Questões de Concurso
Comentadas sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história
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Considerando a evolução sofrida pela escrita da História na contemporaneidade, especialmente após o surgimento da Escola dos Anais ou Escola Francesa, e pelos novos parâmetros que norteiam o ensino da História nos dias atuais, julgue o item que se segue.
A História tradicional costumava valorizar ao extremo a ação
individual dos grandes nomes, os heróis, enfatizando a política
protagonizada pelos detentores do poder.
Considerando que tais princípios existem, a micro-história NÃO é caracterizada por:
Analisando as afirmações acima, conclui-se que:
Como é possível conhecer do passado muito mais do que ele julgara sensato nos dar a conhecer ou ainda, como é possível a revanche da inteligência sobre o dado?
Considerando os textos, qual dentre as respostas a seguir é consistente com a questão acima?
Belo Horizonte: Autêntica, 2008, p.77.
(LEVI, G. A herança imaterial: trajetória de um exorcista no Piemonte do século XVII.
Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000. pp 46-47)
O trecho acima foi extraído do livro de Giovanni Levi. Tal obra está inserida num determinado contexto de produção do conhecimento histórico. Portanto, representa uma abordagem historiográfica específica, qual?
I obras, objetos, documentos e edificações destinados a manifestações artísticas e culturais.
II criações artísticas, científicas e tecnológicas.
III modos de criar, fazer e viver.
IV sítios de valor paisagístico.
V formas de expressão.
A quantidade de itens certos é igual a
Os progressos técnicos não conseguem resolver todos os problemas sociais. A continuidade das desigualdades sociais mostra que o mundo precisa de muitas mudanças. As desigualdades sociais
Em Faire de l’ histoire, a história nova foi definida pelo aparecimento de novos problemas, de novos métodos que renovaram domínios tradicionais da história e, principalmente, talvez, pelo aparecimento, no campo da história, de novos objetos, em geral, reservados, até então, à antropologia.
Le Goff. A História nova. São Paulo: Martins Fontes, 1990, p. 44 (com adaptações).
À luz da interlocução da história nova com as outras disciplinas, assinale a opção correta
interdisciplinaridade da história, julgue os itens a seguir.
Dizer que o processo histórico é contínuo não significa que ele obedeça a um desenvolvimento linear: não é uma linha reta com tendência constante, inclui idas e vindas, desvios, avanços e recuos, inversões etc. Há mesmo transformações que podem ser vistas como rupturas, pois alteram toda uma forma de viver da sociedade. É, porém, uma ruptura que foi lentamente preparada, que está sempre ligada com algo que já existia, pois não se pode admitir o surgimento de uma situação nova sem ligação com as anteriores.
Vavy Pacheco Borges. O que é história. São Paulo: Brasiliense, 1980, p. 49 (com adaptações)
Dizer que o processo histórico é contínuo não significa que ele obedeça a um desenvolvimento linear: não é uma linha reta com tendência constante, inclui idas e vindas, desvios, avanços e recuos, inversões etc. Há mesmo transformações que podem ser vistas como rupturas, pois alteram toda uma forma de viver da sociedade. É, porém, uma ruptura que foi lentamente preparada, que está sempre ligada com algo que já existia, pois não se pode admitir o surgimento de uma situação nova sem ligação com as anteriores.
Vavy Pacheco Borges. O que é história. São Paulo: Brasiliense, 1980, p. 49 (com adaptações)
I. A produção historiográfica não pode ser centrada em ações individuais e no poder bélico.
II. A análise historiográfica deve partir da estrutura e da dinâmica das sociedades humanas.
III. Os historiadores devem realizar analises que articulem o conceito de classe social ao de cultura.
IV. Ao historiador cabe recolher, por intermédio de documentos, os fatos mais importantes, ordená-los cronologicamente e narrá-los.
V. A análise histórica só tem sentido quando vincula a micro-história com a macro-história.
O item correto é:
A destruição do passado – ou melhor, dos mecanismos sociais que vinculam nossa experiência pessoal à das gerações passadas – é um dos fenômenos mais característicos e lúgubres do final do século XX. Quase todos os jovens de hoje crescem numa espécie de presente contínuo, sem qualquer relação orgânica com o passado público da época em que vivem. Por isso os historiadores, cujo ofício é lembrar o que outros esquecem, tornam-se mais importantes que nunca no final do segundo milênio. Por esse mesmo motivo, porém, eles têm de ser mais que simples cronistas, memorialistas e compiladores. Em 198 9 todos os governos do mundo, e particularmente todos os ministérios do Exterior do mundo, ter-se-iam beneficiado de um seminário sobre os acordos de paz firmados após as duas guerras mundiais, que a maioria deles aparentemente havia esquecido.
(Eric Hobsbaw m, Era dos extremos – O breve século XX. Trad. de Marcos Santarrita. São Paulo: Companhia das L etras, 2005, p. 13)
Considere as seguintes afirmações: I. O pensamento do autor vai ao encontro do que afirma a seguinte frase, relativamente popularizada: Estamos condenados a repetir os erros da História que foi esquecida. II. Entre as funções essenciais de um historiador, destaca-se a de compreender rigorosamente em si mesmos os valores históricos e sociais de seu próprio presente. III. A referência aos acordos de paz firmados depois das duas guerras mundiais vem a propósito da importância que eles deveriam conservar em todas as resoluções de política externa, em nível global.
Em relação ao texto, está correto o que se afirma em