Questões de Concurso
Comentadas sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história
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Entre as correntes atuais do pensamento historiográfico, pode-se mencionar a História Cultural, que foca nas representações culturais, simbolismos e práticas cotidianas, explorando como as pessoas dão significado ao mundo ao seu redor; a História Pós-Colonial, que examina o impacto duradouro do colonialismo e questiona as narrativas históricas tradicionais centradas na perspectiva ocidental, a História Ambiental, que aborda a evolução dos biomas ao longo das eras geológicas desde antes do surgimento da espécie humana, e a História Global, que visa entender eventos e processos históricos em escala global, considerando interconexões e interdependências entre diferentes regiões.
O excerto acima está:
(1) Africanidade.
(2) Afrocentrismo.
( ) Percepção do africano como sujeito e ação para a formação de sua própria imagem cultural.
( ) Compreensão dos costumes africanos como atos de resistência.
( ) Consciência da relevância e atuação das práticas ancestrais.
( ) Oposição ao eurocentrismo e à sua hierarquização.
(RAMOS, Fábio Pestana. In: PINSKY, Carla Bassanezi (Org.). Novos temas nas aulas de História. São Paulo, Editora Contexto, 2009).
O tema da alimentação é muito importante para a História. Nesse sentido, é INCORRETO afirmar que:
(BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de História: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2009)
Sobre a história do tempo presente, analise as seguintes afirmações:
I. A história do tempo presente só deve tratar de eventos extremamente recentes e sua análise deve ser feita de forma imediata.
II. Os historiadores do tempo presente devem ser neutros em sua análise dos eventos contemporâneos.
III. A história do tempo presente possui exigências metodológicas e conceituais e deve ser situada dentro do conceito de contemporâneo e sua periodização.
IV. A partir do conceito de “longa duração”, a história do tempo presente tem outras escalas de tempo e espaço.
Com base nas afirmativas, estão corretas:
(CERRI, Luis Fernando. Ensino de História e consciência histórica. Implicações didáticas de uma discussão contemporânea. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2011).
Qual é o papel da consciência histórica na formação da identidade coletiva e nas relações humanas?
(SILVA, Kalina Vanderlei In: PINSKY, Carla Bassanezi (Org.). Novos temas nas aulas de História. São Paulo, Editora Contexto, 2009).
A biografia é um instrumento que oferece possibilidades para a sala de aula. Nesse sentido, é INCORRETO afirmar que:
Segundo Jacques Le Goff, em seu livro História e Memória, de alguma forma, todo documento é uma mentira, já que é o resultado de uma “montagem, consciente ou inconsciente, da história, da época, da sociedade que o produziram(...).”
De acordo com o autor podemos afirmar que:
Objetos são portadores de informações sobre costumes, técnicas, condições econômicas, ritos e crenças de nossos antepassados. Essas informações ou mensagens são obtidas mediante uma “leitura” dos objetos, transformandoos em “documentos”. A questão essencial é: como transformar os objetos em fonte de conhecimento histórico?
O trecho aborda que tipo de investigação histórica:
“O documento não é qualquer coisa que fica por conta do passado, é um produto da sociedade que o fabricou segundo as relações de forças que aí detinham o poder.”
A afirmação de Le Goff nos remete a uma característica importante do ofício do historiador, que é:
I. A conexão entre passado e presente promove a empatia histórica, permitindo que os alunos entendam e apreciem as experiências de pessoas em diferentes períodos e contextos. Isso pode levar a uma maior tolerância e compreensão multicultural.
II. A história da arte revela os processos que moldaram as desigualdades econômicas contemporâneas. A Revolução Industrial apenas transformou as economias locais porque estabeleceu padrões de desenvolvimento sociais que influenciam as nações industrializadas em desenvolvimento.
III. Hayden White e outros teóricos argumentam que o entendimento histórico é sempre moldado pelas perspectivas do presente, um conceito conhecido como presentismo. Isso sugere que o ensino da História deve reconhecer que os alunos interpretam o passado através das lentes de suas próprias experiências e contexto atual.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) seguinte(s) proposição(ões).
Não eram atividades previstas para serem realizadas naquele momento:
HALBWACHS, M. La mémoire collective, p. 134. In: REVEL, Jacques. Proposições: ensaios de história e historiografia. Rio de Janeiro: Eduerj, 2009. p. 63.
Sobre a leitura que Maurice Halbwachs empreende das relações entre história e memória, é correto afirmar: