Questões de Concurso
Comentadas sobre construção de estados e o absolutismo em história
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Leia o trecho a seguir.
O que as monarquias do século XVII pretendiam não era tanto a centralização, mas o fortalecimento das suas dinastias, a imposição do princípio de autoridade sobre seus súditos considerados pouco obedientes e pouco cumpridores de suas obrigações, especialmente em matéria fiscal e na reputação na cena internacional, reputação essa considerada impossível sem um exército vitorioso e temível.
PUJOL, Xavier Gil. Centralismo e Localismo? In Penélope.
Fazer e Desfazer a História, nº 06, Lisboa, 1991.
De acordo com o trecho acima, a autoridade régia das monarquias europeias do século XVII caracterizava-se pelo(a)
Considerando o mundo europeu de transição no qual se estruturou o Mercantilismo europeu na Idade Moderna, podemos afirmar:
“Excepcionalmente, contudo, há períodos em as classes em luta se equilibram, de tal modo, que o poder de Estado, pretenso mediador, adquire momentaneamente um certo grau de autonomia em relação a elas. Assim, aconteceu com a monarquia absoluta dos séculos XVII e XVIII, que manteve o equilíbrio” (ENGELS, F. citado por ANDERSON, Perry, Linhagens do Estado Absolutista. São Paulo: Brasiliense, p.15) As classes em equilíbrio das quais nos fala Engels são:
Não foi um filósofo que justificou a existência de um Estado Absolutista:
O trecho acima faz referência a:
“Elaborada tal qual um grande teatro, um teatro do Estado, a atuação do rei se transforma em performance; os seus trajes viram fantasia. Na verdade, esculpida de maneira cuidadosa, a figura do rei corresponde aos quesitos estéticos necessários à construção da “coisa pública”. Saltos altos para garantir um olhar acima dos demais, perucas logo ao levantar, vestes magníficas mesmo nos locais da intimidade; enfim, trata-se de projetar a imagem de um homem público, caracterizado pela ausência de espaços privados de convivência. Tal qual um evento multimídia, o rei estará presente em todos os lugares, será cantado em verso e prosa, retratado nos afrescos e alegorias, recriado como um Deus nas estátuas e tapeçarias.
(S C H W A R C Z , Lilia Moritz. Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.)
A passagem aos Estados Absolutistas Europeu na modernidade se caracteriza ela formação imagética positiva da figura do governante.
De acordo com o texto, é correto afirmar que:
I. Quando a burguesia e a monarquia se aproximaram, objetivando os mesmos interesses, a centralização do poder foi consumada. II. Os entraves do mundo feudal foram ao poucos desmontados pelas necessidades dos negócios da burguesia. III. Foi a partir do início do século XV que a participação efetiva de Portugal no comércio Europeu teve grande impulso. IV. A formação do Estado Moderno contou com a intensificação expansionista com grandes navegações promovidas por Portugal, Espanha, França e Grécia.
Quais estão corretas?
As ideias messiânicas foram apropriadas por Fernão Lopes, que construiu a imagem de D. João como uma espécie de chefe messiânico, cujas atitudes são sancionadas por Deus. As suas ações possuem proximidade com os reis do Antigo Testamento e a própria figura de do Mestre de Avis tem analogias a Cristo, sendo Nuno Álvares, seu comandante militar, associado a S. Pedro, que levaria o povo eleito, a uma terra de leite e mel. Esse messias é incondicionalmente apoiado pelo povo português, o “povo do Messias de Lisboa”. Os que são partidários do Mestre, neste discurso são os bons cristãos e considerados “bons portugueses”: a população de Lisboa e os nobres segundos. Já a nobreza tradicional e o rei de Castela, que por sua vez apoia o papa de Avignon, passam a ser apresentados no discurso do cronista como o “outro”, a representação do Mal. D. João é visto como o verdadeiro “protetor” da nacionalidade portuguesa, com apoio de Deus e do povo português.
O cronista Fernão Lopes (1385-1460) foi contratado oficialmente para escrever sobre a vida dos reis portugueses da Dinastia de Avis, especialmente a respeito de Dom João I, o Mestre de Avis.
Sobre esse tipo de discurso, considerando o contexto histórico português, é CORRETO afirmar:
A partir da segunda metade do século XVIII, alguns soberanos absolutistas ou seus ministros, baseados em princípios iluministas, particularmente os de Voltaire, empreenderam uma política de reformas, visando à modernização nacional, com o objetivo de racionalizar a administração, a taxação de impostos e o incentivo a educação.
Essa política era denominada:
Luis XIV ordenou a construção de um imenso palácio próximo à Paris, em Versalhes, para acolher a corte. Essa imensa construção foi projetada pelo arquiteto Le Vau para abrigar até 20.000 pessoas, entre nobres e serviçais. Para erguê-lo numa área pantanosa foram necessários mais de 35.000 trabalhadores (...).
BURKE, P. A fabricação do Rei: a construção da imagem pública de Luis XIV. Rio de Janeiro: Zahar, 1994.
O Palácio de Versalhes, na França de Luis XIV,
simboliza o apogeu do Estado Absolutista,
caracterizado pela:
Leia atentamente as assertivas a seguir, sobre o absolutismo europeu.
I. O poder da monarquia espanhola no século XV, temido externamente enquanto defensor do catolicismo, detentor de vastos territórios e recursos financeiros aparentemente infindáveis, internamente se encontrava cindido pela existência de diversas autoridades locais, jurídicas, o mesmo sendo bastante questionado, especialmente nas cidades, mais castigadas pela carga tributária.
II. A partir de Henrique IV, a França entra num processo acelerado de centralização política, a partir da busca pela pacificação religiosa com o Édito de Nantes. Igualmente favorecido pela necessidade de cooperação da nobreza com o monarca para a derrota das revoltas camponesas, e também pela venda de cargos junto ao governo.
III. O processo de centralização de poder inglês sofreu atribulações, tendo iniciado com a ascensão de Henrique VII, dos Tudor, sofrendo retrocesso com as lutas religiosas no período de seu sucessor, que perdeu o domínio de parte das terras do clero católico rebelde ante o processo reformista implementado de cima a baixo, obtendo estabilidade apenas no governo de Eduardo
VI, quando o monarca restabeleceu o controle territorial e religioso sob doutrina anglicana.
Sobre as frases, pode-se afirmar.