Questões de Concurso
Sobre guerra fria e as ditaduras militares em história
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Julgue o item a seguir.
A forma como a Guerra do Paraguai é percebida e
nomeada reflete as diferentes perspectivas históricas e
políticas entre os Paraguaios e os Brasileiros. Enquanto
os Paraguaios frequentemente se referem ao conflito
como a Guerra da Tríplice Aliança, destacando a aliança
formada pelos países tropicais Brasil, Uruguai e
Argentina; no Brasil, o termo mais comum é Guerra do
Paraguai ou Guerra das Quatro Nações, evidenciando a
multiplicidade de atores envolvidos no conflito. Essas
distintas narrativas históricas ressaltam as
complexidades e as nuances da memória coletiva e das
relações diplomáticas na região.
Durante o período Médici, a política externa orientou-se por um projeto de ampliação de influência e poder na América Latina [...]
(Maria Helena Capelato, O “gigante brasileiro” na América Latina:
ser ou não ser latino-americano. Em: Carlos Guilherme Mota (org.),
A experiência brasileira. A grande transação)
Para Capelato, a política externa citada consubstanciou-se
As ditaduras na América Latina tiveram um impacto significativo ao longo do século XX e início do século XXI, moldando profundamente a história e a política da região. Sobre esse tema, registre V, para os itens verdadeiros, e F, para os itens falsos:
(__)Entre as décadas de 1960 e 1980, muitos países latino-americanos experimentaram governos autoritários liderados por militares. Isso foi influenciado pela instabilidade política, pela tensão social, pelas inovações percebidas ao status quo e pela influência externa, particularmente da Guerra Fria.
(__)Na Argentina, uma "Guerra Suja" resultou no desaparecimento de milhares de opositores políticos durante a ditadura militar (1976-1983).
(__)No Chile, sob o governo de Augusto Pinochet (1973-1990), houve repressão política e visibilidade massiva dos direitos humanos.
(__)Nas últimas décadas, muitos países latino-americanos passaram por transições para a democracia. Comissões de verdade e reconciliação foram determinantes para investigar e lidar com os abusos e crimes durante as ditaduras.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta:
“O golpe militar contra o governo de Salvador Allende no fatídico dia 11 de setembro de 1973 foi provavelmente o mais brutal de todos nas ações para consolidar seu êxito. Nos primeiros dias após o bombardeio do palácio La Moneda, milhares de pessoas foram levadas ao Estádio Nacional, em Santiago do Chile, submetidas a interrogatórios, surras e toda sorte de arbitrariedade. Cerca de mil detidos foram sumariamente executados. Os direitos civis foram suspensos e a população devia obedecer ao toque de recolher, enquanto casas eram invadidas e os suspeitos de contrariar a nova ordem, levados na calada da noite. Muitas vezes para nunca mais voltar.”
PRADO, Maria Ligia; PELLEGRINO, Gabriela. História da América Latina. São Paulo: Contexto, 2014. p. 179.
Entre junho e setembro de 1973, Uruguai e Chile tiveram a derrubada de governos democráticos levada a cabo por ditaduras militares. Esses movimentos foram apenas dois dos vários que ocorreram nos anos 1950, 1960 e 1970 na América Latina. Com base no trecho acima e nos conhecimentos sobre História Contemporânea, assinale a alternativa correta.
(Darcy Ribeiro, O povo brasileiro)
O excerto aponta, na formação sociocultural do Brasil, para
Hebe de Bonafini, líder das Mães da Praça de Maio, morre aos 93 anos. A dona de casa empreendeu uma luta atrás dos dois filhos e uma nora desaparecidos durante a ditadura militar argentina e se tornou uma das mais emblemáticas ativistas pelos direitos humanos. A morte foi confirmada pela família e suas cinzas serão jogadas na Praça de Maio, onde se reunia todas as quintas-feiras com outras mães e avós que buscavam seus filhos e netos sequestrados pela ditadura.
(Líder das Mães da Praça de Maio, Hebe de Bonafini morre aos 93 anos. Tribuna on-line.)
Por inúmeras quintas-feiras, as Mães da Praça de Maio circularam a Pirâmide de Maio, monumento erguido em 1811 para celebrar a luta pela independência da Argentina. Como em quase todos os países da América do Sul, a Argentina viveu uma ditadura militar, que:
I.Os Estados Unidos romperam relações diplomáticas com Cuba no início de 1961 e os anos seguintes foram marcados por tensões crescentes, incluindo o Plano Marshall.
II.A Revolução Cubana foi um levante armado liderado por Fidel Castro que acabou derrubando a ditadura de Fulgencio Batista.
III.Os Estados Unidos foram um dos primeiros países a reconhecer o governo de Castro em Cuba, mas as relações entre os dois países se deterioraram rapidamente quando Castro implementou um regime comunista e forjou laços estreitos com a União Soviética, o inimigo dos EUA na Guerra Fria.
É CORRETO o que se afirma em:
Além de Cuba outro país viveu uma experiência socialista, no entanto, pela via pacífica e eleitoral, mas que acabou também com um golpe militar no dia 11 de setembro de 1973. Este país foi:
(CHAVES, 2015.)
Essa então chamada “Operação Condor” estabeleceu-se a partir dos anos 1960, para combater os movimentos que lutavam contra os regimes militares, sendo uma aliança político-militar entre vários governos conservadores da América e esteve relacionada, dentre outros fatores:
Durante a Guerra Fria, golpes de Estado foram responsáveis por quase três em cada quatro colapsos democráticos. Porém, há outra maneira de arruinar uma democracia. É menos dramática, mas igualmente destrutiva. Democracias podem morrer não nas mãos de generais, mas de líderes eleitos – presidentes ou primeiros-ministros que subvertem o próprio processo que os levou ao poder. O retrocesso democrático hoje começa nas urnas.
Adaptado de LEVITSKY e ZIBLATT. Como as democracias morrem. Rio de Janeiro: Zahar, p. 14-17.
Assinale a afirmativa que descreve corretamente os mecanismos
responsáveis pela subversão da ordem democrática nos casos
considerados.
Doze países votaram por ativar um tratado de defesa mútua do continente americano para tratar da crise venezuelana.
O conselho permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) decidiu, nesta quarta-feira (11), aprovar uma resolução proposta pela Colômbia para ativar o Tratado de Interamericano Assistência Recíproca (TIAR) contra a Venezuela. Como resultado, uma reunião com os ministros do Exterior dos países-membros será convocada para a segunda quinzena de setembro para deliberar sobre possíveis medidas.
(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2019/09/11/oea-resgata-tratado-da-guerra-fria-para-aumentar-pressao-contra-maduro-na-venezuela.)
No início de 2019, a Venezuela chegou ao ápice de uma crise político-econômica que já vinha se estendendo desde 2017, com o governo de Nicolás Maduro, sucessor de Hugo Chávez, e, agora, com um governo paralelo deflagrado pelo presidente da Assembleia Juan Guaidó. Tal acontecimento levou os países vizinhos a ativar a OEA e mais ainda o TIAR conhecido também como Tratado do Rio, pois foi firmado no Rio de Janeiro em 1947 como forma de proteção mútua dos países. Sobre a OEA e o TIAR, podemos considerar que: