Questões de Concurso
Comentadas sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história
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E. H. Carr. O que é história? 7.ª reimp. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996, p. 62.
Considerando o texto do historiador Edward H. Carr, que usa a metáfora da montanha para rebater críticas e estabelecer alguns pontos teóricos sobre o ofício do historiador, assinale a opção correta.
A Democracia Racial. B Complexo de Vira-Lata.
C Homem Cordial. D Redescoberta do Brasil.
( ) Caio Prado Jr. ( ) Nelson Rodrigues. ( ) Sérgio Buarque de Holanda. ( ) Gilberto Freyre.
Assinale a alternativa que contém a sequência correta.
(Vanderlei Silva, Kalina; Henrique Silva, Maciel. Dicionário de Conceitos Hstóricos 3ª Ed., 5ª reimpressão. São Paulo: Contexto, 2015)
Sobre História e Memória, assinale a alternativa CORRETA:
Sobre a relação entre o “tempo do individuo” e o “tempo social “pode-se dizer que:
Sobre a relação entre a história e a necessária periodização do tempo é correto afirmar que:
“Método histórico, método filosófico, método crítico: belos utensílios de precisão. Honram os seus inventores e as gerações que os usaram, que os receberam dos seus antecessores e os aperfeiçoaram, utilizando-os. Mas saber manejá-los, gostar de os manejar — isso não chega para fazer o historiador. Só é digno desse belo nome aquele que se lança totalmente na vida, com o sentimento de que ao mergulhar nela, ao penetrar-se de humanidade presente, decuplica as suas forças de investigação, os seus poderes de ressurreição do passado. De um passado; que detém e que, em troca, lhe restitui o sentido secreto dos destinos humanos”.
(FEBVRE, L. Combates pela história. Lisboa: Editorial Presença, 1989, pp. 49-50).
Peter Burke define a “Escola dos Annales” como uma revolução francesa da historiografia. Constituem elementos dessa revolução:
São categorias históricas estudadas por Reinhart Koselleck em sua obra Futuro Passado: Contribuição à semântica dos tempos históricos
O que os constitui é um jogo da memória e da história, uma interação dos dois fatores que leva a sua sobredeterminação recíproca. Inicialmente é preciso ter vontade de memória. Se o princípio dessa prioridade fosse abandonado, rapidamente derivar-se-ia de uma definição estreita, a mais rica em potencialidades, para uma definição possível, mas maleável, suscetível na categoria de admitir todo objeto digno de uma lembrança.
NORA, Pierre. Entre história e memória: a problemática dos lugares. Revista Projeto História. São Paulo, v. 10, 1993. P. 22.
A definição apresentada acima refere-se ao conceito de
Há uma longa discussão sobre a questão da objetividade/subjetividade do historiador, bem como sobre a relação entre história e ficção. Em um primeiro momento parece claro que o historiador busca apresentar os fatos com imparcialidade, sem deixar que a suas paixões e seus interesses interfiram em sua análise. Porém, é necessário salientar que esta constatação tem muitos pormenores e indicam abordagens importantes no que se refere ao fazer historiográfico.
Leia o trecho a seguir:
“Para o vocabulário corrente, as origens são um começo que explica. Pior ainda: que basta para explicar. Aí mora a ambiguidade; aí mora o perigo.”
Sobre a abordagem histórica sobre o passado, assinale a opção CORRETA:
“Existe um tipo de experiência vital — experiência de tempo e espaço, de si mesmo e dos outros, das possibilidades e perigos da vida — que é compartilhada por homens e mulheres em todo o mundo, hoje. Designarei esse conjunto de experiências como “modernidade”. Ser moderno é encontrar-se em um ambiente que promete aventura, poder, alegria, crescimento, autotransformação e transformação das coisas em redor — mas ao mesmo tempo ameaça destruir tudo o que temos, tudo o que sabemos, tudo o que somos. A experiência ambiental da modernidade anula todas as fronteiras geográficas e raciais, de classe e nacionalidade, de religião e ideologia: nesse sentido, pode-se dizer que a modernidade une a espécie humana. Porém, é uma unidade paradoxal, uma unidade de desunidade: ela nos despeja a todos num turbilhão de permanente desintegração e mudança, de luta e contradição, de ambigüidade e angústia.” BERMAN, Marshal. Tudo que é sólido desmancha no ar: a aventura da modernidade. São Paulo: Cia das Letras, 1986, p. 15.
Sobre o conceito de modernidade, leia o exerto do texto e em seguida assinale a alternativa correta:
Considerando a visão do historiador Leandro Karnal, o(a)_______________ é fruto da aproximação entre história e antropologia, configura uma manifestação da vida, envolve formas de trabalhos, organizações, dos cotidianos das pessoas; possui um enorme significado, uma essência importante para a caracterização de grupos sociais e de povos.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
Para o autor José Carlos Reis, o passado é o local da experiência: sido, acontecido, vivido. Pode-se vê-lo de três modos, pelo menos. Assinale a alternativa incorreta.
Todo ser humano tem consciência do passado (definido como o período imediatamente anterior aos eventos registrados na memória de um indivíduo) em virtude de viver com pessoas mais velhas. Provavelmente todas as sociedades que interessam ao historiador tenham um passado, pois mesmo as colônias mais inovadoras são povoadas por pessoas oriundas de alguma sociedade que já conta com uma longa história (HOBSBAWM, 1998).
Assinale a alternativa correta, que corresponde à concepção de Eric Hobsbawm sobre o passado.
Na Antiguidade Clássica, muito ao contrário, a história recente era o foco central da preocupação dos historiadores. Para Heródoto e Tucídides, a história era um repositório de exemplos que deveriam ser preservados, e o trabalho do historiador era expor os fatos recentes atestados por testemunhos diretos. Não havia, portanto, nenhuma interdição ao estudo dos fatos recentes, e as testemunhas oculares eram fontes privilegiadas para a pesquisa. O que alterou esse quadro? Por que, no século XIX, a história recente, então chamada de contemporânea, tornou-se um objeto problemático? (FERREIRA, 2000).
O trecho acima foi escrito pela autora Marieta Ferreira, no artigo “História do tempo presente: desafios”. A respeito dos problemas enfrentados pela História Contemporânea, analise as afirmativas abaixo.
I. Os historiadores profissionais republicanos diziam que a história contemporânea tratava de eventos muito próximos e não era possível separá-la da política, sendo isso, uma das dificuldades.
II. Assim, entendia que só o recuo no tempo poderia garantir uma distância crítica. Acreditava-se que a competência do historiador devia-se ao fato de que somente ele podia interpretar os traços materiais do passado, seu trabalho não podia começar verdadeiramente senão quando não mais existissem testemunhos vivos dos mundos estudados.
III. A história na contemporaneidade não é estudada com caráter cientifico, ela é estudada de forma narrativa para posteriormente a interpretação histórica se sustentar nesse passado.
Assinale a alternativa correta.