Questões de Concurso
Sobre história e geografia do estado do pará em história e geografia de estados e municípios
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A respeito da perspectiva socio ambientalista, que fortaleceu a correlação entre povos tradicionais e conservação do meio ambiente, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) Nessa perspectiva, as populações tradicionais da Amazônia deixam de ser consideradas entraves ao desenvolvimento e passam a ser entendidas como sujeitos políticos capazes de articular práticas conservacionistas e direitos territoriais.
( ) Essa perspectiva resulta da associação entre luta política e preocupações ambientais, exemplificada pela coalizão Aliança dos Povos da Floresta, que mobilizou seringueiros e indígenas e culminou no assassinato de uma de suas lideranças, Chico Mendes, em 1988.
( ) Essa perspectiva foi criticada na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente (Rio-92), que defendeu um desenvolvimento sustentável, em que os direitos de comunidades tradicionais não se sobrepõem à meta de produção de energia limpa, como a hidrelétrica.
Assinale a opção que indica a sequência correta, na ordem apresentada.
A respeito da APA Marajó, é correto afirmar que
O trecho descreve o plano de desenvolvimento para a região amazônica conhecido como
( ) A vegetação predominante no Pará é a floresta tropical úmida, mas também podem ser encontrados manguezais no litoral, campos, na ilha de Marajó, e áreas de Cerrado, ao sul e ao noroeste do estado.
( ) O Pará é atravessado por rios que integram a bacia amazônica, entre os quais, o próprio Amazonas, o Jari, o Pará, o Tapajós, o Tietê e o Xingu, entre outros.
( ) O relevo paraense é caracterizado por baixas cotas altimétricas, com exceção de relevos escarpados no nordeste do Estado, como a Serras do Carajás e do Cachimbo, nas quais encontram-se altitudes superiores a 500 m.
As afirmativas são, respectivamente,
Documento I
“Epopeia Cabanagem”, tela de Benedicto Mello. Plenário Newton Miranda, da Assembleia Legislativa do Estado do Pará.
Documento II
É preciso compreender que se fazer cabano no Pará era uma opção difícil e que precisa ser analisada à luz de todo um modo de pensar e de estratégias de lutas, que, em certo modo, constituíam a vida cotidiana daqueles homens e mulheres de 1835 - 1837, porém que foram gestados muito tempo antes, entre pessoas concretas que vinham de inúmeros lugares, com línguas, tradições e trabalhos diferenciados dentro da realidade amazônica.
RICCI, Magda. “De la independencia a la revolución cabana: la Amazonia y el nacimiento de Brasil (1808-1840)”. In: PEREZ, José Manuel Santos & PETIT, Pere. La Amazonia Brasileña en perspectiva histórica. Salamanca: Ediciones Universidad de Salamanca, 2006.
Os documentos apresentados acima produzem duas concepções sobre o movimento cabano, que podem ser identificadas,
respectivamente, em:
Fonte: https://super.abril.com.br/cultura
Marque a alternativa que preenche corretamente a lacuna acima:
A partir do trecho apresentado, é incorreto afirmar que:
Figura central na política do Pará desde abril de 1822 até o alinhamento ao Rio de Janeiro, em agosto de 1823, Moura [Jose Maria de Moura, Governador de Armas do Pará] entrou para a historiografia clássica como o símbolo da resistência portuguesa à independência. Para amparar seu pedido de envio de forças armadas por Portugal, Moura insistia que havia relações históricas e econômicas que criavam uma relação de hierarquias, nas quais o Maranhão e o Pará eram cabeças de uma região, atando em torno de si províncias que ele denominava como dependentes, tal como Mato Grosso, Piauí, Ceará e o norte de Goiás. A geografia também era descrita como determinante: desfavorável para as relações com o sul é ao mesmo tempo favorável para aumentar as comunicações no interior do bloco, uma vez que a hidrografia era novamente apontada como promissora para escoar os produtos do interior até os portos como o de Belém. Sempre alegando ter continuamente notícias das províncias do interior do continente, Moura insistia que bastava ter forças militares no Maranhão e no Pará para que toda essa região continuasse fiel a Portugal, território que ele lembrava corresponder a um terço dos domínios lusos na América.
(MACHADO, André Roberto de Arruda. Para além das fronteiras do Grão-pará: o peso das relações entre as províncias no xadrez da independência (1822-1825). Outros Tempos, v. 12, n. 20, 2015, p. 13)
As alegações do Governador de Armas do Pará, na época mencionada no texto,