Questões de Concurso Comentadas sobre construção de estados e o absolutismo em história

Foram encontradas 140 questões

Q1165741 História

“A única maneira de instituir um tal poder comum, capaz de os defender das invasões dos estrangeiros e das injúrias uns dos outros, garantindo-lhes assim uma segurança suficiente para que, mediante o seu próprio labor e graças aos frutos da terra, possam alimentar-se e viver satisfeitos, é conferir toda a sua força e poder a um homem, ou a uma assembleia de homens, que possa reduzir as suas diversas vontades, por pluralidade de votos, a uma só vontade. O que equivale a dizer: designar um homem ou uma assembleia de homens como representante das suas pessoas, considerando-se e reconhecendo-se cada um como autor de todos os atos que aquele que representa a sua pessoa praticar ou levar a praticar, em tudo o que disser respeito à paz e segurança comum; todos submetendo assim as suas vontades à vontade do representante, e as suas decisões à sua decisão”

(HOBBES, T. Leviatã. Os Pensadores. São Paulo: Editora Nova Cultural, 1997.p. 130).


O Antigo Regime, dentro de sua complexidade enquanto fenômeno histórico, NÃO pode ser entendido como:

Alternativas
Q2702358 História

“A sociedade burguesa que se desenvolveu no século XVIII entendia-se como um mundo novo: reclamava intelectualmente o mundo inteiro e negava o mundo antigo. Cresceu a partir do espaço político europeu e, na medida em que se desligava dele, desenvolveu uma filosofia do progresso que correspondia a esse processo.”


As “revoluções burguesas” ocorridas entre os séculos XVII e XIX trouxeram profundas transformações para o mundo Ocidental. Dentre elas, quanto ao seu potencial de transformação e mudança da história dos países ocidentais, a mais impactante no que tange aos países atingidos diretamente foi:

Alternativas
Q2694691 História

Entre o século XVI e XVII Thomas Hobbes, autor de “O Leviatã”, desenvolveu uma teoria política defensora de um Estado autoritário e centralizado capaz de manter a ordem na sociedade. Tal ideia foi resultado da percepção do autor de que os homens viviam, no estado de natureza, em constante guerra, inexistindo dessa forma direitos básicos como o de propriedade e segurança pessoal. Hobbes, ao formular sua teoria política e social, foi diretamente influenciado

Alternativas
Q2691804 História

Jacques-Bénigne Bossuet foi um bispo e teólogo francês, um dos principais teóricos da Monarquia absolutista. Segundo ele: “Todo poder vem de Deus. Os governantes, pois, agem, como ministros de Deus e seus representantes na terra. Resulta de tudo isso que a pessoa do rei é sagrada e que atacá-lo é sacrilégio. O poder real é absoluto. O príncipe não precisa dar contas de seus atos a ninguém”. (BOSSUET, 1679, apud SKOCPOL, 1985). O absolutismo e a política mercantilista eram duas partes de um sistema mais amplo, que conhecemos e denominamos de Antigo Regime. O termo foi adotado para designar o sistema cujos elementos básicos eram: o absolutismo do mercantilismo, a sociedade estamental, o sistema colonial e _______________________.

Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.

Alternativas
Q1832326 História
Leia o texto abaixo sobre o absolutismo na França moderna e seu final em 1789.
“Maria Antonieta, a filha mais nova da imperatriz Maria Teresa não se caracterizava pelo calor humano (...) De acordo com o lema “Deixa que os outros façam a guerra, tu feliz Áustria, casa-te”, a pequena Maria Antonia Josephe Johana, a quem todos chamavam de Antoinette, viveu luxuosamente com sua família austríaca e mais ainda depois do casamento com o monarca absolutista francês Luís XVI. Bela, caprichosa e atrevida, sua situação mudou em 14 de julho de 1789, quando o povo de Paris assaltou a fortaleza da Bastilha, símbolo do absolutismo monárquico, mas também ponto estratégico de repressão de Luís XVI, pois os seus canhões estavam apontados para os bairros operários. O povo passava fome, e Maria Antonieta tentava convencer o marido a fugir. Neste tempo surgiu uma anedota segundo a qual a rainha teria perguntado ao seu cocheiro durante um passeio por que havia tanta gente na rua em filas, o cocheiro teria respondido que eles esperavam pelo pão, que desaparecera do mercado. Ao que Antonieta interviu dizendo que se não havia pão que o povo comesse brioches...” (Texto adaptado de Helge Hesse. A história do mundo em 50 frases. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2012).
No trecho acima, a anedota – sendo verdadeira ou não – demonstra uma situação real e limítrofe de carência e pobreza que acabou por explodir em uma Revolução que destruiu o sistema absolutista francês em 1789. A imagem da jovem rainha austríaca na corte francesa demonstra bem este limite, que pode ser percebido porque esta rainha simbolizava o(a)
Alternativas
Q1730052 História
[...]. Do Estado moderno, ‘da geração’, nas palavras de Hobbes, ‘daquele grande Leviatã, ou antes daquele Deus Mortal, ao qual devemos, abaixo do Deus Imortal, nossa paz e defesa’, ousaria dizer, concluindo, que os italianos o criaram, os franceses e ingleses o desenvolveram e aos alemães restou o consolo de o interpretarem.
(FLORENZANO,Modesto. Sobre as Origens e o Desenvolvimento do Estado Moderno no Ocidente.p.37. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ln/n71/01.pdf. Acesso em 06/11/2019.)
No processo de formação do Estado Moderno,
Alternativas
Ano: 2019 Banca: FAU Órgão: IF-PR Prova: FAU - 2019 - IF-PR - Professor - História |
Q1646452 História
Na História Moderna da Europa, desenvolveu-se o sistema político absolutista, cujo auge foi representado pela Corte da França, onde as representações desse período foram sintetizadas na frase “O Estado sou Eu”.
A qual monarca se atribui essa frase? Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q1607689 História
Leia as afirmativas a seguir:
I. No Egito Antigo, inicialmente, os egípcios se organizaram por meio de um conjunto de comunidades patriarcais chamadas de nomos. Os nomos eram controlados por um chefe chamado nomarca. II. A França, no século XVIII, possuía um governo absolutista. A burguesia governava com poderes absolutos, controlando a religião e a monarquia.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1374620 História
[...] o absolutismo inglês foi derrubado em meados do século XVII [...] o absolutismo prussiano sobreviveu até um período avançado do século XIX [...]
(Perry Anderson, Linhagens do Estado Absolutista, 1998)

Perry Anderson faz referência a esses processos para
Alternativas
Q1142193 História
Embora os historiadores estejam naturalmente cientes de que os índices de mudança variam nas diferentes camadas ou setores da sociedade, o hábito e a conveniência mandam, em geral, que a forma de uma obra implique ou obedeça a um monismo cronológico. Vale dizer, seus materiais são tratados como se compartilhassem um ponto de partida comum e um mesmo ponto de chegada, abarcados por um único espaço de tempo. Neste estudo, não há tal meio temporal, uniforme: pois os tempos dos absolutismos mais importantes da Europa – oriental e ocidental – foram, precisamente, caracterizados por uma enorme diversidade, constitutiva ela mesma de sua natureza respectiva, enquanto sistemas estatais.
(Perry Anderson. Linhagens do Estado absolutista)
Como argumento para a tese apresentada, Perry Anderson mostra que
Alternativas
Q1132996 História
Foi com Luiz XIV, entre 1643 e 1715, que o absolutismo atingiu seu apogeu na França. Durante o seu reinado, o poder monárquico foi reforçado, sendo caracterizado por um duplo monopólio do soberano:
Alternativas
Q1074960 História
O Rei João da Inglaterra (1199-1216), conhecido como João Sem Terra, após se envolver em longas e onerosas guerras, aumentou drasticamente a cobrança de impostos. Contra sua política de impostos, os nobres se rebelaram contra o rei, num processo decisivo na formação do Estado Moderno Inglês, fazendo o rei assinar o documento conhecido como: 
Alternativas
Q1054423 História
“O conceito de Estado – sua natureza, seus poderes, seu direito de exigir obediência – passara a ser considerado o mais importante objeto de análise no pensamento político europeu”. SKINNER, Quentin. As fundações do pensamento político Moderno. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
De acordo com o historiador citado, as afirmações abaixo, sobre as teorias do poder monárquico, podem ser relacionadas, respectivamente, aos seguintes pensadores:
I. A educação de um príncipe só pode ser concebida se pautada em uma ética dos valores cristãos. II. Assim como a soberania divina é exercida por um só Deus, apenas o governo de um só homem é capaz de manter a unidade política.
Alternativas
Q1039812 História
O absolutismo, como o próprio termo sugere, tem como base o poder absoluto do governante, que dessa forma
Alternativas
Q1004999 História

Leia o trecho a seguir.

