Questões de Concurso Comentadas sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história

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Q2392840 História
O famoso breviário de Langlois e Seignobos começava com uma definição simples, concisa e direta: “Documentos são os traços que deixaram os pensamentos e os atos dos homens do passado”, mas terminava com uma afirmação restritiva: “A História não é mais do que uma aplicação dos documentos.” (...) A última afirmação supunha uma não explicada teoria do conhecimento que mantinha o sujeito cognitivo (o historiador) como neutro e ausente (...)

(Saliba, E. T. Aventuras modernas e desventuras pós-modernas. In: Pinsky, C. B.; Luca, T. R. de (Orgs.). O historiador e suas fontes. São Paulo: Contexto, 2009, p. 312)


Os autores apontados são vinculados à corrente historiográfica
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Q2392835 História
Muitas pessoas e mesmo, parece, certos autores de manuais fazem uma imagem surpreendentemente cândida da marcha de nosso trabalho. No princípio, diriam de bom grado, eram os documentos. O historiador os reúne, lê, empenha-se em avaliar sua autenticidade. Depois do que, e somente depois, os põe para funcionar... Uma infelicidade apenas: nenhum historiador, jamais, procedeu assim. Mesmo quando, eventualmente, imagina fazê-lo.

(Marc Bloch. Apologia da história ou o ofício do historiador)


Conforme o texto e os conhecimentos historiográficos, a visão de Marc Bloch considera que
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Q2373012 História
O historiador italiano Alessandro Portelli, ao desenvolver uma pesquisa fundamentada na história oral, realizou uma entrevista com Alfredo Filipponi, antigo operário e secretário da resistência comunista contra o fascismo entre 1943 e 1944. A entrevista ocorreu em 1973, quando Filipponi já se encontrava muito doente e faleceu pouco tempo depois. No decorrer da entrevista ocorreu o seguinte diálogo:

Portelli: Durante a resistência, você pensava apenas na liberdade nacional ou desejava alguma coisa mais?
Filipponi: Pensavámos na libertação nacional do fascismo e, após isso tínhamos esperança de alcançar o socialismo, o qual ainda não havíamos atingido. Depois que a guerra terminou - Terni foi onze meses mais cedo do que o resto do país -, o camarada Palmiro Togliatti [secretário do Partido Comunista italiano no pós-guerra] convocou uma reunião com os líderes do Partido em todas as províncias da Itália. Togliatti fez um discurso e adiantou que haveria eleições e pediu o meu apoio para ganharmos a eleição. Houve aceitação ao discurso feito, mas eu levantei minha mão: “Camarada Togliatti, eu discordo”, porque, como Lenine disse: quando o tordo voa, é o momento de atirar nele. Hoje o tordo está voando: todos os chefes fascistas estão se escondendo ou fugindo, tanto em Terni como em qualquer outro lugar. Este é o momento: nós atacamos e construímos o socialismo. Togliatti colocou a sua moção e a minha em votação e a dele obteve quatro votos a mais do que a minha, e assim foi vencedora.
Adaptado de: PORTELLI, Alessandro. Sonhos Ucrônicos, Memória e Possíveis Mundos dos Trabalhadores. Projeto História, n. 10, São Paulo: Educ, 1993. p. 42-43.


Segundo Portelli, a confrontação entre Filliponi e Togliatti nunca aconteceu. Com base nos estudos atuais sobre a oralidade como fonte de pesquisa, essa constatação indica que a História Oral
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Q2373011 História

O escritor argentino Julio Cortázar (1914-1984) escreveu em O Jornal e suas metamorfoses:


Um senhor pega um bonde depois de comprar o jornal e pô-lo debaixo do braço. Meia hora depois, desce com o mesmo jornal debaixo do mesmo braço.

Mas já não é o mesmo jornal, agora é um monte de folhas impressas que o senhor abandona num banco de praça.

Mal fica sozinho na praça, o monte de folhas impressas se transforma outra vez em jornal, até que um rapaz o descobre, o lê, e o deixa transformado num monte de folhas impressas.

Mal fica sozinho no banco, o monte de folhas impressas se transforma outra vez em jornal, até que uma velha o encontra, o lê e o deixa transformado num monte de folhas impressas. Depois, leva-o para casa e no caminho aproveita-o para embrulhar um molho de acelga, que é para o que servem os jornais depois dessas excitantes metamorfoses.


CORTÁZAR, Julio. Histórias de Cronópios e de Famas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011. p. 63.


