milhares de anos. Considerando esse cenário histórico, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3777784 História
Assinale a afirmativa que apresenta corretamente uma consequência da criação da província do Amazonas em 1850. 
Alternativas
Q3777004 História
A ocupação mais antiga da região que hoje compreende o Oeste Catarinense remonta a grupos humanos que se deslocavam pelo território há milhares de anos. Considerando esse cenário histórico, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3776231 História
O fotógrafo açoriano José Christiano de Freitas Henriques Junior (1832-1902) desenvolveu, entre 1864-1865, uma extensa documentação fotográfica da população escravizada no Rio de Janeiro Imperial. Sua coleção "Photographias de costumes brazileiros", composta por 77 fotografias, foi apresentada na Exposição Internacional do Porto (1865) e posteriormente doada ao rei D. Fernando de Portugal. O material, que incluía retratos de "trabalhadores de ganho" e "tipos de diferentes nações africanas", foi comercializado como souvenir para estrangeiros. As fotografias registravam escravizados urbanos descalços em atividades como quitandeiras, barbeiros ambulantes, carregadores e cesteiros, além de retratos faciais identificados por origem étnica (Mina Nagô, Cabinda, Angola, Moçambique, Congo, Monjolo). Analisando o contexto da escravidão urbana do século XIX, qual aspecto caracteriza a função histórica e social dessa documentação visual?
Alternativas
Q3774950 História
O fotógrafo açoriano José Christiano de Freitas Henriques Junior (1832-1902) desenvolveu, entre 1864-1865, uma extensa documentação fotográfica da população escravizada no Rio de Janeiro Imperial. Sua coleção "Photographias de costumes brazileiros", composta por 77 fotografias, foi apresentada na Exposição Internacional do Porto (1865) e posteriormente doada ao rei D. Fernando de Portugal. O material, que incluía retratos de "trabalhadores de ganho" e "tipos de diferentes nações africanas", foi comercializado como souvenir para estrangeiros. As fotografias registravam escravizados urbanos descalços em atividades como quitandeiras, barbeiros ambulantes, carregadores e cesteiros, além de retratos faciais identificados por origem étnica (Mina Nagô, Cabinda, Angola, Moçambique, Congo, Monjolo). Analisando o contexto da escravidão urbana do século XIX, qual aspecto caracteriza a função histórica e social dessa documentação visual? 
Alternativas
Respostas
701: E
702: C
703: C
704: D
705: E
706: C
707: E
708: A
709: D
710: B
711: B
712: A
713: C
714: A
715: D
716: B
717: C
718: B
719: B
720: C