Questões de Concurso Comentadas sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história

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Q1060829 História
O direito à memória histórica como direito de cidadania indica que todos devem ter acesso aos bens materiais e imateriais que representem o seu passado, sua tradição, enfim, a sua história. Dentre as alternativas abaixo, assinale aquela que NÃO explica a importância do ensino de história na construção da memória e da cidadania cultural.
Alternativas
Q1059395 História

Leia as afirmativas a seguir:

I. As atividades escolares relacionadas ao ensino e aprendizagem de história ao longo do Ensino Fundamental devem contribuir para que os alunos se tornem capazes de valorizar o patrimônio sociocultural e respeitar a diversidade, reconhecendo-a como um direito dos povos e indivíduos e como um elemento de fortalecimento da democracia.

II. A crença na vida após a morte motivava o povo do Egito Antigo a construir tumbas, estatuetas, vasos e mastabas que representavam sua concepção do além-vida. As primeiras tumbas egípcias buscavam realizar uma reprodução fiel da residência de suas principais autoridades. Em contrapartida, as pessoas sem grande projeção eram enterradas em construções mais simples que, em certa medida, indicavam o prestígio social do indivíduo.

III. Nas dinâmicas das atividades, o professor de História deve propor novos questionamentos, informando os educandos sobre dados desconhecidos e organizando pesquisas e investigações que estimulem os alunos a ignorar os fatos históricos.

Marque a alternativa CORRETA: 

Alternativas
Q1054778 História

“Durante praticamente todo o século XIX ocorreram discussões e mudanças nos programas para as escolas elementares, secundárias e profissionais e os objetivos do ensino de história foram se definindo com maior nitidez. Ao mesmo tempo em que seu papel ordenador e civilizador era cada vez mais consensual, seus conteúdos e formas de abordagem refletiam as características da produção historiográfica então em curso, sob os auspícios do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro – IHGB.”

FONSECA, Thaís Nívia de Lima e. História & ensino de História. Belo Horizonte: Autêntica, 2003. (adaptado)

A História, como disciplina escolar, foi estruturada apenas no século XIX. A principal característica do ensino de História, nesses tempos, era:

Alternativas
Q1054776 História

“Todos os olhares em mim e eu não sabia para onde olhar. A professora falava sobre negros escravos (e não escravizados), chibata, mortes, famílias separadas, até que uma princesa branca chamada Isabel, assinou a lei Áurea e libertou os meus ancestrais, no dia 13 de maio de 1888.

Uma salvadora branca, como todas as minhas bonecas.

E eu, a única negra da sala era a representação dessa

tragédia, a personificação de um povo que só sofreu, de acordo com os meus professores. Uns olhares eram de dó, outros me intimidavam, mas todos me deixavam desconfortável.

O período da escravidão até a abolição era a única menção à população negra em quase toda a minha vida escolar, durante os anos 80 e 90. Como gostar de ser negra, se tudo o que eu aprendi na escola sobre meus antepassados estava atrelado ao maior ato terrorista da humanidade que foi a escravidão negra, que durou mais que o Holocausto e a maioria das guerras?

[...] Nos tempos atuais, resta que as escolas e educadores se preparem para ensinar sobre os negros, não só sobre suas dores, mas sobre suas contribuições para humanidade, para alunos de todas as etnias”.

NASCIMENTO, Silvia. ‘O constrangimento das crianças negras nas aulas sobre escravidão e

abolição’ In: <https://mundonegro.inf.br/o-constrangimento-das-criancas-negras-nas-aulassobre-escravidao-e-abolicao/>, acesso em 12 de maio de 2019. (adaptado)


A partir da Lei nº 10.639/2003, tornou-se obrigatório, em todos os segmentos da educação básica, o ensino de história e cultura afrobrasileira e africana. Entretanto, como relata a reportagem acima, no geral, esse conteúdo é mal lecionado – quase sempre por falta de formação, informação ou sensibilidade. Assim, ao preparar aulas sobre história e cultura afro-brasileira e africana, o professor deve levar em consideração que:


Alternativas
Q1054775 História
O tempo é o tecido no qual a História é construída, por isso, ao preparar uma aula de História, o professor deve atentar para a forma como os conceitos são construídos. Por exemplo: embora compartilhem a mesma palavra, a escravidão no mundo Antigo (como na Grécia helênica) e a escravidão do mundo Moderno (como no Brasil dos séculos XVII ao XIX) não são o mesmo fenômeno. Sobre a aprendizagem de História na escola, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q1054774 História

“O risco maior de utilizar um conceito do senso comum ou proveniente de outros campos de estudos é perder o seu sentido histórico e empregá-lo de forma atemporal. A utilização de conceitos em sentido atemporal conduz a um dos grandes pecados abominados por todos que se dedicam à História [...]. Advertem os historiadores que, ao fazer uso de noções ‘emprestadas’ de outros domínios científicos ou do senso comum, é necessário desconfiar das imprecisões dos termos e ser cauteloso com a leitura das fontes em que eles se encontram; ou seja, deve-se ter um domínio metodológico para o emprego correto do conceito”.

BITTENCOURT, Circe. Ensino de História: fundamentos e métodos. São Paulo:

Cortez, 2004.

Todo o conhecimento histórico é determinado pelas noções de tempo e pelo espaço. Nesse sentido, o professor, ao ensinar História, deve evitar a todo custo o(a):

Alternativas
Ano: 2019 Banca: IF-TO Órgão: IF-TO Prova: IF-TO - 2019 - IF-TO - Professor - História |
Q1008265 História
Perry Anderson, ao escrever “As origens da Pósmodernidade”, seguiu a tradição materialista e propôs explicar o pós-moderno não como ideia, mas como fenômeno.
(ANDERSON, Perry. “As Origens da Pós-modernidade”. Tradução: Marcus Penchel. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1999)
Acerca do fenômeno pós-modernidade em Perry Anderson, identifique o item incorreto:
Alternativas
Ano: 2019 Banca: IF-TO Órgão: IF-TO Prova: IF-TO - 2019 - IF-TO - Professor - História |
Q1008264 História
“Mas não seria possível ensinar a História de modo neutro? A provável resposta à pergunta pode desdobrar-se em um sem-número de questões, tais como: ‘É possível ser neutro frente à violência da conquista da América?’; ‘É possível ser neutro frente ao trabalho escravo?’; ‘É possível ser neutro frente aos campos de extermínio nazistas?’; ‘É possível ser neutro frente ao bombardeio de Hiroshima e Nagasaki?’. Ora, é impossível trabalhar esses temas com a mesma isenção do professor que ensina a regência dos verbos, o que não significa que este professor e aqueles das demais disciplinas não tenham compromisso com a educação dos futuros cidadãos. A diferença é que ensinar História também significa comprometer-se com uma estética de mundo, onde guerras, massacres e outras formas de violência precisam ser tratados de modo crítico.”
(MICELI, Paulo. Uma pedagogia da História? In: PINSKY, Jaime. O Ensino de História e a criação do fato. 14º. Edição, São Paulo: Contexto, 2011, p.41).
Ao propor uma pedagogia da História, Paulo Miceli defende algumas posições abaixo. Identifique o item incorreto:
Alternativas
Ano: 2019 Banca: IF-TO Órgão: IF-TO Prova: IF-TO - 2019 - IF-TO - Professor - História |
Q1008258 História
Em “A história continua”, Georges Duby, um dos maiores historiadores franceses, escreve sua própria história. Ele retraça seu itinerário intelectual e profissional, situa-o na evolução geral da sua disciplina, avalia a herança que recebeu de seus predecessores e a que transmite a seus herdeiros.
(DUBY, Georges. “A história continua”. Tradução: Clóvis Marques. Rio de Janeiro: Jorge Zahar ed.: Ed. UFRJ, 1993).
Acerca de George Duby, sua ego-história e produção historiográfica, identifique a afirmação incorreta:
Alternativas
Ano: 2019 Banca: IF-TO Órgão: IF-TO Prova: IF-TO - 2019 - IF-TO - Professor - História |
Q1008250 História
Leia os trechos a seguir:
Trecho I
Para Jenkins, “(...) nenhum historiador consegue abarcar e assim recuperar a totalidade dos acontecimentos passados, porque o conteúdo desses acontecimentos é praticamente ilimitado”. “(...) nenhum relato consegue recuperar o passado tal qual era.” A História, para o autor, “está sempre fadada a ser um constructo pessoal, uma manifestação da perspectiva do historiador como narrador... O passado que conhecemos é sempre condicionado por nossas próprias visões, nosso próprio presente”
Logo, Trecho II
(...) a história ensinada é sempre fruto de uma seleção, ou como atualmente se diz, de um “recorte” temporal, histórico. As histórias são frutos de múltiplas leituras, interpretações de sujeitos históricos situados socialmente.
E assim posto temos Trecho III
Segundo Sacristán, o currículo é uma construção social, “um projeto seletivo de cultura, cultural, social, política e administrativamente condicionado” (1998, p.34); portanto, uma opção cultural. Para Goodson, inspirado em Hobsbawn, o currículo “(...) é sempre parte de uma tradição seletiva, um perfeito exemplo de invenção da tradição” (1995, p 27).
Assinale a alternativa correta:

Alternativas
Ano: 2019 Banca: IF-TO Órgão: IF-TO Prova: IF-TO - 2019 - IF-TO - Professor - História |
Q1008249 História

No início do século XXI, um dos campos de trabalho para os historiadores que mais cresce no Brasil é o de patrimônio histórico. No entanto, a maioria dos cursos de graduação em História não possui ainda em seu currículo disciplinas suficientes para contemplar tal crescimento. Em geral têm sido os cursos de especialização, assim como as graduações e os cursos técnicos de turismo, que respondem à demanda por profissionais que trabalhem com o patrimônio histórico e cultural brasileiro.


A partir do texto introdutório da questão, assinale a alternativa incorreta sobre Patrimônio Histórico:

Alternativas
Ano: 2019 Banca: IF-TO Órgão: IF-TO Prova: IF-TO - 2019 - IF-TO - Professor - História |
Q1008248 História
Considerando as discussões quanto a narrativas históricas, analise as alternativas e assinale a que estiver em discordância com o meio científico:
Alternativas
Ano: 2019 Banca: IF-TO Órgão: IF-TO Prova: IF-TO - 2019 - IF-TO - Professor - História |
Q1008247 História
Leia o texto a seguir:
Mesmo um lugar de aparência puramente material, como um depósito de arquivos, só é lugar de memória se a imaginação o investe de aura simbólica. Mesmo um lugar puramente funcional, como um manual de aula, um testamento, uma associação de antigos combatentes, só entra na categoria se for objeto de um ritual. Mesmo um minuto de silêncio, que parece o extremo de uma significação simbólica, é, ao mesmo tempo, um corte material de uma unidade temporal e serve, periodicamente, a um lembrete concentrado de lembrar. Os três aspectos coexistem sempre (...). É material por seu conteúdo demográfico; funcional por hipótese, pois garante ao mesmo tempo a cristalização da lembrança e sua transmissão; mas simbólica por definição visto que caracteriza por um acontecimento ou uma experiência vivida por pequeno número uma maioria que deles não participou.
NORA, Pierre. Entre história e memória: a problemática dos lugares. Revista Projeto História. São Paulo, v. 10, p. 7-28, 1993
Sobre o conceito tratado no texto, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Ano: 2019 Banca: IF-TO Órgão: IF-TO Prova: IF-TO - 2019 - IF-TO - Professor - História |
Q1008246 História
Leia o texto a seguir
TEMPO
A História – todos nós estamos acostumados com essa definição – é o estudo das atividades e produções humanas, ou seja, da cultura, ao longo do tempo. Assim, no próprio conceito de História está inserido o conceito de tempo, o que nos mostra sua importância. No entanto, tempo é uma daquelas noções que perpassam nosso dia a dia e às quais damos pouca atenção, a despeito de sabermos de sua importância. Na verdade, a palavra tempo pode designar, em português, coisas diferentes, desde o clima ao tempo histórico, o tempo cultural.
Silva, Kalina Vanderlei Dicionário de conceitos históricos / Kalina Vanderlei Silva, Maciel Henrique Silva. – 2.ed., 2ª reimpressão. – São Paulo: Contexto, 2009
Assinale a alternativa que se mostra equivocada quanto à definição de Tempo para história/historiografia:

Alternativas
Ano: 2019 Banca: IF-TO Órgão: IF-TO Prova: IF-TO - 2019 - IF-TO - Professor - História |
Q1008245 História
Leia os excertos a seguir:
Excerto I – Segundo Jacques Le Goff, a memória é a propriedade de conservar certas informações, propriedade que se refere a um conjunto de funções psíquicas que permite ao indivíduo atualizar impressões ou informações passadas, ou reinterpretadas como passadas. O estudo da memória passa da Psicologia à Neurofisiologia, com cada aspecto seu interessando a uma ciência diferente, sendo a memória social um dos meios fundamentais para se abordar os problemas do tempo e da História. Excerto II – A memória está nos próprios alicerces da História, confundindo-se com o documento, com o monumento e com a oralidade. Mas só muito recentemente se tornou objeto de reflexão da historiografia. Só no fim da década de 1970 que os historiadores da Nova História começaram a trabalhar com a memória. Excerto III – Quando os historiadores começaram a se apossar da memória como objeto da História, o principal campo a trabalhá-la foi a História Oral. Nessa área, muitos estudiosos têm-se preocupado em perceber as formas da memória e como esta age sobre nossa compreensão do passado e do presente. Excerto IV – a memória não é apenas individual. Na verdade, a forma de maior interesse para o historiador é a memória coletiva, composta pelas lembranças vividas pelo indivíduo ou que lhe foram repassadas, mas que não lhe pertencem somente, e são entendidas como propriedade de uma comunidade, um grupo.
Após análise dos itens, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Ano: 2019 Banca: IF-TO Órgão: IF-TO Prova: IF-TO - 2019 - IF-TO - Professor - História |
Q1008244 História
Sobre o Ensino de História no Brasil, analise os itens a seguir, julgue-os (C para os que forem corretos e E para os que forem Errados) e em seguida assinale a alternativa que corresponda de forma adequada às conclusões realizadas. I. Com as Leis n.º 4024/61 e 5692/71, os conteúdos de história continuaram a ser trabalhados em ordem cronológica, sendo memorizados e com a prática cívica sendo o seu principal objetivo, e com a hegemonia dos pressupostos positivistas. II. Entre as décadas de 60 e 70, o extinto Conselho Federal de Educação recomendava o ensino de história geral e do Brasil, assim como o ensino de história da América. Estas medidas resultaram em um ensino de história com uma visão eurocêntrica, tendendo à regionalização e às Histórias Múltiplas, que articulava a revolução francesa e industrial com os movimentos de independência dos países da América, em especial o Brasil. Neste período as disciplinas de História e Geografia foram substituídas pelos Estudos Sociais. III. A partir da década de 1980, o ensino de história passou por discussões quanto ao seu objeto. Os pressupostos da concepção positivista da história passaram a ser negados, e aos poucos os historiadores foram redescobrindo o homem como agente do processo histórico, como o principal personagem de uma história que sem sua presença não existiria. IV. Apesar de todas essas mudanças ocorridas nos currículos, alguns autores salientam que não foram suficientes para quebrar o ordenamento cronológico dos conteúdos, pois a sólida tradição escolar de base positivista ainda imperava. Este cenário podia ser visualizado nos livros didáticos, por exemplo, através de um ensino que apresenta a população brasileira como fruto da relação harmônica e não conflituosa entre índios e negros que contribuíram na obra colonizadora/civilizatória conduzida pelo branco português/europeu e cristão.
Alternativas
Ano: 2019 Banca: IF-TO Órgão: IF-TO Prova: IF-TO - 2019 - IF-TO - Professor - História |
Q1008242 História
Leia as reflexões a seguir sobre a Historiografia:
Excerto I
Vale ressaltar o quanto é imprescindível distinguir a matéria-prima do trabalho dos historiadores (a fonte primária) do produto acabado ou semiacabado (fonte secundária e fonte terciária). Neste viés, importa notar a diferença entre a fonte e o documento e o estudo das fontes documentais: a sua classificação, prioridade e tipologia (escritas, orais, arqueológicas); o seu tratamento (reunião, crítica, contraste), e manter o devido respeito a essas fontes, principalmente com a sua citação fiel. A subjetividade é uma singularidade da ciência histórica.
Excerto II
A Historiografia é o equivalente a qualquer parte da produção historiográfica, ou seja: ao conjunto dos escritos dos historiadores acerca de um tema ou período histórico específico. Por exemplo, a frase: "é muito escassa a historiografia sobre a vida cotidiana no Japão na Era Meiji" quer dizer que existem poucos livros escritos sobre esta questão, uma vez que até ao momento ela não recebeu atenção por parte dos historiadores, e não porque esse objeto de estudo seja pouco relevante ou porque haja poucas fontes documentais que proporcionem documentação histórica para fazê-lo.
Após a leitura dos dois excertos, analise as afirmativas a seguir, assinale a que complementa estes excertos iniciais com argumentos corretos sobre a reflexão do historiador frente à reflexão deste, em detrimento da objetividade, subjetividade e sua inter-relação com o mundo científico e com a sociedade:


Alternativas
Ano: 2019 Banca: IF-TO Órgão: IF-TO Prova: IF-TO - 2019 - IF-TO - Professor - História |
Q1008241 História
Leia o texto a seguir:  
   A História pode ser vista analogamente ao que temos em um carro. O para-brisa apontando o futuro e os espelhos retrovisores para o passado como referências. Sendo assim, a Teoria da História reporta aqueles que decidiram seguir este ofício da docência em História como um importante instrumento, pois, por meio dela, é que os fatos, as evidências e a existência do ser humano, enquanto constructo social, se faz.    Considerando o caput introdutório da questão como motivador para tema central apresentado, analise os itens a seguir, julgue-os colocando C para os que forem Corretos e E para os que forem Errados, e em seguida assinale a alternativa que corresponda a estes julgamentos. 
I. A teoria da história pode ser denominada como uma subdisciplina da história. Por sua vez esta teoria procura compreender as diversas formulações do conhecimento histórico. Por não existir uma concepção única e consensual para a análise do passado, as diversas teorias da história alimentam debates constantes entre os defensores de diversas concepções. II. No século XIX, a aplicação do pensamento formulado por Auguste Comte, na área de análise histórica, acreditava que os pesquisadores deveriam encontrar o fator que determinasse a verdadeira história: ela seria algo indiscutível e localizada por meio dos documentos governamentais que jamais estariam errados, com omissões, ou deturpados. De acordo com tal forma de análise, apenas as histórias militares e políticas teriam importância de serem verificadas. Após a localização dos fatos do passado, deveriam ser criadas leis gerais que explicassem todos os dados coletados. A quantidade de leis deveria ser a mínima possível, até se alcançar uma lei única e universal.  III. O positivismo revela a necessidade de uma pesquisa científica e metódica nas ciências sociais, fruto e tentativa de aplicação do mesmo que ocorre nas demais ciências a partir do século XIX. Até então, as narrativas históricas se limitavam a textos que misturavam credos religiosos com possíveis realidades, impossibilitando de serem separados um do outro, ou mesmo narrativas de pessoas de destaque que tivessem presenciado os ocorridos.  IV. O positivismo na atualidade (Séc. XXI) encontra pouca receptividade dos historiadores. No entanto, é digna a sua lembrança já que, pela primeira vez, existe a preocupação de se desenvolver narrativas históricas seguindo determinados critérios.  V. A Escola dos Annales trata de uma linha historiográfica surgida na França por meio da revista Annales d'histoire économique et sociale, criada por Marc Bloch e Lucien Febvre. Os dois autores fundadores de tal publicação achavam insuficientes as formas com que a História era tratada até então. Apesar disso, não foram os primeiros a proporem novas abordagens, nem receberam a fama de forma indevida. Bebendo das fontes de diversos autores, compilam uma forma própria de análise do passado.  VI. Nova História é corrente historiográfica surgida nos anos 1970 e correspondente à terceira geração da chamada Escola dos Annales. Seu nome derivou da publicação da obra "Fazer a História", em três volumes, organizada pelos historiógrafos Jacques Le Goff e Pierre Nora, seus principais expoentes na França. 
Alternativas
Ano: 2019 Banca: IDECAN Órgão: IF-PB Prova: IDECAN - 2019 - IF-PB - Professor - História |
Q1008175 História

“Quando o doente se acostuma ao seu estado de vigília, começavam a apagar-se da sua memória as lembranças da infância, em seguida o nome e a noção das coisas, e por último a identidade das pessoas e ainda a consciência do próprio ser, até se afundar numa idiotice sem passado.”

MÁRQUEZ, Gabriel García. Cem anos de solidão. – 59ª ed. – Rio de Janeiro: Record, 2006. p. 47-48.


“Um novo regime de historicidade, centrado sobre o presente, estaria se formulando no Ocidente? A partir da Queda do Muro de Berlim (1989), ocorreu um crescimento rápido da categoria do presente e se impôs a evidência de um presente onipresente, nomeado de presentismo, onde se vive entre a amnésia e a vontade de nada esquecer.”

HARTOG, François. Tempo e patrimônio. Varia História, Belo Horizonte, vol.22, nº36, p.261-273, jul./dez., 2006. (com adaptações)


Relacionando as consequências da epidemia de insônia que acometeu a Macondo de Cem anos de solidão com as implicações que o presentismo traz para a nossa experiência histórica atual, é correto afirmar que a função social do historiador na sociedade atual deve ser:

Alternativas
Ano: 2019 Banca: IDECAN Órgão: IF-PB Prova: IDECAN - 2019 - IF-PB - Professor - História |
Q1008173 História
A renovação historiográfica ocorrida no século XX, com os “Annales”, promoveu uma transformação na concepção de documento e na relação do historiador com ele. A concepção renovada de documento e de seu uso em sala de aula parte do pressuposto de que o trabalho com diferentes fontes e linguagens pode ser o ponto de partida para a prática do ensino de história. Nesta perspectiva, os documentos
Alternativas
Respostas
1001: A
1002: C
1003: B
1004: C
1005: D
1006: A
1007: B
1008: D
1009: D
1010: A
1011: B
1012: E
1013: E
1014: A
1015: D
1016: C
1017: A
1018: B
1019: D
1020: A