Questões de Concurso
Comentadas sobre construção de estados e o absolutismo em história
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Despotismo esclarecido é como os historiadores nomeiam a aplicação de ideais iluministas realizados por alguns monarcas absolutistas no século XVIII em vários países europeus. Um destes monarcas foi:
1.(__)Seguindo a teoria do poder divino dos reis, as monarquias absolutistas foram amplamente apoiadas pela Igreja Católica.
2.(__)O absolutismo monárquico se forjou a partir de um rompimento com a ordem política medieval.
3.(__)O despotismo esclarecido propunha reformas que chegavam a ameaçar a soberania dos próprios reis em nome de uma pretensa liberdade.
A sequência CORRETA é:
O historiador Eric Hobsbawm, na sua obra intitulada “Nações e nacionalismo desde 1780”, ao estudar o fenômeno do nacionalismo, procurou explicar o surgimento deste fenômeno na Europa do século XIX, ligado, entre outras razões, a uma presença mais efetiva dos poderes do Estado na sociedade daquele período.
Cada vez mais o Estado detinha informações sobre cada um dos indivíduos e cidadãos através do instrumento representado por seus censos periódicos regulares (que só se tornaram comuns depois da metade do século XIX), através da educação primária teoricamente compulsória e através do serviço militar obrigatório, onde existisse.
HOBSBAWM, Eric. Nações e nacionalismo desde 1780. Rio de
Janeiro: Paz e Terra. 1990. p.102.
Com base nas abordagens históricas acerca do controle do Estado sobre a sociedade civil no século XIX, é correto afirmar:
I- Era um país unificado. II- Tinha um Imperador e várias lideranças regionais. III- Possuía uma burguesia que apoiava a Igreja. IV- Contava com uma monarquia centralizada.
(BOSSUET, Jaques-Benigne. Política Tirada da Sagrada Escritura. In: FREITAS, Gustavo de. 900 Textos e Documentos de História. Lisboa, Plátano Editora, s/d, p.201.)
No trecho acima, Bossuet justificou uma forma de organização do Estado europeu na Idade Moderna, em relação à qual é CORRETO afirmar que:
Considerando as transformações sociais e econômicas da América portuguesa no século 18, julgue (C ou E) o item a seguir.
A organização familiar na sociedade da América lusa
do século 18 esteve pautada por concepções
corporativas e estamentais de Antigo Regime. A
dinâmica social de uma monarquia pluricontinental
como a portuguesa permitia a construção de relações
de parentesco extensas, reunindo, além dos
consanguíneos, colaterais, criados e escravizados,
classificados e organizados por uma hierarquia
rigidamente vinculada ao nascimento.
Tendo o texto acima apenas como referência inicial, julgue o item.
Na literatura e nas artes em geral, o Romantismo do
século XIX exerceu vigorosa influência na afirmação do
nacionalismo e na consolidação dos Estados nacionais.
“A guerra que Napoleão movia na Europa contra a Inglaterra, em princípio do século XIX, acabou por ter consequências para a Coroa portuguesa. Após controlar quase toda a Europa Ocidental, Napoleão impôs um bloqueio ao comércio entre a Inglaterra e o continente. Portugal representava uma brecha no bloqueio e era preciso fechá-la. Em novembro de 1807, tropas francesas cruzaram a fronteira de Portugal com a Espanha e avançaram em direção a Lisboa.”
FAUSTO, B. História Concisa do Brasil. São Paulo: Edusp, 2009. p. 66.
No excerto acima o autor faz referência ao contexto da
Com relação às Revoluções Inglesas do século XVII, julgue o item que se segue.
A Revolução Gloriosa reforçou o poder monárquico e
restringiu drasticamente o poder do parlamento.
- Sobre a formação e desenvolvimento dos Estados Nacionais Modernos é correto afirmar:
I) Uma das primeiras providências tomada pelo governo republicano foi decretar a laicidade do Estado, ou seja, separar-se da esfera religiosa na hora de tomar as decisões relacionadas ao futuro do país, e o documento que concretizou essa decisão foi o Decreto 119-A. II) A partir da separação entre Estado e Igreja Católica, o governo passou a agir totalmente por conta própria e sem influência do clero católico; os membros deste, por sua vez, resignaram-se a atuar apenas dentro dos templos e das instituições que permaneciam em seu poderio. III) Declarada a laicização do Estado, os membros da alta hierarquia da Igreja Católica não se deixaram abater; apesar das perdas materiais oriundas do confisco de terras e imóveis cedidos na época do Império, viram-se munidos de liberdade de articulação; já que não precisavam mais submeterem-se às determinações da família imperial, utilizaram diversos meios para se aproximar da população brasileira e exercerem sua influência. IV) A Igreja Católica não aceitou com passividade a concretização do projeto de laicização imposto pelo Estado. Revoltas ocorreram em diversos pontos do país, promovidas pelos bispos e pelos católicos devotos que os apoiavam, o que acabou por fornecer um caráter violento à República da Espada.
As revoluções de 1848 assinalam o ponto culminante dos movimentos liberais e nacionais, produzindo não só os levantes de fevereiro na França, mas também grandes surtos revolucionários nos territórios que futuramente vieram a compor os Estados nacionais italiano e alemão.
A Alemanha unificada surgiu como a maior potência da Europa continental, dispondo de elevado poderio militar e econômico. A emergência desse novo ator representou a ruptura definitiva com o equilíbrio de poder alinhavado no Congresso de Viena.
Em contraste com o processo de unificação alemão, a unidade italiana destaca-se por ter resultado de um processo eminentemente pacífico, derivado de uma atuação diplomática alicerçada no apoio das potências europeias.
A unidade italiana, tentada pela sublevação popular, fracassou com os levantes de 1848, os quais sedimentaram, na península italiana, a centralidade da participação operária verificada na estratégia de unificação conduzida pelo Conde de Cavour nas duas décadas seguintes.
A respeito dessa ordem, julgue (C ou E) o item a seguir.
Apesar do impacto nas relações internacionais causado pela unificação da Alemanha em 1871, Guilherme I e Otto von Bismarck lograram revitalizar o Concerto Europeu com sua Kontinentalpolitik, que objetivava manter a ordem multipolar e o equilíbrio continental. A despeito de tratarem de assuntos extracontinentais, o Congresso de Berlim (1878) – que tinha como tema os Bálcãs – e a Conferência de Berlim (1884-1885) – centrada na partilha da África – enquadram-se nesse esforço. Em contraste, a Weltpolitik de Guilherme II e Bernhard von Büllow foi um dos fatores fundamentais da crise terminal do Sistema de Viena.
"É preciso que os soberanos possam dar a lei aos súditos e anular ou revogar as leis inúteis para fazer outras; o que não pode ser feito por aquele que está submetido às leis ou por aquele que está sob o comando de outrem [...] todos os príncipes da Terra estão submetidos à lei divina e não têm poder de contrariá-la, se não querem ser culpados de crime de lesa majestade, fazendo guerra contra Deus" (BODIN, Jean. Os seis livros da república. Livro I. São Paulo, Editora Icone, pp.191-3).
Jean Bodin é um teórico típico do sistema político conhecido na história como: