Questões de Concurso Sobre história e geografia de estados e municípios
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I – O pano de fundo histórico do romance “Saraminda” é a luta entre o Brasil e a França pelo domínio do manancial piscoso existente na foz do Rio Amazonas e no litoral do Oceano Atlântico, especialmente a pesca do camarão-rosa, destacando a luta de pescadores e ribeirinhos pela sobrevivência.
II – O contexto histórico em que se passa a ação de “Saraminda” remete ao Contestado franco-brasileiro, região localizada ao norte do atual Estado do Amapá entre os rios Cassiporé e Oiapoque, na fronteira com a Guiana Francesa, onde no final do século XIX, jazidas de ouro foram descobertas no vale do Rio Calçoene provocando uma “corrida do ouro” para a região, bem como atraindo franceses créoles da Guiana Francesa e brasileiros amazônidas em busca de aventuras e riquezas.
III – Pode-se dizer que os personagens principais do romance, além de Saraminda, são Cleto Bonfim, Clément Tamba e Jacques Kemper, os quais remetem a tipos arquétipos reais que viviam na região do Contestado franco-brasileiro no início do século XX. Tratam-se, pois, da bela moça mestiça empobrecida, o aventureiro em busca de riquezas e conquistas, o crioulo de Caiena e o sujeito europeu metropolitano com a ambição arrogante de trazer “civilidade” para uma região anárquica, bárbara e selvagem.
IV – O ambiente histórico em que se passa a ação de “Saraminda” diz respeito à crise social e econômica decorrente da abolição da escravatura em meados do século XIX, na Guiana Francesa, que impactou o norte da região do que viria a ser o Estado do Amapá. Seus personagens remetem a figuras padrões do período tais como os escravos, os capitães do mato, as prostitutas, os ribeirinhos e quilombolas que povoavam a região.
Estão CORRETAS as sentenças:
Disponível em: https://www.oliberal.com/para/o-egua-e-detodos-dispara-amapaense-ao-apontar-apropriacao-do-parasobre-a-cultura-nortista-1.341244>notícia publicada em 31.12.2020 e notícia publicada em 08.01.2021.
Por outro lado, a autora Maura Leal da Silva, no "Item 1.2 - A Invenção do Amapá Territorial" da sua tese de doutoramento, ao refletir sobre a memória do senhor Adamor Oliveira no que concerne ao momento histórico da criação do Território Federal do Amapá, tece a seguinte reflexão:
"O memorialista reconstrói, ao longo dessas linhas, o discurso utilizado em diversos documentos oficiais que justificaram a criação do Território Federal do Amapá, em 1943, como um tempo de começo, inaugural, que deixou para trás uma época que deveria permanecer no tempo do esquecimento. Esse momento "inaugural," em que parte das terras paraenses foram desmembradas para dar origem ao Amapá, tornou-se um dos acontecimentos políticos de maior destaque no imaginário social dos amapaenses, e, não é por acaso, que ganhou relevo nas diversas narrativas que visam explicar o “Amapá" que surgiu desse momento. Abandono, vazio, atraso, marasmo, decadência, miséria, epidemias, até 1943, assim eram retratadas, em diversas narrativas oficiais, as regiões que foram desmembradas do Pará para dar origem ao Território do Amapá"
SILVA, Maura Leal da. O Território Imaginado: o Amapá, de Território à autonomia política 1943-1988.Tese de Doutoramento apresentada junto ao Programa de Pósgraduação em História da Universidade de Brasília em 2017. (p. 75-76)
Considerando que tanto a notícia das redes sociais quanto a Tese de doutoramento tratam do tema "identidade amapaense," é historicamente CORRETO afirmar que:
O governo Mauro Borges foi o primeiro a propor, como diretriz de ação, um “plano de desenvolvimento Econômico de Goiás” (1961 – 1965) abrangendo todas as áreas: agricultura e pecuária, transportes e comunicações, energia elétrica, educação e cultura, saúde e assistência social (...). Outro empreendimento importante que nasceu no governo Mauro Borges foi a tentativa de reforma agrária através de uma experiênciapiloto: o combinado Agro-urbano de Arraias.
PALACÍN, Luís; MORAES, Maria Augusta de Sant’Anna. História de Goiás (1722 – 1972). Goiânia: Editora da PUC, 2001. p. 121 – 123.
Essa experiência foi fortemente inspirada no modelo de socialismo cooperativista
A Região Metropolitana de Goiânia, criada pela Lei Complementar nº 149 de 15 de maio de 2019, foi instituída para integrar a organização, o planejamento e a execução de funções de interesse comum de Goiânia e outros vinte municípios, alguns deles conurbados à capital. Fazem parte desta Região Metropolitana, além de Goiânia, os seguintes municípios:
Foi um dos principais idealizadores e primeiro presidente da SGP, Sociedade Goiana de Pecuária, sigla que seria alterada depois para SGPA, Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura. Fundada no dia 19 de maio de 1941. [...] Escolhido para presidir a Comissão de Desapropriação de Terras para a Construção de Brasília, conseguiu o fantástico feito, junto a 84 fazendeiros, de venderem cada alqueire de suas terras por 80 centavos da moeda da época, o cruzeiro.
GALLI, Ubirajara. A História da Pecuária em Goiás: do primeiro gado aos dias de hoje. Goiânia: Contato / Editora da UCG, 2005. p. 46.
A partir dos fatos elencados na citação, é possível identificar o personagem referenciado como sendo o
Defendemos a ideia de que não é historicamente sustentável a teoria de Itami Campos, para quem as oligarquias dominantes de Goiás na Primeira República de tudo fizeram para manter o Estado atrasado como forma de continuidade de seu poder politico. Para nós, foi a época em que, economicamente, Goiás mais se desenvolveu.
CHAUL, Nasr Fayad. Prefácio à terceira edição. In: SILVA, Colemar Natal e. História de Goiás. Goiânia: Instituto Goiano do Livro, 2002. p. 19.
O trecho citado contrapõe as ideias do historiador Nasr Fayad Chaul, autor de Caminhos de Goiás: da construção da decadência aos limites da modernidade, e do sociólogo Itami Campos, autor de Coronelismo em Goiás. A perspectiva da desconstrução da ideia de “decadência” goiana fundamenta-se
I. Abrigou a Comissão de Terras do Estado do Rio Grande do Sul, que foi o órgão que projetou e demarcou as ruas e avenidas, lotes urbanos e rurais de Erechim.
II. É o prédio, em alvenaria e pedra sabão, mais antigo da cidade.
III. Está tombado como Patrimônio Histórico e Cultural pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul.
Quais estão corretas?
( ) O gentílico do município é erichiense.
( ) A data magna do município é 20 de julho.
( ) Paulo Bento e Barão de Cotegipe são municípios limítrofes a Oeste de Erechim.
( ) Erechim conquistou sua emancipação do Município de Vacaria.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
De acordo com o IBGE, Campina Grande do Sul tem uma população estimada de 42.880 habitantes, A cidade faz parte da região metropolitana de Curitiba, tendo como limítrofe a nordeste o Estado de São Paulo, temos mais seis municípios que fazem divisa com Campina Grande do Sul, quais são eles?