Questões de Concurso
Sobre história e geografia do estado de goiás em história e geografia de estados e municípios
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Leia o texto a seguir
Mesmo depois de construída a vila de Jataí, e instalada a sua primeira Câmara em 1885, cerca de 80% das pessoas que povoavam a região continuaram nos campos, em lidas da agricultura e, muito especialmente, da pecuária extensiva. Por isso, os professores leigos prosseguiam dando aulas nas fazendas, agora em maior número, que não dispensavam a sua colaboração. Precisavam deles. Sem contar o sacerdote do povoado, eram os principais guias intelectuais, apesar de todas as falhas ou defeitos de sua instrução precária, de curso primário nem sempre completo.
FRANÇA, Basileu Toledo. Velhas escolas. Goiânia: Editora da UFG, 1998. p. 23.
De acordo com o autor, a maioria da população de Jataí, no século XIX, era rural. Sobre o ensino, nesse ambiente e nessa época, o autor considerou que:
Oscar Leal, ao passar por Jataí, no final do século XIX, fez a seguinte observação:
Durante minha estada no Jataí, devia ter lugar a eleição dos candidatos à câmara do estado. No número dos apresentados pelos seus partidos, haviam alguns que podiam quando muito representar um eleitorado composto de orelhudos como vamos ver. O presidente da Intendência vendo que não fora possível se constituir a mesa na hora marcada, no dia designado, como determina o art. 22o do regulamento eleitoral, declarou não haver eleições.
LEAL, Oscar. Viagem às terras Goyanas (Brazil Central). Goiânia: Editora da UFG, 1980. p. 195.[Adaptado]
O registro de Leal
A venda da Companhia Energética de Goiás (Celg) para a empresa italiana Enel foi concluída no dia 14/2/2017, em Goiânia. O presidente da corporação estrangeira no Brasil, Carlo Zorzoli, esteve na capital goiana com o governador do estado, Marconi Perillo (PSDB), e o presidente da Eletrobrás, Wilson Ferreira Junior, onde assinaram a privatização da companhia, que foi vendida por R$ 2,187 bilhões.
Internet: < http://g1.globo.com> (com adaptações).
No que se refere à questão energética em Goiás, assinale a alternativa correta.
Não entrará pelos olhos a dentro de todo homem de bom senso que reduzir à vida sedentária homens que não têm artes necessárias para subsistir nela ou equivale a destruí‐losà custa de fome e privações ou equivale a fazer pesar sobre nós o encargo de sustentá‐los?
Oswaldo Martins Ravagnani. A agropecuária e os aldeamentos indígenas goianos. Departamento de antropologia, política e filosofia. UNESP – Araraquara‐SP (com adaptações).
Com relação à questão indígena em Goiás ao longo da história, assinale a alternativa correta.
Observe a imagem a seguir, que retrata o símbolo da cidade de Aparecida de Goiânia.

A igreja representada na imagem foi construída por meio de
Considere os aspectos da história social do estado de Goiás:
I. Foi a partir do denominado Ciclo do Ouro, fruto da expansão do movimento das Bandeiras, que Goiás começou efetivamente a ser povoado, sendo a região do rio Paranaíba, no leste do estado, a primeira a ser ocupada nesse contexto.
II. A região pertenceu à capitania de São Paulo até meados do século XVIII e a designação Goiás teve origem nos povos indígenas que habitavam a região antes da colonização.
III. No sudoeste do estado há áreas demarcadas e delimitadas para comunidades quilombolas ou comunidades afrodescendentes, como o Kalunga, por exemplo, que vivem sobretudo da agricultura familiar e do artesanato.
Está correto o que se afirma APENAS em
Considere as afirmações abaixo sobre aspectos da urbanização e da agricultura no estado de Goiás:
I. Goiânia, Aparecida de Goiânia e Anápolis são os municípios mais populosos, enquanto que a cana-de-açúcar, a soja e o milho foram os produtos agrícolas mais produzidos no estado em 2017.
II. Em 2015, a agropecuária representou cerca de 10% do PIB do estado, enquanto que a indústria representou cerca de 25%, ficando para o setor de serviços a participação de 65%.
III. Criada no ano de 1941, a Colônia Nacional Agrícola de Goiás (CANG) fez parte da política expansionista de Getúlio Vargas e resultou no importante crescimento da produção de soja no estado a partir de 1955.
IV. Em 2017, os animais mais abatidos no estado foram aves e bovinos e representaram cerca de 35% da produção brasileira, consolidando o estado como o mais importante polo agropecuário da região Centro-Oeste.
V. Em 2010 foram contabilizados 246 municípios no estado, sendo que entre 1950 e 1960 houve a maior taxa de crescimento de municípios e entre 1970 e 1980 a menor.
Está correto o que se afirma APENAS em
Considere o mapa e as informações a seguir:

A região apresenta uma baixa representatividade na produção agrícola e nos efetivos de rebanhos – em parte justificada pelas
restrições impostas pelo meio físico. No conjunto das regiões goianas, esta tem a menor participação no PIB (Produto Interno
Bruto) do estado em 2015.
Trata-se da região indicada no mapa com o número
Observe a tabela a seguir.

