Questões de Concurso
Sobre história e geografia do estado de goiás em história e geografia de estados e municípios
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Observe o Brasão de Santa Helena de Goiás na figura abaixo.
Disponível em: <https://www.santahelena.go.gov.br>. Acesso em: 20 mai. 2023.
Os elementos que aparecem nas laterais e na faixa situada na parte inferior da figura representam, respectivamente:
Leia o texto a seguir.
Os casarões da cidade de Goiás, os prédios centenários pelo interior e o acervo art déco de Goiânia são riquezas históricas que contam com a proteção e reconhecimento internacionais. A antiga Vila Boa, por exemplo, foi classificada pela Unesco como Patrimônio Cultural Mundial, em 2001.
O Estado de Goiás possui ainda dois parques nacionais reconhecidos pela Unesco como Patrimônio Natural Mundial, que são, respectivamente:
Os primeiros trabalhadores que chegaram para a construção da nova capital de Goiás instalaram-se em
Sobre o Rio Araguaia, observe as afirmações abaixo:
I. Percorre aproximadamente 1900 km, no sentido Leste - Norte e deságua no Rio Tocantins;
II. É, provavelmente, o rio mais conhecido de Goiás por causa do movimento dos turistas que o frequentam no período de estiagem;
III. Vem sofrendo intenso processo de assoreamento do seu leito;
IV. Serve também como divisor natural entre quatro estados: Mato Grosso, Goiás, Tocantins e Pará.
Assinale a alternativa correta:
Conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no município de Minaçu o IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) era de 0,707 no ano de 2010. O IDHM é uma adaptação metodológica do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) ao nível municipal e permite conhecer a realidade do desenvolvimento humano do território brasileiro. O IDHM é utilizado como referência para estudos comparativos das condições de vida das populações nos diversos municípios brasileiros. Seus três grandes indicadores são: (fontes consultadas: ibge.gov.br e atlasbrasil.org.br/2013 Data de acesso 18/03/2020)
A notícia do descobrimento das minas de ouro em Goiás se espalhou pelas outras capitanias e chegou até a Europa, transformando rapidamente o sertão goiano. Próximo às minas surgiram arraiais e povoados; e também os primeiros caminhos, que logo se transformaram em estradas, unindo os arrais entre si e também ligando Goiás às capitanias da Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso. O ouro trouxe para Goiás pessoas de todas as partes, em um povoamento irregular, instável e sem planejamento. O auge da mineração em Goiás durou cerca de 50 anos, um período intenso e breve. Na segunda metade do século XVIII, a produção do ouro começou a diminuir, provocando:
“Minaçu nasceu, em 1965, de um povoado que tinha relação direta com surgimento do comércio, tendo como primeiro comerciante Benjamin Tavares da Silva, conhecido com Beja. Por causa dele, nessa época o povoado ficou conhecido como Patrimônio do Beja. (...) No entanto, o povoado não existia oficialmente e o Patrimônio não havia sido legalizado de fato. Isso levou Sr. Jeová Seabra Campos, Darcy Lopes Martins e Pedro Coelho de Souza Barros a doarem as terras para a sua regulamentação. (...)”. A sugestão de mudar o nome do povoado para Minaçu foi de:
(IBGE. Disponivel em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/go/minacu/panorama. Data de acesso: 14/03/2020)
É inquestionável que o ouvidor Teotônio Segurado defendia o desmembramento da Comarca do Norte da Comarca do Sul da província de Goiás, e que a sua viagem para Lisboa contribuiu para enfraquecer o projeto autonomista, abrindo espaço para as dissidências. Muito embora, além de Segurado, houvesse outros indivíduos nos arraiais do norte que também repudiavam a situação de abandono político administrativo dessa região e almejavam a autonomia.
VIEIRA, Martha. O movimento separatista do norte goiano (1821-1823): desconstruindo o discurso fundador da formação territorial do estado do Tocantins. Revista Sapiência: sociedade, saberes e práticas educacionais. V.3, n. 1, p. 70.
A adesão ao movimento mencionado no texto buscava superar qual característica socioeconômica de Goiás?
Bem no início da colonização, o Conde de Sarzedas, em 1732, para conter a violência entre os escravos, proibiu a venda de aguardentes, o que acabou provocando fugas e revoltas. Parece que a “Lei Seca” – reativada também em 1750 por Dom Marcos Noronha – não foi muito obedecida em Goiás, nem em nenhum outro lugar do mundo. Em 1743, Dom Luiz de Mascarenhas proibiu indígenas domesticados, escravos, negros forros e mulatos de portarem armas, como se a ínfima minoria dos brancos conseguisse, sozinha, enfrentar a guerra com os indígenas; como era de se esperar, tal lei foi ignorada em Goiás.
OLIVEIRA, Eliézer Cardoso. “O medo do outro”: conflitos entre brancos, negros e mestiços em Goiás nos séculos XVIII e XIX. Revista Territórios & Fronteiras, Cuiabá, vol. 10, n. 2, ago.-dez., 2017, p. 286.
As medidas descritas no texto foram tomadas com o objetivo de
Um dia, em um desses passeios, o carrinho do governador Brasil Caiado, barulhento e fumacento, encontrou uma tropa, composta unicamente de éguas, que deixava o Mercado, com as bruacas carregadas de farinha de trigo. Aqueles animais não conheciam outro barulho senão o feito pelas patas no chão duro, e nunca, nem de longe, tinham ouvido o estouro de um motor a explosão. Estavam saindo pelo lado da Carioca. Quando penetraram em um caminho estreito, quase um corredor, com barrancos bem altos aos lados, surge o governador em seu automóvel barulhento, mais parecendo uma metralhadora ambulante, pois, além de tudo, estava solto o cano do escapamento. Aquela novidade foi fatal para a tropa. O tropeiro, homem habituado a enfrentar todos os percalços do sertão, fez o possível para manter as éguas em ordem. Mas, qual o quê! Houve um esparramar de éguas e farinha por todos os lados, num estouro selvagem dos animais em pânico.
ORTENCIO, Waldomiro Bariani. Sertão: o rio e a terra. Brasília, DF: Trampolim, 2017. p. 96 e 97. [Adaptado].
O acontecimento do texto apresenta qual dificuldade para a introdução dos veículos automotores em Goiás?
Nas regiões norte e nordeste de Goiás, entre os séculos 18 e 19, foram formados quilombos, isto é, acampamentos habitados por escravos que fugiam do trabalho nas minas de ouro e em outras atividades nas quais eram empregados. Com eles, surgiram comunidades autossuficientes e isoladas, situadas em locais de difícil acesso para dificultar a localização deles.
Com relação à história dos quilombos, é correto afirmar que
Na primeira metade do século 20, a pecuária extensiva predominava em Goiás, demandando grandes áreas de pastagem para sustentar o aumento do rebanho. Houve, então, um crescimento horizontal de estabelecimentos com essa atividade econômica, processo que reforçou a concentração de terra, visto que contribuiu para a formação de médias e grandes propriedades, com fazendas de gado acima de 100 hectares.
AURÉLIO NETO, Onofre. A pecuária extensiva em Goiás: a técnica no espaço rural e o crescimento horizontal da bovinocultura entre 1920 e 1960. Boletim Goiano de Geografia. Goiânia: Universidade Federal de Goiás, v. 34, n. 3, 2014.
Com relação a esse assunto, assinale a alternativa correta.
O coronelismo se expressa em um encadeamento rígido de tráfico de influências. Sua prática política está muito bem estruturada em um sistema eleitoral, em que é possível reconhecer todos os seus passos, localizando-os no tempo e no espaço. Forma-se uma pirâmide de compromissos recíprocos entre o eleitorado, o coronel, o poder municipal, o poder estadual e o poder federal.
JANOTTI, Maria de Lourdes Mônaco. O coronelismo: uma política de compromissos. São Paulo: Brasiliense, 1989, p. 11, com adaptações.
Quanto às características do coronelismo em Goiás, assinale a alternativa correta.
A construção da Estrada de Ferro Goiás, prolongamento da Estrada de Ferro Mogiana, foi iniciada em 1909 e seu funcionamento repercutiu na economia do estado, resultando na(o)
Em 15 anos, abrem caminhos e estradas, vasculham rios e montanhas, desviam correntes, desmatam e limpam regiões inteiras, rechaçam os índios, e exploram, habitam e povoam uma área imensa — em grande parte hostil pela aridez e pela insalubridade — que se estende a mais da metade do atual estado de Goiás.
PALACIN, L. Goiás 1722-1822: estrutura e Conjuntura numa Capitania de Minas. Goiânia: Oriente, 1976, p. 39, com adaptações.
Considerando que o texto se refere à atividade mineradora em Goiás, assinale a alternativa correta.
Goiânia, aos 75 anos, é um pedaço de modernidade cravado no sertão de Goiás. Capim em meio ao concreto, crescendo desordenadamente por entre bairros e vilas, luz neon em contraste com o entardecer do interior de Goiás, essa capital planejada se mistura com a própria história dos anos 30 da história de Goiás.
CHAUL, Nasr Fayad. Goiânia: a capital do sertão. Revista UFG. Junho 2009. Ano XI, n. 6, p. 100, com adaptações.
No que tange à construção da nova capital do estado de Goiás, assinale a alternativa correta.
[...] uma evolução poderosa dos “lanceiros”, a “dansa dos velhos”, o “villão”, em traje de corte, resuscitando o período áureo da nossa velha capitania, ou a iluminar os derradeiros esplendores da emancipação.
A INFORMAÇÃO GOYANA, 2001 (1917-1935). Edição fac-símile. Goiânia: Agepel, 2001 (fragmento).
As manifestações folclóricas mencionadas nesse excerto são as danças
Assim [ocorreu], no momento da independência, o acesso ao conhecimento e à compreensão do que ocorria nas outras províncias, no Rio de Janeiro e na Metrópole. Estava restrito a um pequeno número de grandes proprietários e ao estamento burocrático, concentrado na capital.
MOREYRA, Sérgio Paulo. O processo de Independência em Goiás. In: MOTA, Carlos Guilherme. 1822 – Dimensões. 2. ed., São Paulo: Perspectiva, 1986, p. 258, com adaptações.
Em relação ao movimento da independência em Goiás, assinale a alternativa correta.
Os bandeirantes foram os principais responsáveis pela expansão da ocupação dos territórios brasileiros, nos séculos 17 e 18. Eles foram os protagonistas da experiência de fronteira mais importante na história brasileira. No mesmo contexto dicotômico em que aparece o termo sertão, a literatura historiográfica apresenta os bandeirantes de formas antagônicas: ora como assassinos cruéis, instrumentos selvagens da classe dominante, ora como os verdadeiros construtores da nacionalidade pela bravura e pela integridade da sua conduta.
GIUSTINA, Carlos Christian Della. Degradação e conservação do cerrado: uma história ambiental do estado de Goiás. Tese de doutorado, UNB, 2013, p. 85, com adaptações.
A respeito desse assunto, assinale a alternativa correta.