Questões de Concurso
Comentadas sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história
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Texto extraído de: NAPOLITANO, Marcos. Negacionismo e revisionismo histórico no século XXI. In: PINSKY, Jaime; PINSKY, Carla Bassanezi. Novos combates pela história: desafios-ensino. São Paulo: Contexto, 2021, p.102.
O trecho foi extraído do texto de Marcos Napolitano, pelo qual objetiva apontar aos pesquisadores e aos professores de História sobre como lidar com os temas do negacionismo e do revisionismo histórico. A esse respeito, julgue as afirmativas que fazem parte da argumentação do autor:
I. O revisionismo pode ser compreendido como um processo de revisão do conhecimento factual das interpretações historiográficas dominantes, com base em novas questões teóricas, novas hipóteses, novos métodos de análise e novas fontes primárias. Esse é o oxigênio da área de História, mesmo quando remexe em passados sensíveis e explicações aceitas.
II. O revisionismo deve ser encarado como um legítimo e necessário trabalho da historiografia. Portanto, antepõe-se ao negacionismo, que se trata da negação de um processo, evento ou fato histórico estabelecido pela comunidade de historiadores como efetivamente ocorrido no passado, em que pesem várias possibilidades de interpretação validadas pelo debate historiográfico.
III. O revisionismo histórico é, em si, um revisionismo de matriz ideológica, pois parte da premissa de que o pesquisador e professor de história não são emissores de opiniões vazias. Dessa forma, a seletividade intencional das fontes primárias e a construção de hipóteses constituem bons mecanismos de reivindicação do reconhecimento de procedimentos metodológicos por parte do revisionismo histórico.
IV. Estão entre as principais armadilhas argumentativas dos negacionistas: defender a necessidade de outras versões sobre um evento histórico, denunciar a ausência de “prova” documental que “prove” que um crime ou violência foi cometido no passado; e tomar o fato reconhecido e chancelado pela pesquisa histórica como “interpretação”, defendendo seu método como “factual”.
Estão CORRETAS:
Destarte, é possível compreender que:
Disponível: https://globoplay.globo.com/v/12471062/ Acesso: 30/08/2024.
Em entrevista, ao Jornal Hoje, no dia 27 de maio de 2024, em parceria com o G1, a historiadora e pesquisadora revela que em seus estudos foi possível compreender:
Fonte: NORA, Pierre. Entre memória e história: a problemática dos lugares. Projeto História, São Paulo, v. 10, dez., 1993, p.9.
O debate pontuado no campo da historiografia sobre os conceitos de memória e história, adverte que:
Os períodos Idade da Pedra (Paleolítico e Neolítico) e Idade dos Metais (cobre, bronze e ferro) foram divididos considerando os vestígios encontrados pelos arqueólogos. Considerando essa periodização sobre a História das sociedades anteriores à escrita, analise a sentença abaixo:
Para essa periodização, historiadores e arqueólogos ponderaram os estágios econômicos, por isso, em todas as regiões – Europa, África, Oriente Médio – as diversas Idades obedecem a uma ordem cronológica, porém não começam ou terminam ao mesmo tempo (1ª parte). Considerando os estágios econômicos, pode-se afirmar que ainda existem alguns povos que vivem em uma economia de Idade da Pedra, o que não corresponde necessariamente ao seu desenvolvimento cultural, social e político atual (2ª parte). Pode-se exemplificar esse debate da seguinte forma: enquanto o Neolítico se consolidava no Egito e na Mesopotâmia, a Inglaterra se encontravam em plena Idade do Bronze, e a economia australiana ainda era paleolítica (3ª parte).
Quais partes estão corretas?
As concepções de tempo e espaço nas comunidades primitivas desempenharam um papel fundamental em suas práticas sociais, religiosas e culturais. A esse respeito, assinale a alternativa INCORRETA.
Bloch, Marc. Apologia da história ou o ofício de historiador. Rio de Janeiro: Zahar, 2001, p. 65.
Partindo da reflexão estabelecida por Marc Bloch, assinale a alternativa que apresente, de forma coerente, à função do historiador frente à ciência histórica.
O desejo e o prazer de compreender, de explicar a realidade, de questionar para procurar alternativas, de conhecer para agir conscientemente são, sem dúvida, fatores poderosos na formação de indivíduos responsáveis e intervenientes. Não foi decerto por acaso que os regimes totalitários declaram morte à cultura e reduziram drasticamente o tempo de escolaridade e o acesso ao saber.
(Roldão apud Proença, 1999, p. 25-26.)
O ensino de história contribui para o crescimento pessoal e social de cada indivíduo não apenas pelo conteúdo do saber histórico, mas também pela metodologia adotada. Nesse sentido:
Samba-Enredo 2024 – Glória ao Almirante Negro:

(Disponível em: https://www.letras.mus.br/gres-paraiso-do-tuiuti/. Acesso em: fevereiro de 2024.)
Como a nossa sociedade sofre um ritmo intenso de modificações, a escola e o ensino de história, em especial, deve acompanhar esse processo sob pena de transmitir conhecimentos já ultrapassados. Para isto deve incorporar os temas e as inovações tecnológicas com que os alunos já lidam no seu cotidiano. Constitui-se hoje, para os educadores do ensino fundamental e médio, um desafio muito grande ensinar alunos que têm contato cada vez maior com os meios de comunicação e sofrem a influência da televisão, rádio, jornal, vídeogames, [...] computador, redes de informações e etc.
(Ferreira. 1999, p. 144.)
Discutir a respeito da utilização das novas tecnologias da informação e da comunicação no ensino de história, embora não seja mais novidade, é pertinente e necessário. Nesse contexto de evolução informacional constante:
O objetivo da história é dar sentido ao passado; é conhecer e compreender não para contemplar um passado morto, mas para agir, para libertar consciências, para dar força às forças do progresso, para identificar e integrar o país com sua história e seu futuro, essa é toda a tarefa da história.
(Rodrigues. 1984, p. 39.)
O excerto anterior apresenta uma perspectiva acerca do que seria, de fato, a história. Dessa forma, a metodologia do ensino da história precisa
Qual conceito é enfatizado pelo historiador Roger Chartier em sua obra “História e Leitura do Tempo” (2009) como fundamental para a construção da história cultural?
Qual é um dos elementos fundamentais que constituem o saber histórico escolar?
Os “caminhos da história ocidental” abrangem uma série de períodos históricos, desde a antiguidade clássica até os dias atuais, e envolvem uma análise profunda das mudanças e continuidades que ocorreram ao longo do tempo. Ao examinar os “caminhos da história ocidental”, os historiadores devem buscar entender:
O Paleolítico é o mais extenso período da história da humanidade, estendendo-se do seu surgimento, por volta de 7 milhões de anos, até aproximadamente 8 mil anos a.C. Durante esse período, nossa espécie Homo aprimorou habilidades e técnicas para garantir a sua sobrevivência. Pode-se considerar como uma das técnicas desenvolvidas pelo homem nesse período:
A prática historiográfica envolve a interpretação e análise dos fatos a partir de determinados contextos e perspectivas, reconhecendo que o acesso direto à verdade absoluta é impossível.
Devido à natureza interpretativa, a periodização histórica é influenciada por diversos critérios, que podem ser políticos, ou baseados em grandes marcos ou eventos, como na divisão clássica em Pré-História, Idade Antiga, Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea.