Questões de Concurso Comentadas sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história

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Q1692537 História
Não podemos concluir que, porque uma montanha parece tomar diferentes formas de acordo com os diversos ângulos de visão, não tem objetivamente ou nenhuma forma em absoluto ou uma infinidade de formas. Não podemos concluir que, porque a interpretação desempenha um papel necessário no estabelecimento dos fatos da história e porque nenhuma interpretação é completamente objetiva, qualquer interpretação é tão boa quanto outra e que os fatos da história não são, em princípio, responsáveis pela interpretação objetiva.
E. H. Carr. O que é história? 7.ª reimp. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996, p. 62.
Considerando o texto do historiador Edward H. Carr, que usa a metáfora da montanha para rebater críticas e estabelecer alguns pontos teóricos sobre o ofício do historiador, assinale a opção correta.
Alternativas
Q1692316 História
O artigo Historiografia e História da Historiografia: alguns apontamentos, de C. Cordeiro (2015), tece comentários importantes sobre esse assunto, caro para a disciplina de História. Leia com atenção: 

Neste sentido, torna-se mister, caso se intente fazer um trabalho sobre história da historiografia que vá além de um mero manual bibliográfico, ir atrás do contexto de produção das obras históricas com as quais se pretende trabalhar. Isso significa compreender que o trabalho da narrativa sempre foi e sempre será o de “ordenar, dar forma e tornar significativo um conjunto disperso de experiências e vivências” (GUIMARÃES, 2006:47), sem lançar mão de um horizonte de expectativas. Essa forma mais “reflexiva” de se lidar com a escrita do passado vai ao encontro do que propõem Manoel Guimarães, Jurandir Malerba e Valdei Lopes em suas ponderações sobre a historiografia e a história da historiografia.

 (CORDEIRO, Cecília. Historiografia e História da Historiografia: alguns
apontamentos. In: Anais do XXVIII Simpósio Nacional de História,
Florianópolis, SC, 2015, p. 13).
De acordo com o trecho do artigo de C. Cordeiro (2015), a história da historiografia tem relevância para que os historiadores:
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Q1692312 História
O Brasil vem sendo objetos de estudo sistemático por historiadores e sociólogos desde o século XIX, quando fundase o IHGB (Instituto Histórico-Geográfico Brasileiro), sediado na cidade do Rio de Janeiro, capital do Império. Muitos importantes nomes da literatura histórica e historiográfica nacional passaram a compor o quadro de estudos sobre o país, oferecendo-nos uma interpretação sobre o que é o Brasil. Sabendo disso, relacione corretamente os autores aos principais conceitos elaborados em suas respectivas obras:
A Democracia Racial. B Complexo de Vira-Lata.
C Homem Cordial. D Redescoberta do Brasil.
( ) Caio Prado Jr. ( ) Nelson Rodrigues. ( ) Sérgio Buarque de Holanda. ( ) Gilberto Freyre.
Assinale a alternativa que contém a sequência correta.
Alternativas
Q1692308 História
Leia o trecho a seguir, escrito por A. Ribeiro (2011):

Anísio Teixeira, na apresentação de O processo civilizatório (RIBEIRO, 2001, p. 13), também faz referência ao fato da obra ter sido escrita a partir do terceiro mundo, sem que tal condição impusesse a Darcy Ribeiro alguma espécie de subordinação mental. Anísio observava ainda, em seu texto introdutório, que, nos círculos intelectuais brasileiros, persistia, de um lado, o tom irônico e quase leviano daqueles que preferem não se levar tão a sério para escapar ao que veriam como ridículo, afinal, diriam: o Brasil não é sério. Uma humildade, para Anísio Teixeira, mal-contada, que impedia efetivamente a participação autônoma da nação no debate internacional; de outro lado, reconhecia, entre nossos intelectuais, uma soberana arrogância dos que se consideram superior ao meio ambiente onde nasceram, a mesma prepotência com que encaram essa choldra que é seu país (Ibid., p. 13). 

(Fonte: RIBEIRO, Adelia. Darcy Ribeiro e o enigma Brasil: um exercício
de descolonização epistemológica. Disponível em:
https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-
69922011000200003&script=sci_arttext Acesso em 19 set. 2020)
A discussão proposta por A. Ribeiro (2011) sobre os círculos intelectuais brasileiros indica um histórico problema epistemológico e mesmo de formação sociohistórica do país. Esse problema justifica-se pelo:
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Q1682587 História
“Segundo Jacques Le Goff, a memória é a propriedade de conservar certas informações, propriedade que se refere a um conjunto de funções psíquicas que permite ao indivíduo atualizar impressões ou informações passadas, ou reinterpretadas como passadas”.
(Vanderlei Silva, Kalina; Henrique Silva, Maciel. Dicionário de Conceitos Hstóricos 3ª Ed., 5ª reimpressão. São Paulo: Contexto, 2015)
Sobre História e Memória, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1253172 História
Dentre os conceitos próprios da construção do conhecimento histórico, seja ele escolar ou acadêmico, é correto citar:
Alternativas
Q1253171 História
Sobre a construção de noções de temporalidade na história ensinada, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1253143 História
Assinale a alternativa INCORRETA em relação aos fundamentos teóricos do pensamento histórico.
Alternativas
Q1203322 História
“O conceito de tempo, no uso que fazemos dele, situa-se num alto nível de generalização e de síntese, que pressupõe um riquíssimo patrimônio social de saber no que concerne aos métodos de mensuração das sequências temporais e às regularidades que elas apresentam” (ELIAS, N. Sobre o tempo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editores, 1998, p. 35)

Sobre a relação entre o “tempo do individuo” e o “tempo social “pode-se dizer que:
Alternativas
Q1203321 História
“O recorte do tempo em períodos é necessário à história, quer ela seja considerada no sentido geral de estudo da evolução das sociedades, ou no de tipo particular de saber e de ensino, ou ainda no sentido de simples desenrolar do tempo”. (LE GOFF, J. A história deve ser dividia em pedaços? São Paulo: Editora Unesp, 2015, p. 12)
Sobre a relação entre a história e a necessária periodização do tempo é correto afirmar que:
Alternativas
Q1165735 História

“Método histórico, método filosófico, método crítico: belos utensílios de precisão. Honram os seus inventores e as gerações que os usaram, que os receberam dos seus antecessores e os aperfeiçoaram, utilizando-os. Mas saber manejá-los, gostar de os manejar — isso não chega para fazer o historiador. Só é digno desse belo nome aquele que se lança totalmente na vida, com o sentimento de que ao mergulhar nela, ao penetrar-se de humanidade presente, decuplica as suas forças de investigação, os seus poderes de ressurreição do passado. De um passado; que detém e que, em troca, lhe restitui o sentido secreto dos destinos humanos”.

(FEBVRE, L. Combates pela história. Lisboa: Editorial Presença, 1989, pp. 49-50).


Peter Burke define a “Escola dos Annales” como uma revolução francesa da historiografia. Constituem elementos dessa revolução:

Alternativas
Q2869309 História

São categorias históricas estudadas por Reinhart Koselleck em sua obra Futuro Passado: Contribuição à semântica dos tempos históricos

Alternativas
Q2869307 História

O que os constitui é um jogo da memória e da história, uma interação dos dois fatores que leva a sua sobredeterminação recíproca. Inicialmente é preciso ter vontade de memória. Se o princípio dessa prioridade fosse abandonado, rapidamente derivar-se-ia de uma definição estreita, a mais rica em potencialidades, para uma definição possível, mas maleável, suscetível na categoria de admitir todo objeto digno de uma lembrança.

NORA, Pierre. Entre história e memória: a problemática dos lugares. Revista Projeto História. São Paulo, v. 10, 1993. P. 22.

A definição apresentada acima refere-se ao conceito de

Alternativas
Q2703169 História

Há uma longa discussão sobre a questão da objetividade/subjetividade do historiador, bem como sobre a relação entre história e ficção. Em um primeiro momento parece claro que o historiador busca apresentar os fatos com imparcialidade, sem deixar que a suas paixões e seus interesses interfiram em sua análise. Porém, é necessário salientar que esta constatação tem muitos pormenores e indicam abordagens importantes no que se refere ao fazer historiográfico.

Alternativas
Q2703159 História

Leia o trecho a seguir:

“Para o vocabulário corrente, as origens são um começo que explica. Pior ainda: que basta para explicar. Aí mora a ambiguidade; aí mora o perigo.”

Sobre a abordagem histórica sobre o passado, assinale a opção CORRETA:

Alternativas
Q2702763 História

“Existe um tipo de experiência vital — experiência de tempo e espaço, de si mesmo e dos outros, das possibilidades e perigos da vida — que é compartilhada por homens e mulheres em todo o mundo, hoje. Designarei esse conjunto de experiências como “modernidade”. Ser moderno é encontrar-se em um ambiente que promete aventura, poder, alegria, crescimento, autotransformação e transformação das coisas em redor — mas ao mesmo tempo ameaça destruir tudo o que temos, tudo o que sabemos, tudo o que somos. A experiência ambiental da modernidade anula todas as fronteiras geográficas e raciais, de classe e nacionalidade, de religião e ideologia: nesse sentido, pode-se dizer que a modernidade une a espécie humana. Porém, é uma unidade paradoxal, uma unidade de desunidade: ela nos despeja a todos num turbilhão de permanente desintegração e mudança, de luta e contradição, de ambigüidade e angústia.” BERMAN, Marshal. Tudo que é sólido desmancha no ar: a aventura da modernidade. São Paulo: Cia das Letras, 1986, p. 15.

Sobre o conceito de modernidade, leia o exerto do texto e em seguida assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q2699983 História

Considerando a visão do historiador Leandro Karnal, o(a)_______________ é fruto da aproximação entre história e antropologia, configura uma manifestação da vida, envolve formas de trabalhos, organizações, dos cotidianos das pessoas; possui um enorme significado, uma essência importante para a caracterização de grupos sociais e de povos.

Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.

Alternativas
Q2699279 História

Para o autor José Carlos Reis, o passado é o local da experiência: sido, acontecido, vivido. Pode-se vê-lo de três modos, pelo menos. Assinale a alternativa incorreta.

Alternativas
Q2699259 História

Todo ser humano tem consciência do passado (definido como o período imediatamente anterior aos eventos registrados na memória de um indivíduo) em virtude de viver com pessoas mais velhas. Provavelmente todas as sociedades que interessam ao historiador tenham um passado, pois mesmo as colônias mais inovadoras são povoadas por pessoas oriundas de alguma sociedade que já conta com uma longa história (HOBSBAWM, 1998).


Assinale a alternativa correta, que corresponde à concepção de Eric Hobsbawm sobre o passado.

Alternativas
Q2699219 História

Na Antiguidade Clássica, muito ao contrário, a história recente era o foco central da preocupação dos historiadores. Para Heródoto e Tucídides, a história era um repositório de exemplos que deveriam ser preservados, e o trabalho do historiador era expor os fatos recentes atestados por testemunhos diretos. Não havia, portanto, nenhuma interdição ao estudo dos fatos recentes, e as testemunhas oculares eram fontes privilegiadas para a pesquisa. O que alterou esse quadro? Por que, no século XIX, a história recente, então chamada de contemporânea, tornou-se um objeto problemático? (FERREIRA, 2000).


O trecho acima foi escrito pela autora Marieta Ferreira, no artigo “História do tempo presente: desafios”. A respeito dos problemas enfrentados pela História Contemporânea, analise as afirmativas abaixo.


I. Os historiadores profissionais republicanos diziam que a história contemporânea tratava de eventos muito próximos e não era possível separá-la da política, sendo isso, uma das dificuldades.

II. Assim, entendia que só o recuo no tempo poderia garantir uma distância crítica. Acreditava-se que a competência do historiador devia-se ao fato de que somente ele podia interpretar os traços materiais do passado, seu trabalho não podia começar verdadeiramente senão quando não mais existissem testemunhos vivos dos mundos estudados.

III. A história na contemporaneidade não é estudada com caráter cientifico, ela é estudada de forma narrativa para posteriormente a interpretação histórica se sustentar nesse passado.


Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Respostas
1001: D
1002: A
1003: B
1004: A
1005: C
1006: D
1007: C
1008: B
1009: D
1010: B
1011: B
1012: A
1013: B
1014: B
1015: D
1016: D
1017: C
1018: A
1019: A
1020: A