Questões de Concurso
Sobre antiguidade oriental (egípcios, mesopotâmicos, persas, indianos e chineses) em história
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“Na Antiguidade clássica, muito ao contrário, a história recente era o foco central da preocupação dos historiadores. Para Heródoto e Tucídides, a história era um repositório de exemplos que deveriam ser preservados, e o trabalho do historiador era expor os fatos recentes atestados por testemunhos diretos. Não havia, portanto, nenhuma interdição ao estudo dos fatos recentes, e as testemunhas oculares eram fontes privilegiadas para a pesquisa” (FERREIRA, Marieta de Moraes. História do tempo presente: desafios. Petrópolis: Cultura Vozes, 2000, p. 17)
Com base no texto é INCORRETO afirmar que:
I. A civilização hebraica, de origem semita, desenvolveu-se na região da antiga Palestina, território cortado pelo Rio Jordão.
II. A moral e a ética dos hebreus serviram de base para as religiões monoteístas, como o judaísmo e o cristianismo.
III. O mais importante legado dos hebreus foi a escrita cuneiforme, utilizada nas cidades ao sul da Palestina e depois incorporada pelas civilizações do crescente fértil.
IV. A civilização hebraica estava organizada administrativamente em províncias, chamadas satrapias, dirigidas por governantes que entregavam ao Estado impostos proporcionais à riqueza da província.
Quais estão corretas?
“Os escritos dos papiros são hoje conhecidos como ‘hieróglifos’, palavra de origem grega que define qualquer texto considerado sagrado pelas civilizações antigas. Mas os próprios egípcios chamavam sua escrita de Medu Neter, ‘palavras dos deuses’. Uma dica para os professores interessados é levar para a sala de aula a planta que gerou os papiros – facilmente encontrável no Brasil, usada como adorno em muitas casas. (...) O toque nas fibras unidas e entrelaçadas provoca o questionamento de como é possível termos herdado esse conhecimento de era tão remota. (...) Colocar a chamada História Antiga em contato com o cotidiano dos alunos é uma das melhores maneiras de torná-los mais receptivos ao tema e às possibilidades de analogias em relação ao papiro – o ancestral de nossos livros, revistas e jornais.”
(FERREIRA, Lucas dos Santos. “Milênios na palma da mão” in Revista de História da Biblioteca Nacional, ano 9, n. 99, p. 80-83, dez. 2013.)
Nessa aula, o professor apresentou, além do papiro, alguns textos religiosos, tratados cirúrgicos, problemas matemáticos e histórias populares, como documentos da história egípcia, produzidos há alguns milhares de anos.
As opções a seguir apresentam possíveis objetivos desse trabalho com diferentes linguagens no ensino de História, à exceção de uma.
Assinale-a.
Não se pode negar que o Estado “clássico” esteja em crise. Produto do século XIX, no qual Hegel identificou a realização da história, esse Estado, antes apresentado como a expressão da vontade geral, diminuiu, ficou modesto, face à economia. Diante disso, será que os historiadores não julgaram a história institucional anterior a esse período à luz desse “Estado Modelo”? Será que eles realmente compreenderam a complexidade da noção de Estado e das realidades estatais ao longo dos séculos? Talvez hoje, face à crise, lhes seja mais fácil enxergar o passado de forma a perceber a variedade das formas de organização política das sociedades humanas.
Karl-Ferdinand Werner. O historiador e a noção de Estado. In: Comptes-rendus des séances de l’Académie des Inscriptions et BellesLettres, 136e année, n.º 4, 1992, p. 709 (com adaptações).
A invenção da escrita no Oriente Médio significou importante inovação na história da humanidade e possibilitou a renovação e a ampliação das formas de registro e de comunicação cultural de informações, conhecimentos, técnicas, tradições e memórias
A religião é o fundamento da sociedade egípcia, o que fica evidente em seus monumentos mais vistosos, nos grandes templos em formato de pirâmide.