Questões de Concurso Comentadas sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história

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Q2430323 História

Em contraste à história humanista influenciada pela antiguidade e pela retórica, a história perfeita buscou estabelecer critérios de averiguação e confiabilidade de seu relato pelo recurso a dois campos de conhecimento e de prática muito importantes da época: a filologia e a retórica.

Acerca das contribuições da filologia para a Teoria e a Metodologia a História, é correto afirmar:

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Q2430322 História

A História teve influências de diversas tradições, como a alemã e a italiana. O pensamento francês influenciou bastante a formação da História como disciplina na modernidade.

Dentre as principais contribuições francesas para a escrita da História, é correto considerar:

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Q2430319 História

Observando a relação estabelecida entre o historiador e as fontes documentais, o literato e jurista francês Étienne Pasquier aplicou os métodos da dita História Perfeita francesa ao escrever sua obra “Pesquisas da França”, publicada no século XVI. Ele buscou “dizer somente aquilo que se pudesse provar” e buscou as origens da França, não entre os gregos e troianos, mas entre os antigos gauleses.

Assinale a alternativa correta, observando a relação estabelecida entre o historiador e as fontes documentais.

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Q2426295 História

No arquivo da Biblioteca do Congresso Nacional, um historiador encontra cartas pessoais, panfletos, fotografias, jornais da época e registros de reuniões de organizações sufragistas, como a Associação Nacional de Mulheres Sufragistas, para a sua pesquisa sobre a participação das mulheres na luta pelo direito ao voto nos Estados Unidos no início do século XX. Sobre esses materiais de pesquisa, é correto afirmar que:

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Q2426291 História

É um erro conceitual que ocorre quando algo é colocado fora de seu contexto temporal, ou seja, quando elementos, ideias, eventos ou conceitos que pertencem a épocas diferentes são misturados ou aplicados de maneira inconveniente. É frequentemente considerado um erro na pesquisa histórica e na narrativa histórica.


O texto faz referência ao conceito de:

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Q2425789 História

Analise as informações a seguir:


I. A oposição entre ‘mística fabular’ e ‘historiografia’ é a principal característica dos textos “analíticos” no século XIII. A razão é o fato de que a historiografia era “uma operação definida pelas regras e os modelos elaborados por uma disciplina [metódica] do saber [científico]”, assim como a literatura mística “valia pelo que tornava possível e não pelo que provava”.

II. Quando se fala em sentido de mundo e análise social, no século XIII, não era só a literatura mística que funcionava segundo as engrenagens da oralidade e da linguagem simbólica, mas também a literatura historiográfica, como se verifica, por exemplo, na associação, já feita desde a Antiguidade romana, entre ‘historiografia’ e ‘oratória’. Ou seja, ao mesmo tempo em que se falava e dialogava com outras pessoas, formulavam-se hipóteses e reflexões sobre o passado e o presente.


Marque a alternativa CORRETA:

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Q2425782 História

Analise as informações a seguir:


I. A prática de se trabalhar com vestígios de sociedades pretéritas conduz, não raro, a uma interpretação falaciosa de que a História é uma disciplina dedicada ao passado. Walter Benjamin, por exemplo, ao afirmar que “Articular historicamente o passado não significa conhecê-lo ‘como ele de fato foi’. Significa apropriar-se de uma reminiscência, tal como ela relampeja no momento de um perigo”, corrobora com a associação da História como uma ciência do passado, mas não menos importante que outras disciplinas.

II. A Egiptologia é marcada por uma excessiva crença no discurso das fontes e foi beneficiada assim como os estudos da Antiguidade europeia, pela adoção de novos métodos a partir do diálogo interdisciplinar de observação de realidades histórico-sociais. Os Egitptólogos, em geral, coadunando com novas frentes de pesquisas, modernizaram o passado faraônico a partir de interpretações circunscritas à realidade atual, indo ao encontro de uma observação voluntária e controlada, mas reforçando a impregnação instintiva.


Marque a alternativa CORRETA:

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Q2371062 História
“Michel de Certeau propôs a expressão 'fazer história', podemos considerar que o acontecimento está ligado a um fazer, a uma fábrica.” (DOSSE, François.  A História. São Paulo: UNESP. 2012, p. 211). Analise as proposições a seguir:

I- Em Certeau, os princípios epistemológicos da história vê na realidade do fato a sua causalidade histórica, considerada a única que dá fundamentos a busca da objetividade.
II- Michel de Ceretau, um historiador jesuíta da França, pensa a História como a ciência que estuda o homem, em seu meio, através dos tempos aplicando métodos científicos e construindo leis gerais.
III- Para Certeau, retomar a noção de regimes de historicidade, no cruzamento entre vivência e o conceito, a psicanálise e a história é perceber que está noção explica a singularidade com a qual as comunidades humanas vivem sua relação com o tempo.
IV- A construção social dos acontecimentos, em Certeau, passa pela tentativa de redução da indeterminação do que aconteceu e ao qual se tenta conferir uma importância determinada em consequência de um sistema de valores. Essa busca tem a vantagem de estar ligada a um lugar, a uma instituição, a uma ancoragem social. 


É CORRETO o que se afirma em:

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Q2371061 História
“A oposição fundamental entre Positivismo e Historicismo dá-se em torno de três aspectos fundamentais.” (BARROS, José D'Assunção. Teoria da História. Volume II. RJ. Vozes. 2011. p.64). Assinale a alternativa que apresenta estes três aspectos:
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Q2371054 História
“Historiadores franceses dos Annales e historiadores ingleses neomarxitas trabalhavam, do final dos anos 1960 aos anos 1980, com uma história social que avançava para os domínios cultural” (PESAVENTO, Sandra Jatahy. História & História Cultural. BH. Autêntica. 2003. P. 32.).

Analise as proposições a seguir:

I- A história social dos Annales nos anos 1980 trabalhava a ideia da contradição de classe, distanciando-se da ideia da diferença que desvendava toda uma trama de relações e de grupos presentes na sociedade.
II- Centralizando a sua fundamentação no viés economicista e mecanicista de análise, numa perspectiva de idealismo althusseriano, a história social nos anos 1980 desconsiderava os chamados silêncios de Marx, nos domínios do político, do rito, das crenças e dos hábitos.
III- Edward Thompson abandonou, nos anos 1960 a 1980, a clássica definição marxista leninista, que identifica a classe pela posição ocupada junto aos meios de produção, alargando o conceito, entendendo que a categoria deveria ser apreciada no seu fazer-se, na sua experiência como classe.

É CORRETO o que se afirma em:
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Q2371051 História
“Em meio ao processo de consolidação do Estado Nacional, assinalado por disputas regionais, coube ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro o dever de uma história tida como oficial.” (MONTEIRO, Luíra Freire. Retórica da Alteridade: Portugal e Retórica da Alteridade portugueses na historiografia brasileira. São Paulo: Hedra, 2016, p. 19).

Considerando que o fazer historiográfico, no século XIX, privilegiava a história da nação, narrando ações políticas, militares e de guerras, analise as proposições a seguir:

I- A ideia de que a missão da história era preservar a memória das vidas e feitos dos grandes homens do passado esteve presente na narrativa dos historiadores do século XIX no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro contribuindo diretamente no fazer histórico no espaço escolar durante décadas.
II- No Positivismo compete ao historiador essencialmente coletar e recuperar os documentos escritos, fazer uma análise minuciosa, sem interpretação, buscando formular uma verdade única e absoluta.
III- A Escola dos Annales, embora repense o conceito de documentos históricos, defende ainda a concepção de que o tempo histórico é estático e linear, não admitindo que o tempo histórico tenha ritmos diferenciados.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
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Q2364720 História
“O que é historiografia? Nada mais que a história do discurso – um discurso escrito e que se afirma verdadeiro – que os homens têm sustentado sobre o seu passado. É que a historiografia é o melhor testemunho que podemos ter sobre as culturas desaparecidas, inclusive sobre a nossa – supondo que ela ainda existe e que a semiamnésia de que parece ferida não é reveladora da morte” (Carbonell, 1987). A respeito do processo historiográfico, analise as assertivas abaixo: 

I. A escrita da História pode ser entendida como processo, uma vez que é a própria materialização resultante dos procedimentos de ordem científica, ou seja, a própria narrativa histórica em si.
II. Podemos considerar a escrita da História como produto quando diz respeito ao modo de produzir a narrativa histórica, considerando o conjunto de procedimentos práticos e teóricos que buscam garantir a confiabilidade e a correspondência do narrado.
III. É possível considerar a narrativa histórica de caráter científico como objeto de análise, uma história da historiografia, isto é, um estudo crítico a respeito dos movimentos historiográficos ao longo do tempo e suas implicações socioculturais.

Quais estão corretas?
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Q2364712 História
Segundo Peter Burke, “a história cultural não é uma descoberta ou invenção nova. Já era praticada na Alemanha com esse nome (Kulturgeschichte) há mais de 200 anos”. De acordo com esse historiador, a história da história cultural pode ser dividida em quatro fases. Sobre esse assunto, relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando cada fase a uma de suas principais características. 

Coluna 1
1. Clássica.
2. História social da arte.
3. História da cultura popular.
4. Nova história cultural.

Coluna 2
( ) Período em que as contribuições dos historiadores franceses, associadas à inovadora publicação Annales, convergiam com as de historiadores de outros países, entre eles um grupo de ingleses que analisavam a arte como forma de protesto político e social.
( ) Nessa fase, o principal objetivo do historiador cultural era retratar padrões de cultura, descrever os pensamentos e sentimentos característicos de uma época e suas expressões ou incorporações nas obras de literatura e arte.
( ) Um dos gêneros históricos dessa fase é a micro-história, que oferecia espaço para a cultura, permitindo que as experiências concretas, individuais ou locais, reingressassem na história.
( ) Algumas das maiores contribuições à história cultural dessa fase vieram de acadêmicos que não trabalhavam nos departamentos de história. Entre outros temas, os trabalhos abordavam análises econômicas, comportamentos sociais e a relação entre cultura e sociedade.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Q2347187 História
A Geschichtsdidaktik, termo que se refere à Didática da História, compreende uma maneira especifica de pensar a relação entre a História e outros elementos e atores. Sobre esta relação, assinale a alternativa correta:
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Q2347186 História
Jörn Rüsen, teórico da história, fundamenta sua abordagem na Teoria da História como ciência. No interior desta abordagem, é possível afirmar que
Alternativas
Q2345750 História

Prezada Dra. Natalie Zemon Davis,


Fiquei absolutamente encantado ao receber seu artigo sobre as “Razões do Desgoverno”. Eu mesmo estou trabalhando há algum tempo num curto estudo sobre “rough music” (nossa versão do charivari) no século XVIII e início do século XIX na Inglaterra. Portanto, fiquei particularmente entusiasmado ao descobrir trabalho comparativo de sua espécie avançado, embora haja diferenças importantes nos costumes e nas funções. Em certo sentido, suponho que o material do século XVIII na Inglaterra é uma forma atenuada do que você está escrevendo. 


Adaptado de: WALSHAM, Alexandra. Rough music and Charivari: Letters between Natalie Zemon David and Edward Thompson 1970-1972. Past and Present, 2017.


(rough music é uma cacofonia rude, com ou sem ritual mais elaborado, empregada em geral para dirigir zombarias ou hostilidades contra indivíduos que desrespeitam certas normas da comunidade.) 



No texto, percebe-se a convergência entre os temas investigados pelos dois historiadores. Assinale a opção que apresenta corretamente a perspectiva historiográfica que os estudos dos dois historiadores estão inseridos. 

Alternativas
Q2344308 História
“A questão da coerência interna do indivíduo, de seu pertencimento a outros e de sua demarcação com relação aos outros, é formulada de modo distinto em tempos diversos. Atualmente, ela surge com força e intensidade no plano categorial do pensamento histórico, com relação à humanidade, diante da desumanidade experimentada e da humanização almejada.” 
(RÜSEN, Jörn. Teoria da História: uma teoria da História como ciência. Curitiba: UFPR. 2015. p.145)

Com base no texto, o seguinte tema tem acompanhado atualmente o pensamento histórico:

Alternativas
Q2344300 História
“Ora, não há dúvida de que os índios foram atores políticos importantes de sua própria história e de que, nos interstícios da política indigenista, se vislumbra algo do que foi a política indígena. Sabe-se que as potências metropolitanas perceberam desde cedo as potencialidades estratégicas das inimizades entre grupos indígenas: no século XVI, os franceses e os portugueses em guerra aliaram-se respectivamente aos Tamoios e aos Tupiniquins (Fausto in Carneiro da Cunha [org.] 1992); e no século XVII os holandeses pela primeira vez se aliaram a grupos ‘tapuias” contra os portugueses (Dantas, Sampaio, e Carvalho in Carneiro da Cunha [org] 1992). No século XIX, os Munduruku foram usados para ‘desinfestar’ o Madeira de grupos hostis e os Krahô, no Tocantis, para combater outras etnias Jê.” 
(CUNHA, Manuela Carneiro da. Índios no Brasil: História, direitos e cidadania. São Paulo: Claroenigma, 2012. p. 23)

Entre o impacto da política indígena metropolitana e as iniciativas dos povos originários, há ainda amplo campo de estudos sobre o protagonismo indígena em sua relação com o colonizador.
Nesse sentido, a abordagem historiográfica que pode melhor contribuir para esses estudos é a história

Alternativas
Q2344294 História
“A escrita da história implica, portanto, a produção de um discurso no qual um narrador oculto ou explicito, o historiador, recompõe, recria, produz fatos e processos a partir das fontes – documentos definidos e classificados institucionalmente ou não -, de forma a atribuir sentido aos processos objetos de análise, buscando compreendê-los e explicá-los na perspectiva da sociedade ou dos grupos que os vivenciaram. Mas a compreensão e a explicação são aquelas de uma pessoa de seu tempo, com suas referências culturais e também teóricas. O pensamento histórico que realiza análise histórica, é do historiador que é um homem ou mulher de uma comunidade profissional de seu tempo. Nesse contexto, o anacronismo é inevitável?”
(MONTEIRO, Ana Maria. Tempo presente no ensino de História: o anacronismo em questão. In: GONÇALVES. Marcia de Almeida; ROCHA, Helenice; REZNIK, Luis; MONTEIRO, Ana Maria. Qual o valor da História Hoje? Rio de Janeiro: FGV, 2012. p. 194)

A pesquisa e a escrita historiográfica são plenas de questões que desafiam o historiador no exercício de seu ofício. A partir da interpretação do texto, é correto afirmar que

Alternativas
Q2344292 História
“A história, que por muito tempo foi considerada um gênero literário, uma arte, embora devesse ter compromisso com a verdade – nas palavras de Tucídides (em História da Guerra do Peloponeso) ‘devesse ter a preocupação em contar como as coisas se passaram, extraindo delas lições’ –, vai ser designada uma ciência ainda no século XVIII, com os pensadores iluministas. Mas será no início do século XIX que, em grande medida, a prática historiográfica passa a obedecer a regras distintas daquelas as que presidiram a escrita da história desde a Antiguidade Clássica, com o deslizamento e alteração de sentido do topos da historia magistra vitae”.
(Albuquerque Júnior, Durval Muniz de. Forma de escrever e ensinar a história hoje. In: GONÇALVES. Marcia de Almeida; ROCHA, Helenice; REZNIK, Luis; MONTEIRO, Ana Maria. Qual o valor da História Hoje? Rio de Janeiro: FGV, 2012. p. 23).


Considerando as novas regras que presidiram a escrita da história no século XIX, pode-se afirmar que os historiadores propuseram

Alternativas
Respostas
601: D
602: A
603: B
604: D
605: A
606: C
607: D
608: C
609: D
610: A
611: B
612: C
613: A
614: B
615: C
616: D
617: C
618: D
619: B
620: C