Questões de Concurso Comentadas sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história

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Q3648045 História
Durante uma atividade de leitura de uma fonte histórica indígena, os alunos percebem que o grupo retratado organiza suas experiências a partir dos ciclos da natureza, sem utilizar os marcos cronológicos do calendário ocidental. Diante do estranhamento de parte da turma, o(a) professor(a) decide transformar a situação em oportunidade de aprendizagem.
Qual das abordagens a seguir está mais de acordo com a noção de tempo histórico prevista na BNCC para o ensino de História nos anos finais do Ensino Fundamental?
Alternativas
Q3643944 História
As diferentes correntes historiográficas desenvolveram modos distintos de interpretar os processos históricos. O positivismo enfatiza os fatos políticos, o marxismo destacou as relações de classe, o estruturalismo buscou compreender estruturas de longa duração e a Escola dos Annales ampliou a análise para aspectos econômicos, sociais e culturais. Considerando essas perspectivas, analise as assertivas a seguir:

I.O positivismo buscava objetividade científica na História, priorizando fatos políticos e cronológicos.
II.O marxismo trouxe a centralidade das lutas de classes como motor da História.
III.O estruturalismo defendia que apenas os grandes líderes explicam os processos históricos.
IV.A Escola dos Annales valorizou aspectos econômicos, culturais e sociais, indo além da narrativa factual.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3633470 História

Considere as afirmativas a seguir, relacionadas a conceitos fundamentais para o estudo das Ciências Humanas e suas implicações nos processos educativos. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:


(__)O conceito de tempo permite compreender mudanças e permanências na história, organizando acontecimentos e relacionando-os a diferentes períodos.


(__)Fontes históricas referem-se apenas a documentos escritos, sendo desconsiderados objetos, imagens, relatos orais e outros registros como materiais de estudo.


(__)A compreensão da relação entre ser humano e ambiente envolve analisar como as ações humanas transformam o meio e como o ambiente influencia modos de vida, culturas e formas de organização social.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 

Alternativas
Q3627701 História
Assinale a alternativa que descreve, de modo mais rigoroso, um procedimento que reduz risco de anacronismo ao interpretar cartas do século XVIII.
Alternativas
Q3606176 História
Leia o texto a seguir:

    As obras desse historiador constituem a própria criação de uma história da cultura no Brasil. Com ele, o conceito de cultura procura abarcar uma gama significativamente maior de espaços, dando nova inteligibilidade ao processo histórico: a vida material, o cotidiano, as mentalidades, as práticas e usos populares. A história da cultura concebida por esse intelectual, entre os anos 1940 e 50, não difere muito da história cultural praticada hoje, ressalvando-se evidentemente o maior rigor e cuidado que o conceito de cultura tem recebido mais recentemente no âmbito da Antropologia.

(Laura de Mello e Souza, “Aspectos da historiografia da cultura sobre o Brasil Colonial”. Em: Marcos Cezar Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva, 2005. Adaptado)

O excerto se refere a
Alternativas
Q3606175 História
Leia o texto a seguir:

    Esta abordagem do patrimônio histórico, constantemente associada a eventos celebrativos destinados ao consumo turístico da memória, os quais muitas vezes esvaziam desta o seu conteúdo, vem se tornando muito frequente, pois o turismo é um eficaz instrumento de valorização de bens patrimoniais e de captação de recursos para sua conservação.
    Françoise Choay comenta que a ideia de “valorização” do patrimônio tratado como bem de consumo, atualmente, vem sendo feita de forma antagônica: por um lado, encontram-se os restauradores que atuam “sob o signo do respeito”; por outro, são ações “sob o signo da rentabilidade”, destinadas a “valorizar o monumento histórico e transformá-lo eventualmente em produto econômico”.
    Resultará esta abordagem na destruição do próprio objeto que se pretende preservar?

(Priscila Henning, “A preservação do patrimônio entre a teoria e a prática: [...]”. Disponível em: http://www.snh2015.anpuh.org/resources/ anais/39/1434471575_ARQUIVO_priscila.pdf. Adaptado)

O excerto apresenta debate relativo 
Alternativas
Q3606174 História
Leia o texto a seguir:

     Levada a cabo pelo então Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), desde sua criação em 1937, essa política preservacionista deixou um saldo de bens imóveis tombados, referentes aos setores dominantes da sociedade. Preservaram-se as igrejas barrocas, os fortes militares, as casas-grandes e os sobrados coloniais.

(Ricardo Oriá, “Memória e ensino de História”. Em: Circe M. F. Bittencourt, O saber histórico na sala de aula, 1997. Adaptado)

Considerando o contexto abordado, está correto afirmar que a referida política preservacionista
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Q3606173 História
Leia o texto a seguir:

    Memória, história: longe de serem sinônimos, tomamos consciência que tudo opõe uma à outra.

(Pierre Nora, “Entre Memória e História – A problemática dos lugares”, 1993. Disponível em: http://www4.pucsp.br/ projetohistoria/downloads/revista/PHistoria10.pdf)

Considerando a perspectiva da corrente historiográfica subjacente ao excerto, está correto afirmar que uma das distinções fundamentais entre os dois conceitos mencionados consiste na ideia de que a memória 
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Q3606170 História
Leia o texto a seguir:

    Uma das primeiras obras que reivindicou pertencer a esse gênero, e do qual poderíamos até dizer que é inventora, foi o livro de um historiador mexicano, Luís González y Gonzáles, Pueblo en vilo [...], publicado em 1968. Tratava-se de um estudo monográfico sobre uma comunidade aldeana do México central ao longo de quatro séculos, levado a cabo com a convicção de que esse tipo de abordagem seria suscetível de restituir uma parte ignorada ou escondida da existência social, uma parte que o autor não hesitava em caracterizar como mátria, feminina, próxima, familiar, afetiva. A monografia e, particularmente, a monografia aldeana é um gênero solidamente instalado nos hábitos historiográficos [...].

(Jacques Revel, “[...]: o que as variações de escala ajudam a pensar em um mundo globalizado”. Disponível em: https://www.scielo.br/ j/rbedu/a/k5MsKMHv6ZQvPsF5vqvdkpB/?format=pdf&lang=pt)

O gênero a que se refere o excerto é a
Alternativas
Q3606168 História
Leia o texto a seguir:

    No decorrer dos anos 1980, muitos historiadores aproximaram-se dos sujeitos e objetos de investigação da Antropologia. O encontro da História com a Antropologia foi significativo para a compreensão da própria noção de história, cuja existência se iniciava, segundo a maioria das obras didáticas, apenas após a invenção da escrita. Essa tendência renovou a história das mentalidades e, sobretudo, a “velha história das ideias”, inserindo-as em uma perspectiva preocupada não apenas com o pensamento das elites, mas também com as ideias e confrontos de ideias de todos os grupos sociais.

(Circe M.F. Bittencourt, Ensino de História: fundamentos e métodos, 2005. Adaptado)

O excerto faz alusão
Alternativas
Q3606164 História
Leia o texto a seguir:

    Com efeito, algumas das práticas e crenças da chamada História oral “militante” levaram a equívocos que convêm evitar. O primeiro deles consiste em considerar que o relato que resulta da entrevista de História oral já é a própria “História”, levando à ilusão de se chegar à “verdade do povo” graças ao levantamento do testemunho oral. [...]. Essa confusão aparece algumas vezes ainda hoje em trabalhos ditos acadêmicos; por exemplo, em dissertações ou teses que se limitam a apresentar o texto transcrito de uma ou mais entrevistas realizadas, como se esse fosse um resultado legítimo e final da pesquisa.

(V. Alberti, “Fontes orais – Histórias dentro da História”. Em: C.B. Pinsky (org.), Fontes Históricas, 2008)

Partindo do contexto abordado pelo fragmento, está correto afirmar que as fontes orais
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Q3606162 História
Leia o texto a seguir:

Não estamos longe da definição de Lucien Febvre, um especialista no século XVI, o qual, junto com Marc Bloch, fundou nos idos de 1929 a prestigiosa escola dos Annales, que teria papel fundamental na constituição de um novo modelo de historiografia. Segundo Febvre, a “história era filha de seu tempo”, o que já demonstrava a intenção do grupo de problematizar o próprio “fazer histórico” e sua capacidade de observar.

(Lilia M. Schwarcz, “Apresentação à edição brasileira – Por uma historiografia da reflexão”. Em: Marc Bloch, Apologia da História, 2001)

Considerando o exposto, de acordo com a corrente historiográfica abordada, está correto afirmar que
Alternativas
Q3598076 História
O estudo sobre a memória se universalizou quando, como nunca, o passado está distante do presente, quando as pessoas não mais identificam sua herança pela perda dos antigos padrões de relacionamento social e a desintegração dos antigos laços entre as gerações. Para Gaddis (2003), “o estabelecimento da identidade requer o reconhecimento de nossa relativa insignificância no grande esquema das coisas”. Esse seria, no seu entender, um dos significados da maturidade nas relações humanas e mais, do próprio valor do uso da consciência histórica. A construção de identidades pessoais e sociais está relacionada à memória, já que, tanto no plano individual quanto no coletivo, ela permite que cada geração estabeleça vínculos com as gerações anteriores. Os indivíduos, assim como as sociedades, procuram preservar o passado como um guia que serve de orientação para enfrentar as incertezas do presente e do futuro.
Disponível em: https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/historia/ensinohistoria-memoria-. Acesso em: 14 ago. 2025.

Sobre a citação acima, podemos considerar que se refere à importância da(o):
Alternativas
Q3598075 História
A matéria-prima do historiador são os fatos históricos que foram identificados com a elaboração dos métodos investigativos da História, começando no século XIX, quando a História se tornou uma ciência. São características do fato histórico:
Alternativas
Q3583485 História
“A Alemanha produziu a filosofia da história e seu antídoto: Hegel e Ranke são, respectivamente, os maiores representantes da filosofia da história e da história científica” (Reis, 1996) Fonte: REIS, José Carlos. Ahistória entre a filosofia e a ciência. SP. Ática, 1996. p.10

Considerando a História no decorrer do século XIX, analise as afirmações a seguir.