O que as monarquias do século XVII pretendiam não era tanto a centralização, mas o fortalecimento das suas dinastias, a imposição do princípio de autoridade sobre seus súditos considerados pouco obedientes e pouco cumpridores de suas obrigações, especialmente em matéria fiscal e na reputação na cena internacional, reputação essa considerada impossível sem um exército vitorioso e temível.

PUJOL, Xavier Gil. Centralismo e Localismo? In Penélope.

Fazer e Desfazer a História, nº 06, Lisboa, 1991.

De acordo com o trecho acima, a autoridade régia das monarquias europeias do século XVII caracterizava-se pelo(a)

Alternativas
Q2799320 História

Considerando o mundo europeu de transição no qual se estruturou o Mercantilismo europeu na Idade Moderna, podemos afirmar:

Alternativas
Q2799305 História

“Excepcionalmente, contudo, há períodos em as classes em luta se equilibram, de tal modo, que o poder de Estado, pretenso mediador, adquire momentaneamente um certo grau de autonomia em relação a elas. Assim, aconteceu com a monarquia absoluta dos séculos XVII e XVIII, que manteve o equilíbrio” (ENGELS, F. citado por ANDERSON, Perry, Linhagens do Estado Absolutista. São Paulo: Brasiliense, p.15) As classes em equilíbrio das quais nos fala Engels são:

Alternativas
Q2751839 História

Não foi um filósofo que justificou a existência de um Estado Absolutista:

Alternativas
Q1798833 História
(Concurso Milagres/2018) “Damiens fora condenado, a 2 de março de 1757, a pedir perdão publicamente diante da porta principal da Igreja de Paris, [aonde devia ser] levado e acompanhado numa carroça, nu, de camisola, carregando uma tocha de cera acesa de duas libras; [em seguida], na dita carroça, na praça de Grève, e sobre um patíbulo que aí será erguido, atenazado nos mamilos, braços, coxas e barrigas das pernas, sua mão direita segurando a faca com que cometeu o dito parricídio, queimada com fogo de enxofre, e às partes em que será atenazado se aplicarão chumbo derretido, óleo fervente, piche em fogo, cera e enxofre derretidos conjuntamente, e a seguir seu corpo será puxado e desmembrado por quatro cavalos e seus membros e corpo consumidos ao fogo, reduzidos a cinzas, e sua cinzas lançadas ao vento” (IN: FOUCAULT, Michel. Vigiar e Punir: histórias da violência nas prisões. Petrópolis: Vozes, 1987, p. 11.) Observando o texto acima, assinale a única opção correta sobre as ações do Estado de punição de crimes, no final do século XVIII e início do XIX, na Europa: 
Alternativas
Q1790387 História
Após 1870, especialmente depois da experiência da Comuna de Paris, ficou evidente que as massas caminhariam para o centro do teatro da política. O mundo ocidental caminhava rapidamente para um sistema político baseado em um eleitorado cada vez mais amplo, no qual sobressaía a figura do homem comum. [...] O desdobramento lógico dessas transformações foi a mobilização de diversos grupos sociais [...] para participar das eleições e através delas conseguir intervir na formação de governos e na implementação de políticas públicas.
PARADA, Maurício. Formação do mundo contemporâneo:
O século estilhaçado. Petrópolis: Editora Vozes;
Rio de Janeiro: Editora PUC Rio. 2014, p. 50-51.
O cenário apresentado pelo texto indica, dentro do clima de nacionalismo típico da época, um processo de democratização da sociedade. Nesse sentido, entre as suas possíveis decorrências, tem-se
Alternativas
Respostas
81: C
82: C
83: A
84: A
85: B
86: D
87: C
88: B
89: B
90: A
91: E
92: C
93: C
94: E
95: A
96: C
97: D
98: E
99: A
100: D