OLIVEIRA, H. A. A população de Goiás na transição da mineração para a pecuária (1804). In. História Revista: pós-graduação em História da UFG, v. 21, n. 1, 2006, p. 157.
A tabela citada é uma amostra, em nível local, da dinâmica populacional goiana, na primeira metade do século
XIX, indicando uma situação de
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O sentimento era de separação e autonomia, tanto da colônia em relação à metrópole, quanto dentro da própria colônia, onde províncias buscavam mais autonomia para suas administrações.
POLONIAL, J. Terra do Anhanguera: história de Goiás. Goiânia: Kelps/ Leart, 2006. p. 44.
A citação refere-se ao contexto da emancipação política do Brasil, ressaltando a especificidade das províncias nesse processo. No caso de Goiás, as contradições sociais que emergiram na ocasião da emancipação política estiveram relacionadas ao conflito entre os
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O homem médio em Goiás, observou Saint-Hilaire, nunca expressava, nem sabia, o valor das coisas em réis, como em Portugal e outras capitanias do Brasil, mas exclusivamente em oitavas, vinténs de ouro, patacas e meias patacas.
PALACIN, L. O século do ouro em Goiás. Goiânia: Editora da UCG, 1994. p. 134.
A realidade, expressa na citação, indica que o contexto monetário existente em Goiás, nas primeiras décadas do século XIX, era
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Desenrola-se, então, o Movimento de 1909, de enorme significado para a política de Goiás, não pelos acontecimentos em si, mas pelas composições e articulações nele estabelecidas, bem como pelo despontar de lideranças que vão marcar os próximos decênios.
CAMPOS, F. I. Coronelismo em Goiás. Goiânia: Editora Vieira, 2003. p. 88.
A chamada Revolução de 1909, expressiva demonstração de poder de mobilização do coronelismo goiano, foi o marco da emergência de uma liderança que dominaria a política goiana até Revolução de 1930. Essa liderança foi
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A industrialização no sudeste do País e a implantação de uma infraestrutura de transportes possibilitaram o avanço da fronteira agrícola e da economia de mercado rumo ao Centro-Oeste, alterando as relações campo-cidade.
BORGES, B. G. A economia agrária goiano no contexto nacional (1930-1960). In. ARRAIS, C. A.; SANDES, N. F. História escrita: percursos da historiografia goiana. Vitória: GM Editora, 2017. p. 96
A citação refere-se ao contexto histórico e social da primeira metade do século XX, quando a economia goiana foi dinamizada a partir da implantação da Estrada de Ferro Goiás, interligando o território goiano ao Sudeste brasileiro. A consequência disso foi
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A grandeza do Araguaia acabou por gerar na população um mito sobre este rio. Este mito foi criado pelos índios moradores dos arredores e informantes aos cartógrafos lusitanos, da existência de uma grande lagoa chamada “Paraupava”. Estes portugueses passaram a adotar a versão dos índios por longa data, até que foi desmistificado este fato. Esta lagoa, chamada na época dos bandeirantes de “Lagoa Dourada”, foi inserida nos mapas pelos cartógrafos portugueses. [...] Foram necessários anos de estudos sobre a cartografia da Província para se chegar à conclusão de que tudo não passou de um mito.
FREITAS, L. A. História de Goiás: do povoamento aos trilhos do progresso. Goiânia: Kelps, 2010. p. 45 – 46.
O célebre mito goiano da Lagoa Dourada preconizava que
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Foi preparado um intrincado plano de defesa. Primeiramente, restringindo o trânsito de automóveis nos arredores da Praça Cívica, em qualquer horário. Durante a noite, também pedestres foram proibidos de circular por ali. As exceções ficaram por conta de algumas pessoas devidamente credenciadas, que obtiveram senhas especiais, distribuídas pelos responsáveis pela segurança do Governador. Reforçaram-se as barricadas, guardadas por policiais, voluntários e soldados leais ao oficial Mauro Borges, que circulavam armados com metralhadoras, em prontidão permanente. Canhões foram colocados sobre a marquise do palácio.
SILVA, A. L.; GUARDA, J. J. da. Metralhadoras no telhado: aspectos da reação popular ao Movimento da Legalidade em Goiânia (1961). In: SILVA, A. L.; OLIVEIRA, E. C. de (Orgs.). Goiânia em Mosaico: visões sobre a capital do cerrado. Goiânia: Editora da PUC – GO, 2015. p. 49 – 73. p. 61.
O trecho citado descreve a defesa organizada pelo governador Mauro Borges do Palácio das Esmeraldas, sede do executivo goiano, durante o chamado Movimento da Legalidade. Mauro Borges era oficial do exército e possuía experiência militar. Esse importante evento político foi deflagrado
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De um poder que Queiroz chama de “monárquico”, isto é, absoluto, não flutuante, que caracteriza a ação dos Wolney antes da ascensão dos Caiado, sucede-se àquele em que lideranças emergentes ativam o “jogo das pressões”.
DOLES. D. E. Aspectos econômicos e sociais do coronelismo em Goiás. ARRAIS, C. A; SANDES, N. F. (Org.). A escrita da história: percursos da historiografia goiana. Vitória – ES; GM Editora, 2017. p. 53–65. p. 59.
Com a ascensão da oligarquia dos Caiado, em substituição ao poder não flutuante da família Wolney, estabeleceu-se no estado de Goiás um novo modelo de coronelismo, cujo aspecto marcante era:
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Trecho do Plano de Ação do Governo Otávio Lage de Siqueira.
Embora venha crescendo em termos absolutos, o setor secundário da economia tem contribuído cada vez menos, em termos relativos, para formar a renda interna. [...] A economia regional tem deixado de ganhar muitos milhões de cruzeiros novos anualmente, pelo fato de exportar suas matérias-primas em grande maioria, sem qualquer elaboração. A título de ilustração, o erário estadual e os municípios deixam de ganhar uma diferença de aproximadamente Cr$20,00 de impostos por cada bovino em pé do estado.
PALACÌN, L; MORAES, M. A. S. História de Goiás. Goiânia: Editora da UCG, 1994. p. 124.
O trecho do documento citado alerta para o fato de que