I- A História, para Ranke, era o reino do espírito, que se manifestava de forma individual. Era feita de individualidades, cada uma dotada de estrutura interna e sentido únicos.
II- A História científica seria produzida por um sujeito que se neutraliza enquanto sujeito para fazer aparecer o seu objeto.
III- Os positivistas franceses praticaram os mesmos princípios defendidos por Ranke, dominado pelo Espírito que produz a História.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3583475 História
Nas últimas décadas do século passado tornou-se mais preciso e evidente a História Cultural. Considerando esse campo historiográfico, analise as proposições a seguir:

I- A História Cultural, tal como a entende Roger Chartier, tem por principal objeto identificar o modo como em diferentes lugares e momentos uma determinada realidade cultural é construída, pensada, dada a ler.

II- Uma das grandes contribuições de Roger Chartier para a História Cultural está na elaboração de práticas e representações e de acordo com este horizonte teórico, a cultura poderá ser examinada no âmbito produzido pela relação interativa entre estes dois polos.

III- Para o historiador Roger Chartier as representações não se inserem em campo de concorrências e competições e não geram apropriações nem enunciam termos de poder e de dominação.


É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3541174 História
Em relação ao conceito de “memória histórica”, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3529033 História
Leia o texto a seguir:

    No contexto pedagógico atual, a História Contemporânea, tendo em vista que ela está mais próxima do cotidiano do aluno, tem sido muito valorizada como ponte para o estudo do passado mais remoto. Há o risco de o ensino (e a pesquisa) voltarem-se para um certo presentismo subjetivista e cometer um dos (ou todos) três pecados capitais da explicação histórica: o anacronismo, o voluntarismo teórico e o descritivismo nominalista.
(Marcos Napolitano, “Pensando a estranha História sem fim”. Em: Leandro Karnal, História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas, 2015. Adaptado)

Marcos Napolitano define o voluntarismo teórico como 
Alternativas
Q3528310 História

TEXTO I



        Conceitos, na medida em que envolvem todo o processo semiótico, não podem ser definidos; apenas aquilo que não tem história pode ser definido.


NIETZSCHE, Friedrich, The Birth of Tragedy and The Genealogy of Morals, trans. Francis Golffing. New York: Doubleday, 1956 apud KOSELLECK, Reinhart. Introduction and Prefaces to the Geschichtliche Grundbegriffe. In: Contributions to the History of Concepts. Volume 6, Issue 1, Summer 2011.



TEXTO II



        Como todo conceito, o de História Pública possuí múltiplos significados. De 11 a 13 de fevereiro de 2015, na Villa Schifanoia, subúrbio de Florença, ocorreu o evento “História Pública e a Mídia” (2015). O encontro registra testemunhos de oito países europeus, todos respondendo a uma única pergunta: “o que é História Pública”? Para Argyri Panezi, trata-se da escrita da história “apresentada de forma acessível ao grande público”. Christine Dupont, fala da História Pública como “campo de comunicação da história”, no qual a historiadora “põe-se em perigo”, entendendo que sua formação é digna de ser compartilhada com um público maior do que o limitado círculo de pares. Étienne Deschamps lembra que se trata de uma “abordagem histórica firmada em uma formação acadêmica tradicional”, oriunda do meio universitário, mas que “se transforma em uma forma de engajamento com a sociedade (…), de maneira a responder às demandas sociais” (2015). Indo mais longe, Marta Carosio defende o envolvimento do público no “processo de pesquisa histórica”, de maneira a fazê-lo refletir sobre a relevância do passado na vida social. Jozefien de Bock leva esse argumento adiante, afirmando que História Pública “não é apresentar a história para uma audiência, mas o momento em que acadêmicos e não acadêmicos escrevem história juntos”


O que é História Pública? Disponível em: historiapublica.sites.ufsc.br. Acesso em: 15 maio, 2025.



Sobre a temática da História Pública, marque a alternativa correta. 

Alternativas
Q3524562 História
Uma biografia é a evidência mais elementar da profunda conexão entre as esferas pública e privada: somente quando estão articuladas, essas esferas conseguem compor o tecido de uma vida, tornando-a real para sempre. Escrever sobre a vida do nosso país implica questionar os episódios que formam sua trajetória no tempo e ouvir o que eles têm a dizer sobre as coisas públicas, sobre o mundo e o Brasil em que vivemos – para compreendermos os brasileiros que somos e os que deveríamos ou poderíamos ter sido.
A imaginação e a multiplicidade das fontes são dois predicados importantes na composição da biografia.
(Lilia Moritz Schwarz e Heloisa Murgel Starling, Brasil: uma biografia)

Para a composição da biografia em referência, as autoras entendem que
Alternativas
Respostas
81: C
82: A
83: D
84: A
85: B
86: A
87: A
88: D
89: C
90: B
91: B
92: B
93: A
94: B
95: D
96: D
97: C
98: E
99: D
100: A