Um professor leu com os seus alunos esse texto de Cortázar, o que fez com que toda a turma concluísse que, na escola básica, os documentos históricos

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Q2367171 História
Na civilização ocidental, o século XIX caracterizou-se, entre muitos outros aspectos, pelo desenvolvimento do conceito de ciência, particularmente das denominadas ciências naturais. É nesse contexto que a produção do conhecimento histórico procura alcançar o status de ciência, desenvolvendo teorias e aperfeiçoando seus métodos. A partir daí e ao longo do século XX, a historiografia avança até chegar aos dias atuais, com reflexos significativos, na sala de aula, da educação básica ao nível superior. Considerando a trajetória da historiografia contemporânea, assinale a opção correta. 
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Q2365337 História
A propósito das novas tecnologias de comunicação e informação no ensino de história, assinale a opção correta.
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Q2350027 História

Leia a tirinha a seguir. 



Imagem associada para resolução da questão




A charge acima apresenta uma discussão que confunde cultura com instrução. Essa é uma ideia que reduz a ideia de cultura, já que todos têm cultura. Sendo assim, cultura é

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Q4226287 História

No artigo Sobre História, Braudel e os vagalumes. A Escola dos Annales e o Brasil (ou vice-versa) (em: Marcos Cezar Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva), Paulo Miceli afirma que “A reconstituição de grandes cenários capazes de comportar a elaboração do vasto espetáculo da História era para Braudel uma tarefa que não deveria ficar submetida apenas aos procedimentos tradicionais da velha disciplina”.


Nesse sentido, segundo o artigo citado, Braudel

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Q4226280 História
Assinale a alternativa que contém uma análise fundamental do artigo de Elias Thomé Saliba, Experiências e representações sociais: reflexões sobre o uso e o consumo de imagens (em: Circe Bittencourt (org.), O saber histórico na sala de aula.)
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Q4103607 História
Até o ano de 2022, o Prêmio Nobel foi concedido a um total de 894 homens, 60 mulheres e 27 organizações. A primeira mulher a ganhar o Prêmio Nobel foi: 
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Q3732112 História
A perspectiva plural e multifacetada do tempo histórico busca ultrapassar a visão linear e progressiva da história. Qual é a principal crítica feita a essa visão linear?
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Q3669590 História
A expressão "historia magistra vitae" é frequentemente associada ao historiador alemão Reinhart Koselleck. Ele é conhecido por seu trabalho na área da teoria da história e da historiografia e explorou o significado e o papel da história na compreensão da sociedade e da cultura. Nesse sentido, sobre o paradigma sobre a história como mestra da vida, é correto afirmar que:
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Q3669589 História
O regime de historicidade presentista é uma concepção da história que enfatiza o presente como o ponto central de referência para a compreensão do passado e do futuro. Nesse sentido, é correto afirmar que no regime de historicidade presentista:
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Q3654592 História
Analise a citação de “A Ideologia Alemã” de Karl Marx e Friedrich Engels.
[...] Não é a consciência que determina a vida, mas sim a vida que determina a consciência.
MARX, K.; ENGELS, F. A Ideologia Alemã: crítica da filosofia alemã mais recente na pessoa dos seus representantes Feuerbach, B. Bauer e Stirnes, e do socialismo alemão na dos seus diferentes profetas. Lisboa: Presença; Martins Fontes, 1980. v. 1-2, p. 26
De acordo com os conceitos do Materialismo Histórico Dialético, o texto 
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Q3634396 História
“Vivemos em uma época que corretamente renunciou à Teoria Unificada, uma época na qual nos damos conta de que a história (tal como a 'individualidade', a 'subjetividade', o 'gênero', a 'cultura') é composta de uma variedade de fragmentos e não de inteiros epistemológicos sem rachaduras ou imperfeições.” (Tomaz Tadeu da Silva, 2000).
I- As certezas modernas foram abaladas pela relatividade na segunda metade do século XX.
II- As teorias universais voltadas para explicar e pensar o mundo têm cedido lugar ao pensamento do descontínuo, da multiplicidade de experiências que tornaram possível a leitura das subjetividades na contemporaneidade.
III- O projeto de civilização e progresso da modernidade foi abalado pelo pensamento pós-moderno de que o mundo é fluidez, metamorfose, transubstanciação: diferença intensiva, possibilidade e dispersão.
Após identificar a legitimidade das sentenças sobre a História e a pós-modernidade, assinale a alternativa que apresenta a resposta CORRETA:
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Q3634393 História
Analise as sentenças abaixo tendo como parâmetro a busca pela verdade na produção do conhecimento histórico.
I- No final do século XIX, o pensamento positivista influenciou a profissionalização da história, defendendo os preceitos da neutralidade com a ausência de “julgamentos” dos eventos passados por parte dos historiadores.
II- A História deveria ser narrada “como de fato aconteceu”, explicitando apenas os textos extraídos rigorosamente dos documentos oficiais.
III- Abusca pela verdade na produção do conhecimento histórico tornou inquestionável a compreensão da História como ciência até os dias atuais.
A alternativa que responde CORRETAMENTE é apenas:
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Q3621807 História

A História Moderna é o período da história que compreende a Idade Moderna. Esse momento da História do Ocidente se inicia no final da Idade Média e se estende até a Idade Contemporânea, no século XVIII. Apesar dos resquícios do mundo medieval em alguns aspectos, essa fase foi marcada por grandes transformações, revoluções e mudanças na mentalidade ocidental. De acordo aos estudos que engloba o período medieval ao contemporâneo, analise as proposições abaixo:



I- O conceito de Idade Moderna surgiu como uma necessidade de determinados intelectuais de diferenciar a época em que eles estavam inseridos do período medieval. A Idade Moderna, portanto, surgiu quando foi pensada a Idade Média. O primeiro erudito que pensou nisso foi um italiano do século XIV chamado Francesco Petrarca.


II- A Idade Moderna é considerada o período de transição do modo de produção feudal para o modo de produção capitalista. Essa transição se deu pelas práticas econômicas do mercantilismo, que contribuíram para a mundialização do comércio europeu. Essa mundialização do comércio tem relação direta com o colonialismo que se estabeleceu quando os europeus chegaram à América em 1492.


III- Nesse período, no campo político, mudanças significativas também aconteceram. O rei se fortaleceu e as nações que surgiram se estruturaram ao redor desse monarca absoluto. É, portanto, o período do absolutismo e de reis imponentes, como Luís XIV, que se autodefinia como Rei Sol. Significativo também foi o papel de muitos intelectuais que criaram construções ideológicas para sustentar o poder dos reis.


IV- Foi um período também de agitação burguesa e da consolidação popular. As camadas populares, lutando por seus direitos, posicionaram-se durante a Revolução Puritana, que aconteceu na década de 1640, na Inglaterra, por exemplo. Os diggers e levellers defenderam os interesses do povo e tinham ideias republicanas e coletivistas, mas foram esmagados pelo poder burguês.


V- A mundialização do comércio permitiu a acumulação do capital, e essa ação se fortaleceu principalmente depois que a Reforma Religiosa levou ao surgimento dos protestantes. A Igreja perdeu força, assim como a fé, que deu espaço à predominância da razão, sobretudo quando surgiram os iluministas.



De acordo a análise das proposições é correto o que se afirma em: 

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Q3596404 História
A visão liberal em torno da categoria conceitual populismo a representa, em geral, como demagogia ou atrelada à figura de um líder. Entretanto, estudos orientados pelo método materialista histórico e dialético criticam tal visão a apresentam o populismo a partir das relações sociais historicamente estabelecidas pelos indivíduos. O getulismo e o lulismo podem ser tomados para explicar tal concepção ampliada do populismo. Identifique a alternativa que contempla a categoria populismo analisada à luz da teoria e método materialista histórico-dialético:
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Q3587679 História
“Quanto à unidade de contexto, Bardin a define como “unidade de compreensão para codificar a unidade de registro”, cujas dimensões devem ser ótimas e amplas para “que se possa compreender a significação exata da unidade de registro”. Traduzida historicamente, a unidade de contexto diz respeito à totalidade, ao “contexto histórico”, às estruturas sociais e/ou ao universo simbólico no qual se insere(m) o(s) discurso(s) analisado(s). Trata-se de uma unidade “arbitrária”, posto que extratextual, que somente o historiador pode determinar, conforme suas opções teóricas, suas escolhas temáticas e suas hipóteses de investigação.” (CARDOSO e VAINFAS, pg.547).
A unidade de contexto no processo da análise documental feita pelo historiador sucede a qual unidade base de análise?
Alternativas
Q3572340 História

O conhecimento histórico se refere ao entendimento e à interpretação do passado humano. Sobre isso, identifique e assinale a alternativa incorreta:

Alternativas
Respostas
561: D
562: A
563: B
564: C
565: A
566: E
567: D
568: D
569: C
570: E
571: B
572: B
573: C
574: D
575: A
576: B
577: B
578: C
579: E
580: D